domingo, 20 de dezembro de 2009

CONTRA APAGÃO, AVIÕES NO CHÃO

O Brasil está prestes a enfrentar um novo caos nos aeroportos e a única solução encontrada pelo governo foi restringir o número de voos

Os dez milhões de brasileiros que vão viajar de avião nas próximas quatro semanas, até 15 de janeiro, devem se preparar para exercitar aquela que é reverenciada como a mais nobre das virtudes: a paciência. Ao que tudo indica, serão revividas cenas de caos nos aeroportos, filas intermináveis e embarques cancelados. A demanda por voos cresceu 38% em novembro na comparação anual e deve continuar aumentando em dezembro, mas o governo não fez a sua parte. De um lado, as obras para a expansão dos aeroportos estão atrasadas - dos R$ 2,5 bilhões previstos no PAC, só 20% foram executados. De outro, a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, incapaz de enfrentar o problema, adotou uma solução curiosa: restringiu o número de voos.

Estipulou um teto de pousos e decolagens nos dois maiores aeroportos de São Paulo e também do País - são 30 por hora em Congonhas e 45 por hora em Guarulhos. Com isso, vários voos charter terão de ser remanejados. "É uma restrição absurda, que demonstra como os aeroportos brasileiros estão completamente esgotados", disse à DINHEIRO Leonel Rossi Júnior, diretor da Associação Brasileira das Agências de Viagem, a Abav. "É provável que tenhamos muitos problemas graves no fim do ano."

Teoricamente, as empresas aéreas teriam todo o interesse em reclamar da política da Anac. Mas não é bem assim. Num mercado que é quase um duopólio entre TAM e Gol - elas têm mais de 80% do tráfego aéreo -, a restrição de voos tem feito bem aos balanços das companhias. As ações das duas subiram mais de 35% nos últimos 30 dias. E as promofoto ções tarifárias praticamente desapareceram. Na inflação medida pelo IPC-S, calulado pela FGV, na primeira semanda de dezembro, as passagens aéreas pesaram muito, com alta de 4,5%. E essa tendência deve persistir, segundo as próprias empresas. "Oferta menor do que a demanda é uma equação simples, que resulta em aumento de tarifas", disse à DINHEIRO Paulo Castello Branco, vicepresidente comercial e de planejamento da TAM. Ele destaca que a expansão estrutural dos aeroportos está parada há dez anos. "Nesse período, pátio para aeronaves e pistas novas foram construídos apenas em Brasília", ressalta. Um contrassenso, considerando que, nesse mesmo período, a política econômica contribuiu para o maior acesso das classes C e D ao transporte aéreo, aumentando a demanda. E mesmo Brasília poderá enfrentar restrições de pousos e decolagens, segundo a política da Anac, comandada por Solange Vieira.


Uma das saídas seria permitir que as empresas aéreas construíssem seus próprios terminais. Os maiores da Inglaterra, por exemplo, pertencem à British Airways e não à empresa estatal, como é o caso da Infraero no Brasil. TAM e Gol são favoráveis à concessão de aeroportos à iniciativa privada, desde que não se permitam situações de dúzia, especialmente se o novo controlador for uma única companhia aérea. A falta de concorrência nos aeroportos poderia gerar aumento de tarifas", disse à DINHEIRO Fernando Roquete Magalhães, vice-presidente de operações da Gol. A Azul, por sua vez, tem interesse em administrar terminais próprios. Ela concentra suas operações em Viracopos, Campinas, onde o fluxo de passageiros saltou de 1,2 milhão para três milhões neste ano. "Um terminal próprio nos permitiria mais controle do serviço", diz Adalberto Febeliano, diretor de relações institucionais da companhia.

Enquanto o Brasil se prepara para um novo apagão aéreo, a consultoria Bain & Company projeta que o setor tem potencial para triplicar de tamanho nos próximos 15 anos, mas ressalta que os gargalos nos aeroportos, principalmente os de São Paulo, são um grande obstáculo. O Estado representa 60% da geração de todo o tráfego aéreo brasileiro. "A consequência natural de se limitar a oferta de assentos num cenário de demanda crescente é empurrar os preços para cima", alerta André Castellini, sócio da consultoria. Má notícia num país que já tem as passagens aéreas mais caras do mundo.

fonte/IstoÉ Dinheiro

13 FERIDOS EM CIDENTE DE HELICÓPTERO NA RÚSSIA

O número de vítimas do pouso forçado do helicóptero Mil Mi-171 (similar ao da foto), prefixo RA-22468, da empresa Gazpromavia, que teve lugar no sábado (19) à tarde, a três quilômetros de Vorkuta, na Rússia chega a 13 pessoas. Todas elas foram hospitalizados, segundo o serviço de imprensa do Ministério de Emergência.

Segundo as autoridades, a bordo do helicóptero estavam 25 pessoas, incluindo três tripulantes. Relatos anteriores falavam sobre apenas quatro vítimas.

O representante oficial da Gazpromavia, Sergei Kupriyanov, confirmou que o helicóptero fez um pouso forçado devido ao mau tempo.

fonte/foto/newsru.com / ASN

DOIS FERIDOS EM ACIDENTE DE ULTRALEVE NA INGLATERRA




Acredita-se que a aeronave Best Off Skyranger 912 (2), prefixo G-CDFJ, atingiu um buraco ao aterrissar no Aeroporto Sandown, na Ilha de Wight, na Inglaterra, por volta às 12:25 (hora local) deste sábado (19).

O avião pilonou e duas pessoas ficaram feridas em seu interior. Ambos foram levados para o Hospital St Mary's, mas eles não corriam risco de vida.

fonte/ASN /County Press Online foto/Barry Middleton

TURBULÊNCIA FERE 20 PASSAGEIROS EM VOO DA EMIRATES


Um Airbus A330-200, da Emirates Airlines, que realizava o voo EK-775 a partir de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos a Durban, na África do Sul, atravessou forte turbulência no sábado (19), deixando 20 passageiros feridos.

Cerca de 13:30 (hora local) - duas horas antes do horário previsto para a aterrissagem em Durban - o avião enfrentou uma zona de turbulência severa. Os passageiros relataram que os carrinhos de bordo, malas, bolsas e alguns passageiros e tripulantes ficaram voando pela cabine batendo contra os bagageiros e o teto da aeronave. Um médico a bordo deu os primeiros socorros aos feridos no avião.

Painéis ficaram quebrados, fios pendurados no teto, assentos e braços danificados. Há relatos de que - de início - o avião mergulhou por cerca de dez segundos e, a turbulência, continuou por alguns minutos.

O avião continuou até Durban, onde realizou uma aterrissagem segura.

Oito passageiros foram levados para um hospital local e outros 12 - com pequenas lesões - foram tratados no aeroporto. À todos os passageiros foi oferecido atendimento psicológico.

O hospital informou que três pessoas sofreram ferimentos na espinha, um teve uma mão quebrada e os outros quatro sofreram pequenos ferimentos. Todos os oito foram liberados após o atendimento.

A aeronave foi capaz de partir para o voo de regresso com um atraso de 4 horas.


Imagem do satélite Meteosat Infrared VISSR (19 de dezembro - 12:00 Z) - Imagem: Meteosat

fonte/Aviation Herald/NoticiasDaAviação

COM PROBLEMA TÉCNICO AVIÃO DA TAM FAZ POUSO EM PORTO ALEGRE, RIO GRANDE DO SUL


O Airbus A320-232, prefixo PR-MBP, da TAM, que fazia o voo JJ-8002, entre os aeroportos Galeão (Rio de Janeiro) e Ezeiza (Buenos Aires), na noite deste sábado (19), teve um problema técnico e fez um pouso no Aeroporto Salgado Filho, por volta das 23h20min.

Segundo a TAM, os 149 passageiros foram transferidos para outra aeronave que esperava no local e seguiram viagem para a Argentina. A companhia diz que a operação foi bem sucedida e ninguém ficou ferido.


fontes/Zero Hora / Aviation Herald

AUDIÊNCIA PÚBLICA DEFINE PISTA PARALELA PARA O AEROPORTO DE JI-PARANÁ ( RO)


Audiência pública realizada na tarde de sábado na Câmara de Vereadores de Ji-Paraná definiu o direcionamento que será dado ao aeroporto da cidade, Deputados, vereadores, empresários e representantes de diversos seguimentos da sociedade local decidiram pela construção de uma pista paralela para que o aeroporto não pare de operar durante as obras de reforma e ampliação da pista atual e reforma geral do terminal de passageiros. A Audiência Pública foi proposta pelo vereador Marcos Rogério, a pedido da classe empresarial e política de Ji-Paraná.

O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), engenheiro Jacques Albagli, como chefe do órgão responsável pelo projeto de execução da obra, respondeu aos questionamentos de políticos, empresários e da população em geral por cerca de duas horas. Esclareceu os pontos mais polêmicos, como a destinação de recursos para a obra, o contingenciamento de verba, execução de projeto, tempo estimado de obra e valor a ser investido. Albagli afirmou que, a partir de janeiro engenheiros do DER iniciam os trabalhos do projeto da pista paralela.

O deputado federal Anselmo de Jesus, que tem se responsabilizado em alocar recursos para a reforma geral do aeroporto, disse que continuará buscando verbas para que a obra seja executada.

O deputado estadual Jesualdo Pires enfatizou a importância do funcionamento do Aeroporto José Coleto e destacou que, o maior objetivo do evento era buscar uma solução para Rondônia com o desafio de executar a obra sem paralisar as operações. Foi exatamente esse o acordo firmado depois de quase quatro horas de debates, explanações e sugestões de vários segmentos. O secretário Regional de Ji-Paraná, Ari Saraiva, falou do empenho do Governo do Estado em manter o funcionamento da atual pista, que tem apresentado constantes problemas.

Durante a audiência o diretor falou do empenho do governador Ivo Cassol em manter o funcionamento do Aeroporto José Coleto. “O DER tem feito constantes reparos na pista de pouso e decolagem, caso contrário as aeronaves não estariam mais operando em Ji-Paraná. O governador autorizou no final deste ano a compra de aproximadamente R$ 800 mil de massa asfáltica para reparos no aeroporto de Ji-Paraná”, explicou. Além disso – lembrou Albagli – o DER custeou o projeto de reforma e ampliação da pista atual e custeará o projeto da pista paralela e da reforma do terminal de passageiros, que já tem R$ 2,5 milhões assegurados pelo deputado Anselmo de Jesus.

O engenheiro explicou que a licitação da obra de reforma e ampliação da atual pista está em avaliação judicial, pois uma das empresas entrou com um mandado de segurança. Citou a situação do Aeroporto de Cacoal, que durou quase dez anos e está sendo finalizado agora. “São muitos entraves que precisamos resolver e a bancada federal precisa se unir para buscar recursos para que esse aeroporto saia o mais rápido possível”, ressaltou.

fonte/rondoniagora.com

DADOS DA TAM VAZAM E VIRAM GOLPE NA INTERNET


Alguns dados de clientes da companhia aérea TAM, como o número de cartão de fidelidade, e-mail pessoal e nome, foram furtados por crackers e são agora usados em tentativas de golpe na internet.

As vítimas do furto de dados recebem e-mails convidando-os a baixar um arquivo de texto (.DOC) para supostamente imprimir um bônus que lhes daria passagens aéreas grátis, dentro dos termos do plano de fidelidade TAM.

Para tentar enganar o internauta, o e-mail usa um encurtador de URL que direciona a vítima para o site “doiop.com”, usado para hospedar o código malicioso. Os administradores do site Doiop, no entanto, já perceberam o golpe e removeram o malware de sua página.

A TAM não explica como os dados de seus clientes vazaram, mas admite que desde o dia 14 de dezembro um falso e-mail da companhia circula na internet com informações verdadeiras de seus clientes.

A principal suspeita é que uma falha de segurança tenha permitido a crackers o acesso ao banco de dados que armazena informações do plano de fidelidade TAM. A falha pode ter ocorrido no data center da TAM ou no compartilhamento destes dados com parceiros da companhia.

Em nota, a TAM explica que “nunca envia a seus clientes e-mails dessa natureza” e não utiliza os remetentes “contato@tam.com.br”, “bonusfidelidade@tam.com.br” ou tamfidelidade@tam.com.br.

Este é o segundo problema que ocorre com a companhia envolvendo seu departamento de TI em menos de um mês. Em 19 de novembro, uma mudança no sistema de TI usado em terminais de check-in da TAM falhou e causou filas e atrasos em aeroportos de todo o país.

Veja abaixo, na íntegra, o comunicado divulgado pela TAM:

"A TAM alerta a comunidade que tomou conhecimento da existência de um e-mail fraudulento, normalmente intitulado “Bônus TAM Fidelidade”, no qual os dados do cartão Fidelidade do cliente aparecem no corpo do e-mail. A mensagem supostamente oferece um bônus “Vale Tam Fidelidade” sobre uma viagem nacional paga pela empresa.

Trata-se de uma mensagem não certificada pela TAM que utiliza a imagem da companhia para fazer com que o cliente clique em “Continuar” para imprimir o bônus, ação que instala um agente malicioso no computador do internauta sem que ele perceba.

Além disso, o e-mail remete a links no domínio www.tamviagensweb.com.br, que não pertence à TAM. A companhia orienta a não acessar qualquer link apresentado e a apagar a mensagem imediatamente.

A TAM esclarece que nunca envia a seus clientes e-mails dessa natureza, não utiliza o remetente contato@tam.com.br, bonusfidelidade@tam.com.br ou tamfidelidade@tam.com.br e pede que os usuários fiquem atentos às propriedades de quem enviou a mensagem".

fonte/INFO Online

AEROPORTO LEITE LOPES EM RIBEIRÃO PRETO NA JUSTIÇA

O processo em que a família Gelfuso pede a indenização à União e à prefeitura pelo uso das terras do aeroporto Leite Lopes chegou na Justiça Federal de Ribeirão Preto após 48 anos de tramitação. A ação deve ser julgada nos próximos meses pelo juiz Augusto Martinez Perez da 4ª Vara Federal.

Em julho de 1961, Paschoal Gelfuso cansou de esperar para receber o pagamento pelos sete alqueires de terras que o governo federal usou para construir a pista do aeroporto Leite Lopes e entrou na Justiça exigindo o pagamento ou a devolução das terras.

A confusão começou na década de 40 durante a primeira ampliação do aeroporto. Gelfuso foi consultado por escrito por um oficial da aeronáutica que queria saber se ele autorizava a construção da pista nas terras dele.

Ele recebeu uma carta do brigadeiro do Ar Antônio Appel Neto no dia 20 de outubro de 1944 que dizia: "Este Comando solicitou à Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto providências no sentido de desembaraçar os terrenos necessários a ampliação do aeroporto dessa localidade. A Prefeitura informou que em virtude da necessidade de solicitar verba, tornava-se difícil a solução imediata. Tendo em vista a urgência da ampliação, este Comando toma a liberdade de solicitar a V. S. autorização para realizar serviços em terrenos de sua propriedade".

No início, Paschoal se recusou a liberar as terras. Italiano dos bons ele achou que bastava não responder ao pedido para seu patrimônio ficar resguardado. "Ele era um italiano ranzinza e nem respondeu e disse que ninguém iria entrar lá", afirmou Gilberto Romanelli, genro de Paschoal.

Triste engano. A prefeitura entrou nas terras, derrubou a casa da família e o gado que pastava no local teve que ser transferido para outras pastagens.

"Sem resposta do meu sogro, a aeronáutica mandou a prefeitura fazer o serviço e ele nunca ganhou nada pelas terras", disse Gilberto.

A prefeitura até prometeu uma indenização e combinou um preço pelas terras, mas nada foi cumprido.

"Eles pagaram metade do combinado e ele ficou muito nervoso", afirmou Sidnei Gelfuso. Com a metade do prometido nas mãos, Paschoal devolveu o dinheiro ao governo e entrou na Justiça: ou recebia o combinado ou queria as terras de volta.

A reportagem completa você lê no A Cidade deste domingo.

"Ele pagou muitos advogados, mas morreu esperando o resultado do processo", disse Sidnei.

fonte/Jornal A Cidade

AVIÃO VOA BAIXO E ASSUSTA POPULAÇÃO NA MADRUGADA EM CAMPINAS



O morador de Sousas já andava grilado com o tempo chuvoso. O drama é o mesmo tanto para moradores do sofrido Beco Mockarzel como para quem vive em áreas nobres, com fundos de terreno para o Rio Atibaia. Como todo fim de ano, chove muito e o rio sobe. O pessoal corre para levantar os móveis e não perder tudo. Mas, na madrugada de ontem, havia outro motivo incomodando. Um avião monomotor, desses teco-tecos, ficou quase duas horas voando baixo no distrito. Indo e voltando. E teve até gente que até ignorou a chuva e saiu na rua. Quem seria o piloto? Um bêbado, talvez? Alguém perdido procurando lugar para pousar? Um insone matando o tempo? Ninguém sabe. A única certeza é que muita gente perdeu o sono. Primeiro porque o barulho irritava. Depois, porque se temia o pior: a geringonça podia despencar lá de cima e provocar uma tragédia.

Nesta sexta-feira (18) de manhã, não se falava outra coisa no distrito. Ali na banca de jornais da Praça Beira Rio, a turma se reunia e especulava. Teve até gente falando que podia ser atentado, coisa de terrorista. Talvez policial procurando bandido ou agente da Defesa Civil conferindo os estragos da chuva. No Bar Central (boteco tradicional, do João Peria e do Mário), muita gente ouviu o ronco do avião. Na Lanchonete Esquinão, de frente para a praça, o gerente Juan Pedro Gonçalves Pitta se divertia falando do episódio.

“Acordei com a barulheira, chamei a minha mulher Celi e a gente correu para janela. No começo, pensei que estavam filmando enchente. Mas aí notei que o teco-teco voava em círculo. Fiquei preocupado e não dormi mais. Só voltei a encostar a cabeça no travesseiro quando o avião foi embora. Eram quase 3 da matina”, lembra.

A empregada doméstica Neide Rodrigues, moradora do Jardim Conceição (na saída para o Centro), também conta que acordou assustada. Parece que tinha uma avião caindo no seu telhado. Chamou o marido, Valdir, em pânico, e recebeu de volta um romântico: “Oh, mulher, me deixa dormir”. E ele voltou a roncar. Ela, sismada, passou quase duas horas na sacada do quarto, olhando para o aviãozinho que ia e voltava. De manhã, com os olhos vermelhos por causa da noite mal dormida, ela chegou no trabalho (a casa de uma família do Nova Sousas) e ouviu a mesma história.

Todo mundo por ali, conta, estava acostumado em ouvir o barulho de jatos de madrugada. Aviões cargueiros que pousam em Viracopos. Mas o teco-teco foi uma surpresa. “Aqui pelo bairro, todo mundo dizia que era um aviãozinho claro, com luzes acesas, passando pertinho do chão. Sei lá, uns 300 metros de altura. Quem saiu da cama e olhou aquilo não conseguiu mais dormir”, diz Neide.

De bate-pronto, o povo começou ligar para a Polícia Militar (PM), para o aeroporto, para a Defesa Civil. Para o número que viesse à mente. Os plantonistas, um tanto cansados de ouvir a mesma ladainha, tinham a resposta na ponta da língua: “Sousas? O avião voando baixo? A gente já sabe. Está todo mundo ligando...”

Sem explicação

Ontem, durante o dia todo, nenhum órgão público conseguiu resposta para o causo. No Campo dos Amarais, a informação oficial é que o aeroclube nem funciona de madrugada. No departamento responsável pélo tráfego aéreo, em Viracopos, a resposta dada à reportagem foi um tanto ríspida: “Ligue na assessoria de imprensa”. No setor de comunicação social, ninguém tinha ouvido falar do teco-teco barulhento. Houve plantonista de um organismo policial que até se divertiu com as tantas ligações preocupadas: “Ah, deve ser avião particular, de pequeno porte... deve ter saído dos Amarais... voou até acabar o combustível e cair no rio”. A Defesa Civil foi simples e direta: “Não temos nada a ver com isso, e não sabemos do que se trata”, disse o coordenador regional, Sidnei Furtado. Bem, ninguém em Sousas ficou sabendo de algum acidente aéreo ou pouso forçado.

fonte/Agência Anhangüera de Notícias/ Cosmo Online

PASSAGEIROS COM DESTINO A NOVA YORK PROTESTAM ANTE ATRASO DE 24 HORAS EM CUMBICA




Vista do Aeroporto Internacional de Cumbica

Passageiros que tentam desde as 18h de sábado (19) embarcar para Nova York organizaram neste domingo (20) um protesto em frente ao balcão da companhia Delta Airlines no Aeroporto internacional de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o voo estava previsto para as 23h de sábado, mas a aeronave escalada ficou presa em solo americano. Ainda de acordo com a Anac, desde então a empresa tenta encaixar os passageiros em voos de outras companhias, sem sucesso, porque outros voos também estão lotados. O G1 não conseguiu localizar representantes da Delta para tratar do assunto.

De acordo com a Polícia Militar o protesto ocorreu das 18h e às 19h20. A pedagoga Cleonice Piton Petri, de 50 anos, afirmou que cerca de 240 pessoas cercaramo check in da companhia áera para impedir a movimentação de novos passageiros enquanto a companhia não resolver o problema daqueles qque aguardam o embarque desde ontem.

Ela conta que estava na fila do check in por volta das 18h de sábado quando a companhia informou que o voo não poderia ser realizado por causa de uma nevasca em Nova Iorque. Da fila,os passageiros foram encaminhados a um hotel em Guarulhos. Desde as 14 horas deste domingo eles aguardam o novo embarque. Cleonice, que embarcaria a passeio com o marido e os filhos, afirma que perde eventos previamente agendados.

fonte/foto/G1

PILOTOS DE AVIÃO RECEBEM US$ 5.000 PARA LEVAR DROGAS ENTRE BOLÍVIA E MATO GROSSO


Cinco mil dólares. Esse é o valor médio que um piloto recebe para atravessar a fronteira e lançar entorpecentes em Mato Grosso. As drogas, oriundas principalmente da Bolívia, são arremessadas em fazendas e transportadas via caminhões para o Sul e Sudeste do país. Por causa dessa demanda, ocorrem assaltos a aeronaves de pequeno porte localizadas em municípios da região de fronteira. Outro dado interessante é que o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, é, segundo estimativas da Polícia Federal, o 5º do país onde mais se encontram drogas.

Os traficantes internacionais contratam pilotos com experiência, que tenham no mínimo 400 horas de voo. Na maioria das vezes, o avião pertence ao próprio dono da droga, que assalta pilotos ou empresas aéreas que atuam no Estado.

"Há 15 anos, os aviões com drogas oriundas da Colômbia eram pilotados por ex-militares da Força Aérea daquele país", diz um piloto que não quer ser identificado e tem mais de 14 anos de experiência em aviões de pequeno porte.

O sistema de arremesso de drogas foi descoberto em, pelo menos, duas grandes operações deflagradas pela Polícia Federal este ano. Tanto na "Maranello" quanto na "Campos do Norte", monomotores eram usados para a desova dos entorpecentes. "Os pilotos são muito bons, rápidos e voam em baixa altitude", lembrou o delegado da PF, Alexandre Custódio Neto.

Segundo o piloto ouvido pela reportagem, para fazer o arremesso, os profissionais contratados pelo tráfico reduzem a velocidade do avião a 80 nós e usam a configuração de pouso, assim podem abrir a porta da aeronave e lançar os entorpecentes. A desova da droga pode ser feita em uma clareira na mata de 50 metros. "Esse é o mesmo modo que os pilotos faziam nos garimpos para arremessar botijões de gás no acampamento", compara.

Atualmente, as aeronaves não ficam mais de 40 minutos em espaço aéreo brasileiro. Elas vêm a uma velocidade de 170 a 180 nós (o que corresponde a aproximadamente 300 km por hora). Geralmente, saem à noite da Bolívia (por volta das 22h ou 23h) e têm autonomia de voo para 8 ou 9 horas.

Estratégias

O modo de operação dos voos sofreu transformações. Antes, a região Oeste de Mato Grosso era o ponto de abastecimento das aeronaves, já que o objetivo era levar a droga para as regiões Sul e Sudeste do país. Hoje, com a mudança na cobertura aérea brasileira, como a "Lei de Abate", por exemplo, os pilotos não pousam, apenas lançam a droga.

De acordo com o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, Oslain Santana, as aeronaves que transportavam as drogas, quando identificadas, tinham os pilotos presos em terra. Entretanto, a partir do ano 2000, com a pressão no espaço aéreo brasileiro, as drogas começaram a ser arremessadas.

A última apreensão de drogas arremessadas em Mato Grosso foi feita no dia 16 deste mês em Glória D"Oeste (312 km ao sul de Cuiabá). Foram cerca de 65 quilos de pasta-base de cocaína lançados por uma aeronave em uma fazenda no município. Segundo informações da Polícia Civil, a droga foi arremessada na terça-feira (15), por volta das 12 horas, e caiu em uma região pantanosa, de difícil acesso. A droga estava armazenada em 56 tijolos, divididos em 2 pacotes. O dono do entorpecente seria o proprietário da fazenda, conhecido como "João Branco".

Segundo o piloto que contou detalhes das operações, aumentou o número de intercepção de aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB). "É rotineira a interceptação em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Eu já fui interceptado 2 vezes".

No entanto, ainda é pouca a pressão aérea sobre as aeronaves, já que o roubo delas não é impedido e continuam sendo cooptadas para o tráfico de drogas.

Outro piloto, que também não quis se identificar, teve sua aeronave roubada em 2004 no município de Mirassol D"Oeste (300 km a oeste de Cuiabá). Os bandidos chegaram no aeroporto e abordaram o empregado dele. O monomotor custava R$ 400 mil. "Eu fiquei magoado com tudo isso. Eu tinha uma vida muito boa, voava com deputados e senadores, mas tudo acabou".

Por causa do roubo, esse piloto saiu de Mato Grosso e mora atualmente no interior de São Paulo. "Eu queria ficar aí (Mato Grosso). Agora estou isolado, estou tranquilo aqui".

Neste ano, ainda não foi registrado nenhum roubo de aeronave, de acordo com a Polícia Civil. Número diferente de 2008, quando duas aeronaves em Santo Antônio do Leverger (34 km ao sul de Cuiabá) e 1 aeronave em Primavera do Leste (241 km ao sul de Cuiabá) foram roubadas. Nenhuma foi recuperada.

Apreensões

A Polícia Civil chega ao fim de 2009 com 1,5 tonelada de cocaína, maconha e pasta-base apreendidas. Já a PF apreendeu, este ano, 4,1 toneladas de cocaína, maconha e pasta-base. Entre as apreensões, estão as feitas na operação São Cristóvão. Era da quadrilha a droga que estava no monomotor Cesna que caiu em uma região de mata fechada em Nova Lacerda (546 km a oeste de Cuiabá) em maio deste ano.

Apenas um piloto boliviano, que fez um pouso forçado em uma fazenda no Pantanal mato-grossense, foi preso pela Polícia Federal este ano em Mato Grosso, 5 dias após ser rastreado pela Força Aérea Brasileira (FAB) por entrar sem autorização no país. O acusado fez a primeira parada em Caiapônia (GO), onde entregou 460 kg de pasta-base de cocaína. Em depoimento, disse que recebeu US$ 4 mil para fazer o transporte da droga.

fonte/ODocumento

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