terça-feira, 14 de junho de 2011

PRIMEIRO CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO NO PAÍS QUERIA SR MECÂNICO


Foto: Arquivo Pessoal
Foto da turma dos primeiros controladores de vôo no país, de 1945; Francisco aparece deitado 
 
Francisco Drezza, de 82 anos, se tornou controlador de tráfego aéreo por acaso. Um dos integrantes da primeira turma de controladores formada pela Força Aérea Brasileira, ele queria, na verdade, ser mecânico. Um exame psicotécnico para ingressar na escola militar, entretanto, mudou o rumo de sua vida e o levou às torres de controle, onde ele ficou por 28 anos, um mês e nove dias. Apesar da idade, ele lembra de todas as datas de sua carreira.  
 
“Em 1944, ninguém sabia o que era (a profissão). Foi o começo. Por causa da guerra, o Brasil importou uma escola especializada em aviação. Mandaram muitos aviões para cá”, conta. Mecânico de formação, ele queria trabalhar em aviação, mas o exame de especialização apontou que ele seria um bom controlador. 

Drezza concluiu o curso em 03 de março de 1945, com a maior nota da turma de 11 pessoas. “O nosso time era muito bom e, segundo o mestre americano Robert Behall, a nossa turma foi a melhor do mundo que ele encontrou”, lembra. 

O primeiro trabalho surgiu com a inauguração da torre de controle de Congonhas, em 27 de maio do mesmo ano da formatura. Na época, o trabalho era feito de maneira precária. “Era feito através da radiofonia, a gente entrava em contato com o piloto”, conta. Mas os pilotos não gostavam de obedecer. “No começo, os pilotos estavam acostumados a fazer o que bem entendiam e não queriam controle nenhum.” 

Um ano depois, Drezza testemunhou da torre em Congonhas um acidente com um bimotor, o mais grave de sua carreira. Era um modelo Loadstar que voava com apenas um dos motores. O piloto baixou o trem de pouso antes do previsto, o que desestabilizou o avião. “Ele baixou, bateu e matou toda a família”, conta, sem recordar ao certo quantas pessoas estavam na aeronave. 

O pequeno tráfego aéreo da época, entretanto, fazia com que houvesse poucos acidentes. O controlador lembra que, nos primeiros anos, cerca de 30 aeronaves pousavam e decolavam de Congonhas, contra mais de 600 de hoje. “Hoje é mais difícil por causa do volume”, acredita Drezza. 

Ele conta que já naquela época o estresse era um problema para os controladores de vôo, que faziam um turno de seis horas. “Se você não mantiver o bom humor, você fica estressado em dois tempos. Você tem responsabilidade por vidas. Muitos colegas morreram muito mais cedo por causa disso”, afirma. 

Drezza está aposentado desde a década de 70, mas acompanha as notícias sobre a operação-padrão dos profissionais da área. “Essa crise está pondo em evidência o controle de vôo que era absolutamente ignorado. O mundo está sabendo que o controlador de vôo existe”, diz. 

Outra crítica do controlador é em relação ao baixo salário, problema tão antigo na profissão quanto ele. Para sustentar a família, ele tinha que trabalhar também como desenhista. “(O salário) é terrivelmente pouco, obriga as pessoas a trabalhar em outras coisas”, conta. 

Apesar disso tudo, ele não se arrepende da profissão que o exame psicotécnico o deu. “A profissão é maravilhosa, não é aquele arroz com feijão de todo dia. Faria outra vez com prazer.” 

fonte/G1/arq2006

POR FALTA DE DOMUNTOS ANAC, MULTA PILOTOS DO LEGACY ENVOLVIDOS EM ACIDENTE EM 2006

Damaged Embraer Legacy 600 aircraft, at Brigad...Image via Wikipedia
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) manteve multa contra os pilotos norte-americanos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore, que conduziam o jato Legacy que se chocou com o avião da Gol em setembro de 2006, matando 154 pessoas. Os dois e a empresa ExcelAir, proprietária do jato, foram multados porque não possuíam documento de permissão para voar na altura em que a aeronave estava no momento do acidente. 

O auto de infração foi emitido pela Anac em abril deste ano. Os pilotos recorreram da decisão, mas a agência decidiu manter as multas, que foram enviadas aos norte-americanos há cerca de duas semanas, segundo a Anac. A agência aguarda os Correios confirmarem se as autuações chegaram até os pilotos. Ainda cabe novo recurso.


De acordo com a Anac, as multas são administrativas e não têm qualquer relação com o processo criminal a que os dois pilotos respondem na Justiça. As autuações não impedem que os dois aeronautas voem sobre o espaço aéreo brasileiro.

O acidente


Em 29 de setembro de 2006, o Boeing da Gol que fazia o voo 1907 ia de Manaus (AM) para o Rio de Janeiro (RJ), com previsão de fazer uma escala em Brasília (DF). Ao sobrevoar a região Norte do país, ele colidiu com o Legacy da empresa de táxi aéreo americana ExcelAire.


O Boeing caiu em uma mata fechada, a 200 km do município de Peixoto de Azevedo (MT). Os 154 ocupantes morreram. Mesmo avariado, o Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar em segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).

Investigações


O relatório final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), concluído em dezembro de 2008, apontou que uma série de fatores causaram o acidente, tais como o pouco conhecimento dos pilotos sobre a aeronave, ausência de planejamento de voo, falta de comunicação entre pilotos e o controle do espaço aéreo e falhas técnicas cometidas por controladores.


Em 16 de maio deste ano, o juiz Murilo Mendes condenou Lepore e Paladino a quatro anos e quatro meses de prisão. Na avaliação do juiz, teria havido negligência quanto à conduta de falta de verificação do funcionamento do transporder/TCAS, dispositivo que acompanha a posição do avião em relação ao solo e a outras aeronaves de modo a evitar, por exemplo, colisões. A pena foi revertida em prestação de serviço comunitário no Estados Unidos.


Na condenação aos pilotos, Mendes também determinou a suspensão temporária de suas licenças para voo. Porém, a decisão os isentou do pagamento de danos às vítimas. O MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso, no entanto, já avisou que vai apresentar recurso de apelação contra a sentença. Os advogados de defesa e de acusação também prometeram recorrer.


Em 19 de maio, a Justiça condenou o controlador Lucivando Tibúrcio de Alencar à pena de três anos e quatro meses de reclusão, substituída pela prestação de serviços comunitários e proibição do exercício da profissão. Jomarcelo, o outro controlador acusado, foi absolvido.


Em depoimento no último dia 31 março, Lepore negou que o equipamento anticolisão estivesse desligado no momento do choque com o Boeing da Gol. A partir de Nova York, ele foi ouvido por Mendes por meio de videoconferência. Um dia antes, em outro interrogatório realizado dessa forma, Paladino admitiu que nunca havia pilotado um Legacy até o dia do acidente. Por outro lado, negou que tivesse ligado o equipamento anticolisão apenas após o choque.

fonte/UOL
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VÍDEO - GARIMPO HOMENGAEM





fonte/YouTube

NUVEM DE CINZAS VULCÂNICAS ATINGE PORTO ALEGRE E PARTE DE FLORIANÓPOLIS, DIZ FAB

Camada está a 3 mil metros de altitude e desloca-se no sentido de Navegantes

A Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que a nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue voltou a atingir Porto Alegre e parte de Florianópolis na manhã desta terça-feira. A informação é do instituto argentino  Volcanic Ash Advisory Centres, responsável pelo monitoramento da situação no Cone Sul.

A nuvem está a 3 mil metros de altitude e, segundo o relatório, se as condições atmosféricas atuais forem mantidas, desloca-se no sentido da cidade de Navegantes, em Santa Catarina.

O Centro de monitoramento argentino divulga o próximo boletim às 11h30min. 

fonte/ZeroHora

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