O governo chinês está checando as qualificações de todos os seus pilotos de aviões comerciais depois que foram divulgadas informações de que mais de 200 deles teriam mentido sobre sua experiência nos currículos.
Pelo menos metade destes profissionais trabalhavam para a Shenzhen Airlines, companhia que controla a Henan Airlines, empresa envolvida em um acidente aéreo que matou 42 pessoas e feriu outras 54 na Província de Heilongjiang (nordeste do país) em 24 de agosto.
A qualificação do piloto é um dos pontos centrais da investigação sobre o acidente com o jato fabricado pela empresa brasileira Embraer, que ocorreu depois que o comandante errou a pista no momento do pouso.
Segundo uma apuração realizada no ano passado pela Administração de Aviação Civil da China (CAAC, sigla em inglês), os pilotos investigados não só falsificaram dados como também exageraram fatos sobre seus históricos de voo.
Alguns dos envolvidos eram ex-integrantes da Força Aérea que foram contratados por empresas aéreas comerciais. Depois de descobertos, os pilotos foram proibidos de voar e tiveram de passar por novos testes.

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A nova investigação do governo chinês vai apurar se outros profissionais também mentiram em seus currículos, como instrutores de voo, controladores de tráfego e equipes de manutenção.
A aviação civil chinesa é uma das que mais crescem no mundo, gerando uma grande demanda por profissionais experientes.
Um levantamento da CAAC mostra que, em 2006, o país tinha 11 mil pilotos comerciais.
 fonte/BBCBrasil