segunda-feira, 1 de novembro de 2010

FALTAM PILOTOS PARA ATENDER DEMANDA DE HELICÓPTEROS NA PRODUÇÃO DE PRÉ-SAL

A exploração de petróleo no pré-sal pode esbarrar num gargalo que vem dos ares. Estima-se que a demanda por helicópteros que transportam passageiros até as plataformas em alto-mar (offshore) dobre em cinco anos, quando a mais promissora fronteira petrolífera brasileira estará em plena operação. Hoje, são cerca de 140 aeronaves, segundo a Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros. Com isso, a tripulação de 700 pilotos que atuam no segmento terá de crescer na mesma proporção. O que poderia ser uma oportunidade de emprego, porém, pode se tornar um problema por duas razões: tempo e custo de formação de mão de obra, o que já está levando o Congresso a analisar a possibilidade de importação de pilotos. Hoje, só brasileiros podem exercer função remunerada na profissão.

Os campos de petróleo do présal ficam a até 300 quilômetros da costa. Para voar trajetos tão longos — hoje a distância média das plataformas em alto-mar é de cem quilômetros — os helicópteros precisam ser maiores, de modo a transportar no mínimo 15 pessoas sem necessidade de parar para reabastecer por ao menos quatro horas. Atualmente, o único fabricante de helicópteros no país, a Helibras, não produz aeronaves de grande porte. A expectativa é que só em 2012 a empresa possa atender as especificidades do pré-sal.

Empresas como Líder e BHS, as duas maiores operadoras de voos offshore no Brasil, resolvem a questão importando helicópteros. Juntas, elas investiram mais de US$ 300 milhões desde 2009 na compra de 16 aeronaves — entre elas o S-92, da americana Sikorsky — capazes de voar até as plataformas do pré-sal. O problema é que não há profissionais para pilotá-las em quantidade suficiente.

Na BHS, por exemplo, apenas sete dos 140 pilotos são habilitados para comandar o S92, o que levou a empresa a trazer seis instrutores de fora para qualificar sua tripulação. "Esses equipamentos são modelos novos na indústria e nunca haviam operado comercialmente no Brasil. Isso nos obrigou a trazer instrutores estrangeiros", disse o diretorexecutivo da BHS, Décio Galvão.

"Em caso de aumento expressivo da demanda, pode não haver pilotos suficientes, devido ao longo prazo de formação", diz Júnia Hermont, diretora superintendente da Líder. "Estamos formando uma nova geração de pilotos agora. Mas, para atender o nível de exigência dos clientes, eles deveriam ter começado há mais tempo", corrobora o chefe de pilotos da BHS, Sérgio Mauro Bomfim Praça.

Além do tempo de formação, o custo da mão de obra é outro entrave. Para comandar o S-92, o piloto terá de gastar cerca de R$ 160 mil em cursos e exames. Uma das tentativas de superar esse gargalo é o projeto de lei 6.716/2009, em tramitação no Congresso. Seu relator, o deputado Rodrigo Loures (PMDB/PR), inseriu uma emenda no projeto que, na prática, permitirá a importação de pilotos, ao estender o tempo de permanência desses profissionais no Brasil para cinco anos. O projeto ainda vai a plenário na Câmara, mas já causa polêmica.

fonte/OGlobo

TAM FAZ SEU PRIMEIRO VOO COM CELULARES FUNCIOANDO E LIGANDO

A companhia aérea fez um pronunciamento hoje que fez seu primeiro vôo onde é permitido o uso de celulares para ligações, SMS e MMS. O avião que recebeu este recurso foi um Airbus A321 que partiu do aeroporto internacional de Guarulhos e foi à Porto Alegre e para provar o feito, o presidente da empresa, Líbano Barroso, tirou uma foto e enviou via MMS para um celular em solo.

Para que a ligação possa ocorrer, o avião precisa estar a no mínimo a 3 mil metros de altitude e segundo a ANAC, órgão que regulamenta a aviação civil, apenas a TAM tem este serviço atualmente.

Infelizmente não são todos os aviões que permitem esta novidade e mesmo assim, a ligação é considerada internacional pois a comunicação entre o aparelho e o solo se faz via comunicação com satélites, ou seja, prepare o bolso! Outra notícia triste é que não há nenhuma novidade quanto a internet, que não está nos planos da TAM. Futuramente a empresa vai listar as aeronaves que tem este recurso e o valor da ligação, que será cobrado além do que você já paga para a operadora.

fonte/Techguru
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FAB RESGATA TRIPULANTES DE AERONAVE ACIDENTADA NO PARÁ


Militares da Força Aérea Brasileira, a bordo de um helicóptero H-60 Black Hawk, resgataram, neste domingo, dia 31, dois tripulantes de uma aeronave tipo PA-31, registro PT-DBM, que se acidentou na cidade de Oriximiná (PA). Militares em terra do efetivo do CINDACTA-4 também atuaram durantes as buscas e resgate. Os dois tripulantes resgatados passam bem.

A aeronave acidentada realizava aerolevantamento (produção de mapas com fotos aéreas) nas proximidades da região Porto Trombetas (pertencente ao município Oriximiná). Antes do acidente, a tripulação entrou em contato com o Controle de Tráfego de Santarém (PA) por volta das 14h30 (15h30 horário de Brasília) informando que estava com pouco combustível e que efetuaria um pouso forçado.

Imediatamente o Salvaero Amazônico acionou a aeronave SC-105 (Amazonas) do 2º/10º GAv (Base aérea de Campo Grande) para efetuar a busca da aeronave.

Por volta das 15h (16h horário de Brasília) o sistema SARMaster identificou um impacto de aeronave na região norte de Porto Trombetas. Logo em seguida um dos tripulantes da aeronave conseguiu entrar em contato com o Controle de Tráfego de Santarém via telefone satelital informando estarem vivos, precisando de apoio, às margens do Lago Erepecu, naquela cidade.

Confirmada a localização detalhada da aeronave, foi acionado o helicóptero H-60 (Black Hawk) do 7º/8º GAv (sediado na Base Aérea de Manaus) para efetuar o resgate. O helicóptero decolou e chegou ao local por volta das 18h40 (19h40 horário de Brasília).

Os tripulantes receberam os primeiros socorros no local do acidente e seguiram no helicóptero da FAB para Porto Trombetas, onde foram atendidos por uma equipe médica.
fonte/FAB
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JOCEMAR SANTOS - O ÚNICO CULPADO

Extract of Teres fix area (via PhotoShopPro) f...Image via Wikipedia

Controlador pega 14 meses de prisão por acidente com o voo da Gol em 2006
Celso Masson

Às 15H30 do dia 29 de setembro de 2006, um jato Legacy, fabricado pela Embraer e comprado pela empresa americana Excel Aire, decolou de São José dos Campos, São Paulo, com destino aos Estados Unidos. Ele sobrevoava a Serra do Cachimbo, em Mato Grosso, quando uma de suas asas tocou um Boeing da Gol, que voava em sentido contrário. A colisão não impediu o Legacy de pousar em segurança – mas abateu o Boeing, matando 154 pessoas. Na terça-feira, a Justiça Militar responsabilizou o controlador de voo Jomarcelo Fernandes dos Santos, de 31 anos, pelo acidente. E o condenou por homicídio culposo.

Jomarcelo deverá cumprir um ano e dois meses de detenção. “A condenação é inaceitável”, afirmou o advogado de defesa Roberto Sobral, que pretende recorrer da decisão no Superior Tribunal Militar (STM). O julgamento que condenou Jomarcelo por quatro votos a um inocentou os outros quatro controladores de voo também acusados pelo Ministério Público Militar de envolvimento na tragédia. São eles os militares João Batista da Silva, Felipe Santos Reis, Lucivando Tibúrcio de Alencar e Leandro José Santos de Barros. Todos trabalhavam no Cindacta 1, o centro de controle de voo em Brasília, no dia do acidente. O voto contrário à condenação de Jomarcelo foi da juíza Vera Lúcia da Silva Conceição, para quem a culpa não pode ser atribuída a nenhum dos controladores.

As investigações feitas logo após o acidente concluíram que ele fora causado por uma série de erros. O plano de voo traçado em São José dos Campos previa que o Legacy mudaria de altitude duas vezes no trajeto. Ele seguiria a 37.000 pés até Brasília, baixaria para 36.000 e, após um marco conhecido como ponto TERES, subiria para 38.000 pés. Laudos confirmam que o plano não foi seguido pelos pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. Apesar disso, ambos continuam trabalhando como pilotos nos EUA, sem nenhum tipo de punição por parte da Justiça brasileira.

A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907 (código correspondente ao voo da Gol) tenta impedir que os pilotos prossigam trabalhando. Um abaixo-assinado que pede a cassação do brevê de ambos já reuniu 36 mil assinaturas. Em 29 de setembro, quando o desastre completou quatro anos, representantes da associação tentaram entregar uma cópia do documento à atual empregadora de Paladino, a American Airlines. A empresa não os atendeu. Joseph Lepore continua piloto da Excel Aire.

Jomarcelo Fernandes dos Santos, terceiro-sargento da Aeronáutica, estava em serviço no Cindacta I até pouco antes de os aviões se chocarem. Um relatório das investigações da Polícia Federal obtido pela reportagem de ÉPOCA três meses após a tragédia mostrou que, além de o Legacy voar em altitude errada, seu transponder, equipamento que envia informações precisas sobre a localização do avião e pode acionar um mecanismo anticolisão, estava desligado ou quebrado. Enquanto monitorava o Legacy, o controlador Jomarcelo observou que o aparelho voava a 36.000 pés, altitude prevista no plano de voo. A informação estava errada. O avião voava a 37.000 pés, em rota de colisão com o Boeing da Gol. Como isso pôde acontecer?

Quando o transponder deixa de enviar informações sobre o voo, um radar secundário, na torre de controle, deveria monitorar o aparelho. Naquele caso, o que o radar mostrou não correspondia à posição exata da aeronave. Foi por isso que Jomarcelo viu na tela o jato voando a 36.000 pés. O sargento Lucivando Alencar, que assumiu o monitoramento do Legacy às 16h15, pegou uma informação errada. Mesmo assim, ao perceber que não havia sinal de transponder em seus instrumentos, ele tentou várias vezes falar com o Legacy para confirmar sua altitude, sem receber resposta. O acidente ocorreu às 16h58.


Para a Justiça Militar, o controlador Jomarcelo foi negligente ao não atentar para o desaparecimento do sinal do transponder do Legacy (algo que, segundo os controladores, acontece toda hora, sem grandes consequências). Jomarcelo não alertou os pilotos a corrigir a altitude nem avisou seu sucessor no acompanhamento do aparelho de que havia problemas.
 
Para o advogado que defende Jomarcelo, seu cliente não pôde se defender das acusações, nem mesmo explicar que exercia a função sem ter proficiência em inglês, fato que o impediria de alertar os pilotos americanos por rádio. O advogado Roberto Sobral entende que a série de falhas que levou ao acidente começou no Departamento Pessoal da Aeronáutica, que contratou para a função um militar aquém das exigências. Além de ter sido condenado na Justiça Militar em Brasília, Jomarcelo é réu em outro processo, que tramita na Justiça Federal na cidade de Sinop, em Mato Grosso.

fonte/Época
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JATO QUE ATINGIU AVIÃO DA GOL CHEGA A MANAUS ANTES DE DEIXAR O PAÍS


O jato Legacy que atingiu um Boeing da Gol em 29 de setembro de 2006 pousou anteontem à noite em Manaus, informou a Aeronáutica. O aparelho está no aeroporto internacional da cidade.

Manaus é o último destino do avião no país antes da partida final para os Estados Unidos. A Infraero, porém, não informou a data da partida.

O Legacy estava desde o acidente num aeródromo militar em Cachimbo (PA). No dia 22 deste mês, a Justiça Federal de Sinop (MT) decidiu pela restituição do avião ao dono.

O Legacy pertencia à empresa de táxi aéreo americana ExcelAire. Foi vendido para a Cloudscape Incorporation.

O Boeing da Gol fazia o voo 1907 de Manaus para o Rio. Ao sobrevoar o norte de Mato Grosso, chocou-se com o Legacy. Os 154 ocupantes do avião da Gol morreram.

Procurado pela Folha, o advogado Dante D"Aquino, da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, disse que a saída do Legacy do país não causará "nenhum prejuízo" à produção de provas relativas ao acidente.

"Os equipamentos do painel e a caixa-preta, que são material de provas colhido pela Polícia Federal, continuam no país. E as provas periciais no corpo da aeronave já foram todas produzidas", afirmou.

 fonte/Folha SP


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AVIÕES DÃO SHOW EM BOA VIAGEM

Aerobatics in the Tucano during practice at RI...Image via Wikipedia
O sol raiava forte, já passava do meio-dia e, ainda assim, todos olhavam para o céu, procurando por sinais dos aviões acrobáticos da Esquadrilha da Fumaça, como é conhecido o Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da Força Aéra Brasileira (FAB). Quando os sete caças apareceram, exibindo suas arriscadas manobras, centenas de curiosos que estavam ontem na praia de Boa Viagem, nas proximidades do Edifício Acaiaca, na Zona Sul do Recife, vibraram. Daí em diante, em cerca de 40 minutos de apresentação, ouviu-se gritos e aplausos de uma plateia bastante entusiasmada. No céu, os pilotos retribuíram ao escrever, com fumaça, a mensagem “Voltei Recife”.

Desde às 11h, o clima na praia era de festa e ansiedade. Na areia, o comerciante Flávio Clayton, 42 anos, estava acompanhado de dez familiares, entre mulher, filhos, sobrinhos e irmãos, todos ansiosos para o início do show. “Já tinha vindo no ano retrasado e gostei muito. Viemos para praia só para vê-los, é muito interessante”, comentou.

Em cima de um trio elétrico, um dos 13 pilotos da esquadrilha, o major Alexandre Ribeiro, assumiu o posto de locutor do evento. Pelo microfone, ele animava e informava os curiosos sobre as manobras dos caças, que são todos fabricados no Brasil e que alcançam velocidade máxima de 518 quilômetros por hora. A apresentação de ontem foi a 3409ª da Esquadrilha da Fumaça, criada no dia 14 de maio de 1952. O grupo veio ao Recife pela última vez há um ano. A nova visita faz parte das comemorações ao dia da FAB e do Aviador, celebrado no último dia 23, data que marca também o primeiro voo do 14-Bis de Santos Dumont.

O evento foi o último no Recife comandado pelo tenente-coronel José Aguinaldo de Moura, que é pernambucano e se despede da esquadrilha no fim deste ano. Em conversa transmitida pelo sistema de som do trio elétrico, via rádio, Moura falou com os pais, que se disseram “muito orgulhosos do filho”.

Em todas as formações, desde as mais arriscadas envolvendo os sete aviões, até as mais simples, quando uma aeronave dava um rasante próximo à praia, o garoto Luiz de Melo Neto, 5, não parava de bater palmas. Acompanhado do pai e visivelmente animado, ele gritava a cada vez que os caças se aproximavam, dando a impressão de choque iminente. “Olha o avião de cabeça para baixo”, comemorava o menino, pulando no calçadão.

CARUARU - Hoje à tarde, a partir das 16h, a EDA se apresenta em Caruaru, no Agreste do Estado. O evento acontece no aeroclube da cidade, e faz parte de um encontro de amantes da aviação, que ainda terá a presença de diversas aeronaves. De lá, o grupo volta para o município de Pirassununga, em São Paulo, onde fica a sede da Academia da FAB.

fonte/JCOnline
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MÍSTERIO REVELADO - ANTOINE SAINT-EXUPÉRY...

Foi um segredo guardado durante 64 anos. Horst Rippert, piloto alemão da Luftwaffe, admitiu, aos 88 anos, ter abatido Antoine de St Exu...