sexta-feira, 19 de novembro de 2010

IATA DECLARA QUE AEROPORTOS BRASILEIROS SÃO SINÔNIMOS DE DESASTRE E VERGONHA

International Air Transport AssociationImage via Wikipedia
Giovanni Bisignani, diretor-geral da entidade, qualificou a infraestrutura aérea de "inadequada" e de "crescente desastre", apesar de o país ter o maior e mais rápido crescimento econômico na América Latina. Exemplificou que 13 dos 20 principais aeroportos não podem mais acomodar a demanda nos terminais existentes. Considerou "crítica" a situação em São Paulo, o maior "hub" (ponto de distribuição de voos) internacional da região. Para Bisignani, o espaço aéreo é "congestionado e ineficiente" em São Paulo, em Bogotá e no México.

Em encontro de companhias aéreas no Panamá, ontem, o executivo contou que no começo do ano a Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero) propôs fechar uma pista do Aeroporto de Guarulhos por boa parte de 2011 para trabalhos de reparação. "Isso teria cortado a capacidade pela metade. Nós gritamos e o governo está agora buscando outra solução", disse.

Advertiu que, para evitar uma "vergonha nacional", o Brasil precisa começar a aumentar e melhorar as instalações aéreas para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016. "Mas não vejo progressos e o tempo está passando. O tempo para debate acabou. Temos que juntar todo mundo em torno da mesa para finalizar um plano e trabalhar", disse.

Queixou-se dos custos de infraestrutura no país. Segundo ele, a Infraero quis aumentar em 200% as taxas para o "sub-standard facilities" (estrutura de segunda categoria). "Gritamos e o regulador tomou nota". Gabou-se de ter conseguido reduzir em US$ 313 milhões as taxas de estacionamento de aeronaves em São Paulo em 2009. Para focar mais no Brasil, a Iata nomeou ontem Carlos Ebner como o diretor no país a partir de dezembr
o.
Além dos problemas de infraestrutura no Brasil, a IATA conclamou os governos da América Latina a resolver desafios sérios de segurança no setor e baixar taxas cobradas de companhias de turismo.

Para Bisignani, o setor aéreo na América Latina dez anos atrás era "uma bagunça", mas fez muito progresso desde então. A taxa de acidentes era sete vezes a média global, a infraestrutura era ainda pior e houve grandes falências, como a da Varig e a da Mexicana recentemente.

Mas o "trabalho duro" fez da América Latina a única região em que as companhias aéreas tiveram lucro em 2009, de US$ 500 milhões, e em 2010, de US$ 1 bilhão, e pode ir ao terceiro ano consecutivo de resultado positivo com US$ 600 milhões em 2011.

Destacou o valor de capitalização de mercado para ilustrar "esse sucesso". Desde 2000, a capitalização de mercado das companhias americanas e europeias caiu 70% e 50%, respectivamente. As companhias da Ásia subiram 20%. Mas a Lan Chile teve alta de valor de 19 vezes e a Gol dobrou de valor.

Bisignani encorajou a América Latina a liberalizar o setor. Ilustrou com a capitalização de mercado combinada da Lan e da TAM, de US$ 14 bilhões, criando um dos grupos mais fortes no mundo. Seu valor é maior do que British Airways/Iberia (US$ 5,5 bilhões), Grupo Lufthansa (US$ 10,4 bilhões), Air France/KLM (US$ 5,7 bilhões), Delta (US$ 11,2 bilhões) ou Continental/United Airlines (US$ 8,8 bilhões).
Tudo isso confirma, a seu ver, a importância da consolidação no setor. Advertiu que a aviação "é um negócio pesado e dinâmico" e mais mudanças são necessárias.

Globalmente, a Iata prevê para este ano faturamento de US$ 560 bilhões e lucro de US$ 8,9 bilhões, representando margem de 1,6%. Tendo perdido US$ 50 bilhões desde 2000, o resultado não é para comemoração, porque a projeção para 2011 é de margem declinando para 0,9% e lucro de apenas US$ 5,3 bilhões, por causa da alta do preço do petróleo e queda na demanda de cargas.

A IATA está numa cruzada contra taxações. Na América Latina, reclama que países do Caribe estão querendo faturar US$ 287 milhões com imposto sobre turismo. "Os governos devem entender que o setor aéreo não é uma vaca leiteira", disse Bisignani.


fonte/ValorEconomico
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PNEU DE AERONAVE FURA EM PISTA E AEROPORTO DE CAMPO GRANDE SUSPENDE VOOS

Leitores do Campo Grande News entraram em contato com a reportagem para informar que o Aeroporto Internacional de Campo Grande suspendeu alguns voos na noite desta quinta-feira.

Em contato com a Infraero, a reportagem foi informada de que o pneu de uma aeronave teria furado quando o avião estava na pista e por conta disso ocorreu um imprevisto.

Voos como o que sairia de Campo Grande para Goiânia tiveram de ser suspensos. Já voos que pousariam na pista do aeroporto foram desviados para outros destinos.

Um voo que vinha de Campinas para a Capital teve de ser desviado para Londrina. Já outro que viria de Cuiabá e pousaria nesta noite em Campo Grande retornou à Capital do Mato Grosso.

A Infraero disse que não poderia repassar informações mais detalhadas sobre o que, de fato, emperrou a pista de pouso e decolagem.

No entanto, leitores como Ricardo Pael, encaminharam e-mails à redação alegando que “a Infraero não confirma que hora vai liberar para pousos e decolagens. Alguém confirma?”, questionou ele.

Um passageiro de Campo Grande que está em São Paulo e não quis se identificar, disse que, devido à demora de seu voo, telefonou para o aeroporto da Capital e recebeu a informação sobre o incidente e também de que a Infraero não possui um maquinário capaz de retirar a aeronave da pista.

De acordo com a Infraero, a pista deve ser liberada dentro de uma hora. 

fonte/CampoGrandeNews
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