quinta-feira, 24 de março de 2016

LIVRO - CASO VARIG - A HISTÓRIA DA MAIOR TRAGÉDIIA DA AVIAÇÃO BRASILEIRA

 
Caso Varig - A história da maior tragédia da aviação brasileira (Editora Jaguatirica, 408 páginas), do comandante Marcelo Duarte Lins, 59 anos, carioca, bacharel em Ciências Aeronáuticas pela Academia da Força Aérea Brasileira no curso de Oficiais Aviadores em 1979, retrata o Caso Varig, processo judicial que se arrasta nos corredores do Judiciário e, ao mesmo tempo, segue arrastando as vidas de ex-funcionários, demitidos e aposentados que tiveram seus ideais aprisionados, seu futuro sem um voo certo e cujas vozes ainda ecoam em um vazio de respostas.
 
Lins tem mais de 18 mil horas de voo em rotas no Brasil, América do Norte, Europa, Pacífico Norte e África, com jatos B727, B737-200, 300, 400, 700, 800 e B747. Depois da demissão da Varig esteve no Panamá, Hong Kong, Austrália e China. Escreveu muitos artigos sobre aviação e recebeu moção de louvor da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, por sua dedicação à aviação. Atualmente, voa em Angola.
 
Nesta caudalosa e bem fundamentada obra, o autor descortina com lucidez e lógica a verdadeira história por detrás da venda da Varig, sua falência, e a intervenção do Fundo de Pensão Complementar Aerus, que não cumpre o objetivo de proporcionar as garantias de proteção social e relata muito sobre a aviação brasileira.
 
Na orelha do livro está registrado: Caso Varig é um livro grave, o último clamor contra uma séria injustiça. Grave, pois traz em si o registro de uma era, a biografia de uma coletividade que expressou sua voz, mas que foi sufocada pela insensibilidade de tantos brasileiros e pela mão sempre invisível do mercado. O convite para que o leitor entre nessa história, feito pelo comandante Lins, é esse desejo que não morre, de que a voz dos ex-variguianos não se perca. Como dito por Loana Rios, "ler essa obra é ler sobre histórias de vidas, é reconhecer a desproteção do trabalhador, o desrespeito ao direito trabalhista, previdenciário e humano presente ainda nos dias atuais".
 
Num corajoso e minucioso registro de bordo que vai de 1999 a 2008, com anexos e depoimentos de muitos ex-funcionários e comandantes, o autor nos apresenta, possivelmente, a narrativa mais completa e detalhada sobre a tragédia que levou para sempre um dos maiores orgulhos brasileiros, uma empresa que brilhava em céus e terras de muitas partes do mundo, que deixou saudades e lembranças. Com base em peças de processos judiciais, farto material de imprensa e informações de ex-funcionários, o comandante Marcelo Duarte Lins conta uma história que certamente ninguém quer ver acontecer outra vez. E que, quem sabe, tenha outro final.
 
fonte/HangarDoVinna
 
 

BRASIL DEVERÁ LANÇAR SATÉLITE DE BANDA LARGA ESTE ANO


SGDC

O Brasil tem um projeto de satélite para levar internet a todos os municípios do país, e ele vem se arrastando há meia década.  Previsto inicialmente para 2014, ele deve ser lançado até o final deste ano. Será que agora vai?

O SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas) tem dois objetivos: levar internet para a população de áreas remotas, e permitir que os setores civil e militar do governo se comuniquem de forma segura. Por isso, o satélite vai operar em banda Ka, para a Telebras fornecer banda larga a provedores de internet; e também em banda X, para comunicações militares.

O projeto foi anunciado em 2012, mas o contrato com fornecedores só foi assinado no final de 2013, alterando os prazos previstos.

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Montagem do SGDC em Cannes, na França (FAB)

Inicialmente, ele faria parte do Programa Nacional de Banda Larga. Lembra? Ele tinha como objetivo massificar o acesso à banda larga até o fim de 2014 oferecendo planos de 1 Mbps por até 35 reais. Só 7,9% dos acessos no país foram contratados via PNBL.)

Esta semana, a presidente Dilma Rousseff visitou o centro provisório de controle do SGDC em Brasília. Ela promete que o satélite será lançado ainda este ano, e diz: “ele é fundamental para que possamos levar internet banda larga de qualidade aos locais mais distantes do país”.

O satélite

O SGDC ficará em órbita a 36.000 km da Terra e cobrirá todo o território brasileiro. Ele pesa 5,8 toneladas e terá capacidade de transmissão de 54 gigabits por segundo.

O equipamento está sendo montado pela franco-italiana Thales Alenia Space, sob a supervisão da Visiona, uma parceria entre Telebras e Embraer. O custo do projeto é estimado entre R$ 1,7 bilhão e R$ 2,2 bilhões.

Este ano, foi instalada uma antena de 18 metros de altura e 13 metros de diâmetro em Brasília para controlar o satélite à distância. Ainda no primeiro semestre, também estará pronta para testes a outra base de controle, localizada no Rio de Janeiro.

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Antena de controle do SGDC em Brasília (FAB)

A Telebras também está negociando o contrato para instalar cinco gateways (centros de processamento do tráfego de internet) que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador e Campo Grande. A norueguesa EMC venceu a licitação; falta acertar os termos específicos.
O lançamento do satélite em órbita está previsto para o terceiro trimestre, e será realizado pela Arianespace – uma empresa da França – a partir de uma base espacial na Guiana Francesa. (Lançamentos no Brasil costumam ser mais complicados.) No entanto, ele só começará sua operação comercial no início de 2017.

Transferência de tecnologia

A Thales Alenia não está apenas montando o satélite: o contrato com o Brasil envolve transferência de tecnologia. A empresa vem capacitando os funcionários brasileiros que trabalharão nas duas estações de controle, em Brasília e no Rio; e também vem treinando profissionais de tecnologia aeroespacial para ensiná-los a construir componentes de satélites.

O programa de absorção de tecnologia envolve mais de 50 técnicos e engenheiros da AEB (Agência Espacial Brasileira), INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Visiona, Telebras e Ministério da Defesa.

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Painel estrutural desenvolvido pela CENIC é integrado ao SGDC (Thales Alenia Space)

Além disso, a Thales Alenia Space assinou contrato com a empresa CENIC, de São José dos Campos (SP), para desenvolver um componente do satélite: um painel “sanduíche” de alumínio que servirá como suporte para a bateria. É a primeira integração de peças brasileiras no equipamento.

Este mês, foram aprovados R$ 4 milhões em Subvenção Econômica para a CENIC, a fim de ajudá-la a absorver tecnologia de painéis em fibra de carbono para estruturas de satélites. O edital envolveu a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e a AEB.

“A nossa intenção é que um segundo satélite, a ser construído no futuro, tenha grande parte das peças e equipamentos produzidos no Brasil”, diz Jorge Bittar, presidente da Telebras, em comunicado.

fonte/foto/Gizmodo

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