terça-feira, 18 de janeiro de 2011

OS 75 ANOS DO AVIÃO QUE MUDOU A HISTÓRIA


A aviação começou há mais de 100 anos, quando os irmãos Wright e Santos Dumont fizeram seus primeiros voos. Mas a era da aviação comercial não decolou até 1935, quando o venerável Douglas DC-3 rasgou o céu pela primeira vez.

Há 75 anos o DC-3 inaugurou a era da aviação comercial que permanece até hoje. E, claro, o DC-3 pode não estar no topo da lista de aviões favoritos das pessoas. Ele não é esguio, não é sedutor, não é rápido e não é um F-14. Mas, apesar de sua produção de apenas 11 anos, o DC-3 permanece como um dos mais importantes aviões na história.

O início



O DC-3 voou pela primeira vez em 17 de dezembro de 1935, 32 anos depois do primeiro voo dos irmãos Wright. Era uma simples evolução do DC-1 e DC-2. Um par de motores Pratt & Whitney permitiam que o avião transportasse 21 passageiros por 2380 km a 313 km/h. Em poucos anos as empresas aéreas haviam comprado mais de 400 DC-3. O governo dos EUA comprou mais de 10.000 deles como transporte militar, o C-47.

Unidos voaremos



Da mesma forma que a maioria dos aviões de linha, o DC-3 foi desenvolvido a pedido de uma empresa aérea que procurava uma maneira melhor de transportar seus passageiros. A American Airlines voava com seu antecessor, o DC-3, mas queria levar mais passageiros mais longe e mais rápido. Ela também queria algo com cabines-leito.

A resposta foi um passo evolutivo na linha DC, mas um salto revolucionário no transporte de passageiros e cargas. O DC-3 tornou-se uma ferramenta de trabalho em quase todas as áreas. Este honorável avião está voando até hoje.

Antes do DC-3 entrar em serviço os passageiros até conseguiam voar de costa a costa. Em aviões como o Boeing 247 e até mesmo o DC-2, eles normalmente voavam trechos menores durante o dia e pegavam um trem à noite. Com o alcance estendido e velocidade aumentada, o DC3 permitia que os passageiros viajassem de costa a costa com apenas três paradas para reabastecimento em espantosas 15 horas no sentido Leste – as correntes de vento contrárias aumentam um pouco a viagem para o Oeste.

A United Airlines pegou os DC-3 depois que a American e a TWA o adicionaram às suas frotas. Eles eram mais velozes que o Boeing 247 e podiam levar mais passageiros, tornando-os altamente atrativos para as companhias aéreas. Este DC-3 acima é de Clay Lacy e ainda voa regularmente.

DC-3 + Militares = C-47



O DC-3 é visto como o avião que popularizou as viagens aéreas. Ele também serviu com distinção aos militares. O exército dos EUA usou a versão militar, a C-47, para praticamente tudo durante a Segunda Guerra Mundial – desde o transporte de paraquedistas até a França no Dia D ao transporte de suprimentos ao Himalaia.

O C-47 permaneceu como peça chave da frota aérea militar por muitos anos após a guerra e teve um papel fundamental no Bloqueio de Berlim. Ele também serviu na Coreia e mais de 30 anos depois de seu lançamento, ainda foi usado em missões no Vietnã. Versões mais atualizadas do DC-3 ainda voam em zonas de combate hoje, incluindo o Afeganistão.

Ele talvez seja o veículo militar mais reconhecido de todos, depois do jipe. Mais de 10.000 destes serviram ao exército dos EUA e milhares foram construídos sob licença na Rússia e no Japão ao longo dos anos.


Duggy, o DC-3



A Douglas parou de construir o DC-3 em 1946, e o último deles foi entregue à Sabena Airlines, da Bélgica. Embora ninguém saiba exatamente quantos DC-3 ainda estão em uso, as suposições falam em 400 aviões. Muitod deles têm mais de 60.000 horas de voo e um DC-3 do estado americano do Oregon tem mais de 91.000 horas de voo. Leve em consideração que um dia possui apenas 24 horas, e você terá uma ideia da longevidade desse clássico.

Os aviões remanescentes têm uma impressionante variedade de usos. O U.S. Forest Service usa estes aviões para combater incêndios. Vários países o aproveitam para enviar carga e passageiros às bases de estudos na Antártida. E a Buffalo Airlines, uma pequena companhia aérea do Canadá, ainda os usa para voos agendados.

Muitos ainda são pilotados por colecionadores, que adoram restaurá-los e exibi-los em shows.
Apesar de estar celebrando seu 75º aniversário, o DC-3 está ficando mais forte. Versões modernizadas com motores a turbina e equipamentos modernos garantem que eles estarção funcionando à toda em seu 100º aniversário.

O Duggy  acima foi construído em 1939 e voou por toda a Europa na Segunda Guerra. Em algum ponto da história ele foi vendido por 1789 dólares. Hoje ele percorre o circuito dos shows aéreos e tem se próprio site.

Rosie, a rebitadeira



As mulheres ajudaram o país no período de guerras e muitas delas trabalhavam na Douglas Aircraft Company construindo aviões como o C-47. O belo retrato acima é de 1942.

Um burro de carga para a guerra



O C-47 voou em incontáveis missões durante a Segunda Guerra, transportando carga e passageiros ao campo de batalha. Nesta foto de 1942 os paraquedistas aguardam as ordens para pular durante uma missão em algum lugar da Inglaterra.

Entre outras missões, os C-47 transportaram os homens da Easy Company pela ocupação da França no Dia D, uma história contada no livro e série de TV “Band of Brothers”.


Inspeção do C-47



A versão militar do DC-3 foi uma importante ferramenta na Segunda Guerra Mundial. Ela transportou homens e materiais por longas distâncias. A impressionante performance do avião deve-se, em parte, aos seus dois motores radiais que produzem mais de 1200 cv e suas hélices de três pás. Nesta foto de 1942, um C-47 é inspecionado na Douglas Aircraft Company em Long Beach, na Califórnia.


Super DC-3 1950



O Super DC-3 era uma modificação do DC-3 em que eram alteradas as asas e a empenagem, o trem de pouso era reprojetado, a fuselagem alongada e motores mais potentes instalados. Como substituto do DC-3 ele tinha um forte apelo aos militares e poucos foram usados em linhas comerciais.


No controle



O cockpit do DC-3 é familiar aos pilotos de hoje. O manche fica em frente ao piloto e ao copiloto. Os controles do motor ficam no meio.


Ainda trabalhando duro



Várias companhias aperfeiçoaram o DC-3 para continuar trabalhando pesado. Uma empresa, a Basler Turbo Conversions reconstrói os DC-3 e chama estes aviões movidos a turbina de BT-67. Eles podem transportar 40% mais peso e voar 20% mais rápido que o DC-3 original. Isso não é nada mau.

Com um par de turbinas PT-6 de 1600 cv da Pratt & Whitney, os aviões da Basler são usados no mundo todo. Nesta foto, um BT-67 usado pelo U.S. Forest Service, pousa em uma pista isolada em Idaho.


Em condições extremas



Os BT-67 da Basler operaram no Ártico e na Antártida por muitos anos. Aqui um trio de DC-3 convertidos para turbinas na Estação McMurdo. Ao fundo o Monte Erebus.


Cuspindo fogo



As versões artilhadas do C-47 surgiram no Vietnã, foram chamadas de AC-47 e eram armadas com três metralhadoras rotativas do tipo Minigun atirando lateralmente – o piloto utilizava uma mira montada em sua janela lateral e adotava uma trajetória circular para saturar o alvo. Ainda hoje a Colômbia emprega versões modernizadas desse avião contra o narcotráfico. São equipados com motores mais modernos, três metralhadoras de 12,7 mm e um sistema FLIR de visão noturna por infravermelho.

Agende o seu voo agora mesmo



A canadense Buffalo Airlines opera o último serviço de transporte de passageiros em DC-3. A empresa praticamente transporta apenas cargas, mas se houver poltronas disponíveis entre Hay River e Yellowknife, você pode se considerar em casa.

fonte/Jalopnick
fotos/Boeing/KristaLAPrincess/Flickr/ObserveTheBanana/Flickr/Alfred T. Palmer/U.S.Army e U.S. Office of War Information. Cortesia da Biblioteca do Congresso/Boeing/NunoCardoso/Flickr/Basler Turbo Conversions/Javier Franco/Sahlgoode/Flickr
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CONTROLADORES INDUZIRAM AO ERRO TRIPULAÇÃO DE AVIÃO DE KACZYNSKI

Os controladores russos do aeroporto de Smolensk, onde caiu o avião no qual morreram o presidente polonês Lech Kaczynski e outras 96 pessoas, em abril passado, induziram ao erro os pilotos sobre a posição do aparelho, informou nesta terça-feira, em Varsóvia, a comissão polonesa de investigação. 

A alguns minutos do pouso, quando o avião polonês estava a "130 m, desviando 80 m do eixo da pista (...) os controladores russos disseram que a posição estava correta, em vez de pedir aos pilotos que retificassem o percurso", declarou a jornalistas um dos integrantes da comissão de inquérito.

O Comitê de Aviação Interestatal (CAI) da Rússia anunciou que publicará na íntegra as conversas mantidas pelos controladores do aeroporto russo onde ocorreu a catástrofe na qual morreu Kaczynski. "Trata-se de gravações feitas por um circuito aberto, gravações de conversas telefônicas e gravações de negociações por rádio", assegurou em comunicado Alexei Morózov, chefe da comissão técnica da CAI.

Morózov explicou que, ao tornar pública a transcrição de gravações a princípio secretas, o CAI procura "oferecer informação objetiva para o conhecimento da sociedade internacional". O comunicado também informa que a decisão é uma resposta as polêmicas afirmações feitas nesta terça-feira em Varsóvia pelo ministro de Interior polonês, Jerzy Miller, que criticou o comportamento dos controladores russos.

Miller considera que, em vez de permitir que o aparelho abaixasse até uma altitude de 100 m, os controladores deveriam ter advertido claramente o piloto que a aterrissagem era impossível. O ministro, que lidera a comissão de investigação polonesa, expôs em entrevista coletiva vários extratos das conversas mantidas pelos pilotos do avião presidencial Tu-154 acidentado e os controladores russos do aeroporto da cidade russa de Smolensk.

Miller assegurou que durante as conversas os controladores nunca chegaram a mencionar as difíceis condições climatológicas em terra, a pouca visibilidade ou a possibilidade de aterrissar em um aeroporto alternativo. O ministro de Transporte da Rússia, Igor Levitin, expressou sua surpresa pelos comentários provenientes da Polônia de que "os controladores deviam ter proibido a aterrissagem".

"Os controladores não tinham direito de proibir a aterrissagem. Foi demonstrado em muitas ocasiões que, segundo as atuais regras, o comandante de um voo internacional toma independentemente a decisão sobre decolagem e aterrissagem", indicou.

fonte/AFP/Terra
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BOMBEIROS FAZEM BUSCAS APÓS CHAMADO DE QUEDA DE AVIÃO EM SANTA ISABEL, SÃO PAULO


Os bombeiros de Arujá, na Grande São Paulo, realizavam buscas por volta das 14h30 desta terça-feira após receberem um chamado sobre a possível queda de um avião em uma região de mata nas proximidades da cidade de Santa Isabel. O helicóptero Águia da Polícia Militar também foi acionado para auxiliar o trabalho das equipes de resgate.

O acidente teria ocorrido perto da Rodovia Mogi-Dutra, no bairro Parque Jacarandá. No Corpo de Bombeiros de Arujá, a informação é que três equipes foram ao local e faziam buscas por terra. “Moradores contaram que ouviram um barulho forte, mas não viram explosão e fumaça”, comentou um bombeiro da cidade. 
 

fonte/Terra/VNews

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