domingo, 5 de junho de 2011

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fonte/totallyjac/foto/Joe "The G" Walker

CRESCE O NÚMERO DE CHOQUES ENTRE AVIÕES E AVES

Vistas no ar, aves parecem inofensivas. Perto de um avião, porém, podem causar estrago: o número de colisões entre pássaros e aeronaves nos aeroportos chegou a quase mil em 2010, alta de 10% em relação ao ano anterior. O perigo fez o Centro de Investigação e Controle de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) criar no mês passado um Plano Básico de Gerenciamento do Risco Aviário para investigar os casos.

Em casos extremos, uma batida dessas pode derrubar um avião. Mas o mais comum é provocar perda total nos motores, ferimentos na tripulação e atrasos para o passageiro. "Parece bobagem, mas imagine uma aeronave a 250 km/h se chocar com um pássaro de 3 quilos, também em movimento. Pode ser fatal", explica o coordenador de Ciências Aeronáuticas da Estácio de Sá, o piloto Marcus Reis. 

Os chamados "birdstrikes" já mataram dois pilotos militares no Brasil e deixaram cegos pelo menos mais dois. Os números são estimados - o Cenipa acredita que as colisões reportadas representam apenas 25% do universo real dos acidentes. 

Como os relatos são voluntários, muitos ficam só na suspeita e nem sempre o piloto percebe que bateu em ave. "Nos Estados Unidos, quando há acidente ou pane inexplicada, fazem teste de DNA para descobrir se tem restos de aves", explica o major Henrique Rubens, gerente do setor de Risco Aviário do Cenipa. 

O país teve uma quase tragédia por "birdstrike": o pouso de emergência de um avião no Rio Hudson, em Nova York, em janeiro de 2009. Dois gansos de 5kg entraram em cada motor. "O pouso é considerado um milagre na aviação. O comandante virou herói", conta Rubens.

Prejuízos. Em colisões "cotidianas", os sinais geralmente aparecem em forma de prejuízo milionário para as companhias. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) estima perda de U$ 3 bilhões por ano para as empresas. "O custo indireto é ainda maior. O avião quebra, tem de retornar. O passageiro perde a viagem e a companhia, a credibilidade", diz o diretor técnico do Snea, Ronaldo Jenkins.

Nos lugares com mais colisões, as causas não são mistério: até 2009, o recordista era o Galeão, no Rio, que tem como vizinho o Aterro de Gramacho, considerado o maior lixão da América Latina. Ele apresentou queda, mas hoje ainda ocupa o quarto lugar. 

Por outro lado, aeroportos com entorno mais urbanizado, sem nenhum foco aparente de atração, dispararam no ranking. Porto Alegre, por exemplo, subiu de 42 para 54 - uma das tentativas de acabar com as colisões foi usar falcões adestrados para afugentar as demais aves. Também aumentou a quantidade de casos nos aeroportos de Salvador, Brasília e Congonhas

Um projeto de lei tramita no Congresso e prevê regras para diminuir o risco de acidente. O texto prevê a criação da Área de Segurança Aérea, com 20 km de raio, onde uso e ocupação do solo estariam sujeitos a restrições para evitar que atraiam aves. 

fonte/AgEstado/foto/FabioMotta
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VULCÃO FECHA AEROPORTO E CINZAS PODEM CHEGAR AO BRASIL

Imagem aérea mostra nuvem de cinzas sobre o vulcão, neste domingo, no sul chileno. Foto: Reuters Imagem aérea mostra nuvem de cinzas sobre o vulcão, neste domingo, no sul chileno

A erupção do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle, na região sul do Chile, fechou o aeroporto de Bariloche e forçou as autoridades a evacuarem cerca de 3,5 mil pessoas nos arredores, neste sábado. Uma coluna de fumaça já atinge 10 km de altura e as cinzas começaram a chegar à outras regiões argentinas nas próximas horas. Segundo a MetSul Meteorologia, não está descartado que o material expelido alcance o Sul do Brasil.

Há diversos precedentes históricos de cinzas de erupção no Sul e no Centro do Chile que chagaram o Centro da Argentina e o Rio Grande do Sul. Conforme o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, o transporte das cinzas a locais distantes dependerá de correntes de vento em altitude chamadas de correntes de jato e da manutenção da erupção com forte intensidade.

Embora as primeiras informações indicassem que a erupção tinha ocorrido no vulcão Puyehue, fontes do Escritório Nacional de Emergência (Onemi) acreditam que a nuvem emerge de uma fratura próxima, localizada também no complexo Puyehue-Cordón Caulle.

Esse complexo vulcânico está situado no lado chileno da Cordilheira dos Andes, cerca de 950 quilômetros ao sul de Santiago. No fim de abril, ele começou a registrar atividade vulcânica, que se intensificou nas últimas horas.

Na manhã de sábado, detectou-se uma média de 230 sismos por hora, o que levou o Governo chileno a decretar alerta vermelho e a determinar a evacuação de aproximadamente 600 pessoas diante do risco de erupção.

Apenas três horas depois desse anúncio, as autoridades informaram sobre uma explosão, que provocou uma coluna de gases de aproximadamente dez quilômetros de altura e de cinco quilômetros de extensão.

Por isso, o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, ordenou ampliar a área de evacuação, levando 3,5 mil pessoas a deixar suas casas em áreas próximas ao vulcão, nas regiões de Los Ríos e Los Lagos.

Hinzpeter está à frente da Presidência da República porque o líder, Sebastián Piñera, se encontra de viagem à Europa, mas seu retorno ao país está previsto para a manhã deste domingo, 5.

Já o ministro de Energia e Mineração, Laurence Golborne, afirmou que "o nível de alerta vulcânico muda de nível 5 para nível 6, vermelho", o que significa que se trata de "uma erupção moderada".

O complexo vulcânico se estende ao longo de 15 quilômetros entre as duas regiões meridionais, em uma área de pouca densidade demográfica, e uma de suas principais crateras é o Puyehue, de 2.240 metros de altitude, cuja última erupção data de 1960.

A emergência obrigou também o fechamento da estrada fronteiriça Cardenal Samoré para permitir a evacuação dos trabalhadores. Aqueles que quiserem atravessar a fronteira rumo à Argentina poderão utilizar a estrada de Pino Hachado, situada mais ao norte.

Segundo o Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin), há informações de que caíram cinzas em uma zona chamada Fundo Caulle, embora o vento esteja impulsionando essa nuvem em direção ao leste e sudeste, rumo ao território argentino.

A cidade argentina de Bariloche, cerca de 1,6 mil quilômetros ao sudoeste de Buenos Aires, foi até agora a mais afetada pela nuvem de fumaça e cinzas, que forçou o fechamento do aeroporto local devido à pouca visibilidade na região.

O corpo de bombeiros da cidade, que é um dos destinos turísticos mais belos e importantes do país, recomendou a emissão do alerta vermelho para a região, enquanto o prefeito, Marcelo Cascón, convocou as forças armadas e a defesa civil para um comitê de emergência.

A Prefeitura pediu calma à população e recomendou cuidar da água, além de permanecer dentro das casas porque a chuva de cinzas pode se prolongar por algum tempo. Também se recomendou, em caso de necessidade, o uso de máscaras para proteger o rosto.

No Chile, o Exército mobilizou vários caminhões para evacuar a população afetada e, por enquanto, a operação está se desenvolvendo com normalidade, sem que se tenham registrado situações de emergência, segundo indicou o Escritório Nacional de Emergência.

O Onemi enviou à região de Los Ríos três caminhões com colchonetes, cobertores e geradores elétricos e habilitou dois abrigos, um na região de Los Lagos, com capacidade para 150 pessoas, e outro em Los Ríos, para 400.

Segundo dados do Sernageomin, há mais de 2 mil vulcões no Chile, dos quais cerca de 125 são considerados geologicamente ativos e cerca de 60 tiveram algum tipo de atividade eruptiva histórica nos últimos 450 anos.

Até agora, o episódio mais relevante ocorrido nos últimos anos tinha sido a erupção, em maio de 2008, do vulcão Chaitén, que obrigou a evacuar os mais de 6 mil habitantes da cidade homônima, também na região de Los Lagos, que ficou praticamente devastada.

Além disso, o vulcão Llaima, situado na região da Araucanía, cerca de 600 quilômetros ao sul do Chile, e considerado um dos mais ativos da América do Sul, entrou em erupção no dia 1º de janeiro de 2008 e, durante um ano e meio, lançou material incandescente de forma esporádica.

fonte/EFE/Terra/foto/Reuters
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