terça-feira, 11 de março de 2014

BOEING DA MALAYSIA AIRLINES TERIA DESVIADO CENTENAS DE QUILÔMETROS DE SUA ROTA


Avião teria desviado centenas de quilômetros de sua rota HOANG DINH NAM/AFP
Equipes de busca seguem vasculhando o Mar Meridional da China no quarto dia após o desaparecimento Foto: HOANG DINH NAM / AFP
 
A rede americana CNN divulgou nesta terça-feira uma informação que altera o pouco que se sabia até então sobre o desapareciomento do voo MH370, da Malaysia Airlines após partir de Kuala Lumpur, capital da Malásia, na sexta-feira (madrugada de sábado no horário local). Segundo um oficial sênior da Força Aérea da Malásia, mas que não foi identificado por não estar autorizado a falar com a mídia, o último sinal emitido pelo avião estava a centenas de quilômetros de distância da rota, viajando na direção oposta a seu destino.

O sinal emitido pelo equipamento transponder parou de ser enviado antes de desaparecer. A pista do avião teria sido perdida não próximo à costa do Vietnã, mas sobre Pulau Perak, uma ilhota no Estreito de Malaca, distante do trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim.



O jornal The New York Times cita um jornal malaio que atribui ao comandante da Força Aérea do país, Rodzali Daud, a informação de que os militares receberam "sinais" no sábado de que após a aeronave deixar de se comunicar com os controladores no solo, mudou de curso abruptamente, indo do sentindo nordeste para oeste e que voou centenas de quilômetros cruzando a península da Malásia até alcançar o Estreito de Malaca, antes de perder o rastro. 

Não foi informado que tipo de sinais seriam esses, mas que o último teria ocorrido às 2h40min de sábado (13h40min no horário de Brasília). 

De acordo com o que se sabia até então, as autoridades informavam que o contato com o avião havia sido perdido uma hora mais cedo, na rota sobre o Golfo da Tailândia. 

Na segunda-feira, as buscas foram ampliadas para oeste, o que coincidiria com a nova informação, afirma o Times. 

Segundo o ex-diretor do National Transportation Safety Board Paul Goelz ouvido pela CNN, esse tipo de desvio de curso é simplesmente inexplicável e levanta a possibilidade de que alguém na cabine possa ter alterado a rota deliberadamente. 

O Boeing da Malaysia Airlines, que sumiu dos radares no sábado com 239 pessoas a bordo, continuava desaparecido nesta terça-feira, enquanto a CIA e Interpol divergem sobre a possibilidade de uma ação terrorista.
— Nenhuma reivindicação foi confirmada ou corroborada desde o desaparecimento do avião — indicou o diretor da CIA, John Brennan, acrescentando, no entanto, que não se podia descartar um vínculo com uma organização terrorista, como assegurou a Interpol anteriormente.

O secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble, por sua vez, minimizou a pista terrorista na investigação sobre o desaparecimento do avião.
—Quanto mais informações temos, mais nos inclinamos a concluir que não se trata de um incidente terrorista — declarou Noble.

Em referência à presença a bordo do avião de duas pessoas que viajavam com passaportes europeus falsos, Noble explicou que se trata de um caso de tráfico de seres humanos.
—Estamos cada vez mais seguros de que estes indivíduos não são terroristas — enfatizou.

O anúncio pela polícia de que um dos passageiros a bordo do Boeing 777 com um passaporte roubado era um iraniano provocou temores de um ataque terrorista, mas nesta terça-feira a polícia da Malásia lançou a hipótese de imigração ilegal.

Dois iranianos identificados pela Interpol como Puri Nur Mohammad, de 18 anos, e Delavar Seyed Mohammad Reza, de 29, aparentemente procuravam imigrar para a Europa. O mais velho planejava ir para a Suécia para pedir asilo, segundo a polícia sueca, e viajava com um passaporte italiano sob o nome de Luigi Maraldi.
— Realmente não achamos que seja membro de um grupo terrorista — afirmou o chefe da polícia malaia, Khalid Abu Bakar, sobre Reza.

Os dois passaportes, um pertencente a um italiano e o outro a um austríaco, foram roubados em 2013 e 2012 na Tailândia, local preferencial de diversas organizações criminosas que fornecem documentos falsos.

Segundo a polícia tailandesa, outro iraniano, chamado de "senhor Ali", organizou a compra das passagens dos dois homens com a intermediação de uma agência de viagens da cidade costeira de Pattaya, sul de Bangcoc.

O "senhor Ali" faria parte de uma "rede de traficantes de seres humanos", que enviavam cidadãos do Oriente Médio para "trabalhar em outros países, em especial na Europa", afirmou à AFP o chefe da polícia da Tailândia, Panya Maman.

Mais de três dias após o desaparecimento do avião, dezenas de navios, aviões e helicópteros de nove países (principalmente China, Estados Unidos, Vietnã, Malásia, Filipinas, Cingapura) participam das buscas.
Pequim, destino final deste avião em que viajavam 153 chineses, acionou 10 satélites de alta resolução para ajudar na navegação, observação meteorológica e comunicações nos trabalhos de busca em que participam nove países.

Buscas estendidas
O Boeing 777 desapareceu dos radares na madrugada de sábado em algum lugar entre a Malásia e o Vietnã, uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur.

Os trabalhos de buscas foram ampliados na véspera no Mar da China Meridional entre 90 km e 180 km ao redor de onde a torre de controle perdeu o contato com a aeronave.

Desde sábado, as equipes de busca indicaram a descoberta de possíveis restos do avião, apesar das verificações posteriores invalidarem essas descobertas.

O Vietnã anunciou nesta terça-feira que estendeu as operações para o leste e o nordeste e pediu ajuda aos pescadores da região.

Igualmente mobilizados, os Estados Unidos enviaram dois destróieres transportando dois helicópteros e um avião de observação. O FBI e a Agência americana para a Segurança dos Transportes (NTSB) enviaram técnicos e investigadores, aos quais se juntaram especialistas da Boeing.

Entre a esperança e a resignação
À espera de notícias sobre o destino da aeronave, as famílias dos passageiros que chegaram em Kuala Lumpur oscilam entre esperança e a resignação.

Nesta terça-feira, as famílias chinesas se recusaram "a receber uma ajuda financeira" de US$ 5.000 por pessoa oferecida pela Malaysia Airlines.

"Todos os membros da família tentam manter-se otimistas e esperam que eles tenham sobrevivido (mas) nós nos preparamos para o pior", indicaram os parentes de Catherine e Bob Lawton, um casal de 50 anos entre os seis australianos no voo MH370.

O Boeing 777-200 transportava 239 pessoas, incluindo duas crianças. Além dos 153 chineses e quatro franceses, estavam a bordo 38 malaios, sete indonésios, seis australianos, três americanos e dois canadenses, mas também russos e ucranianos.

Se a aeronave caiu realmente no mar, este poderá ser o mais mortífero desastre aéreo de um avião de passageiros desde 2001, data do acidente de um Airbus A300 da American Airlines, que registrou 265 mortes nos Estados Unidos.

fonte/ZeroHora

COPILOTO DE VOO DESAPARECIDO LEVOU MULHERES À CABINE, DIZ AUSTRALIANA



KUALA LAMPUR - A Malaysia Airlines informou nesta terça-feira, 11, que está investigando uma denúncia feita por um canal de TV da Austrália de que o copiloto do voo MH370, Fariq Ab Hamid, tinha convidado duas mulheres para conhecer o cockpit de um avião da companhia que ele pilotava dois anos atrás. 

Ao programa "A Current Affair", australiana Jonti Roos mostrou fotos dela e de uma amiga aparentemente mexendo nos controles da aeronave. 

Segundo ela, o voo ocorreu em 2011, entre, Phuket, na Tailândia e Kuala Lampur, na Malásia, num voo de uma hora de duração.

Segundo ela, o procedimento não parecia incomum para a tripulação e as duas ficaram na cabine durante a maior parte da viagem. 

"Eles conversaram com a gente o tempo todo e até fumavam na cabine", disse a australiana. 

fonte/ AP/Estadão/foto/smh.com.au

ATUALIZADO - NOTA DA MALAYSIA AIRLINES

Terça-feira 11 março, 11:30 PM MYT 0800 Malaysia Airlines voo MH370 - 13a.  Declaração de mídia
 A Malaysia Airlines tornou-se ciente das acusações que estão sendo feitas contra o primeiro oficial, Fariq Ab Hamid que levamos muito a sério. Estamos chocados com essas alegações.

Nós não fomos capazes de confirmar a validade das imagens e vídeos do alegado incidente. Como sabem, estamos no meio de uma crise, e nós não queremos que nossa atenção seja desviada.

Instamos também os meios de comunicação e público em geral para respeitar a privacidade das famílias dos nossos colegas e passageiros. Tem sido um tempo difícil para eles.

O bem-estar tanto da tripulação e famílias de passageiros permanecem o nosso foco. Ao mesmo tempo, a segurança de nossos passageiros é de extrema importância para nós.
fonte/Malaysia Airlines

NOTA DA MALAYSIA AIRLINES

Terça-feira 11 março, 05:29 PM MYT 0800 Malaysia Airlines VOO MH370 
1Aa. Declaração de mídia

Esta afirmação é, em referência às muitas dúvidas sobre os supostos 5 (cinco) passageiros que realizaram  check-in, mas não embarcam no voo MH370 em 08 de março de 2014, de Kuala Lumpur para Pequim, apesar de terem bilhetes válidos para viajar.

 A Malaysia Airlines esclarece que houve quatro (4) os passageiros que tinham reservas válidas para viajar no voo MH370 de  8 de Março de 2014, mas não apareceram para o check-in.

Como tal, a questão da retirada das bagagens desacompanhadas não aconteceram, pois os  quatro passageiros não realizaram o check-in para o voo. Assim, a alegação acima é falsa.

fonte/Malaysia Airlines

NOTA DA MALAYSIA AIRLINES

Terça-feira 11 março , 11:15 AM MYT 0800 Malaysia Airlines VOO MH370 
 11a.  Declaração de mídia 

 A medida que entramos no 4 º dia , a aeronave ainda está para ser encontrada.
 As equipes de busca e salvamento (SAR) expandiram o alcance para além da rota do voo para o Ocidente Peninsular da Malásia no Estreito de Malaca. As autoridades estão a olhar para a possibilidade de uma tentativa feita por MH370 de voltar para Subang . 

 Todos os ângulos estão sendo analisados ​​. Nós não descartamos nenhuma possibilidade . 

A missão é auxiliado por vários países notadamente Austrália, China, Tailândia, Indonésia, Singapura , Vietnã , Filipinas e os Estados Unidos da América . Os ativos implantados para cobrir a busca e salvamento é extensa. No total, há nove aviões e 24 navios mobilizados nesta missão . 

Além da busca no mar, também é realizada pesquisa em terra entre estas áreas.As equipes de busca e salvamento analisaram destroços e mancha de óleo encontrado nas águas . Confirma-se que elas não pertence ao voo MH370 . 

A aeronave B777 -200 que operava o voo MH370 passou por manutenção em 23 de fevereiro de 2014, 12 dias antes do desaparecimento em 8 de março de 2014. A próxima revisão seria em 19 de junho de 2014.  

A manutenção foi realizada no hangar  em KLIA e não houve problemas na aeronave.A aeronave foi entregue à Malaysia Airlines em 2002 e  desde então registrou 53,465.21 horas, com um total de 7.525 ciclos.  

Todas as aeronaves Malaysia Airlines são equipados com sistema de monitoramento contínuo de dados chamado Communications Addressing and Reporting Aircraft System ( ACARS ), que transmite os dados automaticamente. No entanto , não houve chamadas de socorro e nenhuma informação foi retransmitida . 

A Malaysia Airlines tem uma força tarefa especial para cuidar de famílias.  
 Mercy Malásia e Tzu Chi e outros também estão ajudando a Malaysia Airlines , fornecendo aconselhamento psicológico especial para as famílias e também para tripulações da  MH .Os funcionários do governo chinês na Malásia também estão trabalhando em estreita colaboração com a Malaysia Airlines.  

Um representante da embaixada está presente no Centro de Operações de Emergência para ajudar com a gestão de emergências e questões relacionadas com as famílias em Kuala Lumpur. 

Em Pequim, o enviado especial do primeiro-ministro da China, Tan Sri Ong Ka Ting está lá para ajudar e coordenar todas as questões operacionais com Malaysia Airlines . 

Nós lamentamos e empatia com as famílias e faremos tudo o que pudermos para garantir que todas as necessidades básicas , conforto e apoio psicológico.

 Estamos tão ansiosos quanto as famílias para saber o status de seus entes queridos.Para as famílias da tripulação a bordo MH370 , partilhamos a sua dor e ansiedade. Eles são da família mas estamos profundamente afetado por este infeliz incidente. 

Malaysia Airlines reitera que continuará a ser transparente na comunicação com o público em geral através dos meios de comunicação em todas as questões que afetam MH370 .

FONTE/MALAYSIA AIRLINES

CHINA MOBILIZA DEZ SATÉLITES PARA AJUDAR NAS BUSCAS DO VOO MH370

A China anunciou que vai usar 10 satélites para ajudar nas buscas pelo avião da Malaysia Airlines que desapareceu no Mar do Sul da China no último sábado (8), com 239 a bordo, informam as agências internacionais de notícias France Presse e Reuters nesta terça-feira (11).

Os satélites vão usar recursos de imagem de alta resolução da Terra e outras tecnologias para ajudar nas operações de resgate. Os equipamentos são controlados a partir do Centro de Xian, no norte do país.

mapa avião desaparecido malásia - VALE ESTE (Foto: Arte/G1) Editoria de Arte / G1)
 
Os satélites serão utilizados para coordenar dados de navegação, observação meteorológica, comunicações e outros aspectos das tarefas de busca e resgate, revela o jornal do Exército de Libertação Popular (ELP).

Uma frota internacional com 40 navios e 24 aviões participa das operações de busca, que cobrem uma superfície de 500 mil milhas náuticas quadradas (1,71 milhões de quilômetros quadrados), mas que, até o momento, não deram resultados.

Quase dois terços das 239 pessoas desaparecidas no voo MH370 da Malaysia Airlines têm cidadania chinesa e caso a perda da aeronave seja confirmada, será o segundo maior desastre aéreo da história para a China.

FONTE/G!

BOEING DA MALAYSIA AIRLINES PASSOU POR MANUTENÇÃO DEZ DIAS ANTES DE SUMIR

A companhia aérea Malaysia Airlines disse nesta terça-feira (11) que o Boieng 777-200, que operava o voo MH370, passou por uma revisão de manutenção dez dias antes de desaparecer enquanto sobrevoava o Golfo da Tailândia. "A manutenção foi feita no hangar do aeroporto internacional de Kuala Lumpur e não foram encontrados problemas no estado da aeronave", disse a companhia em seu último comunicado.

A próxima revisão estava marcada para o dia 19 de junho de 2014, acrescentou a Malaysia Airlines, que comprou o avião em 2002 e que tinha registrado 53.465 horas de voo desde então.
A companhia aérea disse que todos os seus aviões são equipados com um sistema que transmite informações de forma contínua e automática, mas que não recebeu nenhum alarme do avião desaparecido.

fonte/G1

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