quinta-feira, 16 de junho de 2016

EXPLOSÃO EM AVIÃO DA TAP - MOTOR TINHA MAIS DE 370 VOOS QUE O PREVISTO


A falha num motor de um avião da TAP que em 12 de julho de 2014 tinha acabado de descolar de Lisboa para o Brasil deveu-se, entre outras razões, a falhas do fabricante que não teve 'agenda' para substituir o motor na altura recomendada.

O caso aconteceu em Camarate, na vizinhança do aeroporto, provocando um forte estrondo e a separação da pá no interior do motor, libertando detritos que atingiram vidros de carros e casas.

A situação de emergência com 232 passageiros a bordo obrigou a regressar ao aeroporto, sendo preciso esperar 41 minutos no ar e libertar 40 toneladas de combustível.

Agora, dois anos depois, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) concluiu a investigação e aponta o dedo ao fabricante do motor, a General Electric, que teve "dificuldade", "por questões relacionados com os contratos com os diversos operadores e/ou disponibilidade", em agendar mais cedo a remoção do motor que já tinha atingido o máximo de ciclos recomendados (ou seja, arranques ou voos).

A investigação lida pela TSF revela que a análise em laboratório da "pá fraturada encontrou múltiplos locais de iniciação de fissuras causados por Corrosão a Quente".

 

GPIAA (Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves) As recomendações do fabricante apontavam o limiar de segurança de remoção dos motores para um máximo de aproximadamente 3700 arranques de forma a reduzir o risco de separação das pás, mas o motor que falhou já ia em 4070, ou seja, mais 370 voos que o previsto.

Neste e noutros aviões da TAP os motores não são da companhia aérea e estão alugados ao fabricante.

Depois deste acidente e de recomendações do fabricante foi aliás preciso substituir outros dois motores de aviões da TAP que também já tinham ultrapassado a vida útil recomendada e onde tinham sido detetadas fissuras na maioria das amostras avaliadas, com um nível de corrosão médio e elevado.

Quanto ao acidente de julho de 2014, a investigação acabou por atribuir a causa a "fissuras desencadeadas por corrosão" sob a "plataforma de fixação" de pás do motor que acabaram por se separar durante a fase inicial da subida.

Para o desfecho anterior, o GPIAA aponta como primeiro "fator contributivo" a referida falta de substituição atempada do motor. O acidente aconteceu a 12 de julho e a substituição do motor estava prevista para 16 de julho.

A investigação conclui ainda que houve outras causas que contribuíram para o acidente. Nomeadamente, "a exposição dos motores a elementos corrosivos que aceleraram a degradação das pás do motor", como "pó, areia, poluição e sal (operação sobre e próximo de ambiente marítimo) devido ao tipo de operação intrínseca", bem como "ambientes quentes e secos", além do "elevado teor de enxofre nos combustíveis de aviação a um nível internacional".

Fonte ligada ao processo recorda que os aviões da TAP atravessam várias vezes o Oceano Atlântico e este é um fator que diminui a vida útil dos materiais.

fonte/MSN

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