quarta-feira, 10 de maio de 2017

CONTINUAM AS INCERTEZAS SOBRE O ACIDENTE COM O SUPER PUMA NA NORUEGA


Um ano após o acidente fatal do helicóptero H225 (EC225) da Airbus Helicopters, também conhecido por ‘Super Puma’, operado pela CHC, perto de Turoy, na Noruega, a 29 de abril de 2016, o Conselho de Investigação de Acidentes da Noruega (AIBN) anunciou que ainda estão a tentar perceber a ocorrência de uma fenda no rotor principal (MGB) do aparelho e como se propagou ( notícia relacionada, post abaixo).

Através de um relatório prévio sobre o acidente divulgado no passado dia 28 de abril, os investigadores levantaram questões sobre o processo de certificação, como o modo da falha “parece ir contra ao que era esperado”.
A AIBN confirmou “muitas semelhanças” com a falha do MGB que levou ao acidente fatal de um AS332 L2 (matrícula G-REDL), da Airbus Helicopters, na costa de Peterhead, na Escócia, em 2009.

“O AIBN continuará a investigar sobre o como e porquê da existência de dois acidentes catastróficos semelhantes, em helicópteros idênticos com apenas sete anos de diferença”, afirma o relatório da AIBN. “Uma avaliação mais adicional do seguimento nas recomendações de segurança do G-REDL e da manutenção de aeronavegabilidade da caixa de velocidades após 2009 é uma edição relevante.”

A investigação mostrou que o acidente de 29 de abril de 2016, que resultou na morte de 11 passageiros e dois tripulantes que seguiam a bordo, continua a centrar-se   no conjunto da barra de suspensão MRH, na caixa de velocidades principal (MGB) e na cabeça do rotor principal.

No entanto, o AIBN ainda não conseguiu chegar a conclusões definitivas sobre o que originou o acidente.
De salientar que nenhum material de conformidade ou problemas de fabricação foram revelados durante a investigação.
Como revelado anteriormente, o MGB tinha estado envolvido num acidente de viação durante o transporte, em 2015, mas a AIBN disse que não encontrou nenhuma conexão com a fenda.
Quanto à semelhança com o acidente de 2009, o Conselho de Investigação de Acidentes da Noruega observou que houve um aviso de possível fratura de engrenagem. Infelizmente, as ações tomadas não reconheceram a degradação do equipamento de segunda etapa, que posteriormente falhou.

A AIBN revelou que vai continuar os testes metalúrgicos para perceber os mecanismos por detrás das fraturas por fatiga do material. Estes testes incluem o estudo de peças recentemente recolhidas do local do acidente. No entanto, os investigadores dizem que ainda não conseguem estimar uma data para o término do relatório final.

Em resposta ao relatório preliminar publicado pela AIBN, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) afirmou que continua a dar todo o seu apoio à investigação. “A EASA continua a implementar processos de certificação robustos e comprovados tendo em conta todas as informações disponíveis”, acrescentou o regulador. “A EASA toma proativamente todas as medidas necessárias para mitigar os possíveis fatores contributivos identificados, a fim de garantir a segurança dos voos”.

Entretanto, em comunicado emitido após o lançamento do relatório, o presidente executivo da Airbus Helicopters, Guillaume Faury, disse que a empresa não tinha conhecimento de qualquer problema relacionado com o acidente de 2009 no momento em que se verificou o acidente em Turoy, na Noruega.

“As informações disponíveis para nós a partir do acidente de 2016 permitiram-nos tomar medidas de proteção que infelizmente não teríamos posto em prática em 2009 com base nos conhecimentos e evidências disponíveis na época, e também porque partes significativas do acidente de 2009 nunca foram recuperados”, disse.
“No decurso da investigação do acidente de 2016, implementámos um conjunto de medidas de proteção que foram solicitadas e validadas pela EASA. Nada neste relatório preliminar altera isto. ”
Faury acrescentou que a Airbus estava “totalmente comprometida com a transparência” em todas as questões relativas à segurança da aviação e regulamentos internacionais de helicópteros.

fonte/foto/NewsAvia

ACIDENTE

Um helicóptero Eurocopter EC-225, conhecido por ‘Super Puma’, despenhou-se nesta sexta-feira, dia 29 de abril, cerca do meio-dia local, numa zona costeira da Noruega, junto da ilha de Troey, com 11 passageiros e dois tripulantes a bordo. A queda do aparelho verificou-se após uma violenta explosão que destruiu o helicóptero ainda no ar, tendo caído aos pedaços junto da costa e em rochas sobranceiras ao mar.

As equipas de salvamento recolheram 11 corpos no próprio dia do acidente, estando desaparecidos dois, que as autoridades norueguesas dão como mortos. Os trabalhos de busca prosseguiram no local do acidente, por terra, mar e ar, com dezenas de meios envolvidos, com vista a encontrar os outros ocupantes da aeronave sinistrada. Passados dois dias ainda não apareceram os dois corpos desaparecidos provavelmente no mar. Há ainda a possibilidade de terem sido carbonizados com os destroços do aparelho, questão que as autoridades forenses estão a analisar.

Segundo informação das autoridades de segurança aérea o ‘Super Puma’ viajava de uma das maiores plataformas petrolíferas da Noruega, a GulffaksB, que é explorada pela companhia nacional de petróleos, a Statoil. Dirigia-se para o aeroporto de Flesland, em Bergen, onde deveria deixar os passageiros. A bordo seguiam 11 noruegueses, um britânico e um italiano, entre passageiros e tripulantes, informou a empresa petrolífera.

O helicóptero tinha o registo LN-OJF e era operado pela empresa CHC Helikopter Service AS, que presta serviço de transporte de técnicos para as plataformas da Statoil.
Desde 2012 que diversas companhias tinham retirado das suas frotas os ‘Super Puma’ depois de dois acidentes graves na costa norueguesa. Este era um dos poucos que ainda estava ao serviço na Noruega.
No dia seguinte ao acidente a imprensa norueguesa revelou que o helicóptero acidentado tinha falhado as duas últimas inspeções técnicas que deveriam ter sido feitas no ano passado.

A CAA, autoridade nacional de aviação civil do Reino Unido, que tem um acordo de cooperação técnica com a sua homóloga norueguesa para as inspeções das frota de helicópteros, mandou suspender todas as operações que envolvam os velhos ‘Super Puma’ que ainda estão no ativo de alguma empresas, sobretudo no transporte de trabalhadores para plataformas petrolíferas no Mar do Norte.

fonte/NewsAvia

TURISMO ESTÁ MATANDO CIDADES, DIZ MARKETING DE AMSTERDÃ

“As cidades estão morrendo pelo Turismo”. A incisiva opinião foi expressa pelo diretor executivo de Marketing de Amsterdã, Frans Van der Avert, ao Fórum Mundial de Turismo em Lucerna, na Suíça. Segundo ele, a pressão desta indústria, causada principalmente por empresas de baixo custo como a Ryanair e a Airbnb, estaria destruindo as cidades históricas da Europa, e que se isso continuar, “ninguém mais viverá nos centros históricos”.

Para Van der Avert, é alarmante que Amsterdã, com 800 mil habitantes, receba cerca de 17 milhões de visitantes por ano, mais de 20 vezes a sua população. "Nós não queremos ter mais pessoas. Queremos aumentar a qualidade dos visitantes, queremos as pessoas que estão interessadas na cidade, não as que a querem apenas como um pano de fundo para festas”, reclama. “Vemos muitos visitantes sem respeito pelo caráter da cidade. As operadoras de baixo custo criam um problema”, completou, citando a Ryanair como exemplo.

Ele identificou Praga, Dubrovnik e Barcelona como cidades afetadas de forma semelhante, e alertou ainda que a indústria do segmento já está enfrentando uma reação de moradores dessas cidades, o que pode inclusive culminar em novas políticas referentes ao Turismo, em um futuro próximo. A mesma linha opinativa seguiram alguns líderes participantes do Global Summit do WTTC 2017, que teve cobertura do Jornal PANROTAS.
 
AIRBNB É UMA DAS CULPADAS
Uma das críticas de Van der Avert é ao Airbnb e plataformas similares: “A economia de compartilhamento é realmente uma grande ameaça. O Airbnb é uma empresa de bilhões de dólares que está destruindo cidades", clamou, reclamando que muita importância é dada aos visitantes, enquanto os negócios e moradores da cidade acabam ficando espremidos.

MEDIDAS CONTRA SUPERLOTAÇÃO
O executivo lembra ainda que a prefeitura de Amsterdã já introduziu mais de 70 medidas para combater a superlotação causada pelas viagens, como o fechamento do terminal de cruzeiros na cidade e a decisão de não se construir mais hotéis.

“O Marketing de Amsterdã trabalha para residentes, empresas e visitantes. Acreditamos que tem de haver um equilíbrio, a cidade tem de ser habitável. Mas esse equilíbrio está se esvaindo”, concluiu.

BARCELONA NA MESMA SITUAÇÃO
Em janeiro deste ano, a cidade de Barcelona, citada por Van der Avert, também adotou medidas legais para conter a alta de Turismo, tornando ilegal o surgimento de novos hotéis em sua região central. 
fonte/foto/PanRotas

PRESIDENTE DA QANTAS LEVA TORTA NA CARA DURANTE DEBATE



Para quem acha que já viu de tudo no mundo do Turismo, um incidente vindo da Austrália veio para desafiar até os mais experientes no setor. O presidente da principal companhia aérea daquele país, a Qantas, Alan Joyce, levou uma torta na cara enquanto discursava sobre negócios em um evento em Perth.
 
O presidente falava ao microfone quando um espectador subiu ao palco e atingiu seu rosto. O momento exato foi filmado e viralizou nas redes sociais. Logo em seguida os seguranças do evento apartaram a situação, mas não conseguiram evitar a “tortada”
 
Os motivos do ataque ainda são desconhecidos. Um passageiro descontente? Um protesto? Pegadinha? Um engraçadinho querendo se aparecer? Ou quem sabe o protesto de um agente de viagens insatisfeito? Se a moda pega...

fonte/PanRotas/foto/NewsSidney

TAP INTERROMPE VOO LISBOA-NATAL NO MÊS DE SETEMBRO

A companhia portuguesa TAP, que no período da alta temporada europeia chega a ter quatro frequências semanais entre as cidades de Lisboa e de Natal, no Estado do Rio Grande do Norte, no Nordeste Brasileiro, vai suspender os seus voos nesta rota, pelo período de 30 dias, durante o próximo mês de setembro, anunciou nesta terça-feira, dia 9 de maio, o site de notícias de turismo e viagens 'Mercados & Eventos".

O motivo da suspensão dos voos são as obras de recapeamento (lançamento de um novo tapete de asfalto) na pista do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, que foi construído em São Gonçalo do Amarante, a cerca de 50 KM da capital do Estado, inaugurado em 2014 por ocasião do ‘Mundial’ de Futebol que se realizou em várias cidades brasileiras. A venda de bilhetes para os voos da TAP para Natal, neste período, encontra-se já suspensa nas agências de viagens, bem como no site da própria companhia aérea.

Mário Carvalho, diretor da TAP para o Brasil e América do Sul confirmou a informação. “Infelizmente vamos ter que deixar de operar neste período e para tentar amenizar a situação vamos reforçar a rota de Recife com mais um voo semanal”, adiantou.

Já o secretário de Turismo do Rio Grande do Norte, Rui Gaspar, lamentou a decisão, mas admite que a mesma é necessária: “O recapeamento da pista tem que ser feito porque o asfalto colocado ali não suportou o fluxo aéreo. Vamos deixar de receber quase 5 mil passageiros neste período o que implica num prejuízo próximo de 15 milhões de reais para a economia do Estado. Lembro que no mês de abril tivemos um incremento de 16% no movimento de passageiros do aeroporto”.

As demais companhias aéreas que operam voos noturnos serão obrigadas a mudar o horário das rotas. 
“É o caso também da GOL que opera para Buenos Aires semanalmente”, admitiu Rui Gaspar nas declarações ao site de notícias brasileiro.
Com a suspensão dos voos da TAP, o Estado do Rio Grande do Norte fica privado de ligações diretas para a Europa, o que implica que os passageiros de ou para Lisboa, caso da rota da companhia portuguesa, para chegarem aos seus destinos terão de fazer uma escala suplementar noutro aeroporto brasileiro que tenha escalas da TAP (Fortaleza, Recife ou Salvador, por exemplo). A TAP é a única companhia aérea de transporte regular de passageiros que liga Natal à Europa.

Entretanto, nesta terça-feira, dia 9 de maio, a Inframérica, concessionária do Aeroporto Internacional de Natal, divulgou uma nota de imprensa em que anuncia a realização das “obras de manutenção” da pista pelo período de 30 dias, abrangendo os meses de setembro e de outubro. Os trabalhos serão noturnos e não permitirão o movimento de aeronaves durante a noite, o que está a criar alguma inquietação, nomeadamente entre os agentes de viagens do Rio Grande do Norte, segundo refere o jornal ‘Tribuna do Norte’. A empresa já tinha admitido, em março passado, a existência de sérios problemas estruturais na pista do aeroporto, que foi construída pelo Exército Brasileiro. Quando em julho de 2012 a Inframérica tomou posse da concessão, a pista já estava concluída e essa obra, portanto, não foi da responsabilidade do concessionário. Agora cabe-lhe proceder à reparação, um custo que não estava orçamentado nos seus planos de exploração.

fonte/NewsAvia/foto/RobertoFantinel

Instagram @fantinel_roberto

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