terça-feira, 18 de março de 2014

VÍTIMA ENVIA SMS PARA TIO MOMENTOS ANTES DE AVIÃO DESAPARECER NO PARÁ


'Motor do avião parou e vamos cair', escreveu técnica de enfermagem.
Tempestade suspendeu as buscas por avião que sumiu em Jacareacanga.

Do G1 PA
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Mensagem 3 desaparecida (Foto: Luana Leão/G1)Rayline enviou mensagem para tio antes do avião
desaparecer (Foto: Luana Leão/G1)
"Motor do avião pifou e vamos cair. Diz para mamãe que a amo muito", escreveu a técnica de enfermagem Rayline Campos, que estava no bimotor que desapareceu próximo a Jacareacanga, sudoeste do Pará, no fim da manhã desta terça-feira (18). Segundo a Funai, a aeronave transportava uma equipe de saúde de Itaituba até uma comunidade indígena em Jacareacanga. De acordo com informações preliminares, cinco pessoas estavam a bordo.

A mensagem de Rayline foi enviada para o celular do tio, Rubélio Santos. "Recebi a mensagem às 13h. Imediatamente tentei ligar para ela, mas só dava fora de área. Então avisei para um colega meu que trabalha na Infraero e ele avisou sobre a situação", relata. "Temos esperança que ela esteja viva, sim. Temos fé em Jesus", declarou o tio da enfermeira.

De acordo com a Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), por volta de 12h40, o piloto do avião entrou em contato com um colega e informou que havia uma pane em um dos motores da aeronave, e que por isso, tentava encontrar uma área para fazer um pouso forçado. Segundo a Aeronáutica, o avião desapareceu às 12h55.

Buscas suspensas
Um helicóptero da Força Aérea Brasileira foi deslocado de Manaus para realizar buscas em JACAREACANGA. No entanto, no começo da noite, um tempestade impediu que o trabalho prosseguisse e as buscas foram suspensas. De acordo com a Aeronáutica, um avião pelicano do esquadrão de buscas e resgate saíra de Campo Grande (MS) para auxiliar na procura pela aeronave no Pará na manhã de quarta-feira (19).

De acordo a Agência nacional de Aviação Civil (Anac), a situação da aeronave desaparecida, de matrícula PR-LMN, estava regular. A Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) estavam em dia.

O G1 realizou novo contato com a empresa Jotan Taxiaéreo, dona na aeronave desaparecida. No entanto, a empresa informou que ainda não irá se procnunciar a respeito do caso.

fonte/foto/G1

Dados da aeronave/Via RAB

MATRÍCULA: PRLMN
Proprietário:
JOTAN TAXI AEREO LTDA - EPP
CPF/CGC:
02151056000172
Operador:
JOTAN TAXI AEREO LTDA - EPP
CPF/CGC:
02151056000172
Fabricante:
BEECH AIRCRAFT
Modelo:
58
Número de Série:
TH648
Tipo ICAO :
BE58
Tipo de Habilitação para Pilotos:
MLTE
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 2 MOTORES CONVENCIONAIS
Peso Máximo de Decolagem:
2449 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
005


Categoria de Registro:
PRIVADA SERV.TRANSP.AEREO PUBLICO NAO REGULAR TX.AEREO
Número dos Certificados (CM - CA):
21194
Situação no RAB:

Data da Compra/Transferência:
180912


Data de Validade do CA:
11/10/18
Data de Validade da IAM:
031014
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 18/03/2014 20:39:37

AERONAVE DESAPARECE NO SUDOESTE DO PARÁ


Aeronave desaparece no sudoeste do Pará (Foto: DOL)
(Foto: DOL)
 
Um avião bimotor bimotor está desaparecido, desde o final da manhã desta terça-feira (18), no sudoeste do Pará. O avião decolou às 11h45 do município de Itaituba, com destino a Jacareaganda, porém, faltando quatro minutos para pousar, a aeronave perdeu o contato com a torre. O deslocamento, de avião, entre os dois municípios dura cerca de 45 minutos.

O piloto do avião, comandante Luiz Feltrin, chegou a informar que a aeronave estava com pane no motor e que estava perdendo altitude. Ele disse que tentaria fazer um pouco de emergência às proximidades de uma comunidade.

Ainda não há confirmação se a aeronave caiu ou fez um pouso forçado, e nem sobre a situação dos passageiros. As primeiras informações apontam que a aeronave estava com cinco pessoas e prestava serviços ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei). Uma equipe da Aeronáutica já está fazendo as buscas pela aeronave.

O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) foi acionado e enviou uma equipe de técnicos para fazer as buscas pelo local.

fonte/foto/DOL

COMO CAI UM AVIÃO


O avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Mas algo sempre pode dar errado. Quais são os principais riscos de voar? E o que realmente pode acontecer durante um acidente?

por Bruno Garattoni e Sylvia Estrella


"Senhores passageiros, sejam bem-vindos. Em nome da SincereAir, a companhia aérea que só fala a verdade, peço sua atenção para algumas instruções de segurança. Primeiramente, gostaríamos de parabenizar os passageiros que estão sentados no fundo da aeronave - em caso de emergência, sua chance de sobreviver será bem maior. Durante a decolagem, o encosto de sua poltrona deverá ser mantido na posição vertical. Isso porque, em nossa nova e moderna frota de aeronaves, as poltronas da classe econômica são tão apertadas que impedem a evacuação da aeronave em caso de emergência. Na verdade, se a segurança fosse nossa maior prioridade, colocaríamos todos os assentos virados para trás. Metade do ar dentro da cabine é reciclado, o que nos ajuda a economizar combustível. Isso poderá reduzir a taxa de oxigênio no seu sangue, mas não costuma ser perigoso - e geralmente causa uma agradável sonolência. Mantenha o cinto de segurança afivelado durante todo o voo - ou você poderá ser vítima de turbulência, que é inofensiva para a aeronave, mas mata 25 passageiros por ano. Lembramos também que o assento de sua poltrona é flutuante. Não que isso tenha muita importância: a probabilidade de sobreviver a um pouso na água com um avião grande é mínima (geralmente a aeronave explode ao bater na água). Obrigada por terem escolhido a SincereAir, e tenham todos uma ótima viagem!"

Nenhuma empresa aérea revelaria verdades como essas. Afinal, mesmo que o avião seja o meio de transporte mais seguro que existe, ele não é (nada é) 100% seguro. A partir de uma série de estudos feitos por especialistas, chegamos às principais causas de acidentes - e descobrimos fatos surpreendentes sobre cada uma delas. Prepare-se para decolar (e cair).


Despressurização
Quando as máscaras caem.


Quanto mais alto você está, mais rarefeito é o ar. Com menos resistência do ar, o avião consegue voar muito mais depressa - e gasta bem menos combustível. É por isso que os aviões comerciais voam bem alto, a 11 km de altura. O problema é que, nessa altitude, a pressão atmosférica é muito baixa (veja no infográfico abaixo). Não existe ar suficiente para respirar. Por isso, os aviões têm um sistema que comprime o ar atmosférico e joga dentro da cabine: a pressurização. É uma tecnologia consagrada, que estreou na aviação comercial em 1938 (com o Boeing 307). Mas, como tudo na vida, pode falhar. Sabe quando a aeromoça diz que "em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão automaticamente"? Não assusta muito, né - parece bem menos grave do que uma pane na turbina do avião, por exemplo. Ledo engano. A despressurização pode matar, e rápido. Ao contrário do afogamento ou de outros tipos de sufocação, aos quais é possível resistir por alguns minutos, uma despressurização aguda faria você apagar em menos de 15 segundos. Em agosto de 2008, um Boeing 737 da companhia Ryanair, que ia para Barcelona, sofreu despressurização parcial da cabine. "Veio uma lufada de vento gelado e ficou incrivelmente frio. Parecia que alguém tinha aberto a porta do avião", contou um dos passageiros ao jornal inglês Daily Telegraph. Para piorar as coisas, nem todas as máscaras de oxigênio caíram automaticamente. E, das que caíram, várias não liberavam oxigênio. O que salvou os 168 passageiros é que o avião estava voando a 6,7 km de altura, mais baixo do que o normal, e isso permitiu que o piloto reduzisse rapidamente a altitude para 2,2 km, onde é possível respirar sem máscara.



Falha estrutural (ou como a força G pode despedaçar a aeronave). O avião pode perder uma asa, leme ou outra parte vital quando está no ar. Quase sempre, o motivo é manutenção malfeita - a estrutura acumula desgaste até quebrar. Mas isso também pode acontecer com aeronaves em perfeito estado. Se o piloto fizer certas manobras, gera forças gravitacionais muito fortes - e a fuselagem arrebenta. Foi o que aconteceu em 2001, com um Airbus A300 da American Airlines que decolou de Nova York. O piloto pegou turbulência, se assustou e tentou estabilizar a aeronave com movimentos normais, porém bruscos. O rabo do avião quebrou e o A300 caiu, matando 260 pessoas. Pode parecer um caso extremo, mas a resistência dos aviões à força G é uma preocupação central da indústria aeronáutica. Os jatos modernos têm sistemas que avisam quando estão voando com ângulo, velocidade ou trajetórias que possam colocar em risco a integridade da fuselagem. E a Boeing adiou o lançamento de seu novo avião, o 787, para alterar o projeto dele (simulações indicaram que, durante o voo, as asas poderiam sofrer forças G altas demais).



Pane nas turbinas Acontece. Mas não pelo que você pensa.

O maior inimigo das turbinas não são as falhas mecânicas; são os pássaros. Entre 1990 e 2007, houve mais de 12 mil colisões entre aves e aviões. As turbinas são projetadas para suportar alguns tipos de pássaro (veja abaixo), e isso é testado em laboratório com uma máquina, o "canhão de galinhas", que dispara frangos mortos contra as turbinas a 400 km/h. Desde 1990, 312 turbinas foram completamente destruídas em voo pelos pássaros. Se o avião perder um dos motores, consegue voar só com o outro. Mas, se isso acontecer durante a decolagem, quando a aeronave está baixa e lenta (90% dessas colisões acontecem a menos de 1 000 metros de altitude), ou se os pássaros destruírem ambas as turbinas, as consequências podem ser dramáticas. Como no incrível caso de um Airbus A320 da US Airways que perdeu os dois motores logo após decolar de Nova York, em janeiro de 2009. Mesmo sem nenhuma propulsão, o piloto conseguiu voar mais 6 minutos e levar o avião até o rio Hudson. Num dos raríssimos casos de pouso bem-sucedido na água, ninguém morreu.



Falha nos computadores Sim, eles também se enganam. E quando isso acontece...

Os computadores de bordo são vitais na segurança de voo. Mas também podem falhar. Como no caso do Airbus A330 - o mais computadorizado dos jatos atuais. Nos últimos 12 meses, sete A330 enfrentaram uma situação crítica: partes do computador de bordo desligaram ou apresentaram comportamento errôneo. Num desses casos, o desfecho foi dramático (o voo da Air France que ia de São Paulo para Paris e caiu no oceano Atlântico, matando 232 pessoas). Mas o problema não é exclusividade da Airbus. Em agosto de 2005, um Boeing 777 da Malaysia Airlines que decolou da Austrália teve de retornar às pressas depois que, aos 18 minutos de voo, o piloto automático começou a inclinar o avião de forma perigosa. Era um problema de software.




Erro humano Na maior parte das vezes, o piloto tem (alguma) culpa.

Os acidentes aéreos são uma sequência de erros que se somam. E, em 60% dos casos, essa equação inclui algum tipo de falha humana. A pior de todos os tempos aconteceu em 27 de março de 1977. Foi na ilha de Tenerife, um enclave espanhol a oeste da costa africana. Vários fatores se juntaram para produzir essa tragédia. Primeiro: um atentado terrorista fechou o principal aeroporto de lá e fez com que todo o tráfego aéreo fosse desviado para um aeroporto menor, Los Rodeos, que ficou sobrecarregado e cheio de aviões parados no pátio. Entre eles, dois Boeing 747. Um vinha de Amsterdã, o outro de Los Angeles. O avião americano solicitou autorização para decolar. Quem estava no comando era o piloto Victor Grubbs, 57 anos e 21 mil horas de voo. A torre de controle respondeu negando - era preciso esperar a saída do outro 747, o holandês, pilotado pelo comandante Jacob van Zanten. Zanten ficou impaciente, porque sua tripulação já estava em serviço havia 9 horas. A torre de controle reposicionou as ae­ronaves. O nevoeiro era muito forte e, por um erro de comunicação, o avião americano foi parar no lugar errado. Ignorando instruções, o 747 holandês começou o procedimento de decolagem. Ace­lerou e bateu com tudo no outro avião, que manobrava à frente. Foi o pior acidente da história, com 583 mortos.




Turbulência Como o avião pode perder a sustentação no ar.

Turbulência não derruba avião. Os jatos modernos são projetados para resistir a ela. Você já ouviu esse discurso? É uma meia-verdade. Um levantamento feito pela Federal Aviation Administration (FAA), agência do governo americano que estuda a segurança no ar, revela que entre 1992 e 2001 houve 115 acidentes fatais em que a turbulência esteve envolvida, deixando 251 mortos. Na maior parte dos casos, eram aviões pequenos, mas também houve mortes em aeronaves comerciais - as vítimas eram passageiros que estavam sem cinto de segurança, e por isso foram arremessados contra o teto a até 100 km/h (velocidade suficiente para causar fratura no pescoço). Ou seja: em caso de turbulência, o maior perigo não é o avião cair. É você se machucar porque está sem cinto. Os aviões têm instrumentos que permitem detectar com antecedência as zonas turbulentas, dando tempo para desviar, mas isso nem sempre é possível: existe um tipo de turbulência, a "de ar limpo", que não é captada pelos instrumentos da aeronave. Felizmente, é rara: só causou 2,88% dos acidentes fatais.


Pane hidráulica Existe um encanamento que corre por toda a fuselagem. Se ele furar, as consequências podem ser terríveis.

Os controles do avião dependem do sistema hidráulico - uma rede de canos que liga o cockpit às partes móveis do avião. Esses canos estão cheios de fluido hidráulico, uma espécie de óleo. Quando o piloto dá um comando (virar para a esquerda, por exemplo), um sistema de bombas comprime esse óleo - e o deslocamento do líquido movimenta as chamadas superfícies de controle. São as peças que controlam a trajetória do avião, como o leme e os flaps. O sistema hidráulico é tão importante, mas tão importante, que os aviões modernos têm nada menos do que três: um principal e dois de reserva. Por isso mesmo, a pane total é muito rara. Mas ela é o pior pesadelo dos pilotos. "O treinamento para situações de pane hidráulica é muito frequente e exige bastante dos pilotos", explica o comandante Leopoldo Lázaro. Se os 3 sistemas hidráulicos falharem, a aeronave perde totalmente o controle. E isso já aconteceu. Em julho de 1989, um McDonnell Douglas DC-10 decolou de Denver com destino a Chicago. Tudo corria bem até que a turbina superior, próxima à cauda do avião, explodiu. Estilhaços do motor penetraram na fuselagem e cortaram os canos de todos os sistemas hidráulicos. O avião não tinha como subir, descer, virar nem frear. Aí o comandante Alfred Haynes, 58 anos e 37 mil horas de voo, realizou uma das maiores proezas da história da aviação. Usando o único controle de potência das turbinas, o único que ainda funcionava no avião, conseguiu fazer um pouso de emergência. A aeronave explodiu, mas 185 dos 296 passageiros sobreviveram. 


Um avião grande carrega 600 litros de fluido hidráulico, que se distribui por redes de canos.



Fonte - Boeing

Meses de risco Em quais épocas do ano acontecem mais acidentes*

Jan - 8,96%

Fev - 7,4%

Mar - 8,77%

Abr - 6%

Mai - 5,84%

Jun - 8,18%

Jul - 9,74%

Ago - 8,96%

Set - 9,55%

Out - 8,18%

Nov - 9,55%

Dez - 7,79%


* A soma não dá 100% devido a arredondamento.

Fonte - Aircraft Crashes Record Office 


As aeronaves que mais caíram
Em acidentes fatais por milhão de decolagens



Fonte - Boeing 

Para saber mais
Caixa Preta
Ivan Sant’Ana, Editora Objetiva, 2000.

O Rastro da Bruxa
Carlos Ari Germano, EDPUCRS, 2008.

fonte/foto/SuperInteressante/Ed Abril

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Foi um segredo guardado durante 64 anos. Horst Rippert, piloto alemão da Luftwaffe, admitiu, aos 88 anos, ter abatido Antoine de St Exu...