sábado, 29 de junho de 2013

COM PLANO DE CRIAR SUPERAÉREA, DONO DA AZUL NUNCA ENGOLIU DEMISSÃO DA JETBLUE


O plano de David Neeleman de recomprar a JetBlue, em sociedade com o BNDES numa operação que incluiria também a portuguesa TAP, conforme revelou a Folha ontem, representará, se concretizado, a superação do maior trauma da vida empresarial do americano e que remonta a 14 de fevereiro de 2007. 

Naquele feriado de São Valentim, as operações da JetBlue, até então a empresa aérea mais querida e admirada dos EUA, entraram em colapso. Passageiros ficaram presos dentro de aviões na pista por mais de dez horas. Em seis dias, 11 mil voos foram cancelados.

Um pedido de desculpas no YouTube e as medidas adotadas pelo fundador e então presidente da companhia -como a adoção de uma "Carta de Direitos dos Passageiros da JetBlue" - não foram suficientes para aplacar o descontentamento dos acionistas. 

Três meses depois, Neeleman foi surpreendido quando, ao final de uma reunião do conselho de administração, depois de ter feito todas as apresentações sobre a gestão no trimestre, foi comunicado da sua demissão sumária. 

Não houve transição, como é praxe no mundo corporativo. Para aumentar a ofensa, Neeleman foi substituído pelo diretor de operações, Dave Barger, que, em tese, seria o responsável pelo caos no feriado de São Valentim. 


Letícia Moreira/Folhapress
O empresário David Neeleman, presidente da Azul
O empresário David Neeleman, presidente da Azul   

Neeleman não só não demitiu Barger, como também assumiu a responsabilidade pelo caos em uma tentativa de minimizar os danos à imagem da companhia. 

Entretanto, os acionistas viram em Barger qualidades mais mundanas, como a capacidade de gerir o dia a dia de uma companhia que cresceu muito rapidamente. 

"O conselho queria que eu desaparecesse. Agora, eles têm sempre que ler sobre o David", disse Neeleman em uma entrevista à Folha em 2011, época em que estava sempre nas revistas de negócios dos EUA devido ao sucesso da brasileira Azul. 

ESTRELA
Neeleman é uma estrela no mundo dos negócios. Admirado por seu espírito empreendedor -antes de Azul e JetBlue, criou e vendeu outras duas empresas aéreas e mais um negócio de TV ao vivo em aviões-, Neeleman é também um visionário que não gosta de ser contrariado.
Diagnosticado com síndrome de deficit de atenção, quer tudo para "ontem" e não tem paciência com detalhes.

Contrariado, Neeleman vendeu suas ações da JeBlue e começou a negociar com os mesmos investidores que o ajudaram a fundar a americana a criação de mais uma empresa aérea, desta vez no Brasil, sua terra natal. 

Neeleman nasceu em São Paulo em 1959. Seu pai, o jornalista Gary Neeleman, era correspondente de uma agência de notícias. Não fosse a certidão de nascimento brasileira, não poderia ter fundado a Azul, uma vez que o controle de companhias aéreas no Brasil é restrito a brasileiros. 

Voltou ainda criança para os Estados Unidos, mas retornou ao Brasil, dessa vez para o Nordeste, aos 19 anos, em uma missão de iniciação na religião mórmon. Foi quando aprendeu português e a realidade das favelas. 

Conhecedor dos aviões da Embraer -a JetBlue foi a primeira compradora dos jatos da família E-190/195-, Neeleman traçou um plano que agradou o governo brasileiro, numa época em que TAM e Gol dominavam o setor, com mais de 96% do mercado. Além de quebrar o duopólio (hoje as duas têm 75% de participação), Neeleman fez a aviação crescer para o interior e provou que havia mercado para jatos da Embraer no Brasil. 

Por mais de um ano, ele resistiu às ofertas do governo para que entrasse na privatização da portuguesa TAP com financiamento do BNDES. Mais recentemente, porém, enxergou na oferta do Brasil uma oportunidade para efetivar seu desejo de retomar a JetBlue -a partir da criação de uma superaérea nacional. 

fonte/Folha

CHUVA DE PINHÕES FRACASSA DEVIDO À AÇÃO DE ROEDORES

Experimento no norte do Rio Grande do Sul não deu certo porque faltou querosene para impedir animais de avançarem nas sementes


Chuva de pinhões fracassa devido à ação de roedores Marielise Ferreira/Agencia RBS
Em julho do ano passado, uma chuva de pinhões caiu sobre duas ilhas na área da Usina Hidrelétrica Passo Fundo para iniciar o experimento de reflorestamento de araucária Foto: Marielise Ferreira / Agencia RBS

Quando uma aeronave assumiu o papel das gralhas e fez chover pinhões no norte do Estado, no ano passado, esperava-se que cerca de 40 mil araucárias brotassem no solo de Campinas do Sul.
Mas a ideia de um rápido reflorestamento não foi combinada com os roedores: faltou repelente para espantá-los e, em vez de brotar, quase todos os 210 mil pinhões que tocaram o chão foram devorados. Havia expectativa que ao menos 20% germinassem.

Foi a estreia da técnica de cultivo com o uso de aviões no Estado. Coordenado pelo Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap) da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o projeto planejava fazer nascer 10 milhões de mudas de araucária, em três anos. 

O pinheiro brasileiro (Araucaria angustifolia) já cobriu parte de Minas Gerais, Espírito Santo e da Região Sul. A planta vem sendo substituída por lavouras e está ameaçada de extinção. A experiência-piloto foi realizada em duas ilhas na área alagada de uma hidrelétrica.

Responsáveis por monitorar, em terra, os pinhões que caíram do céu, especialistas do curso de engenharia florestal do campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em Frederico Westphalen observam que, para evitar que se tornassem alimento, os pinhões deveriam ter sido banhados em uma solução de água e querosene, que funcionaria como uma espécie de repelente.
A recomendação técnica seria mergulhar as sementes em um litro de querosene para cada litro de água, dois dias antes do lançamento. A mistura teria sido feita na proporção de 200 mililitros para um litro. Segundo Roberto Ferron, ex-diretor do Defap e idealizador do projeto, a Rio Grande Energia (RGE), uma das parceiras na iniciativa, era responsável por adquirir os pinhões. A empresa deve repor vegetação sob as redes de transmissão de energia.

Fabrício Steffens, engenheiro florestal e analista de gestão ambiental da RGE, diz que o viveiro que forneceu as sementes aplicou a mistura com querosene e água.

Outro temor era que, ao serem lançados no solo pelo avião, os pinhões se partissem, o que não ocorreu. Os pesquisadores cultivaram amostras de sementes que foram lançadas e 88% delas germinaram.

– Não esperávamos que aparecessem tantas capivaras e ratões-do-banhado. Foram atraídos pelos pinhões. Mesmo assim, a avaliação do experimento é positiva – diz Ferron.
Segundo o idealizador do projeto, é possível dar eficácia à ação. Uma opção seria cercar a área de germinação, uma alternativa de alto custo.

Balanço da experiência
Ilha 1 (10 hectares)
6 mil sementes por hectare
63,15% desapareceram
29,82% não germinaram
7,02% foram roídas
Nenhuma germinou

Ilha 2 (30 hectares)
5 mil sementes por hectare
73,97% desapareceram
9,56% não germinaram
9,52% foram roídas
6,88% germinaram 


fonte/ZeroHora

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