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AIR FRANCE ENFRENTA DESAFIO DE SEGURANÇA DEPOIS DE NOVO SUSTO COM CARGUEIRO B777

Air-France-B777C

A Air France sofre uma segunda investigação de segurança em outras tantas semanas, após dois pilotos terem sido forçados a fazer uma recuperação a meio de uma descolagem, após a entrada de dados errados no computador de bordo de avião de carga, revelam fontes oficiais. O engano relacionado com o peso do aparelho só foi descoberto quando o Boeing 777 cargueiro, com o registo F-GUOC, operando o voo AF-6724 de Paris para o México,  não acelerou o suficiente ao iniciar a rolagem na pista do aeroporto Charles De Gaulle, em Paris, no dia 22 de Maio. Um peso subestimado pode levar a menos potência do que a necessária e numa tentativa para descolar mais cedo, aumentando o risco de causar danos (tail strike). Como forma de compensar, os pilotos tiveram de sobrepor-se à programação automática e dar potência máxima aos dois motores do avião.

A Air France confirmou o incidente ao responder a uma pergunta da agência de notícias Reuters, acrescentando que a tripulação foi suspensa assim que chegou ao seu destino. Em paralelo com o inquérito instaurado pela companhia aérea francesa, também a agência de investigação de acidentes aéreos BEA abriu uma investigação a pedido da Air France, confirmou a porta-voz da instituição. Pela segunda vez, em Maio, a Air France suspendeu uma das suas tripulações, na sequência de um alerta de segurança emitido para os pilotos de outro B777 que esteve perto de colidir com o Monte Camarões, o ponto mais elevado da África Central. Em ambos os casos, a companhia disse que os pilotos identificaram o problema a tempo e responderam de uma forma adequada.

BEA descreve episodio como incidente sério
O gabinete de inquéritos e investigação francês, a BAE (Bureau d’Enquêtes et d’Analyses ) reportou hoje no seu boletim semanal que a tripulação usou 243 toneladas como peso para performance de descolagem em vez das 343 toneladas.
As velocidades de descolagem resultantes do calculo do sistema de gestão de voo (FMS) estavam assim incorrectas.
Na corrida de descolagem a tripulação notou que o Boeing 777 não descolava apesar de estar com o nariz em cima, em fracções de segundos aplicaram potencia máxima, estabeleceram uma atidude o mais agressiva possível e conseguiram descolar com a restante pista disponível e sem ocorencia de um “tail strike”, continuando o voo até ao destino final.
A BEA classificou a ocorrência como um incidente sério e abriu um inquérito.

fonte/foto/NewsAvia

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Fernanda Carvalho/O Tempo/Estadão Conteúdo
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