sábado, 23 de fevereiro de 2013

NÃO OBRIGUE NINGUÉM A SALTAR.....


ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO NA ÍNDIA IRÁ AJUDAR A RÚSSIA

 
 
mi-17v5, helicóptero, Rússia
Helicóptero Mi-17V5
 
© Фото: ru.wikipedia.org/jno/cc-by-sa 3.0

A Índia tenciona substituir os helicópteros italianos de classe VIP por aparelhos russos. O escândalo de corrupção em torno da compra de doze helicópteros italianos Agusta Westland pela Força Aérea indiana promete dividendos inesperados à Rússia. Em vez de convocar um novo concurso, que poderia durar até sete anos, os militares indianos pretendem simplesmente comprar os Mi-17V-5 russos por ajuste direto.

Singularidades do mercado nacional indiano
Esta não é a primeira vez que um escândalo de corrupção sacode o mercado de armas. Escândalos, desde os quase insignificantes até os monumentais, como o famosíssimo caso anglo-saudita de Al-Yamamah, uma história épica que durou vários anos gerando gastos bilionários em subornos e mensalões, ocorrem, de vez em quando, em quase todos os países do mundo. Nenhum dos principais fornecedores de armas hesita, se necessário, em recorrer a métodos similares e não irá perder uma oportunidade de apanhar os concorrentes em flagrante. As instituições públicas dos países compradores encarregadas de combater a corrupção dão um toque de especial delicadeza a todo esse processo.

O problema fulcral originado pelo escândalo indo-italiano consiste no fato de as licitações indianas se estenderem tradicionalmente por períodos bastante longos. Os concursos públicos, inclusive para contratos relativamente pequenos, podem durar seis ou sete anos, enquanto as licitações para negócios de grande vulto se prolongam, às vezes, por dez ou mesmo mais anos. A rescisão do contrato com os produtores italianos, que é bem provável, encerra em si a ameaça de deixar os dirigentes indianos de mais alto nível sem frota de helicópteros de classe VIP.

Nessas circunstâncias, uma compra por ajuste direto dos Mi-171 russos em modificação VIP pode permitir resolver rapidamente o problema. O caso se simplifica ainda mais porque a Índia já tem assinado um contrato com a Rússia para o fornecimento de um grande lote de estes helicópteros para sua Força Aérea e, portanto, o problema poderá ser resolvido reequipando as aeronaves de acordo com os requisitos apresentados a veículos de transporte especiais e acrescentando posteriormente à encomenda outros doze engenhos.

Tomando em consideração a necessidade de munir os helicópteros de distintos equipamentos de telecomunicação adicionais, dotá-los de sistemas de segurança e cabine de luxo, uma remodelação dessa índole poderá custar bastante caro. Assim, o contrato de fornecimento dos doze helicópteros AW-101 atinge mais de 550 milhões de euros, enquanto o preço unitário da versão básica do mesmo AW-101 excede um pouco os 20 milhões. O Mi-171 é, certamente, menos caro do que o helicóptero italiano, mas é pouco provável que o preço de um modelo VIP seja inferior a 30 milhões de dólares. As aeronaves deste tipo têm compartimentos separados para os passageiros VIP e suas comitivas, levam a bordo sofisticados sistemas de comunicação, incluindo telefones satélite, terminais de teleconferência e linhas especiais para chefes de Estado. Além disso, as cabines têm uma melhor proteção contra ruídos e vibrações. Em resumo, diferem dos helicópteros como uma limusine luxuosa difere de um carro standard.

O homem não vive só de escândalos
A empresa Helicópteros da Rússia (Vertolety Rossii, em russo) não pode queixar-se de escassez de clientes: as vendas de aeronaves de fabricação russa continuam crescendo. Não obstante, no próximo decênio, a companhia irá enfrentar um sério desafio de atualizar radicalmente a linha de modelos, pois os Mi-8/Mi-17 projetados há 50 anos atrás, apesar de todas suas virtudes, nem sempre satisfazem os critérios modernos. O lançamento da produção em série de novos modelos – o Mi-38 e, a longo prazo, o Mi-46 e um helicóptero de porte médio que está sendo desenvolvido no âmbito do programa RACHEL para substituir o Mi-8/Mi-17 – deverá assegurar o sucesso da empresa nos mercados internacionais nas próximas décadas.

fonte/VozDaRussia

GOL ALTERA ROTAS, HORÁRIO E NÚMERO DE VOOS A PARTIR DESTE SÁBADO (23)

A Gol começa a operar uma nova malha de voos a partir de hoje, com alterações de rotas, horários e de número do voos. A mudança afeta quem comprou passagens até 31 de dezembro de 2012.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) diz que vai monitorar o processo de mudança de voos para que os direitos dos passageiros sejam preservados. 

A Gol se comprometeu a avisar os usuários sobre as mudanças. Quem não tiver recebido o alerta da companhia pode conferir eventuais alterações no site da Gol, na seção "Seu voo", ou ligar para a central de relacionamento (0800 704 0465). 

Segundo a Anac, caso a mudança de voo proposta pela empresa não seja conveniente, a primeira alteração solicitada pelo passageiro deve ser feita sem nenhuma cobrança de taxas. Novas alterações, contudo, poderão ser cobradas. 

De acordo com a resolução nº 141/2010, da Anac, em caso de cancelamento, atraso ou preterição de embarque, os passageiros terão direito a acomodação em outros voos ou a devolução do valor total pago pela passagem. O não cumprimento da resolução pode levar a multas de R$ 4 mil a R$ 10 mil por infração. 

Em nota, a Gol informou que a mudança foi feita para melhorar a eficiência da operação e para adequar voos que envolvam conexão com empresas parceiras internacionais. A nova malha também foi desenhada para atender as demandas do serviço de carga aérea da empresa, o Gollog. 

A nova malha tem 970 decolagens diárias, 20% a mais do que em setembro do ano passado (810). O aumento se deve à incorporação de parte da malha que era da Webjet, companhia adquirida pela Gol e que foi extinta no fim do ano passado. 

O número de destinos (domésticos e internacionais) aumentou de 62 para 65. Agora são 51 domésticos e 14 internacionais. 

Segundo a empresa, a nova malha prevê mais voos diretos e mais frequências nas rotas principais --de maior demanda e também de maior rentabilidade. 

Em uma concorrência direta com a Azul, a Gol reforça sua presença em Guarulhos, com dez novas decolagens diárias do aeroporto paulista para o Santos Dumont, no Rio. Na semana passada, a Azul ampliou sua oferta de voos em Guarulhos, com cinco partidas diárias para o Santos Dumont durante a semana. 

fonte/FolhaSP

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