segunda-feira, 5 de abril de 2010

SÃO PAULO RECEBE FEIRA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL


A terceira edição da Feira Nacional de Aviação Civil será realizada entre os dias 28 e 30 de maio em São Paulo, ao lado do Aeroporto de Congonhas. O evento, que deve receber mais de 50 mil pessoas, terá exposição de aviões e helicópteros, além de oficinas e outras atividades.

No primeiro dia, o acesso à feira será restrito aos alunos de escolas públicas. Nos outros dois dias, será aberto ao público. A entrada é gratuita, mas os visitantes podem doar um quilo de alimento não-perecível. O evento é organizado pela Sator e conta com o apoio da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A feira já passou por Brasília, em 2008, e pelo Rio de Janeiro, em 2009.


fonte/Mercado e eventos

ENTRE O CÉU E O INFERNO


O vexame é grande, mas já foi pior. O museu da unidade guarda a forca onde os voluntários eram obrigados a botar a cabeça e anunciar a desistência. Agora, tempos mais amenos, basta subir ao pedestal, expor o rosto na pequena abertura que dá para o campo de instrução e tocar um sino. Menos um. Não há quem desça de lá de cabeça erguida. Ainda assim, todos querem correr o risco. Parece o treinamento de "Tropa de elite", só que sem o Capitão Nascimento. O sonho de todos é fazer parte da Brigada de Infantaria Paraquedista, a mais famosa tropa especial das Forças Armadas, e marchar com os lendários coturnos marrons, projeto de vida que não perde o encanto para jovens das periferias do Rio de Janeiro.


Somente naquele dia, foram 13 badaladas. As desistências, agravadas pelo calor severo, chegariam na primeira etapa (testes físicos) a 30% do total de voluntários do curso básico para oficiais e sargentos. Entre os que ficam, alguns recorrem ao direito a um atendimento médico durante a etapa para deixar o campo de instruções sem ter de subir ao pedestal. Um deles passa mancando por um oficial, que ironiza:

— Isso parece pé-pretismo.

É uma alusão pejorativa ao soldado comum, que usa botas pretas e não tem o status do paraquedista.

— Para ser paraquedista, o voluntário não pode ter medo do solo ou pena do corpo — emenda o oficial.

Quem superar as provações, incluindo a terrível ginástica com toros, peça cilíndrica de ferro puro, erguida dezenas de vezes nos exercícios, chegará aos quatro saltos exigidos para receber o brevê e ao privilégio de usar as botas marrons e ostentar no peito o distintivo das asas de prata.


Mas a turma que se forma agora pode ser uma das últimas a festejar a formatura na Vila Militar do Rio. O projeto Braço Forte, lançado pelo Exército com as diretrizes para a reorganização da força, prevê a transferência da brigada para o Planalto Central, junto com os aviões de transporte da Força Aérea.

Formada por 15 quartéis com um total de cinco mil homens, a brigada dos soldados voadores da Vila Militar, em Deodoro, Zona Oeste, é movida por adrenalina. Logo no primeiro batalhão, uma placa expõe a política do lugar: "Tropa para homens de coragem e determinação." A tensão faz parte da rotina, a ponto de existir um plano de pressão psicológica para a tropa. Afinal, em casos de conflitos, os paraquedistas são a primeira força a ser empregada, razão pela qual seus integrantes devem estar prontos para o lançamento na frente de combate em no máximo 48 horas.


De três a quatro vezes ao ano, a brigada testa sua capacidade de mobilização. Sem aviso prévio, os comandantes acionam o Plano de Chamada, que consiste em ativar uma teia de ligações telefônicas para achar todos os soldados, onde estiverem.


Desde 1944, quando o então capitão Roberto de Pessoa, primeiro paraquedista militar brasileiro, concluiu o curso nos Estados Unidos (no ano seguinte, ele ajudaria a fundar a brigada no Rio), a unidade acumulou poucas e discretas experiências de combate real. Uma delas foi a campanha do Araguaia, confronto entre patrícios no regime militar dos anos 70. A outra, igualmente secreta, foi o lançamento de unidades na região do Rio Traíra, na fronteira da Amazônia brasileira com a selva colombiana, em retaliação ao ataque-surpresa dos guerrilheiros das Farc a um posto militar, em 1991.

Em tese, a decisão de transferir a brigada para o centro do país é uma estratégia de defesa. Além de ficar perto de Brasília, encurtaria a distância de áreas prioritárias, como a Amazônia. Outra razão é o crescente aumento do tráfego aéreo civil no Rio de Janeiro, que atrapalha as operações com as aeronaves de lançamento de tropas do Campo dos Afonsos.


Todavia, há outra motivação, mais reservada, para a saída da cidade: a preocupação do Exército com a cobiça do narcotráfico carioca no recrutamento, para as suas fileiras, do valente e bem treinado soldado pequedê.


Longe do Rio, o Exército estaria livre do risco. Mas, enquanto a mudança não acontece, a brigada reforça, a cada ano, os cuidados para impedir a contaminação. Já nos processos de seleção, o serviço de inteligência da unidade infiltra agentes entre os candidatos para checar se algum deles está envolvido, direta ou indiretamente, com o tráfico de drogas.


Até mesmo o endereço declarado pelo candidato é investigado, incluindo visitas ao local de residência. Este cuidado pode determinar o corte imediato do interessado, caso se verifique que ele mora em comunidades acossadas pela violência.


O futuro destino da brigada ainda não foi definido, mas estão cotadas as cidades de Anápolis (GO), Palmas (TO) e o Triângulo Mineiro. No Rio, ficaria apenas uma brigada leve, com menos soldados e equipamentos. Mas não há prazo definido para a transferência. Paraquedistas veteranos concordam com a mudança, mas temem que os futuros soldados, recrutados em cidades do centro do país, mudem o perfil da corporação: — Apesar dos perigos que o Rio oferece, os recrutas daqui são espertos e versáteis. Se viram bem em qualquer situação, ao contrário dos garotos de lá — diz um oficial.

A Brigada oferece dois cursos básicos, um para oficiais e sargentos e outro para recrutas. Desde que foi fundada, em 1945, já receberam o brevê 77.740 paraquedistas.


A peneira começa sempre no ano anterior, quando seis mil voluntários, de 18 e 19 anos, se alistam na brigada. Até o fim do processo, cinco mil vão ficar pelo caminho, reprovados pelo exame médico-dentário (jovens com menos de 1,60 metro ou problemas de visão são automaticamente descartados), entrevistas sócio-psicológicas, pesquisa social (avalia a origem do candidato) e o primeiro exame físico, onde só passa quem conseguir subir numa corda de três metros, correr 2,2 mil metros em 12 minutos e fazer inúmeros saltos da torre, flexões e barras.

Em março, mês da incorporação, os mil selecionados passam a ser recrutas, mas terão de marchar os quatro meses seguintes, até o primeiro salto, de coturnos pretos.

A maior parte dos inscritos mora em bairros próximos, nas zonas Norte e Oeste, e em municípios da Baixada Fluminense. Poucos chegaram ao ensino médio, perfil que faz do paraquedista um soldado privilegiado: sem boa instrução, o pequedê ganha R$ 800 mensais (o vencimento de um cabo chega a R$ 2 mil) e tem mais chance do que qualquer outro, após o serviço militar, de conseguir emprego na vida civil, principalmente na área de segurança privada — uma história já registrada no documentário "PQD", de Guilherme Coelho.

A sargento Marília Gomes de Carvalho, de 28 anos, queria tanto ser paraquedista que, quando se candidatou (na época, já estava no Exército), recorreu a um treinador pessoal para ajudá-la a superar as provas físicas. Desde 2007 na brigada, Marília, moradora de Campo Grande, já acumula 14 saltos.
Ela garante que não tem medo do que faz, porque confia nas instruções que recebe e no equipamento. Mas nem todos da família pensam o mesmo.
— Nunca conto para minha mãe quando vamos voar. Só depois — diz ela.
Nas primeiras semanas, o recruta recebe a instrução militar tradicional, na qual aprende a marchar e fazer ordem unida, junto com a preparação física para o curso básico de paraquedismo.
Após outro teste físico, ele ingressa na área de estágio, um amplo e rústico centro de instruções onde se qualificará para o primeiro salto. São, seguramente, as duas mais difíceis semanas de preparativos. Nessa fase, pelo menos 50 soldados não resistem aos rigores dos exercícios e tocam o sino da desistência.
— Já vai tarde — zomba um dos instrutores.

Apesar de toda a pressão, temperada pelos gritos e apitadas dos instrutores, os recrutas aprendem ali que a brigada é a mais democrática das unidades militares, porque, quando a tropa pula, todos os paraquedistas (oficiais e praças) são iguais no ar, e um depende do outro para uma descida segura.
— Já vi um general receber ordens de um sargento, que era o mestre-salto daquele avião mdash; conta um veterano paraquedista.
Como a pista de pouso, vizinha à brigada, e as aeronaves pertencem à Aeronáutica, o tal campo de instrução é o diferencial da brigada na Vila Militar. O lugar é uma espécie de fitness rudimentar, com pesos de cimento, barras castigadas pela ferrugem e outras peças rústicas, como os toros de ferro — substitutos dos dormentes de trem usados no passado.
Mas ninguém se preocupa com as aparências. O que importa é a carga física e a capacidade de superação do recruta.

Ambulâncias com equipes atentas acompanham toda a jornada. Quando o calor é muito forte, o risco de intermação (estado mórbido produzido pelo calor) pode suspender a instrução.
Foi dali, garantem seus comandantes, que saíram no fim dos anos 70 os primeiros quadros do famigerado Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM. Outro filho da unidade é o antigo Batalhão de Forças Especiais do Exército, hoje transformado também em brigada.

Além das torres de saltos simulados, são atrações do campo as réplicas camufladas de três aviões usados no lançamento de paraquedistas (Bandeirantes, Hércules e Amazonas). Embora reproduzam as fuselagens originais, os protótipos, toscos, nem de longe compõem uma base aérea cenográfica. Servem apenas para reproduzir, na "aeronave", todas as etapas que precedem o pulo.
Se resistir às duas semanas de estágio no campo, o recruta está apto para o momento mais importante dos quatro meses de instrução: o salto semiautomático, a 330 metros de altitude, na própria pista dos Afonsos.

Os militares brasileiros operam basicamente com dois tipos de salto. O mais difícil é o salto livre, feito a grandes alturas (até 11 mil metros), no qual o próprio militar aciona o paraquedas retangular, podendo direcionálo e aterrar em "áreas restritas". Já o salto mais simples é chamado de semiautomático porque o paraquedas é aberto sozinho, quatro segundos após o pulo, por uma fita conectada à aeronave.

Certa ocasião, nos anos 1990, essa fita não arrebentou, e um paraquedista, preso do lado de fora do avião, acabou arrancando com o corpo o leme de profundidade do aparelho. Era um Bandeirantes C-95 da FAB, que lançava paraquedistas na Restinga de Marambaia e virou imediatamente de cabeça para baixo, caindo instantes depois sobre uma casa no Recreio.

Quatro militares morreram, inclusive o responsável indireto pelo acidente, mas outros sete paraquedistas a bordo conseguiram saltar e sobreviver. Um deles contou que teria oferecido um paraquedas ao mecânico, que preferiu ficar a bordo.

Hoje, em saltos semiautomáticos, o mestre-salto, militar responsável pela checagem do equipamento e pelo lançamento da tropa, incorporou uma faca a seu equipamento essencial.

— Se um paraquedista ficar preso e a situação colocar em risco a aeronave e seus tripulantes, não tenho dúvida: corto a corda e mando ele embora — diz um dos mais experientes da brigada.
Outro risco, instantes após o salto, é de entrelaçamento, situação que impede a abertura completa dos paraquedas. Como o salto semiautomático é curto, para evitar que o militar seja abatido no ar em situações de combate, restaria pouco tempo para o acionamento manual do paraquedas reserva.
Além dos quatro saltos obrigatórios para o brevê, os paraquedistas terão ainda, no último pulo da série, de simular o assalto a uma força inimiga, seguida de uma marcha de combate que pode chegar a até 15 quilômetros, carregando todo o equipamento e armamento, que pesam cerca de 60 quilos.

Uma vez formados, os militares têm direito a ficar até seis anos em quartéis da brigada antes de ir para a reserva. Nesse período, precisam dar, no mínimo, quatro saltos por ano para não perder os conhecimentos adquiridos.

No mês passado, 480 paraquedistas aguardavam, num galpão chamado "rodoviária", o momento de embarcar nos dois Hércules C -130 que faziam as operações naquele dia. Como chovia fino, parte do grupo, frustrada, foi mandada de volta à caserna, porque os oficiais temiam o desgaste dos paraquedas, que a cada secagem perdem a capacidade de reter o vento em seu tecido.Agora, os que ficam não escondem a ansiedade que antecede a decolagem. O avião levanta voo e faz uma longa curva pelo flanco esquerdo da pista. Do alto, as portas abertas exibem os poucos edifícios, as casas e muitos barracos da Zona Oeste. O barulho dos motores, que invade a cabine, é ensurdecedor.

O paraquedista precursor (o primeiro a pular) se agacha e observa a manobra com a cabeça para fora do Hércules. Na gíria da brigada, ele "cheira o vento". Ao verificar que o avião está na rota, comunica ao piloto, por intermédio do mecânico. O mestre-salto, em seguida, dá uma ordem antes de contar o número de paraquedistas:
— Preparar, levantar, enganchar. Verificação de equipamento.
Em seguida, grita:
— À porta!
Os olhos do precursor, primeiro da fila, que se agarra à porta, se concentram nas lâmpadas comandadas pelo piloto. Em segundos, a vermelha se apaga, substituída pela verde. O precursor, então, berra:
— Já!
E salta, seguido pelos demais companheiros.

fonte/ChicoOtávio/OGlobo

PILOTO DE HELICÓPTERO CONTA COMO FOI O RESGATE DE GRUPO PERDIDO EM SÃO PAULO




Helicóptero Águia e equipamentos usados pela PM durante resgate do grupo que ficou perdido na Serra do Mar
Foi com um sentimento de orgulho e alívio que o capitão Adriani José de Souza, comandante de aeronave da Base de Radiopatrulha Aérea de Praia Grande da Polícia Militar, terminou sua jornada de trabalho no domingo (4). Ele participou do resgate de um grupo de pessoas que ficou perdido na mata ao sair de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, com destino a Mongaguá, no litoral paulista. O mau tempo atrapalhou a continuidade da operação de resgate, mas 12 pessoas puderam ser resgatadas por um dos helicópteros Águia da PM.

“O sentimento da nossa equipe é de orgulho, uma sensação de alívio. Algumas pessoas que resgatamos já tinham perdido as esperanças depois de passar duas noites na mata”, contou Souza ao G1 na manhã desta segunda-feira (5). De folga depois do intenso domingo de trabalho, ele contou que no domingo, logo após chegar à base do grupamento em Praia Grande, no litoral paulista, policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) da PM chegaram ao local solicitando o apoio para o resgate do grupo.

“Eles já tinham as coordenadas de onde o pessoal estava na mata. Como as pessoas estavam debilitadas fisicamente, o resgate teria que ser aéreo”, contou o capitão. Logo em seguida, foi iniciado o planejamento de voo, com a verificação das condições meteorológicas, do combustível necessário, dos equipamentos de resgate e salvamento – como materiais para rapel – e dos equipamentos de primeiros socorros. Após a pesagem de tudo isso e o cálculo de voo, o helicóptero saiu da base com três policiais locais e dois membros do COE.


Rapel foi usado em resgate

A chegada ao local onde o grupo esperava o resgate foi intensa. “Chegando ao local todas as pessoas começaram a acenar. Nos aproximamos da copa das árvores, gesticulamos para acalmá-las e os dois policiais do COE desceram de rapel”, contou Souza. Como não seria possível uma maior aproximação, o grupo foi desviado para uma área próxima de mata mais aberta, onde havia uma confluência de rios e a aeronave poderia chegar mais perto do solo. “Era preciso só cortar alguns arbustos próximos às pedras”, afirmou.

Cortados os arbustos, o helicóptero chegou a 50 centímetros do solo, na técnica chamada embarque a baixa altura, utilizada quando não é possível pousar. As três primeiras vítimas foram resgatadas – a ordem estabelecida para o embarque foi de pessoas mais debilitadas, mulheres, idosos e homens. Nesse momento, começaram os agradecimentos. “Nós não perguntamos nada pois estamos concentrados no voo, mas eles agradecem, batem no ombro, dizem ‘Graças a Deus que vocês chegaram’.”

Segundo o capitão, o voo entre o local onde o grupo estava, no meio da mata, e a base do grupamento durava seis minutos. Assim que as vítimas eram deixadas na base, o helicóptero retornava para fazer mais salvamentos. No total, foram feitas quatro viagens, com 12 passageiros resgatados. No quinto voo para a mata, as condições do tempo pioraram e não foi possível chegar ao local. Estavam planejadas, inicialmente, nova viagens.

“Ficamos 40 minutos tentando, mas não conseguimos chegar ao local. Não havia visibilidade, o vale estava todo com uma densa camada de nuvens baixas. E a operação precisa ser visual”, contou Souza. Os policiais retornaram então para a base em Praia Grande e fizeram uma nova tentativa mais tarde. Desta vez, conseguiram chegar ao local onde o grupo foi encontrado – entretanto, os policiais do COE já haviam seguido à pé junto à linha férrea, de onde foram resgatados.

Apesar de todos terem sido resgatados bem, o mau tempo frustrou parte da operação de resgate. “O tempo prejudicou totalmente a operação, foi o único problema. A gente tentou, mas temos que ir até o limite de segurança”, explicou o capitão, que revezou a pilotagem do helicóptero com o tenente Rodrigues, que também participou da operação.

Alerta

Apesar de este grupo, com 25 pessoas na mata, ter sido o maior do qual o capitão Souza participou da operação de resgate, trabalhos como este, segundo ele, são recorrentes na base de Praia Grande. “Para a nossa base do litoral é uma ocorrência que acontece todos os anos”, afirmou.

Por isso, a Polícia Militar alerta sobre alguns cuidados que devem ser tomados por grupos de pessoas que querem fazer trilhas pela mata. Como a região fica dentro de um parque estadual, é recomendado avisar ao parque responsável, assim como aos bombeiros e à Polícia Ambiental sobre o trajeto que será feito – assim, caso algo ocorra, o grupo poderá ser localizado mais facilmente.

Além disso, a PM recomenda que as pessoas se informem sobre restrições nos locais por onde irão passar e sobre os equipamentos e roupas necessárias para a trilha. Também é importante procurar um guia especializado e autorizado pelo parque onde se encontra a mata.

O grupo de 28 pessoas que se perdeu na mata fechada da Serra do Mar, no Litoral Sul de São Paulo, comemorou o reencontro com a família no final da noite deste domingo (4) após quase três dias de uma aventura que virou um pesadelo. Por causa do mau tempo, o resgate da maior parte dos localizados não pôde ser feito de helicóptero. Eles tiveram de caminhar até uma linha de trem e pegar um vagão de carga para chegar a local seguro.

De acordo com o tenente da Polícia Militar Álvaro Zocchio Júnior, o resgate foi difícil por causa da vegetação e da chuva.

Como as condições meteorológicas não permitiram que todas as pessoas fossem resgatadas de helicóptero, a equipe do Comando de Operações Especiais (COE) decidiu seguir com o grupo até uma linha férrea que corta a Serra do Mar. Eles desceram a serra em um vagão de carga e seguiram a pé até uma base da empresa que administra a ferrovia. Depois de quase três dias perdidos, eles sentiram a emoção no reencontro com a família e o agradecimento com a equipe de resgate.

Foram momentos de pânico. Tínhamos muita preocupação em saber como sair do lugar que não se tinha acesso nenhum"

"Nós passamos maus bocados", disse a dona de casa Antônia Lemos de Souza, que precisou de atendimento médico. Ele seguiu no passeio com o marido e a filha. "O pior foram vários abismos, nós ficamos na beira de um rio e, conforme foi chovendo, a água foi subindo e tivemos de nos abrigar em cima de uma pedra", disse Léia Gomes de Souza. "Foram momentos de pânico. Tínhamos muita preocupação em saber como sair do lugar que não se tinha acesso nenhum", destacou o vendedor José Eduardo Neto.

"Quando vimos o helicóptero, todo mundo, inclusive os homens, chorou de emoção", ressaltou Léia.

Perdidos na mata

O grupo se perdeu durante um passeio que saiu de Parelheiros, na Zona Sul da capital paulista, com destino a Mongaguá, no litoral do estado. As pessoas foram localizadas pelo Comando de Operações Especiais (COE) da PM, em um local de difícil acesso.

Ao perceberem que estavam perdidos, três homens decidiram descer a serra em busca de ajuda. Na tarde de sábado, conseguiram contato com os bombeiros por celular. Segundo informações da TV Tribuna, eles passaram as referências de onde estavam e foram resgatados em Cubatão, embaixo de um viaduto da Rodovia dos Imigrantes.

Os três homens, com idades entre 21 e 29 anos, foram levados para o posto dos bombeiros de São Vicente.


A equipe do Águia 5: Cmt Anv – Ten Rodrigues, Cmt Op – Cap Adriani, Tri Op lançador – Sgt Walter.


fonte/foto/ G1

PLACA PROTETORA DO MOTOR CAI, E AERONAVE RETORNA APÓS DECOLAR NOS ESTADOS UNIDOS

Um voo da empresa americana Jet Blue teve de retornar ao aeroporto internacional de Newark nesta segunda-feira (4) porque uma placa do motor esquerdo caiu logo depois da decolagem da pista 22R.

Jenn Friedberg, porta-voz do aeroporto, disse que o voo B6-507 seguia de Newark (NJ) para Fort Lauderdale, na Flórida, com 134 passageiros a bordo, quando a cobertura de metal caiu, por volta das 6h15 locais.

A aeronave, o Airbus A320-200, prefixo N535JB, continuou a decolagem, estabilizado em 3.000 pés, para, em seguida, realizar uma aterrissagem segura na pista 22L, cerca de 12 minutos após a partida.

A pista 22R teve que ser fechada para coletar os detritos. Ninguém se machucou.

A empresa informou que, por conta do atraso, os passageiros que estavam a bordo terão seu dinheiro da passagem devolvido e receberão uma passagem grátis no futuro.


fonte/AP/G1 / Aviation Herald/NoticiasSobreAviação/foto//My Fox NY

FALHA EM VÁLVULA PODE TER OBRIGADO HELICÓPTERO DA POLÍCIA MILITAR CATARINENSE A POUSAR EM FLORIANÓPOLIS

O problema no helicóptero Águia 2, da Polícia Militar, pode estar ligado à falha em um válvula que controla a entrada de ar no motor, permitindo a combustão. A aeronave fez um pouso forçado na tarde deste domingo em Florianópolis quando atendia a uma ocorrência no Morro do Quilombo, no bairro Itacorubi, região central da cidade.

Segundo o comandante do Batalhão de Aviação da Polícia Militar, tenente-coronel Milton Kern Pinto, quando há falha na válvula, o motor tem pequenos apagões.

No momento do problema, a tripulação - aproveitando, tripulação é o nome de um site que copia todos os posts do blog noticias sobre aviação sem dar crédito - pôde ouvir estrondos vindos da aeronave. Para prevenir um apagamento completo do motor, o Águia 2 pousou no campo de futebol do Paula Ramos Júnior Futebol Clube, próximo da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

A Polícia Militar informou que o pouso não foi uma operação de emergência, mas de precaução. A aeronave é do modelo Esquilo, fabricado em 1983.

De acordo com Milton, uma equipe da Helisul, empresa responsável pelo aluguel e pela manutenção do helicóptero, foi até o local neste domingo, fez a revisão da válvula e realizou novos testes, mas não conseguiu solucionar o problema.

A inspeção deve continuar nesta segunda-feira. A aeronave permanece no campo de futebol, protegida por uma viatura da PM, segundo o comandante.

Quatro militares estavam na aeronave pilotada pelo comandante Adilson Bornhoffen. Ainda conforme Milton, a falha é incomum e foi descrita em um relatório interno da PM.


fonte/Diário Catarinense

AEROPORTO DE CONGONHAS TEM 61% DOS VOOS ATRASADOS PELO MAU TEMPO


As más condições do tempo em São Paulo estão provocando atrasos em aeroportos de todo o País na manhã desta segunda-feira. De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o terminal de Congonhas opera por instrumentos o que está ocasionando atrasos em pousos e decolagens, além de lotar o saguão do aeroporto. 

Ao menos 76 voos originados em Congonhas atrasaram e sete foram cancelados pelas dificuldades meteorológicas. Isso equivale a mais de 61% dos trajetos previstos até as 14h. 

No aeroporto Santos Dumont (RJ), os vôos para Congonhas chegaram a ser suspensos às 9h30, mas já foram retomados. Conforme a Infraero, 91 voos atrasaram (64% dos previstos) e 11 foram cancelados no mesmo período.

A assessoria de Congonhas informou que o terminal opera em condições normais para as condições do tempo e que não houve fechamento da pista.

No Aeroporto de Guarulhos, as filas são menores e 36 dos 112 voos previstos da até às 14h atrasaram mais de 30 minutos, o que representa 32% do total. Outros quatro voos acabaram cancelados. 

fonte/Terra

SITUAÇÃO MELHORA NO AEROPORTO SANTOS DUMONT, MAS ÍNDICE DE ATRASOS AINDA É ALTO

Apesar da melhora, aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, ainda enfrenta problemas nesta segunda-feira (5). Até as 14h, dos 83 voos previstos para decolar, 47 partiram com atraso, ou seja, cerca de 56% do total de aeronaves, segundo a Infraero.

De acordo com a empresa, devido ao fechamento do aeroporto de Cogonhas entre às 9h30 e 9h45 da manhã de hoje, quatro voos com partida do aeroporto Santos Dumont, foram cancelados para evitar efeito dominó e todos os passageiros foram remanejados para outros voos. Apesar da medida, a movimentação no aeroporto ainda é grande e há filas. O aeroporto opera por instrumentos.

Segundo dados da Infraero, cerca de 36% do total dos voos domésticos atrasaram nesta segunda-feira onde alguns dos principais aeroportos do país operam por instrumentos, devido ao mau tempo.

São Paulo
Cerca de 61% dos voos previstos para partir até as 14h de hoje do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, decolaram com atraso, segundo informações da Infraero.

Dos 124 aviões até o horário, 76 levantaram voo atrasados devido ao mau tempo. Desde a abertura, o aeroporto de Congonhas opera por instrumentos. De acordo com a empresa, dois voos foram cancelados e os passageiros, remanejados em outros voos.

No aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, 36 dos 112 voos previstos até as 14h atrasaram mais de 30 minutos, o que representa 32,1% do total. Outros quatro voos acabaram cancelados.

fonte/UOL

MÍSTERIO REVELADO - ANTOINE SAINT-EXUPÉRY...

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