segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

MARCO TULIO PELEGRINI É O NOVO PRESIDENTE DA OGMA EM PORTUGAL


Marco Tulio Pellegrini é o novo presidente do Conselho de Administração da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, S. A., sucedendo a Rodrigo Rosa que deixa brevemente tais funções para ocupar o cargo de administrador financeiro da Embraer Europa, ficando responsável pelas atividades financeiras do grupo brasileiro na Europa, Médio Oriente e África.

O novo líder da empresa portuguesa OGMA era até agora vice-presidente executivo da Embraer Aviação Executiva, com sede em São José dos Campos, no Estado de São Paulo (Brasil). A mudança efetiva-se no dia 3 de abril de 2017.

“A Embraer e a OGMA têm fortalecido o nível de cooperação industrial para alavancar capacitações em projetos, fabricação e serviços para o mercado global. É uma satisfação assumir a direção desta empresa quase centenária para liderar novos negócios e oportunidades de crescimento nesta importante companhia portuguesa”, afirma Marco Tulio Pellegrini, o novo presidente executivo da empresa portuguesa, citado num comunicado da construtora aeronáutica brasileira distribuído no fim de semana.

Com conquistas históricas desde a sua criação em 1918, a OGMA é um importante ator do mercado global de manutenção, reparação e operações (MRO) e fabrico de componentes para aviões.

A OGMA tem vasta experiência na aviação comercial, executiva e de defesa. A empresa oferece soluções e serviços de alta qualidade em manutenção, reparo e revisão de aeronaves civis e militares, motores e partes, componentes e apoio de engenharia. A OGMA é ainda um centro de manutenção autorizado já estabelecido para diversos fabricantes, como a Embraer, a Lockheed Martin e a Rolls-Royce, entre outros.

No mercado de aeroestruturas, a OGMA é um dos principais fornecedores de soluções integradas para os maiores fabricantes de aeronaves e seus parceiros no setor. Com sede em Alverca, Portugal, a empresa tem participação direta no desenvolvimento do programa do cargueiro militar multimissão KC-390, por meio da fabricação da fuselagem central, dos lados direito e esquerdo do conjunto que compõe a carenagem do compartimento do trem de pouso e profundores, que são feitos em material composto e em liga metálica.  O envolvimento da OGMA no programa KC-390 começou ainda na primeira fase do planeamento e desenvolvimento do projeto, como resultado da parceria com a Embraer.



Rodrigo Rosa destaca desenvolvimento e crescimento da OGMA
Após três anos na liderança da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, S. A., Rodrigo Rosa prepara-se para assumir um novo desafio no Grupo Embraer, ocupando funções de destaque na estrutura da Embraer Europa.

“Após quase cinco anos na OGMA, três dos quais a liderar os destinos da empresa, parto com o sentimento de dever cumprido. Graças ao trabalho em equipa, ao planeamento estratégico desenvolvido e à implementação das melhores práticas a nível internacional a OGMA é hoje uma referência consolidada no mercado global da aviação. Deixo uma palavra de gratidão e apreço a toda a equipa da OGMA pelo seu empenhamento ao longo deste período, que irá sempre ocupar um lugar especial no meu percurso profissional”, afirma Rodrigo Rosa.

O mandato na presidência da OGMA ficou marcado pelo investimento na capacitação técnica e humana da empresa e pela consolidação do desempenho financeiro, que levaria a atingir os melhores resultados desde a privatização em 2005.

Rodrigo Rosa ingressou na Embraer em 1999, tendo ocupado desde então vários cargos executivos nas áreas financeiras e de negócios. Foi membro do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal de diversas empresas controladas pela Embraer em países como a China, EUA, Irlanda, Holanda, Inglaterra e Espanha.

Em julho de 2012 foi designado administrador executivo e financeiro da OGMA, com sede em Alverca do Ribatejo, a cerca de 15 quilómetros da cidade de Lisboa. Em novembro de 2013 foi designado para presidente do Conselho de Administração e presidente executivo da empresa portuguesa, privatizada em 2005, e que é detida em 65% pela Airholding SGPS (100% Embraer) e em 35% pela Empordef (100% Estado Português). A empresa conta com mais de 1.700 trabalhadores e registrou em 2015 um volume de negócios de 188,6 milhões de euros.

Michael Amalfitano é o novo presidente da Embraer Aviação Executiva
Entretanto, a Embraer já tinha anunciado a nomeação de Michael Amalfitano como o novo presidente executivo da unidade de jatos executivos, sucedendo a Marco Tulio Pellegrini, a partir do dia 1 de março.
“Estamos contentes que Michael tenha decidido se unir à Embraer para liderar o nosso negócio de aviação executiva. Temos certeza de que, como um experiente e bem-sucedido executivo, ele tem as qualificações para fazer valer a nossa posição de destaque nessa indústria altamente competitiva”, disse Paulo César Silva, presidente do Conselho de Administração da Embraer.

Amalfitano traz para a companhia 35 anos de experiência em financiamento de aeronaves executivas, tendo ocupado diversas posições de liderança em empresas globais de leasing de equipamentos, como ‘Stonebriar Commercial Finance’, ‘Bank of America Leasing’, ‘Fleet Capital’, e ‘GE Capital’. O seu amplo conhecimento e reputação na indústria acrescentam uma considerável força, rede de relacionamento e presença de mercado para a companhia.

“É uma honra assumir a posição de liderança das mãos do Marco Tulio e um privilégio liderar um time extraordinário de profissionais dedicados a impulsionar o nosso valioso portfólio de aeronaves para o benefício de nossos clientes e acionistas em todo o mundo”, disse o novo presidente executivo da Embraer Aviação Executiva.

fonte/foto/NEWSAVIA

sábado, 25 de fevereiro de 2017

JATO DA EMBRAER É LIDER MUNDIAL DE VENDAS

Phenom 300 Embraer
O jato executivo Phenom 300, da Embraer, foi o avião do seu segmento (categoria light) mais vendido no mundo no ano passado, segundo relatório da Associação dos Fabricantes de Aviação Geral (Gama, na sigla em inglês), entidade americana que representa o setor.

Com sede em São José, a fabricante entregou 63 aeronaves em 2016. É o quarto ano consecutivo que o jato alcança a marca, acumulando 266 entregas desde 2013, margem de 11% sobre o segundo jato mais entregue no mesmo período, o Challenger 350, da Bombardier, com 62 unidades vendidas.

Frota. Em apenas sete anos de operação, de acordo com a Embraer, a frota de Phenom 300 está prestes a alcançar a marca de 400 aeronaves, tendo mantido uma fatia de mais de 50% de mercado na categoria de jatos leves desde 2012. “Mais uma vez estamos muito felizes pelo Phenom 300 ter recebido reconhecimento tão importante do mercado”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, CEO da Embraer.

Com preço básico de US$ 9 milhões, o Phenom 300 está em operação em 30 países e acumula perto de 500 mil horas de voo. No final do ano passado, a Embraer completou a transferência da produção do jato executivo para Melbourne, na Flórida, nos Estados Unidos.

Segundo a fabricante, algumas peças do jato, como a fuselagem, ainda continuam sendo feitas no Brasil, em São José dos Campos e Botucatu.

fonte/foto/OVale

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

MAIS DE 600 MECÂNICOS DE PISTA FORAM DEMITIDOS



As companhias aéreas brasileiras demitiram desde o início de 2016 mais de 600 mecânicos de manutenção preventiva de aviões que ficam nas pistas dos aeroportos, segundo o Sindicato Nacional dos Aeroviários - sendo 550 demissões em 2016 e mais de 60 em janeiro de 2017. A entidade diz que, em alguns casos, o próprio piloto tem feito parte do trabalho de vistoria. 

As companhias confirmam reestruturação no quadro de funcionários, mas dizem que as mudanças não afetam a segurança e que mantêm mecânicos nas pistas. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que aeronaves estão mais modernas e não há exigência de um mecânico para a tarefa de inspeção. 

Toda vez que um avião comercial pousa em um aeroporto do país, um profissional verifica se está tudo em ordem para que ela possa decolar em seguida com passageiros. Ele é chamado de mecânico de pista ou mecânico de linha. Ele fica na pista do aeroporto: acompanha a chegada do avião, vistoria a fuselagem externa e os sistemas hidráulico, elétrico e pneumático e analisa as luzes e equipamentos de navegação, como superfícies de comando e asas, identificando eventuais riscos e danos. O salário do mecânico de pista iniciante varia de R$ 2.700 a R$ 3.600, mas pode chegar a mais R$ 7 mil, dependendo do tempo em que trabalha na empresa. 

Nas últimas 24 horas, houve dois incidentes com aviões na Grande São Paulo. Na quarta-feira (22), um avião da Latam apresentou problemas em uma das turbinas durante a decolagem no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Nesta quinta-feira (23), um avião da Avianca retornou ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, após indício de fumaça na cabine.
 
Demissões
Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego confirmam os números do Sindicato dos Aeroviários. Em 2016, foram dispensados 1.319 mecânicos de manutenção de aeronaves (englobando mecânicos de pista e hangares): 874 demitidos e 230 tiveram contratos encerrados. As demissões ocorreram em sua maioria em: São Paulo (519 dispensados), Rio de Janeiro (295), Rio Grande do Sul (164), Goiás (141) e Minas Gerais (44).

Demitido em junho de 2016, após 5 anos trabalhando em aeroportos pela Gol Linhas Aéreas, um mecânico que preferiu não ser identificado relata como era o seu trabalho. "Quando a aeronave estaciona, orientamos a colocação de calço e entramos em contato com o piloto para ver se a aeronave teve alguma pane durante o voo. Se houve, vamos sanar o problema como prioridade. Se não houve, começa o procedimento de verificação visual de toda a asa, empenagem, fuselagem, e sistemas do avião, como pneumático e hidráulico, para verificar se não tem vazamentos, por exemplo", explica. 
"Se não for possível sanar uma pane, nós temos que segurar a aeronave em solo se houver risco." 

A retirada deste profissional dos aeroportos é polêmica e está provocando uma discussão entre entidades sindicais, a Anac e as empresas aéreas. Isso porque o trabalho passou agora a ser feito por funcionários terceirizados, profissionais sem formação técnica e, em alguns casos, pelo próprio piloto, explica o diretor do sindicato José Ivânio Gonçalo da Silva, que também integra a Associação Brasileira dos Mecânicos de Manutenção.
“Em alguns casos, um profissional sem formação em mecânica, ou o despachante, realiza parte das atividades. Em uns aeroportos, empresas terceirizadas são contratas para fazer outra parte do serviço. E há algumas bases de algumas companhias, em aeroportos menores, em que até ocasiões em que o próprio piloto ou o copiloto estão fazendo parte do trabalho do mecânico, como o “walk around” (do inglês, caminhar ao redor)", afirma Silva. 


O procedimento de caminhada e verificação externa da aeronave é necessário para verificar danos que ocorreram enquanto a aeronave estava voando "e que os manuais dos fabricantes não podem prever", afirma o diretor do sindicato, como raios, danos estruturais, ou outros causados por impactos de aves, que podem até entrar na turbina e atrapalharem um novo voo. Em fevereiro de 2016, a turbina de um avião da Gol pegou fogo durante a decolagem. Foi o mecânico quem percebeu o problema.




   
Após a vistoria da aeronave em solo, o mecânico acompanha também abastecimento, faz contato com o piloto e decide a quantidade de combustível que deve ser colocada, conforme o peso da aeronave. "Depois que o avião é liberado, acompanhamos até a cabeceira de pista e o acionamento dos motores. Só pelo barulho a gente conhece se o motor está em ordem ou se tem algum problema que tem que impedir a decolagem", salienta o mecânico demitido pela Gol em 2016. 

A Anac informou que "a maioria das aeronaves em operação regular no Brasil não requer a inspeção de pré-voo, pois os avanços tecnológicos permitiram novos procedimentos de manutenção sem comprometer a segurança das operações” e que também não há exigência regulamentar de que as tarefas de atendimento de solo de aeronaves em aeroportos sejam realizadas por mecânicos de manutenção (leia mais abaixo).

Mas, para tentar impedir que as demissões continuem, o sindicato, em conjunto com entidades integradas por mecânicos de aeronaves, lançou a “Frente Nacional pela Manutenção da Aviação Segura”. O objetivo é debater ações para manter a profissão de mecânico de aeronaves. “Lançamos a frente para trabalhar de forma permanente junto ao Congresso Nacional contra a retirada deste profissional, que é indispensável para análise da aeronave em solo e que possui vasto conhecimento técnico", afirma Sérgio Dias, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT).

"Tivemos muitas demissões no ano passado. Algumas empresas usam agora o 'orange cap' (boné laranja, em inglês) ou 'blue cap' (boné azul, em inglês), agentes que atuam na pista acompanhando a colocação das bagagens e o serviço de rampa, ou como despachante, e que podem realizar atividades que antes eram do mecânico de pista. Onde não houver este profissional, até o piloto está vindo a fazer parte da verificaçao", salienta Dias.

Curso

A licença de mecânico de manutenção é concedida pela Anac e depende do modelo de aeronave em que ele irá trabalhar. Cada curso específico dura no mínimo 13 meses, sendo necessário mais um ano de estágio. Em alguns casos, o mecânico precisa de até 5 anos de estudo.

Sérgio Dias, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores da Aviação, destaca a necessidade da manutenção do mecânico na pista. "O piloto até pode saber fazer uma verificação externa, mas ele tem outra formação e outra função. É uma sobrecarga. Se, por acaso, a aeronave fizer um pouso mais duro, pode trincar a fuselagem, romper cabo, estourar um pneu. O mecânico de pista é capacitado para identificar anomalias e avisar antes”.

Mecânico de aeronaves de companhias aéreas há 31 anos, já tendo atuado em diversas empresas tanto no hangar quanto na pista, Jefferson Bomfim também demonstra o diferencial deste profissional. "Se, por exemplo, um piloto ou despachante percebem um corte leve numa roda em uma vistoria, podem liberar a aeronave sem saber o potencial de dano ou de um acidente aéreo que isso poderá provocar na corrida de decolagem ou em voo depois. O mecânico faz medições de pressão. Ele é um técnico e está preparado para isso", defende.






Impacto não analisado

O diretor de segurança de voo do Sindicato dos Aeronautas, comandante Mateus Ghisleni, diz que “até hoje não foi apresentado nenhum documento sobre quais impactos a retirada" do mecânico de solo teria na estrutura aeroportuária.

“É temerário apoiar qualquer iniciativa de mudança sem ter certeza de que os níveis de segurança operacionais permaneçam inalterados”, diz. “Algumas empresas já fizeram reestruturação na parte de manutenção, mas isso não foi discutido com a sociedade. Não se sabe se este remanejo tem relação com a redução dos postos de trabalho ou com a nova ideia de reestruturação do setor”, salienta o comandante.

Enquanto as empresas alegam redução de custos e melhoria tecnológica das aeronaves para retirar o mecânico, a Anac diz que não há regulamentação exigindo a permanência deste profissional e que sua necessidade depende das recomendações do manual do fabricante do avião.

Segundo a Anac, a regulamentação nacional não proíbe a terceirização de atendimento de pista nem de manutenção e “as verificações conhecidas como “walk around” podem ser executadas pelos pilotos, conforme estabelecido pela maioria dos fabricantes de aeronaves”. A agência assegura que “permanece atenta na supervisão das empresas aéreas” e realiza fiscalizações periódicas e que não constatou “degradação dos níveis de segurança operacional nesse assunto”.

"Na regulação da aviação civil não existe a figura de “mecânico de pista”. A regulamentação prevê que as empresas aéreas tenham profissionais competentes para prover o atendimento de pista. Com relação ao atendimento de solo, quando não forem atividades classificadas formalmente como tarefas de manutenção, é necessário esclarecer que, pela regulamentação vigente, não se faz necessário que tais atividades sejam obrigatoriamente desempenhadas por mecânico de manutenção aeronáutica habilitado pela Anac", informou a agência.

A discussão chegou até à Câmara dos Deputados, onde a Comissão de Viação e Transporte realizou uma audiência em agosto de 2016 para debater o fim da inspeção em solo. Na sessão da Câmara, o então vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins, reforçou a tese de que as aeronaves modernas não mais precisam da inspeção em solo.
“Essas aeronaves mais modernas e que têm sistema de monitoramento remoto, o manual de manutenção delas não prevê inspeção no solo. Essa situação já é feita em vários países do mundo. Não é uma questão de economia, mas de tecnologia”, afirmou Jenkins na ocasião. Discutiu-se ainda a possibilidade do próprio piloto realizar estas verificações. 

O sindicato das empresas aéreas diz que, agora, o entendimento sobre o debate é individual de cada companhia. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ao ser perguntado sobre se a mudança interferiria na segurança do espaço aéreo do país, disse que “as empresas possuem setores destinados ao gerenciamento da segurança operacional, os quais são responsáveis por avaliar os impactos decorrentes da adoção de novas medidas”.
Em janeiro deste ano a Anac realizou um workshop de manutenção preventiva para pilotos, com o objetivo de aprimorar a legislação permitindo que os pilotos proprietários de aeronaves pudessem fazer a manutenção do avião que comandam com frequência e do qual são donos. Mas debateu-se a possibilidade de pilotos comerciais poderem fazer a manutenção preventiva

Companhias aéreas

Questionadas sobre as demissões, as maiores companhias aéreas operando no país confirmaram ajustes em seu quadro, mas ressaltaram que as mudanças não afetam a segurança. A Azul afirmou que, em 2016, não reduziu o número de mecânicos, mas que houve um “turnover natural”, salientando que “mantém o número adequado de mecânicos na área de manutenção de aeronaves em todas as localidades onde opera” e em conformidade com a regulamentação da Anac.

A Gol respondeu que “possui em todos os aeroportos onde opera no país mecânicos próprios para a manutenção e revisão de suas aeronaves” e que “não extinguiu ou irá extinguir qualquer categoria de profissionais”.
A Avianca disse entender que “é possível a distribuição de tarefas efetivamente necessárias durante as operações de trânsito, que atualmente são executadas por mecânicos, de forma sejam executadas por profissionais com qualificações e treinamentos específicos para suas realizações”. Mas, salientou que "não possui processo para substituição de mecânicos" e que, até o momento, todas suas bases preveem atuação dos mecânicos nas inspeções.

A Latam Airlines respondeu que os ajustes que fez são para “eficiência” e que “as mudanças não colocam de forma alguma riscos à operação”
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Cenário mundial

Especialistas afirmam que a retirada do mecânico de manutenção preventiva nas pistas dos aeroportos é tendência mundial devido à modernização da tecnologia embarcada nos aviões, que dispensam exigências e inspeções pré-voo.
A exigência deste profissional na pista depende dos requisitos do manual do fabricante, conforme critérios do órgão que regula a aviação civil, ou da companhia aérea e varia conforme o país, modelo de avião e passageiros embarcados, explica o diretor de segurança de voo do Sindicato dos Aeronautas, Mateus Ghisleni. "É uma tendência mundial (a retirada dos mecânicos de pista), devido à modernização das aeronaves e os critérios dos fabricantes", disse. "Esta substituição dos mecânicos por outros profissionais técnicos começou com companhias árabes e procedentes do Oriente Médio, e aqui no Brasil as empresas começaram a seguir esta linha, dependendo da política de cada empresa, trocando algumas tarefas do mecânico para um profissional mais treinado e passando o mecânico de manutenção preventiva para apenas manutenção corretiva", explica Ghisleni. 

O coronel da reserva Luis Lupoli, ex-investigador de acidentes aéreos, ressalta que as empresas seguem critérios internacionais de segurança e também normas da Anac. 

Integrante da Associação Brasileira dos Mecânicos de Manutenção, Ivânio Silva afirma que, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, o mecânico de manutenção preventiva vem sendo retirado por algumas companhias dos aeroportos mas, ressalta ele, nestes locais o tempo em solo das aeronaves em trânsito entre um voo e outro é maior do que no Brasil, o que permite manutenções, vistorias e reparos previamente programados.
"Aqui no Brasil o tempo médio de permanência em solo é muito curto entre um voo e outro da aeronave com passageiros, e tem que fazer inspeção para não ficar perigoso. Tem item que é difícil de identificar que precisa de manutenção corretiva se não fizer a preventiva", defende. 

fonte/foto/G1
 

AERONAVE AGRÍCOLA CAI EM GARUVA, SANTA CATARINA

Uma aeronave de pequeno porte caiu em Garuva, no Norte de Santa Catarina, no início da manhã desta quinta-feira (23) e deixou uma pessoa morta. Segundo a equipe do helicóptero Águia da Polícia Militar, a queda foi em uma área de bananal na região do Monte Crista, por volta das 7h15.

Conforme a 2ª Companhia do Batalhão de Aviação da Polícia Militar, a aeronave é um avião PIPER de pulverização agrícola, com capacidade apenas para o piloto. O homem morreu no local. A identidade dele ainda não foi divulgada.

“Quando chegamos, ele estava consciente, recebeu os primeiros atendimentos da equipe do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], teve uma parada cardíaca e veio a óbito”, disse o capitão Leandro Edison da Rosa, comandante de operações aéreas da PM.

Colegas de trabalho do piloto que foram ao local da queda, conforme o comandante, e informaram que a vítima tinha cerca de 55 anos. 

Local de difícil acesso
Segundo o capitão, o local da queda era de difícil acesso e as equipes do Helicóptero Águia da PM e do Arcanjo, dos bombeiros precisaram aterrissar a 200 metros de onde estava a aeronave.
A base área da Aeronáutica em Florianópolis disse que os órgãos de controle da corporação não foram informados oficialmente sobre queda de aeronave no espaço aéreo de Santa Catarina até por volta das 9h.

fonte/foto/G1/PMSantaCatarina

AVIÃO DA AVIANCA FAZ POUSO DE EMERGÊNCIA EM GUARULHOS

Um avião da companhia Avianca que havia decolado de Cumbica, na Grande São Paulo, para Recife, em Pernambuco, retornou para o aeroporto e realizou um pouso de emergência na manhã desta quinta-feira (23). O pouso de emergência foi realizado porque o piloto percebeu fumaça na cabine. 
 
O piloto do voo 3304 solicitou o retorno a Guarulhos às 7h41. Os bombeiros acionaram viaturas, para o caso de necessidade de contenção de fogo, mas não houve maiores problemas e as operações no aeroporto não foram afetadas. 

A Avianca informou que todos os passageiros desembarcaram do avião e todas as bagagens foram retiradas do compartimento de carga. Às 8h13, os bombeiros e a equipe da GRU Airport, administradora do aeroporto, faziam uma vistoria na aeronave, que está em uma área isolada. 

Nota da Avianca:
A Avianca Brasil informa que o painel da aeronave que realizava hoje o voo 6304 (São Paulo/Guarulhos – Recife) apresentou uma leitura atípica. Por precaução, o comandante optou por retornar ao aeroporto de origem.
A empresa destaca que a aterrissagem foi realizada em segurança e que o desembarque dos 156 passageiros transcorreu normalmente.
Neste momento, a companhia presta a assistência necessária aos clientes, providenciando reacomodações.
A Avianca Brasil lamenta pelo desconforto, mas ressalta que preza, acima de tudo, pela segurança de seus clientes e colaboradores. 

fonte/foto/G1

Dados da aeronave

MATRÍCULA: PROCN

 
 
Proprietário:
BANK OF UTAH
CPF/CGC:

Operador:
OCEANAIR LINHAS AEREAS S/A
CPF/CGC:

 
Fabricante:
AIRBUS INDUSTRIE
Modelo:
A320-214
Número de Série:
6598
Tipo ICAO :
A320
Tipo de Habilitação para Pilotos:
A320
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 2 MOTORES JATO/TURBOFAN
Peso Máximo de Decolagem:
78000 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
162


Categoria de Registro:
PRIVADA SERV.TRANSP.AEREO PUBLICO REGULAR
Número dos Certificados (CM - CA):
23064
Situação no RAB:
ARRENDAMENTO OPERACIONAL
Data da Compra/Transferência:



Data de Validade do CA:
22/05/30
Data de Validade do RCA:
30/05/18
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 23/02/2017 10:45:32

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

INCIDENTE COM AVIÃO DA TAM EM CONGONHAS


Um avião da Latam apresentou problemas em uma das turbinas durante a decolagem no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, às 18h48 desta quarta-feira (22). O aeroporto chegou a ficar fechado para pousos e decolagens, mas foi reaberto às 20h07. Todos os passageiros estão bem. 

Os bombeiros fizeram o procedimento de resfriamento do equipamento. A aeronave foi rebocada para os passageiros desembarcarem. 

Segundo a Latam, o voo JJ3264 iria a Confins, Belo Horizonte, e decolaria às 17h40. O princípio de incêndio ocorreu em uma das turbinas durante o procedimento de decolagem. A companhia ainda afirma que abriu um processo para investigar as causas do incidente e que dará "toda a assistência necessária" aos passageiros. A empresa afirma que “já abriu um processo para investigar as causas do incidente”.

O internauta Rodrigo Stuque, que mora em frente à pista do aeroporto, registrou o momento da pane na turbina. "Ouviu um barulho na sacada a chuva já tinha diminuído, vi o avião saindo para decolar, vi que estava diminuindo e vi a turbina pegando fogo na parte de trás." 

fonte/G1/foto/AvHerald



INCIDENTE NO AEROPORTO DE ARARAQUARA - COLISÃO NO SOLO



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Conforme relatos e imagens nas redes sociais, um Cesnna colidiu com um jato executivo Legacy 500 na manhã desta quarta-feira no Aeroporto de Araraquara. Muitos boatos e nenhum informação concreta do
incidente. Os envolvidos estavam aguardando representante do CENIPA.

fonte/foto/RedesSociais/Whatsapp


Dados da aeronave Cesnna via RAB


MATRÍCULA: PPACO

 
 
Proprietário:
AEROLOCACAO EIRELI - ME
CPF/CGC:

Operador:
TRANSPRESER SERVICO AEREO ESP. LTDA
CPF/CGC:

 
Fabricante:
CESSNA AIRCRAFT
Modelo:
152
Número de Série:
15284854
Tipo ICAO :
C152
Tipo de Habilitação para Pilotos:
MNTE
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 1 MOTOR CONVENCIONAL
Peso Máximo de Decolagem:
757 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
001


Categoria de Registro:
SAEPUB.MULT(06/14/21/27/30/32/33/36/37,39,40, 41,42,44,45,46,49,51,53,58,59,61,66,67,70,71,74,75,78)
Número dos Certificados (CM - CA):
22042
Situação no RAB:
ARRENDAMENTO OPERACIONAL
Data da Compra/Transferência:
171016


Data de Validade do CA:
25/11/19
Data de Validade da IAM:
131017
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 22/02/2017 16:32:50     

QATAR EXECUTIVE ADMITE COMISSÁRIAS COM EXPERIÊNCIA E ATÉ 35 ANOS DE IDADE


A Qatar Airways, companhia aérea com sede em Doha, Estado do Catar, no Golfo Pérsico, está a aceitar candidaturas para o recrutamento de comissárias de voo para o seu segmento executivo (Qatar Executive). As vagas são apenas para mulheres de até 35 anos e solteiras que falem Inglês fluentemente, anunciou a empresa.
Para concorrer às vagas, as candidatas precisam ter pelo menos cinco anos de experiência em companhia aérea internacional, em um cargo de supervisão. As candidatas que tenham de dois a três anos de trabalho em companhias aéreas corporativas ou voltadas ao segmento de luxo terão preferência.
As interessadas precisam saber escrever e falar inglês fluentemente. O domínio de outras línguas também será valorizado. Entre as qualidades pessoais buscadas pela companhia aérea estão cuidado com a aparência, personalidade extrovertida e adequação a um ambiente multicultural.
A escolaridade mínima exigida para concorrer às vagas é o ensino médio completo. As candidatas também devem estar disponíveis para morar na capital do Catar e não podem ter passaporte com restrições.
As inscrições para participar do processo seletivo podem ser feitas até ao próximo dia 2 de março. Os documentos necessários para a candidatura e o link para a inscrição estão disponíveis na página da companhia. CONTATO

fonte/foto/NewsAvia

SUPERAQUECIMENTO QUEIMA FORRO DA CABINE EM VOO DA AZUL


Um jato Embraer E190 da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, matrícula PR-AUO, sofreu um princípio de incêndio, quando voava na manhã desta terça-feira, dia 21 de fevereiro, quando fazia o trajeto (AD2520) entre os aeroportos de Confins, em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, e o Aeroporto de Vitória, no Estado do Espírito Santo.

As notícias conhecidas até agora dizem que a aeronave partiu de Belo Horizonte pelas 07h50 e pousou em Vitória às 08h57. Durante o percurso o avião terá sofrido o que a companhia designou por um “princípio de superaquecimento”, numa das forras laterais da fuselagem. O dito “superaquecimento” chegou a queimar o forro da cabina de passageiros junto de uma janela, conforme imagens que estão a circular nas redes sociais, obtidas, presume-se pelos passageiros que viajaram no aparelho.

O avião aterrou normalmente, com acompanhamento de viaturas de bombeiros do aeroporto, que se mantiveram junto do Embraer E190 durante o desembarque dos passageiros, e não há quaisquer danos pessoais, segundo uma nota de imprensa distribuída pela companhia.

Segundo fontes aeroportuárias, este avião deveria iniciar nova viagem com destino ao Aeroporto de Santos Dumont, na cidade do Rio de Janeiro (voo AD2451), pelas 09h28, o que não aconteceu. O voo foi cancelado e a aeronave ficou aos cuidados dos Serviços de Manutenção da Azul. Contudo, deverá ser inspecionada antes de qualquer intervenção, pelos investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), responsável pela organização de inquéritos a incidentes e acidentes aéreos no Brasil.

Num vídeo feito dentro da aeronave, que foi mostrado esta noite na Rede Globo (G1 /TV Gazeta de Espírito Santo) é mostrada uma parte queimada na lateral interna, junto de uma poltrona.

fonte/foto/NewsAvia

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

RASANTE EM TERESINA




A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou ao Portal O Dia que está apurando o caso do voo rasante realizado na tarde do último sábado (18), durante o Corso de Teresina. Segundo o órgão, se ficarem comprovadas irregularidades, a Agência aplicará as medidas cabíveis ao piloto responsável pelo voo. 
 
A aeronave do modelo Piper Seneca sobrevoou a Avenida Raul Lopes em um voo rasante, assustando foliões e comerciantes que estavam no local. Segundo relatos de pessoas que estavam presentes no momento do incidente, o avião sobrevoou a avenida em uma altura alarmante, causando pânico entre os presentes.

De acordo com um vídeo gravado por um dos passageiros no momento do voo e publicado na página "Avião sem noção" no Facebook, pelo menos três pessoas se encontram na aeronave no momento em que ela sobrevoa a Avenida Raul Lopes. O piloto supostamente seria Jaime Oliveira Júnior, que é alertado pelos próprios passageiros sobre a altura irregular do voo, um deles chega a dizer no vídeo “Comandante irresponsável do cão”, referindo-se ao risco da atitude tomada pelo piloto.

Jaime Júnior é filho do coronel Jaime Oliveira, diretor de Operações e Fiscalização da Strans (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito).

A aeronave é um modelo bimotor executiva de pequeno porte, com capacidade para transportar um piloto e cinco passageiros em viagens intermunicipais e interestaduais. No vídeo é possível observar o avião sobrevoando a Avenida João XXIII, e em seguida a Avenida Raul Lopes, onde acontecia o Corso de Teresina. Em determinado momento, a aeronave passa ao lado da Ponte Estaiada, bem abaixo da altura do mirante da ponte, estrutura mais alta do local.

O vídeo já teve mais de 157 mil visualizações e gerou polêmica entre os seguidores da página "Avião sem noção". Alguns deles chegam a alertar a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por meio da página oficial do órgão, sobre a conduta irregular do piloto. "Arriscando a vida não só dele, mas dos amigos e do pessoal em terra", diz um dos internautas.

fonte/foto/portalodia/youtube

Dados da aeronave

MATRÍCULA: PTWBX

Proprietário:
FORT MOTOCICLETAS LTDA
CPF/CGC:

Operador:
FORT MOTOCICLETAS LTDA
CPF/CGC:

Fabricante:
EMBRAER
Modelo:
EMB-810C
Número de Série:
810400
Tipo ICAO :
PA34
Tipo de Habilitação para Pilotos:
MLTE
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 2 MOTORES CONVENCIONAIS
Peso Máximo de Decolagem:
2073 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
005


Categoria de Registro:
PRIVADA SERVICO AEREO PRIVADOS
Número dos Certificados (CM - CA):
14675
Situação no RAB:

Data da Compra/Transferência:
250110


Data de Validade do CA:
16/06/20
Data de Validade da IAM:
080617
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 21/02/2017 15:42:25

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