quinta-feira, 2 de junho de 2016

EMBRAER VAI DUPLICAR PRODUÇÃO DOS JATOS LEGACY 450/500 COM NOVA FÁBRICA NOS EUA

Marco Túlio durante evento em Melbourne, na Flórida. Foto: Divulgação. Marco Túlio durante evento em Melbourne, na Flórida. Foto: Divulgação.
Melbourne/Flórida

A Embraer vai ampliar a produção dos seus novos jatos executivos de médio porte Legacy 450 e Legacy 500 com uma linha de montagem adicional nos Estados Unidos. O novo hangar foi inaugurado hoje, quinta-feira, dia 2 de junho, no aeroporto internacional de Melbourne, na Flórida, e vai duplicar a produção da empresa brasileira que concentra hoje a fabricação dos modelos em São José dos Campos – SP.

O empreendimento vai contar com uma área de 14 mil metros quadrados dedicados para a montagem final e pintura dos aviões. Um centro de logística também está sendo ampliado para receber as partes das aeronaves que continuam sendo fabricadas no Brasil. Fuselagem e outros componentes são enviados de navio pelo porto de Santos. Sistemas complexos como motores e aviônicos são produzidos por fornecedores americanos.

Os EUA são o maior mercado de aviação executiva do mundo, com 12 mil jatos em operação. Em todo o planeta há mais de 20 mil jatos executivos em operação. México com uma frota de 900 aeronaves e o Brasil, com 800 jatos registrados, detém a segunda e terceira posição do ranking global, respectivamente.

Estratégia. A Embraer anunciou em 2008 planos para a criação de uma unidade dedicada para aviação executiva nos EUA. Em 2011 foi inaugurado em Melbourne, na Flórida, um centro de atendimento ao cliente, com estúdios para configuração de interiores e montagem final dos jatos leves Phenom 100 e 300. Recentemente também foi lançado um centro de engenharia, o primeiro da Embraer fora do Brasil.

A presença industrial estratégica da Embraer em solo americano busca aumentar participação no maior mercado de aviação executiva do mundo. Em 2015, a América do Norte foi responsável por cerca de 70% da demanda global por jatos executivos. Todos os principais fabricantes do setor têm presença industrial no país.

Parte do processo de evolução da Embraer como empresa global, a unidade da companhia nos EUA é a terceira fora do Brasil. A empresa também tem manufatura em Portugal, além de escritórios comerciais e oficinas na Holanda, França, Irlanda, Inglaterra, Emirados Árabes Unidos e Singapura. Dos 19 mil empregados da Embraer no mundo, 17 mil estão no Brasil. A companhia, no entanto, exporta mais de 90% dos aviões comerciais, executivos e militares produzidos. Atualmente, metade dos mais de mil jatos executivos fabricados pela Embraer tem registro americano.

O mercado global de aviação executiva deve movimentar cerca US$ 250 bilhões nos próximos 10 anos, com a venda de aproximadamente 9.000 novos jatos executivos de todas as marcas. A América do Norte deve absorver mais da metade dessa frota.

NASA. A chegada da Embraer no aeroporto internacional de Melbourne, na Flórida, aconteceu logo após o fim do programa espacial americano. A fábrica, localizada na região do “Space Coast”, está a poucos minutos do Cabo Canaveral, a famosa base da NASA, onde eram realizados os lançamentos das naves espaciais. A outra base da NASA fica em Houston, no Texas.

A mão-de-obra qualificada tem sido fundamental para o crescimento da empresa no país. Dos 500 profissionais que trabalham hoje na “Embraer americana”, cerca de 70 são ex-engenheiros ou técnicos da agência espacial que compartilham diariamente suas experiências com as equipes do Brasil e também aprender com os brasileiros.

A troca de experiências entre brasileiros e americanos no setor aeronáutico é histórica. A fundação do ITA e CTA, por exemplo, contou com a participação de professores do MIT que foram seduzidos pelo visionário projeto apresentado pelo Marechal Casimiro Montenegro na década de 1940. Os EUA também lideram a lista de fornecedores da Embraer, sendo o país responsável por mais de 60% dos componentes importados pela empresa para a integração dos sistemas nas aeronaves.

São José dos Campos e o Cabo Canaveral estão entre os maiores centros de pesquisa, desenvolvimento, ensaios e manufatura para o setor aeroespacial do mundo, por meio dos seus respectivos complexos industriais e institutos para formação de profissionais.

Resultados. Em 2008, quando a Embraer anunciou a estratégia de também ter uma linha de montagem final nos EUA, a unidade de aviação executiva gerava receita de US$ 800 milhões, ou 12% da receita global da Embraer. Para 2016, com as três fabricas no Brasil, EUA e China, a expectativa é de uma receita de até US$ 1.9 bilhão, com a fabricação de até 135 aeronaves. Em 2015 o faturamento foi de US$ 1.7 bilhão, ou 30% de toda receita total da Embraer, quando 120 aviões particulares foram entregues.

Hoje, um a cada cinco jatos executivos no mundo são da marca brasileira. No primeiro trimestre de 2016, a Embraer conquistou 18% de participação de mercado, em termos de entregas de aeronaves. Nos primeiros três meses do ano, a empresa entregou 23 jatos executivos, sendo 12 leves e 11 jatos grandes, ante 12 jatos executivos entregues no mesmo período de 2015 (10 jatos leves e dois grandes).

Para o ano de 2016, a Embraer projeta fabricar de 40 a 50 jatos grandes e de 75 a 85 jatos leves, o que significaria um crescimento de até 12%, comparado com o ano passado, caso a empresa atinja o teto da meta planejada.

fonte/foto/OVale

EMBRAER INAUGURA NOVA LINHA DO JATO LEGACY NA FLÓRIDA


Linha de Montagem da Embraer na Flórida. Foto: Divulgação. Linha de Montagem da Embraer na Flórida. Foto: Divulgação.

Para ampliar a produção de seus jatos executivos de médio porte, a Embraer inaugura nesta quinta-feira, um novo hangar no complexo da empresa em Melbourne, na Flórida. A unidade é uma linha de montagem dos jatos executivos da empresa e terá uma linha adicional do Legacy 450 e Legacy 500.

A ampliação faz parte da estratégia da Embraer de ser uma empresa global, que agora está mais perto dos clientes em potencial, como os Estados Unidos, que junto com o México respondem por 65% das vendas de jatos no mundo.

O novo hangar tem área de 14 mil metros quadrados dedicados à montagem final e pintura dos aviões. A produção continua sendo feita no Brasil, que já responde por 80% da produção, contando São José dos Campos, Botucatu e gavião peixoto.A china não terá mais linha de produção, segundoo vice-presidente da Embraer Aviação Executiva, Marco Tulio Pellegrini.

"O encerramento da produção na China foi decidido ontem (na terça-feira)", disse o executivo no complexo da Embraer na Florida. O VALE visita a unidade a convite da empresa.

Na Florida, além da linha de montagem, a Embraer tem um centro de atendimento ao cliente da aviação executiva e um centro de engenharia de alta tecnologia, para projetar sistemas do interior dos aviões. Um centro de logística também está sendo ampliado para receber as partes das aeronaves que continuam sendo fabricadas no Brasil e são enviados aos EUA de navio, partindo do porto de santos.

Os EUA são o maior mercado de aviação executiva do mundo, com 12 mil jatos em operação. México com frota de 900 aeronaves detém o segundo lugar e faz parte do mercado da América do Norte.
A unidade da Embraer na Flórida está localizada no Space Coast, polo de alta tecnologia. "A Embraer ganha em competitividade com a unidade nos Estados Unidos e em outros pontos fora do Brasil. Temos que estar perto dos nossos clientes, do mercado em potencial", disse Pellegrini.

Após a ampliação, a meta será consolidar a estrutura na Flórida, onde trabalham cerca de 660 pessoas, segundo Luciano Froes, vice-presidente de Marketing da Embraer.

fonte/foto/OVale

EXEMPLO DE VIDA - VIA FACEBOOK - NÃO CONFIRMADO O FONE PARA CONTATO

Como Tudo Começou!


SEU ANTONIO - CONSTRUIU MAIS DE 4.000 MAQUETES DE CABO DE VASSOURA
Em Fortaleza passei a odiar os aviões, porque um Xavante deu um rasante na Vila Peri, onde nós morávamos. Eu estava brincando no quintal, levei o maior susto e sai chorando. Eu tinha quatro anos anos.




Depois, um pouco mais velho nós inventamos fazer avião de sabugo de milho. Você sabe o que é sabugo de milho? É onde ficam presos os grãos do milho! Depois que o milho já estava seco, eu debulhava, furava o sabugo e colocava um palito. Fazia as asas de papelão. Tudo isso lá na roça. Nós éramos em quatro irmãos. A ideia foi minha de fabricar o avião de sabugo de milho. Avião de papel nós nunca fizemos.



Fui crescendo fazendo os aviões, do sabugo passei a fazer de cabo de vassoura. Eu fazia por hobby, colocava na minha estante, turbina de cartolina, tudo de cartolina, tudo simples, sem janelas e sem portinhas. Quando eu comecei era só Transbrasil. Depois fiz da Varig, Cruzeiro, Vasp.  Quando enjoava de um avião eu desmanchava e montava de outra empresa. Isso era o enfeite do meu quarto.


Eu nunca tive medo de voar. Meu primeiro foi aos 20 anos de idade, no Braguinha da  VASP, isso lá em 1970, eu trabalhava como vendedor, cobrador e entregador de uma fabriqueta de artesanato de bordados, toalhas, colchas e enxovais de noivas. Tive que fazer uma entrega urgente para meu patrão e fui de avião feliz da vida, coisa de rico naquela época. Pobre não andava de avião não. Eu viajava semanas de ônibus, minha mãe ficava desesperada sem notícias minhas. Naquela época poucos tinham telefone e celular nem existia.

Em 88 eu fiquei desempregado, ai meu irmão Luiz ficou brincando comigo para eu vender meus aviões que estavam na estante, eram dez. Todos sem acabamento, sem  janelas ou portas, tudo com material reciclado. Criei coragem, limpei todos eles e dei uma ajeitadinha e no primeiro sábado coloquei eles em duas sacolas e fui para a esquina  das ruas Jaime Benevulo com Treze de Maio (em Fortaleza perto do Aeroporto) e já no primeiro dia voltei só com dois aviões. Então descobri que vendia bem meus aviões e resolvi fabricar mais para vender.


Então eu fabricava durante a semana toda e vendia no sábado e domingo. Nessa esquina quase dois anos vendendo. Passava carros da tripalução. Fiquei conhecido por muitos funcionários da Varig, da Transbrasil, da Vasp. Muitos me ajudaram e me incentivaram. Outros me deram dicas importantes. Chegaram a me levar para dentro dos aviões mais de uma vez, até minha filha foi junto.


Os comandantes da Varig,   Ribeiro do Vale, Sergio Manfrine, Cleiton (primeiro que me fez entrar num avião, me mostrou todo o avião, detalhe por detalhe) , Bruno, Rubens, Renan (gaúcho) , da Costa, .  Meira, Tio Elói (também  me levou dentro do avião). Eles  incentivaram a ir vender na porta do hotel Faziam pedidos gordos. Fiquei seis anos vendendo na porta do Hotel para a Varig. Tinha a Comissária Silvania, ela chegava a comprar num pedido até 15 aviões. 

Foi nesse período que comecei a aprimorar as maquetes, eles me mostraram os aviões e me sugeriram que eu colocasse as janelas, as portinhas, detalhes das turbinas, do trem de pouso, entre muitas outras coisas.  O Comandante da Costa uma vez levou minha filha de três anos Adna para dentro do avião. E as comissárias  fizeram uma festa com ela a bordo, saímos de lá com uma sacola de lanches para toda família.

Depois do Hotel, passei a vender no saguão do aeroporto, por causa da propaganda da tripulação. Vendia também na Av. na Beira Mar, para os  turistas holandeses, suíças, japoneses, alemães, italianos, americanos, tudo modelos internacionais.


Teve um dia que estava muito ruim de dinheiro. Um comissário da Varig havia feito uma encomenda de 50 maquetes. Passei mais de um mês trabalhando na encomenda. Havíamos marcado a data da entrega. Quando eu menos esperava, ele me passou um telegrama avisando que havia passado para a rota internacional e que faria novo contato. E até hoje estou esperando seu contato.

 Assim, fiquei apertado, peguei uns 30 aviões e coloquei tudo numa sacola e fui tentar vender,  havia acabado o gás e a comida estava no fim também.  Lembro direitinho desses dois dias.  Na quinta feira passei o dia todo e não vendi nenhum. No sexta passei novamente o dia todo e nada de vender, já era noite e vou indo embora. Parou um carro preto ao meu lado,  o rapaz me chamou e pediu para olhar. Começou a olhar um a um. 



Eu fiquei desconfiado e preocupado. Ele pegou no saco, olhava os aviões e jogava dentro do carro, um por um. A primeira sacola foi toda para dentro do carro. Pegou a segunda sacola da minha mão, não deu tempo nem para eu dizer nada, quando eu vi  e lá se foi toda a segunda sacola para dentro do carro também. Fiquei gelado o corpo inteiro e tremendo.  Não tinha mais nenhum avião na minha mão dos 30. 

Então, ele me perguntou quanto era todos os aviões. Perguntou se eu acertava cheque. Eu disse que não porque nem emprego eu tinha. Mandou eu entrar no carro. Foi ao banco, pegou dinheiro, me pagou e me levou até perto da minha casa. Nesse dia, meu filho sou sincero ,  eu cheguei em casa até chorei porque deu para comprar o gás, comprar a comida, pagar a conta do armazém, e fazer uma festinha. Não sei de onde apareceu esse carro preto, mas até hoje eu não esqueço do carro preto.

Depois passei cinco anos sem fazer maquetes. Quando eu tive um infarte. Quando o meu amigo Comissário Gleison Cavalcante viu meus aviões, gostou e começou a negociar na internet. Foi então comecei a fazer no Face, isso em 2012 e 2013, que eu vendi muito avião. Só que tive que parar depois novamente, em razão de uma cirurgia do coração. Mas depois voltei a comecei a voltar a vender.

Em 2014 atendo o telefone, é um maluco. Outro doido apaixonado por avião. Quer me levar para São Paulo de avião. Para um evento, um encontro de construtores artesanais de maquetes de aviões. Na hora não tive a menor dúvida, isso é um GOLPE. Esse cara quer que eu mande umas maquetes para ele, isso sim. Imagina quem é que vai me mandar uma passagem aérea de graça para eu ir a São Paulo de Fortaleza. Maior 171. 

Conversei com ele, mas não dei muita confiança não. Maior vigarista. Isso foi numa quarta feira. Na sexta feira eu havia viajado para um sitio. Quando eu voltei na segunda feira, e liguei meu telefone, haviam dezenas de chamadas para meu celular. Na segunda feira o maluco falou comigo por telefone e me disse que as passagens já estavam adquiridas, que a AZUL – Gianfranco haviam me presenteado. Agradeci muito feliz. Mas ainda achava que era o maior golpe, isso sim.

No outro dia, acordei e fui no aeroporto, na loja da Azul, e qual foi minha surpresa, as passagens estavam lá mesmo. Era tudo verdade. Ai voltei para casa, e contei para todo mundo, eu vou viajar para São Paulo de avião. Vou para um encontro de Construtores de Maquetes de Aviões. 

 

Na véspera da viagem o maluco telefona para combinarmos os detalhes da minha chegada em São Paulo e do encontro no Aeroporto. E aproveita para pedir que eu lhe levasse duas encomendas de Fortaleza. Me pediu uma fruta, tinha que ser grande. Muito grande. Exageradamente grande. E tinha que levar no colo dentro do avião para não estragar. Eu disse que era só me dizer que eu iria lá no Mercado Municipal comprar. Então, ele me pediu uma "melancia"!!!!! Que doido, onde já se viu logo uma melancia!!! Comprei não. E a outra encomenda? Pediu um "bode vivo". O que? " um bode vivo, um carneiro, uma ovelha!! É isso mesmo um bode vivo!!" E também tinha que trazer dentro do avião. Dias depois estava desembarcando em São Paulo, sem bode e sem melancia. Mas levei meu aviõezinhos de recordação.

Conheci pessoas maravilhosas, o Comandante Sérgio Knock e sua esposa  Mari,  o Artesão Juliano Gomes, o Luquinhas, a sua Mãe Maria, a Jornalista  Joyce Ribeiro do SBT, o  astronauta Marcos Pontes e o doido e maluco Jones Rodrigues.
Conheci lugares maravilhosos em São Paulo, andei de Metro e fomos ao Domingo Aéreo no Campo de Marte.

Eu parei de contar o número de maquetes construídas, mas passes folgado das 4.000. Agora eu estou chique em Recife, tenho um atelier, com ventilador, com estante, internet, livros e revistas.

 

O  meu material de trabalho só tem em Fortaleza. O que tem em Recife sobrando é cabo de vassoura, acho tudo na rua. Em Fortaleza eu tinha que comprar. Aqui tem cabo de vassoura para dar e vender, em cada esquina.


Estes dias tive um novo infarte. E estou com um estoque parado de 60 aviões em pronta entrega, em liquidação para poder pagar as despesas do tratamento e hospital. Quem puder me ajudar comprando eu agradeço de coração.


Pedidos pode ser pelo face ANTONIO AUGUSTO 

ou    pelo    zap 81 9952 7290



fonte/Via Facebook

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