sábado, 29 de outubro de 2011

EMPRESAS AÉREAS DESISTEM DE GUERRA DE PREÇOS E REAJUSTAM TARIFAS

RIO - As companhias aéreas, que iniciaram em setembro um processo de recuperação de margem de lucro detectado pelo acompanhamento de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pretendem manter pelo menos até o fim do ano um gradual aumento de tarifas. Com isso, invertem o cenário de guerra tarifária que marcou 2010 e o primeiro semestre deste ano.
TAM e Gol confirmam que os reajustes atendem à necessidade de repassar aumentos de custos, como o de combustíveis.

O querosene de aviação (QAV), que responde por um terço do total de custos das companhias, acumula alta de 26,23% de 1.º de janeiro a 1.º de outubro, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). A alta do dólar, que afeta não só o preço dos combustíveis, mas ainda os custos com manutenção de aeronaves, também prejudica os resultados.

Nesse cenário, a saída das empresas foi repassar para as passagens as perdas acumuladas, em uma tentativa de melhorar o desempenho no balanço do quarto trimestre. "O dólar afeta cerca de 60% a 70% dos custos das companhias. O impacto é imediato, porque estão sempre pagando leasing de aviões, combustíveis, reposição de peças", disse André Castellini, consultor da Bain & Company e especialista no setor aéreo. "A empresa pode acumular prejuízos só até certo ponto. As tarifas médias estavam abaixo dos custos. As companhias estavam perdendo dinheiro no mercado doméstico. Não era sustentável."

Depois de impulsionarem a alta da inflação oficial em setembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as tarifas voltaram a figurar em outubro entre os principais impactos da prévia do índice, o IPCA-15. Embora o aumento tenha sido menor, analistas veem espaço para que as passagens continuem a pressionar a inflação até o fim do ano, período em que a demanda aumenta por feriados, festas natalinas e férias. 

"As companhias vão aumentar (os preços) para que a margem seja mais folgada, porque hoje está muito justa", afirmou Nelson Riet, consultor de aviação. "As empresas, agora que estão começando a se acomodar nos seus respectivos nichos, pararam de competir umas com as outras. Então, elas vão aumentar o preço. Essa é a tendência."

A TAM declarou, em nota, que registrou nos últimos dois meses um aumento do yield (o valor médio pago por passageiro para voar um quilômetro) no mercado doméstico. Segundo a empresa, o resultado "está alinhado com o movimento de recomposição das margens e confirma a expectativa da companhia de aumento de pelo menos 5% do preço unitário doméstico no terceiro trimestre, na comparação com o período anterior". 

No início da semana, o presidente do conselho de administração da companhia, Marco Antonio Bologna, previu para o último trimestre uma recuperação nos yields próxima à verificada no terceiro trimestre: entre 5% e 10%. 

O presidente da Gol, Constantino Júnior, confirma a necessidade de reajuste de tarifas. "Aumento de custo gera necessidade de mais receita", disse, citando a inflação, o dissídio pago aos trabalhadores da categoria e o aumento no preço do querosene de aviação. No entanto, ele diz que a empresa está focada em aumentar receitas complementares, como carga e a venda de bebidas e comida a bordo. 

Na inflação medida pelo IPCA-15, os voos tiveram aumento de 23,4% em setembro. Na leitura de outubro, as passagens diminuíram o ritmo de alta, mas ainda assim ficaram 14,23% mais caras. "É uma taxa bastante considerável ainda. A tendência é essa, porque nessa época de festas e férias as companhias aproveitam para fazer alguns ajustes mais fortes", disse Flávio Combat, economista-chefe da Concórdia Corretora. 

Para cima
Se, por um lado, a aceleração das passagens aéreas é comum no fim do ano, o economista Thiago Curado, analista da Tendências Consultoria Integrada, diz acreditar que os preços estão subindo mais do que o habitual este ano. 

"A política das companhias nos últimos anos foi muito agressiva, elas começaram a competir por custo. Só que chegou num ponto limite. Por isso, as tarifas devem aumentar ainda mais. Mesmo levando em conta a sazonalidade, está pior do que o normal." 

Apesar da confirmação das companhias aéreas sobre as tarifas mais caras nos últimos meses de 2011, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) disse que o aumento das tarifas está dentro do previsto.

A diferença de preços nesta época do ano na comparação com o mesmo período de 2010 seria apenas a correção da inflação. "Mas temos de analisar que o combustível subiu. Tem de subir a tarifa", defendeu Carlos Alberto Amorim Ferreira, presidente da Abav.

fonte/Estadão

CONTROLADORES AÉREOS JUNTAM-SE À GREVE GERAL DE 24 DE NOVEMBRO EM PORTUGAL

Controladores aéreos, tripulantes, técnicos de ‘handling' e de manutenção aeronáutica vão juntar-se à greve geral de 24 de Novembro, prometendo paralisar o espaço aéreo e os aeroportos portugueses. De fora ficam os pilotos que já disseram que vão avaliar a possibilidade de avançar com um pré-aviso de greve antes do final de Outubro.

Os sindicatos representativos dos trabalhadores da NAV, da Groundforce, Portway e dos tripulantes da TAP e da PGA vão avançar com pré-avisos de greve individuais para o dia da greve geral convocada pelas duas centrais sindicais.

Às questões do Orçamento de Estado e dos cortes de subsídios de férias e de Natal que irão abranger de igual modo as empresas do sector aeronáutico, acresce, no caso da NAV, o facto da empresa estar há mais de dez meses sem conselho de administração. Além disso, o corte de custos levará a uma quebra de receitas da empresa, explica a comissão de trabalhadores em comunicado. "Qualquer redução de custos terá que ser obrigatoriamente reflectida na redução das receitas, implicando neste caso uma diminuição na exportação (com um peso de cerca de 85% das receitas totais) dos serviços prestados pela NAV Portugal", lê-se no documento emitido pela comissão de trabalhadores da NAV e subscrito pelos cinco sindicatos representados na empresa.

A maioria dos sindicatos está abrangido pelo pré-aviso de greve entregue pelas duas centrais sindicais, mas há quem pondere avançar com convocatórias individuais. Assim, os sindicatos representados na NAV vão agora reunir em assembleia-geral com os trabalhadores e o pré-aviso deverá ser entregue colectivamente a 9 ou 10 de Novembro, explica Carlos Felizardo, responsável pela comissão de trabalhadores da NAV, respeitando os prazos legais exigidos para que sejam definidos os serviços mínimos. Os controladores são ainda uma das poucas classes profissionais que podem ser alvo de requisição civil.

Já o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, apesar de afecto à UGT, marcou para 8 de Novembro uma assembleia-geral para definir uma posição relativamente à greve geral do final do mês. Também o Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA) deverá reunir em breve a direcção para definir a adesão à greve geral.

Decidida está a posição dos Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (Sitema) e o dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava). "Independentemente de ser filiado na CGTP, o Sitava gosta de reafirmar a sua posição apresentando pré-avisos de greve próprios", diz José Simão, dirigente daquele sindicato. José Simão, do Sitema, diz que apenas falta definir os termos do pré-aviso que será entregue em breve.

fonte/Economico
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LUFTHANSA VAI APOSTAR EM LOW COST PARA MELHORAR A RENTABILIDADE NO TRÁFEGO EUROPEU

Senão podes vencê-los...é a lógica que o grupo Lufthansa vai adoptar para melhorar a posição competitiva no tráfego europeu, segundo anunciou hoje o seu CEO, Christoph Franz.

“Temos que melhorar a rentabilidade nas rotas de curta distância”, começou por afirmar o executivo, reforçando que o grupo precisa de ter uma melhor posição de custos no tráfego europeu para poder competir com as low cost.

Christoph Franz anunciou de seguida que a receita adoptada pelo grupo é expandir as suas “plataformas low cost”, ou seja, a Germanwings, no que caracterizou como “tráfego descentralizado”.

Anteriormente, ao analisar os desafios que o grupo enfrenta, Christoph Franz tinha afirmado que as rotas descentralizadas de curta distância continuam a não ser rentáveis e estão sob a ameaça pelo modelo das companhias low cost.

Outra ameaça identificada por Christoph Franz vem da parte das companhias do Golfo, que, disse estão a pôr “sob pressão” os negócios de passageiros e carga em mercados chave para o grupo.
“Ambas [low cost e companhias do golfo] têm significativas vantagens em custos — tanto devido a um modelo negócios mais eficiente ou subsídios, como, por vezes, custos unitários de pessoal claramente mais baixos”, explicou.

Christoph Franz, na linha do que também tem sido o discurso da IATA, também reclamou que as reduções de custos em que as companhias aéreas se têm empenhado têm sido anulados por subida de preços dos combustíveis, impostos e taxas e encargos de oligopólios de fornecedores.

Entre as “receitas” que revelou, o CEO da Lufthansa apontou a continuação da estratégia de desinvestimento em unidades que perdem dinheiro e não têm uma “perspectiva razoável” de reverterem essa situação, como foi o caso da Lufthansa Itália, que depois de amanhã faz o último voo, e como está a ser o caso da bmi, sobre a qual estão em consideração “opções estratégicas”.

O objectivo global apontado por Christoph Franz é manter o gripo Lufthansa como “o número um na Europa no longo prazo e continuar a consolidar e expandir a sua posição como uma das potências da aviação europeia”.

fonte/PressTur
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QATAR PREPARA-SE PARA COMPRAR A SPANAIR

200Image via Wikipedia
De acordo com o jornal Expansion, a Qatar Airways está a negociar um pré-acordo para comprar uma participação de 49% na companhia de aviação espanhola.

O jornal diário, que cita fontes próximas do processo, revela que o acordo terá uma base financeira ou poderá funcionar através da troca de equipamentos, como aviões. E antecipa que poderá haver um desfecho ainda este ano.

O valor da operação não é conhecido, embora, no passado, se tenha estimado as necessidades financeiras da Spanair em 150 milhões, aquando de idênticas investidas por parte do gigante alemão Lufthansa e da Turkish Airlines.

Este negócio implicaria, de acordo com o Expansion, uma alteração na marca da Spanair, que mudaria o nome para Barcelona Airlines, passando a operar voos intercontinentais a partir de 2012 – um ano depois do que está previsto no seu plano de negócios.

A companhia de aviação espanhola, que registou prejuízos de 115,7 milhões de euros em 2010, mantém-se, ainda hoje, nas mãos do Governo regional da Catalunha, que controla a sociedade que é actualmente a accionista maioritária da Spanair: a Iesa (dona de 85% da transportadora aérea).

Recorde-se que surgiram recentemente rumores sobre um eventual interesse da Qatar Airways na privatização da TAP. No início deste ano, com o antigo Governo em funções, chegaram a surgir notícias de que compraria 40% do capital da companhia portuguesa.

fonte/Publico
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EMPRESAS AÉREAS NÃO TÊM BALCÃO DE RECLAMAÇÃO NO AEROPORTO DE BRASÍLIA

Uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que entrou em vigor neste sábado (29) obriga as companhias aéreas a terem um balcão exclusivo nos aeroportos para receber reclamações de passageiros.

Mas, nesta manhã, pelo menos três companhias ainda não haviam regularizado o atendimento no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília.

Uma companhia colocou um aviso no guichê de vendas de passagem informando que estava recebendo as reclamações naquele local. Outra companhia também não providenciou o balcão, que de acordo com a Anac, deve ser independente de outros serviços, como o check-in.

Uma terceira companhia providenciou um local exclusivo, mas não colocou nenhum aviso ou sinalização que indicasse que estava recebendo queixas de passageiros.

Antes de reclamar à Anac, o passageiro deve registrar a reclamação na empresa aérea. À empresa cabe resolver o problema do cliente em até cinco dias. Aquelas que não se adaptarem serão multadas a partir de dezembr
o.

fonte/G1

AIR FRANCE CANCELA 20% DOS VOOS POR CAUSA DE GREVE

A Air France cancelou cerca de um em cada cinco voos e advertiu sobre uma interrupção maior com o início no sábado (29) de uma greve de cinco dias de tripulantes por questões trabalhistas em pleno feriado.

Em um comunicado publicado em seu site, a companhia aérea disse que cancelou dez voos de longa distância para destinos como Nova York, Tóquio, Montreal, Abu Dhabi e cidades na África Ocidental.


Uma porta-voz da empresa disse que garantia, conforme planejado, 80% dos cerca de mil voos diários, de longa e curta duração, nos dois principais aeroportos de Paris, o Orly e o Charles de Gaulle.


'Não descartamos outros cancelamentos e atrasos de última hora', dizia o site www.airfrance.fr.


Vários sindicatos estão pedindo que os tripulantes fiquem em greve até quarta-feira, o que pode criar graves interrupções durante um período movimentado de viagens. Uma das queixas é o plano de reduzir o número de tripulantes em viagens de longa distância.


Na terça-feira, dia 1º de novembro, a França comemora um feriado nacional, e muitas pessoas emendam a segunda-feira em um final de semana prolongado. O feriado também cai durante férias no meio do período escolar.


O ministro dos Transportes, Thierry Mariani, denunciou a greve dizendo que ela era um tiro no pé por atrapalhar o tráfego aéreo em um período de pico.


"A administração foi muito clara. Não há ameaça de corte de empregos", disse ele à emissora de TV LCI. "Se a companhia tem problemas, não será uma greve de cinco dias em um período de grande êxodo que vai melhorar sua imagem e competitividade".


Michel Emeyriat, presidente-executivo de operações terrestres da Air France, disse que as queixas dos sindicatos eram pura "fantasia" e os acusou de irresponsabilidade ao insinuarem que a empresa estava realizando viagens com menos tripulantes do que o exigido pelo regulamento de segurança.


"Essa greve não tem motivo", disse à BFM TV.


A Air France divulgou um comunicado na noite de quinta-feira dizendo que não entendia as exigências dos sindicatos e estava na verdade considerando recrutar e não diminuir seu pessoal. Mas os sindicatos estão descontentes com a reorganização da tripulação nas viagens e dizem que a empresa está adotando políticas de operadoras de baixo custo
.

fontr/AFP/G1
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QANTAS SUSPENDE VOOS E ATRAPALHA PASSAGEIROS E LÍDERES MUNDIAIS

A companhia aérea australiana Qantas deixou milhares de passageiros e cerca de 20 líderes mundiais em apuros no sábado, depois que manteve toda a sua frota em terra por causa de uma amarga disputa com sindicatos. 

Viajantes na Austrália e passageiros em escalas regionais como Cingapura e Hong Kong estavam enfurecidos porque seus planos de viagem foram arruinados e eles ficaram sem bagagem e penando para conseguir reservas em outros voos. 

"Tenho orgulho de ser australiano, mas isso deixa um gosto realmente ruim na boca", disse Zoe Johnson, australiano que vive na Suíça, no aeroporto de Perth. 

A decisão da Qantas foi tomada em um momento inoportuno - Perth, no oeste da Austrália, está sediando um encontro de chefes de governo da Comunidade Britânica e 17 líderes podem ficar presos na remota cidade. 

Este fim de semana também é um dos mais movimentados na Austrália, com dezenas de milhares de pessoas viajando para assistir à Copa Melbourne de corrida de cavalos na terça-feira, apelidada de "a corrida que para a nação". 

A paralisação foi um choque para a maioria dos viajantes e mesmo para o governo da primeira-ministra australiana, Julia Gillard, que parece ter sido pego de surpresa pelo cancelamento dos voos. 

"As únicas informações que temos agora é de nossos filhos em casa", disse Christine Joske, cujo voo para Melbourne foi cancelado, em um aeroporto de Hong Kong. 

A Qantas disse aos seus clientes que iria fornecer acomodação, refeições e transferências, assim como o reembolso de voos cancelados. A empresa disse aos consumidores que chequem atualizações na página da Qantas no Facebook, que foi inundado com centenas de comentários, muitos deles culpando o executivo chefe da empresa, Alan Joyce, e criticando a Qantas pela decisão de parar os voos. 

fonte/Terra
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MÍSTERIO REVELADO - ANTOINE SAINT-EXUPÉRY...

Foi um segredo guardado durante 64 anos. Horst Rippert, piloto alemão da Luftwaffe, admitiu, aos 88 anos, ter abatido Antoine de St Exu...