segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

QUADRO REDUZIDO DE PESSOAL CONTRIBUIU PARA ATRASOS NA GOL, DIZEM SINDICATOS

O déficit no número de pilotos e comissários da Gol em meio ao aumento da demanda e dificuldades no planejamento das escalas de pessoal contribuíram para os atrasos registrados no final de semana, segundo os sindicatos dos trabalhadores do setor de aviação.

"Parte da difucildade em administrar uma contingência causada por problema meteorológico está no quadro reduzido de tripulação diante do aumento da demanda neste final de ano", afirma o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas(SNA), Marcelo Ceriotti.“Acreditamos que para a demanda de final de ano há uma deficiência no número de pessoal”, avaliou o líder da categoria. Pelos cálculos do sindicato, houve uma redução de mais de 500 postos de trabalho na Gol neste ano, entre pilotos e comissários.
"Os atrasos do fim de semana evidenciam que o problema maior de falta de tripulantes é na Gol", diz Ceriotti.

O presidente do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo, Reginaldo Alves de Souza, também atribuiu os atrasos do fim de semana à falta de planejamento da empresa e ao déficit de funcionários.

"Está faltando aeronautas. Os voos desta época estão com quase 100% dos assentos tomados e falta mão de obra e melhor planejamento das escalas para suprir toda essa demanda. Está todo mundo trabalhando no limite", diz o sindicalista.

Gol nega falta de pessoal
A Gol nega falta de pessoal na empresa e rebate os números do sindicato. Procurada pelo G1, a aérea informou que a soma dos demitidos e dos que pediram demissão no ano até novembro chega a 159, incluindo comandantes, copilotos, comissários e chefes de cabine. No mesmo período, a empresa diz ter contratado 151 novos funcionários.

Após uma série de prejuízos, a companhia vem executando desde 2012 um plano de redução da oferta de voos domésticos em 9% e lançou um programa para que os tripulantes da empresa manifestassem o interesse de se desligar da empresa. De acordo com a aérea, os cortes de pilotos e comissários eram necessários em razão desse ajuste na malha, que têm como principal objetivo reduzir custos. A empresa informa ter hoje um quadro de 16.209 funcionários.Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (9), a Gol atribuiu os atrasos e cancelamentos do fim de semana "às fortes chuvas que acometeram a região sudeste do país na madrugada de sexta-feira".

Falha no gerenciamento da tripulação
No sábado, a Gol admitiu que os atrasos "também tiveram reflexo no limite da jornada de trabalho e descanso de algumas tripulações que tiveram suas cargas horárias vencidas pela regulamentação da categoria" gerando impacto nas operações.

Em reunião realizada nesta segunda com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aérea negou que as tripulações estejam trabalhando além do horário. A agência disse que vai fazer uma auditoria para averiguar se a justificativa procede.

Segundo a Anac, a Gol informou que foi necessário recrutar tripulantes de outros estados para preencher lacunas, de modo que não houvesse excesso de horas trabalhadas. "A  Gol perdeu controle do gerenciamento da tripulação e isso gerou problema durante todo o sábado. A situação só acomodou no domingo. Isso não pode acontecer em hipótese alguma", afirmou Marcelo Guaranys, diretor-presidente da Anac.

Para os sindicatos, é difícil mensurar o déficit de tripulantes na avião brasileira uma vez que o número de mão de obra necessária depende sempre da demanda.
"As carências de infraestrutura nos aeroportos são o principal causador de atrasos, mas o evento do final de semana mostrou que há uma dificuldade em gerenciar contingências diante do quadro reduzido de tripulantes e que não tem piloto e comissário de reserva para atender voos cancelados", critica Ceriotti.

Categoria pode iniciar greve no dia 20
Os sindicatos da categoria prometem iniciar uma greve geral a partir do dia 20, caso não chegam a um acordo com as empresas em relação ao dissídio coletivo dos trabalhadores.

Uma reunião entre trabalhadores e patrões está marcada para esta terça-feira (10), no Rio. A categoria reivindica reajuste salarial de 8%, acima dos 5,58% oferecidos pelas empresas.

"Faremos uma assembleia no dia 13. Caso a proposta não for aprovada, o indicativo é iniciar uma greve nacional a partir do dia 20", diz Ceriotti.

fonte/G1/SP

VISITA DE HOLLANDE COLOCA FX-2 NA PAUTA


Linha de produção do Rafale. Foto: Divulgação Linha de produção do Rafale. Foto: Divulgação


Adormecido no Palácio do Planalto, o programa F-X2, para a renovação da frota de caças da FAB (Força Aérea Brasileira), deve voltar à agenda da presidente Dilma Rousseff (PT) esta semana, durante a visita do presidente da França, François Hollande.

O mandatário francês chega ao Brasil na próxima quinta-feira. Na comitiva, altos executivos da Dassault, que lidera o consórcio Rafale, o caça que os franceses querem vender para a FAB.


O Rafale, que chegou a ser anunciado pelo ex-presidente Lula como o vencedor da concorrência para a compra das aeronaves, disputa com o F-18 Hornet, da norte-americana Boeing, e com o sueco Gripen NG, da Saab.


No entanto, a presidente Dilma chamou para ela a decisão sobre o desfecho do programa, mas não estipulou data para isso.


O F-X2 pode representar um contrato de cerca de R$ 10 bilhões para o fornecimento de 36 caças de última geração, além de fornecimento de componentes, treinamento e manutenção de pessoal.


Uma das exigências do governo é a transferência de tecnologia dos caças para a indústria nacional, no caso, a Embraer foi indicada como receptora dos conhecimentos.


As três concorrentes inclusive divulgaram interesse em participar do programa do KC-390, cargueiro militar da FAB em desenvolvimento pela Embraer, além de parcerias com fornecedoras nacionais da cadeia aeronáutica.


Este mês, a FAB aposenta a sua frota de Mirages. Restaram os caças F-5 como os mais “modernos” da Força.


SAIBA MAIS
Caça
A visita do presidente da França, François Hollande, ao Brasil, deve trazer à tona novamente o programa F-X2

Chegada
Hollande chega ao país na próxima quinta-feira para visita de dois dias

Programa

O F-X2, programa para a renovação da frota de caças da Força Aérea Brasileira está sob a responsabilidade direta da presidente Dilma Rousseff.


fonte/Ovale

O QUE ACONTECE QUANDO UM BOEING 777 TENTA POUSAR NO MEIO DE UM GIGANTESCO VENTO CRUZADO



Circula pelos tubos da rede mundial de computadores um vídeo mostrando a tentativa (e insucesso) de pouso de um Boeing 777. Mas não vemos um acidente – graças a um gigantesco vento cruzado, ele não consegue pousar.
Mas o que aconteceu aqui? Perguntamos para Joe Hanson, a mente brilhante por trás do “It’s Okay to Be Smart“, e a resposta é bem boa:

 
Os pilotos lidam com isso o tempo todo, e dizem que isso é bem rotineiro. Eu discordo. É bem assustador, isso sim.
“Um 777 chega ao aeroporto de Birmingham em um vento cruzado…” parece o início de uma questão de matemática da época do colégio. O motivo é simples: claramente é um problema matemático de colégio! Isso é um exemplo de “adição de vetor”. O componente vento cruzado normalmente forcaria o avião a mudar de rota se a descrição for feita por algum observador no solo. Para reagir ao vetor do vento cruzado, o piloto guia o avião para fora da reta (um movimento chamado “caranguejo”) e, dependendo do ângulo do vento, ajusta a velocidade para que o vetor “velocidade de solo” se alinhe com a pista (pelo menos é o que se espera que aconteça).
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Isso é difícil por dois motivos. Em primeiro lugar, mover a rota de um avião enorme de última hora, sem tempo de correção, enquanto segura os nervos de centenas de pessoas em pânico que estão loucas para ir ao banheiro, não é nada fácil. Mas há muita física rolando também. Se há vento cruzado suficiente, o movimento de leme pode não ser forte o suficiente para o avião fazer o movimento de caranguejo. Durante os testes de segurança, os fabricantes também testam o máximo possível de vento cruzado para um pouco seguro por causa da estranha torção que acontece de última hora. Por fim, os pilotos não são máquinas sem medo, e se eles não se sentirem confortáveis eles não irão pousar a aeronave (lembremos de novo das centenas de pessoas desesperadas no avião.)
Claro que eu tive que fazer as contas: o avião provavelmente estava em alta velocidade – caso contrário eles sequer tentariam pousar. De acordo com a internet, um lugar em que eu posso confiar (certo?), o 777 normalmente pousa entre 250 e 260 km/h. O avião parece estar pelo menos 20 graus fora do alinhamento central. Eu calculei os vetores e podemos dizer que o vento cruzado provavelmente ultrapassava 80km/h. O 777 consegue lidar com um vento cruzado de no máximo 70km/h. Ou seja, o piloto fez uma boa escolha ao não pousar.
No fim das contas, os pilotos devem ter se sentido bem ousados ao tentar, de início, fazer esse pouso. Mas o vento cruzado é mais assustador. [Obrigado, Joe!]

fonte/Gizmodo

MULTAS À GOL SOMAM R$ 300 MIL POR ATRASOS, ANAC CONVOCA REUNIÃO

Gol Transportes Aéreos
Gol Transportes Aéreos (Photo credit: Wikipedia)
As infrações da empresa aérea Gol analisadas, até o momento, pelos fiscais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já somam R$ 300 mil em multas. A informação está em nota divulgada pela agência reguladora no início da noite deste domingo. O comunicado explica que cada falha constatada pode gerar penalidade de R$ 4 mil a R$ 10 mil. "O valor total [das multas], entretanto, só será conhecido após conclusão da análise de todos os autos", diz o texto.

A Anac informou que se reunirá com as companhias aéreas amanhã, no Rio de Janeiro, para conhecer o plano de contingência de cada uma para o final do ano, que engloba o período de alta temporada, de 13 de dezembro a 13 de janeiro. No encontro, também serão abordados os atrasos nos voos registrados desde quinta-feira (5). As fortes chuvas na região Sudeste causaram a suspensão de pousos e decolagens e afetaram os serviços em diversos aeroportos do país.
Em nota divulgada mais cedo, a Gol, que tem registrado a maior quantidade de voos atrasados, disse que responderá à autuação aplicada pela Anac. A agência reguladora também notificará a TAM, que terá dez dias para se defender e comprovar que prestou assistência aos passageiros com voos em atraso. Caso não o faça de maneira satisfatória, também pode ser autuada. De acordo com boletim divulgado pela Infraero às 18h, dos 1.556 voos previstos para hoje, 185 (11,9%) atrasaram. Desses, 149 eram da Gol, 13 da TAM, 15 da Avianca e quatro da Azul.

No comunicado, a Anac esclarece que a falha na prestação de informações e a não disponibilização de um guichê exclusivo para registro de reclamações também podem gerar penalidades para as empresas. As companhias aéreas têm ainda o dever de informar aos passageiros o motivo dos atrasos e cancelamentos. Além disso, devem oferecer facilidade de comunicação (telefone, internet) para atrasos superiores a uma hora; alimentação para atrasos superiores a duas horas e acomodação, traslado e serviço de hospedagem para atrasos superiores a quatro horas. As regras estão na Resolução 141/2010.

fonte/Agbrasil/Terra
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