segunda-feira, 19 de julho de 2010

20 DE JULHO DE 1873 - NASCE ALBERTO SANTOS-DUMONT

Alberto Santos Dumont onboard his aircraft.Image via Wikipedia






Alberto Santos Dumont foi o sexto filho de Henrique Dumont, engenheiro formado pela Escola Central de Artes e Manufaturas de Paris, e Francisca de Paula Santos. O casal teve ao todo oito descendentes, três homens e cinco mulheres: Henrique dos Santos Dumont, Maria Rosalina Dumont Vilares, Virgínia Dumont Vilares, Luís dos Santos Dumont, Gabriela, Alberto Santos Dumont, Sofia e Francisca.

Em 1874 a família se mudou da Fazenda de Cabangu, localizada em Palmira, Minas Gerais, onde vivia, para Valença, no Rio de Janeiro. Aí adquiriu a Fazenda do Casal, junto à estação ferroviária de mesmo nome. Foi nesse lugar que Santos Dumont começou a dar mostras, por assim dizer, dos trabalhos aeronáuticos que tanto destaque lhe trariam, pois, conforme declarações dos seus pais, com apenas um ano de idade ele costumava furar balõezinhos de borracha para ver o que tinham dentro. E foi em Valença que ocorreu o batismo de Santos Dumont, na Matriz de Santa Teresa, em 20 de fevereiro de 1877, pelo padre Teodoro Teotônio da Silva Carolina.

Em 1879 os Dumont venderam a Fazenda do Casal e se estabelecerem no Sítio do Cascavel, em Ribeirão Preto, onde compraram a Fazenda Arindeúva, de José Bento Junqueira, de mil e duzentos alqueires. A propriedade, que logo ganhou o nome de Fazenda Dumont, em poucos anos se transformaria no maior estabelecimento agrícola do Brasil.
Santos Dumont lembraria com saudosismo os tempos passados na fazenda paterna, onde desfrutava da mais ampla liberdade.

Com apenas sete anos Santos Dumont já guiava os locomóveis da fazenda, e aos doze se divertia como maquinista das locomotivas, capazes de fatigar um homem com o triplo da sua idade; mas a velocidade realizável em terra não lhe bastava.

Ao ler as obras do escritor francês Júlio Verne, nasceu em Santos Dumont o desejo de conquistar o ar. Os submarinos, os balões, os transatlânticos e todos os outros meios de transporte que o fértil romancista previu com tanta felicidade exerceram uma profunda impressão na mente do rapaz. Anos depois, já adulto, ele ainda lembrava com emoção as aventuras vividas em imaginação:

A tecnologia o fascinava. Começou a construir pipas e pequenos aeroplanos movidos por uma hélice acionada por molas de borracha torcida. E todos os anos, no dia 24 de junho, ele enchia frotas inteiras de diminutos balões de seda sobre as fogueiras de São João, para assistir em êxtase a sua ascensão aos céus.

Pelos livros de Camille Flammarion e Wilfrid de Fonvielle ele conheceu a história da navegação aérea. Aprendeu que fora na França que o balão a hidrogênio havia sido inventado, que os primeiros vôos haviam sido efetuados e que as maiores aeronaves haviam sido construídas. Sentiu-se atraído por esse país de grandeza e progresso.

Demoiselle



De Março a Junho de 1907 fez experiências com o aeroplano com asa de madeira n° 15, e com o dirigível n° 16, misto de dirigível e avião, mas desiste desses projetos por não obter bons resultados. O número 17 seria cópia do número 15.


Em Setembro, no Rio Sena, faz experiências com o n° 18, um deslizador aquático.


Testa o primeiro modelo de um aeroplano em Novembro de 1907, um pequeno avião apelidado pelos franceses de Demoiselle, devido a sua graciosidade e semelhança com as libélulas. Todavia, durante as primeiras experiências, o "nº 19" sofreu um acidente, ficando seriamente avariado. Pesando 110 quilos, o Demoiselle era uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu.


Em Dezembro de 1908 exibe um exemplar do Demoiselle na Exposição Aeronáutica, realizada no "Grand Palais" de Paris.
Obtém o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França em Janeiro de 1909.


Aproveitando características e formato do "nº 19", foi criado o "Demoiselle nº 20". Sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético.

Em Setembro do mesmo ano estabelece o recorde de velocidade voando a 96 km/h num ‘‘Demoiselle’’. Faz um vôo de 18km, de Saint-Cyr ao castelo de Wideville, considerado o primeiro reide da história da aviação.
Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus Castelos, bateu recordes de velocidade e de distância de decolagem.
O Demoiselle era um avião pequeno, de tração dianteira, com a hélice girando no bordo de ataque da asa alta de grande diedro, o leme e o estabilizador eram de contorno poliédrico, montados em uma estrutura em forma de cruz e unidos à fuselagem por meio de uma junta que permitia o movimento do conjunto em todas as direções.


O piloto ia sentado abaixo da asa logo atrás das rodas. O comando era composto por um volante que controlava, através de cabos, o conjunto leme/estabilizador. Os cabos de sustentação da asa e reforço de estrutura eram cordas de piano. construído em apenas em quinze dias, o Demoiselle nº 19 tinha como fuselagem uma única haste de bambu, com seis metros de comprimento, e a asa era formada por uma estrutura simples.

O motor a explosão, de 20 hp, refrigerado a água, era de dois cilindros opostos e foi projetado pelo próprio Santos Dumont e construido pela fábrica Dutheil & Chalmers. Possuia ainda um estabilizador na frente e embaixo do avião e dois lemes laterais situados logo abaixo da asas. Tais ítens foram logo abandonados, pois não contribuiram em nada para aumentar a estabilidade do aparelho.

Posteriormete, Santos-Dumont alterou-o, desenhando novamente a asa para aumentar sua resistência e colocou um motor Antoniette de 24 hp na parte de baixo, entre as pernas do piloto, transmitindo o torque à hélice por meio de uma correia. Este ficou conhecido como nº 20 e foi descrito pela Scientific American de 12 de dezembro de 1908 como: "... de longe a mais leve e possante máquina desse tipo que jamais foi produzida.", e mais, "Um número de pequenos vôos foram feitos e não se apresentou nenhuma dificuldade particular em mantê-lo no ar.

Por causa do tamanho reduzido de seu monoplano, Santos-Dumont foi capaz de transportá-lo de Paris "para Sait-Cyr na parte traseira de um automóvel (...) Esta é a primeira vez que temos conhecimento de que um automóvel tenha sido usado para transportar um aeroplano montado, da cidade para um lugar apropriado no campo, onde o aviador pudesse levar adiante seus experimentos."

Ainda apresentando alguns problemas de estrutura e baixa potência, que Santos=Dumont tentou compensar, o modelo nº 21, possuia uma fuselagem triangular composta por três hastes de bambu e nova asa, mais resistente e de maior envergadura, além da redução no comprimento do avião. Retorna a solução inicial de motor de dois cilindros contrapostos, instalado sobre as asas, atuando diretamente sobre a hélice.
O projeto do nº 22, era basicamente igual ao nº 21. Santos-Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, constrídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq. Assim estes dois modelos demonstraram qualidades bastantes satisfatórias para a época, sendo produzidos em quantidade, uma vez que Santos-Dumont, por pincípios, jamais requereu patente por seus inventos.

Apresentou um exemplar do Demoiselle na Exposição Aeronáutica, realizada no Grand Palais de Paris em Dezembro de 1907.

Santos Dumont obteve o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França em Janeiro de 1909.

Em Setembro do mesmo ano estabeleceu o recorde de velocidade voando a 96 km/h num ‘‘Demoiselle’’. Fez ainda um vôo de 18km, de Saint-Cyr ao castelo de Wideville, considerado o primeiro reide da história da aviação.

CRONOLOGIA

1873 JUL, 20. - Nasce Alberto Santos Dumont, no lugar denominado Cabangu, no distrito de João Aires. mudando depois para Palmira, Minas Gerais.
- Filho do Engenheiro Henrique Dumont e de D. Francisca de Paula Santos, foi o sexto filho de uma série de oito; seus irmãos foram:
Henrique (15 de agosto 1857) Maria Rosalina (13 de fevereiro 1960) Virgínia (20 de dezembro de 1866) Luiz (16 de maio 1869) e Gabriela (26 de marco 1871) Sophia (2 de maio 1875) e Francisca (28 de marco 1877).
1874/79 - Vai morar com a família em Casal, fazenda de café do avô materno, que o pai administra, e que fica perto de Valença, estado do Rio de Janeiro, onde nasceram suas irmas Sophia e Francisca.
1877 FEV, 20. - Batizado de Alberto Santos Dumont na Paróquia de Santa Tereza, na cidade de Valença, distrito de Rio das Flores, no Estado do Rio de Janeiro; foram padrinhos o seu tio materno José Augusto de Paula Santos e Dna. Maria Eugênia Pinto Coelho da Rocha.
1879 - Henrique Dumont, com a heranca herdada do sogro comprou a fazenda Arindeúva, na região de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, e logo depois buscou a familia e bens, dentre os bens 80 escravos e 300 contos em dinheiro. Em um ano plantou 500.000 mudas de café e ao vender a propiedade 10 anos depois possuia 5.000.000 de cafeeiros.
1883/85 - Realiza seus primeiros estudos no Colégio Culto à Ciência, em Campinas, SP

1888
- Vê, pela primeira vez, um balão cativo na capital de São Paulo. em uma exposição de equipamentos aeronáuticos construídos na França.
1890
- O pai torna-se hemiplégico e vende a fazenda.
1891
- Aos 18 anos, viaja com a família para a França, a bordo do vapor Elbe, onde o pai pretende curar-se da hemiplegia freqüentando as termas de Lamalou-les-Bains.
NOV, - Visitando com o pai, em Paris, uma exposição de máquinas no Palácio da Indústria, descobre um motor a petróleo.
NOV, - Pelo vapor Portugal, regressa com a família ao Brasil e vai residir numa casa da rua Helvetia, em São Paulo.
1892
- É emancipado pelo pai, no 3.º Tabelião de Notas da cidade de São Paulo, que também lhe entrega uma fortuna em títulos.
MAY, - Acompanhado dos pais, volta à Europa, onde pretende estudar em Paris. Mas Henrique Dumont, chegando a Portugal, sente-se pior de saúde e volta ao Brasil.
- Começou os seus estudos em Paris com o Professor Garcia, os quais se prolongaram até 1896.
AGO, 30. - O pai falece no Rio de Janeiro.
SET, - Fixa residência em Paris, na Rua d'Edimbourg nº 26

NOV, 20. - Parte da Europa para o Brasil, no vapor "Orénoque"
DEZ, 06 - Chegou ao Rio de Janeiro.
1893
JAN, - De regresso em Paris
- Promove, no velódromo de Parc des Princes uma corrida de mototriciculos.
1894
- Freqüenta como aluno-ouvinte a Universidade de Bristol, na Inglaterra.
1896
- Descobre, numa livraria do Rio, o livro de Lachambre e Machuron: Andrée au Pôle Nord en Ballon
- Realizou estudos na Inglaterra, na Universidade de Bristol
1897
- Depois de uma visita ao Brasil, regressou a Paris, onde tinha fixado residência.
- Comprou um automóvel "Panhard", com o qual foi de Paris a Nice em 54 horas de viagem.
- Para experimentar um motor a explosão de dois cilindros que havia construído, adaptou-o a um triciclo com o qual acompanhou uma parte da corrida de automóveis entre Paris e Amsterdam
1898
MAR, Volta a Paris e voa pela primeira vez num balão esférico, pertencente à firma Lachambre et Machuron. saindo do Parque de Aerostação de Vaugirard em Paris e descendo nos terrenos do Chateau de La Ferrière, propriedade de Alphonse de Rotschild
MAI, 30. - Ascensão aerostática noturna na qual o balão de Santos=Dumont foi envolvido por uma tespestade; partida de Pérone e descida próximo a Narnur, na Bélgica
JUN - Quinta ascensão em balão livre e a primeira em que ele levou passageiros: o Barão de Beville e Mademoiselle De Forest; o balão, de 1.000 metros cúbicos, partiu do Parque de Aerostação de Vaugirard em Paris e, quatro horas depois, desceu em Vincennes
JUL, Encomenda à mesma firma um pequeno balão para seu próprio uso, a que dá o nome de Brasil.
Constrói o seu primeiro balão dirigível, o Santos Dumont nº 1.
SET, 18. Primeira experiência com o SD. nº 1.no Jardim da Aclimação, em Paris; primeira vez que um motor a explosão interna, adaptado a um veículo aéreo, funcionou no ar.
SET, 20 - Segunda experiência com o balão dirigível n.º 1, partindo do Jardim da Aclimação e indo até o Bois de Boulogne onde foi obrigado a descer no Campo de Bagatelle devido ao mau funcionamento da bomba de ar do balonete
OUT, 25. - Ascensão realizada em balão livre; a ascensão, que durou horas, iniciou-se em Paris e terminou em Vicarnes, próximo a Chantilly ("La France" - Bordeaux - 26 OUT, - Fundação do Aeroclube de França.
1899
JAN, 30 - Chegada a Nice, vindo de Paris, tendo se hospedado no "Cosmopolitan Hotel"
JAN, 31. - Se inscreveu na "Taça dos Aeronautas", uma competição de balões livres.
MAR, 15. - Notícia sobre a inscrição de Santos Dumont numa corrida de automóveis a ser realizada, no dia 21 de março, com o percurso Nice - Castellanes - Nice
MAR, 24. - Na corrida de automóveis Nice - La Turbie, Santos Dumont tirou o 3.º lugar
ABR, 15. - Realização no Automóvel Clube de Paris do "almoço das apostas", no qual Santos Dumont apostou que, antes de 31 de maio de 1899, desceria com o seu balão dirigível no terraço do Automóvel Clube
OCT, 20. - Creation do "Aero Club de France ", primeira instituicao aeronautica do mundo. Criada por: Hanry de La Vaulx, Henri de La Valette, Albert de Dion, Leon Serpollet, Ernest Archdeacon, Henry Deutsch de la Meurthe e Albert de Dion, pouco despues tambem Alberto Santos Dumont.
1899
MAY, 11. Ensaio fracassado com o SD. nº 2 que se dobra ao meio no momento da elevação.o balão chocou-se contra as árvores, danificando-se.
JUN, 12 - Foi realizada a competição denominada "Taça dos Aeronautas", para balões livres, na qual Santos=Dumont tirou o 4.º lugar,permanecendo 22 horas no ar. pilotando o balão América" de 1.800 metros cúbicos; o balão de Santos=Dumont desceu a 325 quilômetros do ponto de partida ("Jardim des Tuileries"), enquanto que o vencedor, o Conde de La Vaulx, desceu a 390 quilômetros. 1899
JUN, 25 - Ascensão no balão livre "Aero Club", partindo do "Jardim des Tuileries", em Paris, onde se realizava uma exposição de automóveis
JUN, 29 - Realizou uma ascensão com o balão livre "Brasil". de sua propriedade, tendo partido do "Jardin des Tuileries", onde se realizava uma exposição de automóveis, e tendo descido em Sevran ; nessa ascensão Santos=Dumont levou apenas 7 quilogramas de lastro
JUL, 06 - Ascensão com o balão livre "Aero Club", tendo descido em Melun
NOV, 13. No SD. nº 3 faz uma feliz ascensão, Parque de Aerostação de Vaugirard, contornando a torre Eiffel pela primeira vez, descendo no Parc des Princes.
NOV, 20. - Ascensão com o balão dingível n.º 3, tendo descido em Ivry
MAR, 22. - Inicio da construção do balão dirigível n.º 4.

1900
MAR, - A Comissão Científica do Aeroclube da França institui o Prêmio Deutsch, oferecido por Henri Deutsch de la Meurthe, empresário ligado ao refino do petróleo e grande incentivador da aviação.
MAR, 29. - Ascensão no balão livre "Centauro", partindo de Nice e descendo, no meio de uma violenta tempestade, em Vallouns: o balão foi submetido a um desastroso "arrastamento' ao chegar no solo, tendo o invólucro do Balão se dilacerado de encontro às árvores.
JUN, - Finaliza a construção de seu hangar em Saint- Cloud, no parque de aerostação do Aeroclube da Franca.
AGO, 01. Termina a feitura do balão dirigível n.º 4
SET, 19 - Experiência com o balão dirigível n.º 4 em Saint Cloud, tendo se quebrado o leme de direção; essa experiência foi feita na presença dos membros do "Congresso Internacional de Aeronáutica.
DEZ, 16. - Achava-se em Nice, curando-se da pneumonia adquirida com as experiências do balão dirigível n.º 4. O aeronauta, sentado num selim de bicicleta recebia em cheio o vento da hélice tratora ...
- A Comissão Científica do Aeroclube concede-lhe o Prêmio de Encorajamento, de 4 mil francos. Com o dinheiro do prêmio, instituiu o Prêmio Santos Dumont, como incentivo aos pesquisadores da aerostação de dirigíveis.
MAR, 29. - Ascensão no balão livre "Centauro", partindo de Nice e descendo, no meio de uma violenta tempestade, em Vallouns: o balão foi submetido a um desastroso "arrastamento' ao chegar no solo, tendo o invólucro do Balão se dilacerado de encontro às árvores. 

1901
JUL, 12. - Circula a Torre Eiffel com o dirigível nº 5, na primeira tentativa de conquistar o Prêmio Deutsch
JUL, 13. - Concorrendo ao Prêmio Deutschde la Meurthe, de 100 mil francos, ao contornar a torre Eiffel um golpe de vento violento o atira contra as árvores do parque Rothschild.
AGO, 8. - Insistindo na prova Deutsch, o balão perde gás e vai cair, explodindo sobre as paredes de um edifício do Trocadero. Preso às cordas e à quilha do balão, é retirado, ileso, pelos bombeiros.
OUT, 19. - No SD.nº 6 ganha o Prêmio Deutschde la Meurthe, partindo de Saint-Cloud, contornando a torre Eiffel e voltando ao ponto de partida no espaço de 29 minutos e 30 segundos (30 minutos era o tempo estipulado para a prova).. Realiza a prova diante da Comissão do Aeroclube da França.

1902 JAN, 29. - Sobe no nº 6 em Monte Carlo, onde passa uma temporada naquela cidade, a convite do príncipe Dino/Alberto I??, que mandou construir no bulevar de La Condamine um aeródromo e hangar para suas ascensões com o dirigível nº 6.
FEV, 14. - Acidente com o nº 6, que sosobra nas águas da baia de Mônaco.
Visita Londres, Nova York e São Luís.
Falece, em Portugal, sua mãe, d. Francisca Santos Dumont.
ABR, - Viaja aos Estados Unidos, onde visita os laboratórios do inventor Thomas Edison, em Nova York, e é recebido na Casa Branca, em Washington, pelo Presidente Theodore Roosevelt.
MAY, - Em Londres, tem o invólucro de seu dirigível nº 6 rasgado por sabotagem no"Crystal Palace".
- Projeta o dirigível nº 7, chamado de La Balladeuse
O dirigivel nº 8 foi uma copia do nº 6 e foi vendido ao Sr.Edward Boice, na epoca vice-presidente do aeroclube americano, e destruido num acidente nos primeiros voos.
Constrói, neste ano tambem, os dirigíveis nºs 9 e 10.
1903 JUL, 14. - No dirigível nº 7, toma parte na grande parada militar em Longchamps, Sobrevoa, com o dirigível nº 9, a formatura militar em Longchamps, Paris, durante as comemorações do 14 de julho, data nacional francesa. 9 ou 7 ????
- Finaliza a construção do novo hangar em Neuilly, Paris.
- Faz os primeiros ensaios com o dirigível nº 9 e com ele, posteriormente, muitas ascensões.
1904 - Escreve Dans l Air (Os Meus Balões). Recebe do governo francês a comenda de Cavaleiro da Legião de Honra.
1905 - Escreve artigo para a revista Je Sais Tout. {Ce que je ferai, ce que l’on fera}
- Constrói o dirigível nº 10, chamado dirigível-ônibus, com capacidade para dez passageiros.
1904 JUN, - Chega aos Estados Unidos, para participar da corrida de dirigíveis de Saint-Louis, mas sofre ação criminosa de sabotadores, que inutilizam o invólucro do seu dirigível nº 7.
1905 - Projeto do DIRIGIVEL SD.nº 11.
- Projeto do um monoplano bimotor, e o nº 12, um helicóptero, mas não os conclui.
AGO, - Ascensão, em Trouville, do SD.nº 14. Numa corrida de lanchas na Cote d'Azur, toma conhecimento do motor "Antoinette", e conhece o seu fabricante, Levasseur.
1906
- Santos Dumont nº 12, helicóptero, 2 hélices. - Santos Dumont nº 14.
- Constrói um tipo de aeroplano aquático, com asas do tipo do papagaio celular de Hargrave. Experimenta o aparelho como planador, conseguindo, para isso, prende-lo a uma corda e esta a um barco-automóvel, que o impulsiona.
- Constrói novo aparelho um biplano e para testar seu equilíbrio e direção, prende-o sob o dirigível
nº 14, desprendendo, depois, deste. Mas o biplano fica conhecido por 14-Bis.
SET, 7. - Campo de Bagatelle. Consegue elevar-se no biplano por um segundo.
SET, 13. - Campo de Bagatelle. Faz no biplano (14-Bis) um pequeno vôo de 8 metros.
SET, 30. - Participa da Taça Gordon Bennet para balões livres, mas ferindo o braço numa transmissão teve que aterrissar perto de Bernay.
OUT, 23. - Campo de Bagatelle. Consegue elevar-se do solo a uma altura de cerca de um metro e a uma distância de 60 metros, ganhando a Taça Archdeacon, ofertada ao piloto que em sua máquina, e por seus próprios recursos, conseguisse voar através de um percurso de 25 metros.
NOV, 12. - Campo de Bagatelle. Novamente pilotando o seu 14-Bis consegue voar 220 metros. Estabeleceu os primeiros recordes de aviação do mundo. 

1907 MAR, 21. - Sobe o nº 15, biplano do tipo celular.
ABR, 4. - O 14-Bis é inutilizado em desastre.
AGO, 10. - Sobe no balão "Aigle" com pilotos do Aeroclube de França e os amigos brasileiros Antônio Prado Júnior e senhora, D. Eglantina.
- Constrói o monoplano nº 19.
- Constrói novo monoplano, nº 20, conhecido por Demoiselle.
1908 - Exposição da Demoiselle no Salão da Aeronáutica.
 
1909 - Passeia com sua Demoiselle pelos céus da França.
1910
- Deixa de voar. Seu ultimo voo como piloto aconteceu o 4 de janeiro de 1910 e nao em 1909 como descrito em diversas biografias, nessa data ele teve um serio acidente com o demoiselle. 

1913
- É erguido em Saint-Cloud monumento em sua homenagem. 

1914/15 - Passa-o entre Brasil, Europa e novamente Brasil. A convite dos Estados Unidos viaja para Washington, para participar de um congresso científico.
1916 ABR. - Viaja desde as Cataratas de Iguazu por 6 dias a cavalo ate Guarapuava, desde ahi de carro ate Ponta Grossa e de tren ate Curitiva para encontrarse com o Governador do Paraná, dando assim os primeiros passos na criacao do Parque Nacional do Iguaçu JUN. - Parte para o Chile a fim de participar de Conferência Pan-Americana a realizar-se em Santiago. JUL, - Vai à Argentina, para o centenário da Assembléia de Tucuman.
1917 - Em Petrópolis constrói a casa "A Encantada".
1918 - O sítio de Cabangu, em Minas Gerais, lhe é doado pelo governo brasileiro.
- Na Encantada escreve o livro O que eu Vi, o que nós Veremos.
1919 SET, - , Visitou Guaiaquil e Quito, seguido depois em direção ao porto de Calláu no Perú.
1920 - Volta a Paris.
1922 - Manda erguer um túmulo para seus pais e para si mesmo, no Cemitério de São João Batista, do Rio de Janeiro. O túmulo é uma réplica do ícaro de Saint-Cloud.
1924 - Paris. Brasil. Novamente torna a Paris.
1926 - Interna-se no sanatório de Valmont-sur-Territet, na Suíça.
1927 - Passa algum tempo na aldeia de Glion, Suíça. Volta à França.
1928 - Volta ao Brasil pelo Cap Arcona. Desastre com o avião que lhe vem dar as boas-vindas à entrada da barra, ele cancela todas as comemorações.

- Volta para a França.
1929 - Recebe do governo francês a comenda de Grande Oficial da Legião de Honra.

1930 - Interna-se na casa de saúde de Preville, em Orthez, nos baixos Pireneus.
1931 - Sanatório de Biarritz. Volta definitiva ao Brasil.
- A Academia Brasileira de Letras o elege para ocupar a cadeira nº 38, vaga pelo falecimento do romancista Graça Aranha. Não chegou a tomar posse e, em seu lugar foi escolhido o escritor Celso Vieira.
1932
JUL, 23. Morre em Guarujá, São Paulo, aos 59 anos.
JUL, 31. A cidade de Palmira muda seu nome para Santos-Dumont.
DEC, 23. Seu corpo e enterrado no Cemiterio São Joao Batista no Rio de Janeiro,apos ter ficado por quase 6 meses guardado em alguma urna funeraria paulista. 

1959
SET, 22 - Le foi concedido o posto honorífico de Marechal-do-Ar e seu nome continuou a encabeçar a lista de oficiais-aviadores, no Almanaque do Ministério da Aeronáutica.


fonte/Wikipedia/SantosDumont.net
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OS PIRATAS VOLTARAM...



O novo diretor da ANAC abafou processo sobre companhia que voava ilegalmente, depois que a empresa contratou o especialista da área

Pousarão em breve três novos diretores na Agência Nacional de Aviação Civil, ANAC responsável por fiscalizar as empresas assegurar a boa segurança dos voos no Brasil. O presidente Lula já escolheu os nomes da sua preferência, que foram sabatinados pelo congresso no mês passado. Agora, para que eles assumam o cargo, falta somente a assinatura do Presidente. Espera-se que isso aconteça nesta semana. Espera- se também que Lula demonstre discernimento e lucidez ao sancionar essas nomeações.Claro sempre se esperam do Presidente essas virtudes, mas este é um caso que demanda uma atenção especial, em razão do traumático passado que ele encerra. No decorrer de 2006 e 2008, o país viveu a beira de um colapso no setor aéreo. Entre a trágica queda dos aviões da GOL e da TAM e os atrasos inexplicáveis nos aeroportos, seguiu-se a agônia exumação pública das malfeitorias que grassavam nos intestinos da Infraero e, especialmente, da então recém-criada ANAC. Soube-se que dois do cinco diretores haviam sido indicados pelas empresas aéreas e estavam na folha de pagamento da TAM. Outro era um politico do PMDB que não sabia diferenciar uma hélice de uma turbina. O presidente da agência também não. Todos acabaram saindo. VEJA descobriu que, prestes a terminar seu mandato, Lula está a uma canetada de repetir os mesmos erros.

Dos três nomes, um foi escolhido para amansar as relações entre o governo e o Tribunal de Contas da União, tensas desde que a corte passou a determinar a paralisação de obras com evidências de irregularidade.Trata-se do advogado Ricardo Maia Bezerra, cujo currículo se resume à filiação paterna : seu pai é Valmir Campelo, ministro do TCU. Nessa condição, ele entende tanto de avião quanto seus antecessores. Lobistas ligados às empresas aéreas confirmaram a VEJA qua a nomeação recebeu o beneplácito das companhias, exatamente como ocorreu antes. Tanto que, por meio do Líder do governo o Senador Romero Jucá (sim, sempre ele), ajudaram na articulção para que o filho do ministro fosse aprovado com louvor na sabatina do Congresso, O segundo nome é de Rubens Vieira, atual corregedor da agência. Vieira entrou na ANAC junto com a turma que aprontou toda sorte de estripulias por lá, e, se nada fez, nada fez também para investigá-las. Chegou até mesmo a apresentar parecer favorável a uma lúdica viagem internacional que um dos diretores ganhou da TAM. O caso do terceiro indicado, no entanto, é bem mais grave. Ele se chama Carlos Pellegrino e já trabalha na ANAC . É responsável pela área de segurança operacional, a que cuida para que 128 milhões de brasileiros voem anualmente acreditando que tudo foi feito para transportá-los nas melhores condições possíveis.

Acontece que, como alguns de seus antecessores, Pellegrino parace estar a serviço da segurança das companhias áereas, não dos passageiros. VEJA obteve o resultado de uma auditoria interna da ANAC na qual técnicos descobriram que o nomeado não só ignorou pedidos de sanção contra uma empresa que voava ilegalmente, como também, atuou decisivamente para que ela continuasse voando nessas condições. O mais preocupante para os passageiros, contudo, é que, nos seis depoimentos prestados por militares e técnicos da ANAC, emergem evidências de que essa permissividade, no setor de táxi aéreo, é regra na agência . No documento, os auditores relatam que a empresa Colt praticava uma aviação pirata, voando sem licença e com os aviões sem os devidos registro, entre outras irregularidades. Assim eles definem o táxi pirata: Atividade extremamente perigosa para segurança de voo, e que tem sido causa de inúmeros acidentes noticiados. Quando primeiro se confirmaram as ilegalidades, em 2008, os inspetores da agência recomendaram que o registro fosse suspenso.

Logo depois dessa inspeção inicial, contudo, os donos da Colt contrataram o escritório do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, uma figura muito poderosa e influente no setor aéreo. Não se sabe que tipo de serviço ele prestou, mas, duas semanas depois, a ANAC, em vez de aplicar as sanções, informou à empresa que a situação dela era regular. A agência não explica como mudou de idéia tão rapidamente, mas o novo diretor pode ajudar a esclarecer. Pellegrino desmanchou a equipe que conduziu a primeira auditoria e mandou refazer a inspeção, que, claro, não deu em nada .Agora, os auditores da ANAC pedem que Pellegrino seja investigado por improbidade administrativa. Procurados, o advogado Teixeira e Carlos Pellegrino não quiseram se pronunciar.

fonte/RevistaVeja
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AVIÃO CAI EM MATO GROSSO, MATANDO DUAS PESSOAS

CUIABÁ - Um avião que desapareceu durante um voo entre Goiânia (GO) e Mato Grosso caiu, matando duas pessoas. A aeronave Corisco prefixo PT-NBE decolou na manhã de domingo, e foi localizada nesta segunda-feira pela polícia de Mato Grosso, que sobrevoou a região da Serra de São Vicente, que estava na rota da aeronave. Até o momento não foi confirmado se o pouso seria em Cuiabá ou Santo Antônio de Leverger. 

A região onde o pequeno avião caiu é formada por muitas serras e de difícil acesso. Com o apoio de um helicóptero, policiais desceram no local e confirmaram a morte de duas pessoas. Os dois corpos ainda estão no local. Os peritos que vão fazer as primeiras investigações ainda não chegaram ao local da queda. 

Peritos do Instituto Médico Legal de Cuiabá (IML) também já se deslocaram para a região. Outra equipe do IML se dirigiu em uma viatura para uma fazenda próximo da BR-364. Um helicóptero deve pousar com os corpos na fazenda. Em seguida eles serão transferidos para a viatura do IML e trazidos para Cuiabá. A previsão de liberação dos corpos é quarta-feira. 

O piloto e proprietário da aeronave era o advogado Luiz Carlos da Silva Lima, conhecido como Luiz Militão. Junto com ele, viajava o empresário Claudemir Guareschi, muito conhecido na região do Araguaia. O advogado Luiz Militão já trabalhou para o deputado estadual de Mato Grosso Adalto de Freitas. Os dois eram amigos. Apesar de morar em Goiás, Militão tinha vários clientes em Mato Grosso. 

Desde que foi confirmado o desaparecimento da aeronave, com base nas coordenadas de voo, o Centro Integrado de Operações Aéreas de Mato Grosso (Ciopaer) começou a fazer buscas para localizar o avião. No fim da manhã desta segunda-feira uma equipe avistou os destroços na região de serra que fica entre Cuiabá e Rondonópolis.  

A Polícia Judiciária Civil vai abrir inquérito para apurar as causas da queda do avião. A polícia também acionou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 

Há um ano o filho do advogado também morreu em um acidente aéreo. O também advogado Luiz Francisco Caetano Lima, 21 anos, morreu no dia 23 de setembro do ano passado em um acidente de avião. O avião monomotor em que ele estava caiu em uma fazenda em Leopoldo de Bulhões, em Goiás. O piloto Carlos Alberto Alves Júnior também morreu. O monomotor havia saído de Brasília e tinha como destino Goiânia. 

fonte/TvCentroamérica/OGlobo
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