terça-feira, 23 de março de 2010

COMBUSTÍVEL PARA AVIÕES CHEGA A SANTA MARIA, PORTUGAL, CONTAMINADO


Ao largo da ilha está fundeado um petroleiro: veio de Espanha, com 4 milhões de "jet fuel" para abastecer o Aeroporto de Santa Maria, no Grupo Oriental do arquipélago.


Só que, as primeiras análises feitas ao combustível revelam que o "jet A1" não se encontra em condições de ser utilizado.


O petroleiro "Errianimmer" chegou de manhã à ilha de Santa Maria com 4 milhões de litros de combustível, e, à partida da refinaria da REPSOL, foram colhidas amostras de combustível e, já quando o navio se encontrava em viagem, foram conhecidos os resultados que indicam que o "jet fuel" está, afinal, contaminado.


A PETROGAL, que abastece o Aeroporto da ilha em parceria com a REPSOL, deu indicações ao armador do petroleiro de que não aceitaria o combustível, nessas condições.


Segundo revelou à Antena 1/ Açores o porta-voz da PETROGAL, Pedro Marques Pereira, chegam esta tarde técnicos da REPSOL que vão efectuar novas análises, em separado, aos 4 tanques do petroleiro, para ver se algum deles tem combustível em condições de ser utilizado.


Entretanto, o stock de "jet fuel" no Aeroporto de Santa Maria está com 1.600 toneladas, o equivalente para abastecer 9 aviões de carga Antonov.


A PETROGAL garante não existir ruptura de stock, e que o combustível chega para 20 dias, tempo suficiente para, se necessário, mandar vir outro petroleiro.




fonte/RTP/Açores/Portugal

AIR COMET PEDE CONCORDATA

A companhia aérea espanhola Air Comet apresentou nesta terça-feira um pedido de concordata ao tribunal de Madri, três meses após ter deixado de operar. Segundo fontes, a Air Comet, amparada na nova Lei de Falências espanhola, deixou passar este prazo para tentar chegar a acordos de pagamento.

Entre os credores está o banco alemão HSH Nord Bank, que forçou o fechamento da companhia ao cobrar na Justiça britânica o pagamento de 17,2 milhões de euros derivados de aluguéis de aviões.

A empresa espanhola suspendeu seus voos no dia 21 de dezembro, por determinação de um juiz britânico, deixando vários passageiros latino-americanos que já tinham adquiridos seus bilhetes sem ter como viajar no feriado do Natal.

A empresa negociou até o último momento acordos que permitissem "reduzir a dívida" e impulsionar a viabilidade da companhia, ao mesmo tempo em que buscava um novo investidor que injetasse o capital necessário.

Um artigo da Lei de Falências espanhola permite que uma companhia negocie um acordo antecipado com credores durante três meses e declare concordata antes do término do mês seguinte.

A impossibilidade de fechar acordos com seus credores privilegiados e a pressão dos sindicatos fez com que a empresa apresentasse o pedido antes do fim dos quatro meses de prazo previstos na lei.

A companhia poderia contar com um ativo muito superior a suas dívidas, devido à indenização de US$ 300 milhões pendente com o Governo argentino graças à desapropriação da companhia Aerolíneas Argentinas.

A companhia aérea, do Grupo Marsans, propriedade do presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), Gerardo Díaz Ferrán, e de Gonzalo Pascual, anunciou o fim de suas atividades devido à incapacidade de sanar a dívida formada pelo aluguel de seus aviões e de pagar os salários dos seus funcionários.

fonte/EFE/Terra

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