segunda-feira, 8 de março de 2010

MULHERES SE DESTACM NA EQUIPE DE MECÂNICOS ESPECIALIZADOS DA TAM


Ana Fernandes, Lênia e Sílvia (da esquerda para a direita), na oficina da TAM em Jundiaí: sem medo de graxa na roupa
Lênia Froes, 34 anos, é uma mulher vaidosa, cuida dos cabelos em salão especializado aos sábados e tem como diversão praticar dança do ventre.

Ana Fernandes do Nascimento, 25, também vaidosa, pinta os olhos para ir trabalhar. No fim de semana é goleira de um time de hóquei.

Sílvia Aparecida Lopes, 36, como a maioria das mulheres casadas e que passam o dia no trabalho, usa salto baixo para não machucar os pés quando corre para buscar o filho na escola antes de ir para casa cuidar da da família.

As três passam o dia juntas com uma responsabilidade de dar medo a muito marmanjo. Lênia é eletricista e Ana e Sílvia mexem com motores. Poderiam ser mecânicas comuns, se não fossem especializadas em jatos.

As três fazem parte do quadro de funcionários da oficina da TAM Aviação Executiva no aeroporto de Jundiaí. Cuidam do patrimônio (e da segurança lá em cima) de gente responsável por boa parte do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. “Quando um piloto questiona se foi uma mulher que mexeu no avião dele, finjo que não ouço”, diz Lênia.

Das três (aliás, outras duas mulheres fazem parte do time de mecânicos da TAM em Jundiaí), somente Ana não tem a aviação enrraizada na família. Lênia é filha de um ex-mecânico da Força Aérea norte-americana e Sílvia, irmã de um oficial da FAB (Força Aérea Brasileira).

Ana, a pioneira da família, se interessou pela profissão ao terminar o ensino médio e iria se matricular em um cursinho pré-vestibular para tentar entrar em alguma faculdade de engenharia aeronáutica.

“Mudei de ideia quando vi um anúncio de jornal sobre curso técnico em mecânica de aviões”, afirma.

As três são capazes de montar e desmontar um avião inteiro. Lênia e Ana atualmente estudam para aprender a pilotar.

“Isso será importante para entendermos qual a reclamação do piloto lá em cima”, afirma Lênia.

Secretária pediu para ir à oficina

Sílvia Aparecida Lopes trocou o cargo de secretária executiva da diretoria de uma empresa especializada na manutenção de helicópteros pela oficina da companhia. Hoje, ao invés de saia ou terninho, calça os mesmos sapatos de segurança dos demais mecânicos homens e faz questão de afirmar que nunca deixará sua vaidade feminina de lado por isto.

“Numa transferência na empresa, fiquei mais próxima da oficina, peguei gosto e fui estudar”, explica.

Sílvia está há pouco mais de três meses na TAM. Começa a se familiarizar com jatos executivos, mas para quem até recentemente trabalhava com a complexidade de um helicóptero, já ganhou respeito do restante da equipe.

Mulheres são mais detalhistas

O gerente de manutenção da TAM em Jundiaí, Gílson Burman, acha que a presença de mulheres na oficina fortalece o trabalho da equipe.

“Elas são mais detalhistas, cuidadosas”, afirma. “Mas ainda são poucas, menos de 5% do quadro de mecânicos. Poderia ser mais”, diz.

E são detalhistas mesmo. Lênia decorou sua caixa de ferramentas com pequenos adesivos da personagem Hello Kitty – não dá para confundir seu material com o dos grandalhões da oficina.

Lênia cuida de toda a parte elétrica dos jatos. É responsável, por exemplo, pelo sistema que avisa o piloto sobre a presença de montanhas à frente. E garante nunca ter desistido ao encontrar um parafuso apertado. “É questão de jeito, não força.”

Ana, no dia da entrevista (depois após a derrota do Corinthians para o Santos), evitava falar de um de seus assuntos preferidos com os mecânicos da empresa. “Meu time perdeu.” E lá foi ela voltar para uma de suas turbinas.

fonte/foto/Fábio Pescarini/Agência Bom Dia

C-130 DE PORTUGAL ESTÃO PROIBIDOS DE SOBREVOAR A EUROPA

C130 estão proibidos de sobrevoar Europa

O atraso na modernização dos aviões C130 está a criar fortes constrangimentos à operacionalidade destes aparelhos, determinantes na projecção das forças nacionais e no cumprimento das missões humanitárias. Em causa, segundo apurou o CM, está o facto destas aeronaves da Força Aérea não possuírem o novo sistema de segurança TCAS, exigido a todos os aviões que queiram sobrevoar o espaço aéreo europeu.

Com surgimento das companhias low-cost, o tráfego aéreo na Europa aumentou significativamente nos últimos anos e para resolver a situação foi necessário reduzir a distância mínima de segurança entre os aviões. Mas, para garantir que tal é feito sem qualquer perigo, todos os aviões são obrigados, desde Janeiro, a possuir um sistema de voo incorporado (TCAS), cujo objectivo é evitar colisões entre aeronaves.

Acontece que a modernização dos C130, que incluía a incorporação deste sistema e que está prevista desde 2006 na Lei de Programação Militar (LPM), ainda não foi concretizada. O CM questionou o Ministério da Defesa e a Força Aérea, mas não obteve resposta.

Segundo apurou o CM, sem aquele sistema de segurança, os C130 são obrigados a sobrevoar o espaço europeu a uma altitude mais baixa do que seria normal. O que significa um aumento de custos com o combustível. Mais: A burocracia também aumenta, já que o Governo português é obrigado a pedir uma autorização especial aos países que a aeronave tenha de sobrevoar.

No final do ano passado, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Luís Araújo, lamentou a falta de verbas para a modernização dos aviões e sublinhou: "A modernização do C130 é essencial para Portugal. O C130 é tão necessário à Nação como o F-16".

O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, pouco tempo após tomar posse, em Novembro de 2009, garantiu que a modernização dos aviões são uma "prioridade absoluta": "Seja no quadro da actual LPM, seja na próxima revisão, essa prioridade será acautelada."

"OS AVIÕES C130 ESTÃO A VOAR COM UMA CERTA TOLERÂNCIA"

Os constrangimentos à operacionalidade dos actuais C130 são reconhecidos pelos deputados que alertam o Governo para a urgência da modernização das aeronaves. "Este é um problema que tem de ser resolvido, embora não haja nenhum perigo para o C130. Mas estão a voar com uma certa tolerância", disse Luís Campos Ferreira (PSD).

Também João Rebelo (CDS) sublinhou que, dada a importância da aeronave, por exemplo em missões humanitárias, é "urgente" a sua modernização. "É um investimento patriótico e aceitável", afirmou.

PORMENORES

CUSTOS

A modernização dos seis aviões C130 vai custar entre os 45 e os 60 milhões de euros. As aeronaves são operadas pela Esquadra 501 da Base Aérea do Montijo e entraram ao serviço há 32 anos, a 15 de Setembro de 1977.


P3 ORION

Dois aviões P3 Orion da Força Aérea estão actualmente a ser modificadas numa base dos Estados Unidos da América. As restantes três aeronaves vão ser modernizadas pela empresa OGMA entre Março de 2011 e Fevereiro de 2012.


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F-16

Durante o ano passado, 10 caças F-16 foram sujeitos a modernizações, ficando dotados com as mais altas tecnologias disponíveis. Teve melhoramentos nos radares, GPS, identificador electrónico de aeronaves, entre outros.

fonte/foto/CorreioDaManhã

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