quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

JOSÉ NIEMEYER COMENTA OPÇÃO BRASILEIRA PELO CAÇA GRIPEN DA SUÉCIA


Gripen
Foto: ru.wikipedia.org

A opção brasileira pelos aviões de caça suecos na licitação que contrapôs caças americanos e franceses e, no início, também os russos Sukhoi mostra, além de uma disputa técnica, também uma nova atitude de política externa do Brasil. Esta é a opinião do Professor José Niemeyer, diretor dos cursos de Relações Exteriores do Ibmec, prestigiado instituto de economia do Brasil. O Professor Niemeyer fala também dos bastidores da política brasileira nas ações que resultaram na compra dos 36 aviões Gripen, da fábrica sueca Saab.

Como você analisa a escolha pelo governo brasileiro do avião Gripen da Suécia para o fornecimento dos aviões militares e renovação da Força Aérea Brasileira?
– Não era uma escolha esperada, na verdade a maior expectativa era em relação a uma parceria com a França. Houve uma mudança no rumo das negociações que não ficou muito clara. Acho importante a gente pensar esse acordo entre Brasil e Suécia por duas perspectivas.
Primeiramente, pela perspectiva estratégico-militar, visto que o Gripen é um avião menor, mais leve, com menor autonomia de combate. Ele vai ficar localizado em Anápolis e a gente tem que entender que de Anápolis ele terá uma autonomia que vai chegar às margens da fronteira com a Venezuela, às margens da costa brasileira, às margens da Amazônia, e também ao sul do país. Ou seja, o raio dele vai ser um raio de menor alcance comparado, por exemplo, ao Sukhoi que foi cogitado no começo da licitação, tendo também uma autonomia menor do que o avião norte-americano e que o avião francês.
Do ponto de vista técnico, tem uma outra questão que é a troca de tecnologia, que foi uma variável estratégica para a aeronáutica brasileira. A troca de tecnologia no setor militar sempre foi muito importante, mas hoje ganha uma importância especial porque o mundo caminha para o que a gente chama de sistema multilateral aberto, então não faz muito sentido países que não detêm tecnologia aceitarem uma imposição de não haver troca de tecnologia. Se o mundo caminha para um multilateralismo aberto, ficou mais fácil do ponto de vista diplomático para os países que não detêm tecnologia negociar tecnologia, tanto no campo civil quanto no militar, para acabar um pouco com aquele engessamento norte-sul entre os possuidores de tecnologia e dos não possuidores de tecnologia.
Tem uma questão importante também, além da troca de tecnologia, é o tamanho do contrato. Parece que durante o termo do contrato, a compra pode chegar a 160 aeronaves. Então é um acordo interessante do ponto de vista da quantidade e da qualidade do recurso de poder, que no caso é o avião. Agora partindo do aspecto da viabilidade política do acordo, esse acordo terá que ser melhor analisado no tempo e no espaço. Pois o Brasil optou por um avião sueco, e não por um avião norte-americano ou francês.
Nesse caso, a ação brasileira é uma ação alternativa, pois os Estados Unidos sempre foram parceiros estratégicos do Brasil, principalmente no campo da Segurança do Estado e segurança regional. E a França, que foi, principalmente durante o segundo mandato do governo Lula, tratada como principal parceiro do Brasil, inclusive há um acordo entre Brasil e França para construção e aprimoramento dos nossos submarinos convencionais, os Tucuna. Ou seja, a França já tem uma parceria com o Brasil no campo militar, assim como a Itália teve no passado.
– Aliás, Brasil já comprou à França os porta-aviões São Paulo.
– Há um acordo para a melhoria e produção de submarinos convencionais entre Brasil e França. Portanto, era esperado que o avião fosse o francês, mas o Brasil escolheu o caminho do meio, e isso não tem jeito, nas relações internacionais isso implica um risco. Até porque tem um outro complicador, pois a França e os Estados Unidos são competidores no campo estratégico militar. A França não acompanha os Estados Unidos em todas as decisões no Conselho de Segurança da ONU. A França tem uma autonomia militar desde a Segunda Guerra Mundial. A França faz testes nucleares, e tem uma forma muito controlada de realizar esses testes, o que sempre incomoda os Estados Unidos e vice-versa. A França investe muito em energia nuclear para fins civis.
Portanto, quando a gente analisa o que a França e os Estados Unidos pensam em relação à potência do Estado, os dois países não são necessariamente países parceiros. Eles têm agendas no campo da potência do Estado muito específicas. Foi uma ação alternativa o Brasil buscar um avião sueco. Agora, é um avião europeu.

– Por que motivo, na sua opinião, foram necessários cinco mandatos presidenciais brasileiros, dois do Fernando Henrique Cardoso, dois do Lula e um da presidente Dilma Rousseff, para a escolha do avião sueco para a substituição da Força Aérea brasileira? Você partilha da opinião de que os Estados Unidos foram descartados em função das denúncias do Edward Snowden de que o Brasil foi espionado pelos Estados Unidos?
– Eu vou começar pela segunda pergunta. Acho que a questão do Snowden foi fundamental para a decisão de não comprar o avião norte-americano. Os militares brasileiros devem ter começado a perceber que seria muito fácil para o setor de segurança e informação americano conseguir ter algum controle sobre a forma de como o Brasil utilizaria os aviões, pois a aviônica de uma aeronave está muito ligada à questão da comunicação. Se o Brasil está sendo investigado naquele nível, também não é difícil controlar um meio militar.
E a primeira questão tem a ver com algo até hoje se discute no Brasil, que é como a sociedade brasileira entende o gasto militar. Portanto, quando temos outras questões da área das políticas públicas para serem resolvidas, na área da educação, saúde, segurança pública, talvez o tempo que se levou para tomar a decisão tenha muito a ver com esse cuidado com a opinião pública.

– Qual seria a repercussão?
– A opinião pública poderia não gostar do gasto, pois é um gasto considerável. Outro ponto importante também é que a compra do avião sueco mostra uma leve divisão dentro do executivo federal, dentro do governo brasileiro.
Pois o ministro da Defesa, Celso Amorim, é uma pessoa de inteira confiança de Lula. Foi ministro das Relações Exteriores quando a França foi colocada como principal parceira no acordo de compra dos caças, depois volta como ministro da Defesa, mas parece que o que prevaleceu foi a decisão da equipe técnica da Força Aérea. Acho que aí tem uma disputa muito interessante dentro do governo, dentro dos grupos que formam o governo.
Por exemplo, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, que foi ministro do Trabalho no governo Lula, é considerado um nome muito forte como uma futura presidência, e a informação que eu tenho é que já há uma fábrica da Saab, montadora que de caminhões e que monta o Gripen, ali naquela região do ABC paulista. Eu soube que Marinho fazia um movimento já há algum tempo para o Gripen fosse o vencedor da licitação. Inclusive, até criando numa Universidade, em São Bernardo, um grupo pra se estudar as questões ligadas à defesa nacional, estudos estratégicos, para já começar a mostrar dentro da cidade a importância da compra desses aviões. Ele foi à Suécia pessoalmente fazer um lobby, visitando a Rainha da Suécia, o Rei da Suécia. E essa foi uma vitória de Luiz Marinho, porque o avião vai ter que ser montado, você terá que fabricar algumas peças, vai criar toda uma indústria direta e indireta pra esse processo, e isso vai ficar centrado ali em São Bernardo. Portanto, é uma grande vitória de Luiz Marinho, inclusive eu diria que, do ponto de vista político, é o maior vencedor.
Então isso é importante, porque a gente começa a perceber que no PT começa a surgir uma nova geração de lideranças que vai se colocar à disposição do Partido e Luiz Marinho é um deles. Outro ponto importante é discutir por que o Brasil decidiu essa ação mais alternativa de comprar um avião sueco. Será que Ministério da Defesa, a Abin (Agência Brasileira da Inteligência), a presidência da república, o gabinete de segurança nacional, o conselho de defesa nacional, perceberam que o Brasil tem espaço nesse mundo que caminha para um multilateralismo aberto, que o Brasil tem espaço pra ocupar, e que seria mais interessante que Brasil tivesse mais autonomia em um momento como esse? E a compra do Gripen traz mais autonomia para o Brasil? Isso tem que ser pensado.
No último domingo, na Folha de São Paulo, o Fernando Henrique escreveu um artigo interessante, no qual ele defendeu que o Brasil volte a ter um relacionamento mais próximo com os Estados Unidos e com a Europa, e que não fique tratando a política externa como uma política pública, uma política de estado de stop and go, de se aproximar de alguns países, aí depois volta, se aproxima, tenta recuperar o Mercosul, ao mesmo tempo quer uma aproximação com os países do norte do continente, depois tem alguns acordos com a Europa, mas ao mesmo tempo não abre mão de ter um relacionamento com a China e com a Índia. E isso faz parte do multilateralismo aberto que eu falo, porém o Fernando Henrique quer deixar claro, e eu concordo com ele, que em diplomacia o tempo e recursos são esgotáveis. Nós não temos diplomatas suficientes para fazer acordo com todo e qualquer país. Também não temos tempo pra isso. A negociação exige tempo.
Isso mostra bem o que o PSDB pensa em relação à política externa se voltar ao poder. O PSDB tem uma visão mais focada de política externa, principalmente com os seus parceiros tradicionais, Estados Unidos e Europa, e tentar melhorar as relações do Brasil com os países do Sul, principalmente a partir do Mercosul. E a compra do Gripen, se a gente for analisar as notícias da imprensa argentina, pode mostrar pro nosso principal parceiro no sul, que é a Argentina, e também a Venezuela (agora também no Mercosul), que o Brasil está buscando uma autonomia de criar um autonomia de acordos com países alternativos, e não com França e Estados Unidos. E isso pode incentivar Argentina e Venezuela a fazerem o mesmo, ou incentivar, por exemplo, a Argentina a ter uma postura mais próxima dos Estados Unidos. Então, a Venezuela pode pensar o seguinte: o Brasil tá buscando uma postura mais alternativa se aproximando da Suécia, então o governo venezuelano pode solidificar ainda mais a sua parceria com a Rússia no campo estratégico-militar.
Então a ação como essa do Brasil pode fazer com que outros países da América Latina, principalmente Argentina e Venezuela, comecem a buscar também acordos alternativos no campo da segurança e da defesa nacional. Então por mais que o Brasil não seja um player relevante no campo da segurança internacional, e definitivamente não é, e Suécia também não é, pois é uma fornecedora de tecnologia militar, eu sinto que nós vamos precisar de um bom tempo para ver como ficam as relações Brasil-Estados Unidos, pois acordos como esses refletem também em acordos de comércio, acordos de cooperação econômica, acordos de troca de tecnologia no campo civil.

Os fatos citados e as opiniões expressas são de responsabilidade do entrevistado

fonte/VozDaRussia

VÍDEO - NA TRADIÇÃO DE SANTOS DUMONT


VIRACOPOS SOBE EM RANKING E CHEGA AO 6 LUGAR EM NÚMEROS DE PASSAGEIROS

O Aeroporto Internacional de Viracopos fechou 2013 como o sexto em número de passageiros no Brasil, uma posição acima em relação ao ano anterior, e passou Santos Dumont (RJ). O crescimento de 4,9% do terminal aéreo de CAMPINAS (SP) é superior a média registrada nos 63 administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que tiveram retração de 0,59%.

O ano passado foi o primeiro em que Viracopos esteve sob a administração da iniciativa privada. Em relação aos outros dois terminais concedidos, o de Campinas cresceu mais que o de Brasília, que teve 4,14% mais passageiros e menos que o de Guarulhos, onde foram registradas 10% mais pessoas no ano passado em relação a 2012.

Em 2011, Viracopos registrou a nona maior movimentação, quando recebeu 7,5 milhões de passageiros e, em 2010, o aeroporto não aparecia entre os dez maiores. Uma das explicações para o crescimento nos últimos três anos é o aumento das operações da companhia aérea Azul em Campinas, que atualmente é responsável por 80% dos voos no terminal aéreo.

Aeroporto Passageiros em 2013
Guarulhos (SP) 36 milhões
Galeão (RJ) 17,1 milhões
Congonhas (SP) 17 milhões
Brasília (DF) 16,5 milhões
Confins (MG) 10 milhões
Viracopos (SP) 9,2 milhões
Santos-Dumont (RJ) 9,1 milhões
Salvador (BA) 8,4 milhões
Porto Alegre (RS) 7,9 milhões
Recife (PE) 6,8 milhões
Fontes: Infraero e concessionárias

 Menos passageiros internacionais
Já em relação a passageiros de voos internacionais, Viracopos recebeu 48 mil pessoas no ano passado e registrou queda de 37,5%. Atualmente são seis operações por semana, três chegam de Portugal e três partem de Campinas para o país europeu. O destino é o único oferecido.

A concessionária responsável pela administração do aeroporto aposta na inauguração do novo terminal de passageiros, prevista para maio deste ano, para atrair novos destinos internacionais. Em outubro do ano passado, representantes de Viracopos reuniram-se com 22 aéreas do exterior. Rotas para Miami, Nova York e Buenos Aires são negociadas.

Novo terminal
O novo terminal tem 80% das obras concluídas e, segundo a concessionária, 7,5 mil operários trabalham na ampliação. A data-limite estipulada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a estrutura estar funcional é 11 de maio de 2014.

Inicialmente, a estrutura poderá comportar até 14 milhões de passageiros e terá 28 pontes de embarque, estacionamento com 4 mil novas vagas para veículo e 35 novas vagas para aeronaves. A iniciativa privada prevê investimento de R$ 2,06 bilhões entre agosto de 2012 e maio de 2014, o que inclui a construção do terminal.

Obras do novo terminal de Viracopos chegaram a 80% de conclusão (Foto: Aeroportos Brasil Viracopos)Obras do novo terminal de Viracopos chegaram a 80% de conclusão (Foto: Aeroportos Brasil Viracopos)

fonte/G1
 

DANCING....


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ACIDENTE EM CACHOEIRA DO SUL - ATUALIZAÇÃO 19:15







O instrutor Arthur Panseira Demétrio, 22 anos, e o aluno Darlan Kabata dos Santos, 31 anos, morreram na queda de um avião de instrução na manhã desta quarta-feira em Cachoeira do Sul. O nome das vítimas foi confirmado pela empresa Aero Agrícola Santos Dumont, especializada na formação de pilotos agrícolas.

De acordo com a Polícia Civil, o acidente ocorreu durante uma aula de voo, quando a aeronave retornava para o aeroporto de Cachoeira do Sul, após um pouso em Santa Cruz do Sul, e estava a cerca de dois quilômetros da pista de Cachoeira do Sul.

Ainda segundo o delegado Ricardo Milesi, o piloto teria feito contato com via rádio com o aeroclube, alertando sobre uma pane no profundor (peça que faz o nariz da aeronave baixar ou levantar), mas caiu logo depois em uma lavoura de soja, na localidade de Rincão dos Kieffer.

Conforme informações da empresa, Demétrio era natural de Tubarão, Santa Catarina, e morava há menos de dois meses em Cachoeira do Sul, para dar aulas de voo. Em dezembro, ele havia postado um vídeo no Youtube, que mostra o pedido de casamento feito à namorada durante um voo. 

Já o aluno era natural de Registro, São Paulo, e estava há cerca de três semanas no município, para ter aulas na Aero Agrícola Santos Dumont.

A empresa afirma que não se manifesta sobre a queda e que quem vai investigar o caso é o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa). A polícia auxilia nas investigações. 

fonte/foto/ZeroHora/ArquivoPessoal

INCIDENTE COM AVIÃO DA GOL EM BRASÍLIA

 




E o radar meteorológico da aeronave não detectou a presença de chuva forte/granizo...???

Um Boeing 737-800 da Gol Linhas Aéreas, matrícula PR-GIV,  no dia 27 de janeiro, realizando o voo G3-1674, de Brasília ( DF) para Fortaleza (CE), sofreu vários danos durante o procedimento de subida.

Uma forte chuva de granizo danificou o nariz, para-brisa e um dos motores (CFM56),  o que levou a tripulação a desligar o motor. A aeronave retornou a Brasília para um pouso seguro.

fonte/AvHerald/foto/Twitter


Dados da aeronave/Via RAB

MATRÍCULA: PRGIV
Proprietário:
AIRCRAFT MSN 28578 LLC
CPF/CGC:

Operador:
VRG LINHAS AEREAS S.A
CPF/CGC:
07575651000159
Fabricante:
BOEING COMPANY
Modelo:
737-86N
Número de Série:
28578
Tipo ICAO :
B738
Tipo de Habilitação para Pilotos:
B739
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 2 MOTORES JATO/TURBOFAN
Peso Máximo de Decolagem:
70533 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
184


Categoria de Registro:
PRIVADA SERV.TRANSP.AEREO PUBLICO REGULAR
Número dos Certificados (CM - CA):
17922
Situação no RAB:
LEI Nº 7565/86 - ARTS.80 e 111, INCISO I
Data da Compra/Transferência:
260808


Data de Validade do CA:
19/09/14
Data de Validade do RCA:
06/09/14
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 29/01/2014 19:02:53

ACIDENTE COM AVIÃO AGRÍCOLA MATA DOIS EM CACHOEIRA DO SUL


Um avião para instrução de formação de piloto agrícola caiu na manhã desta quarta-feira em uma lavoura de soja, em Cachoeira do Sul, na região central. Informações preliminares do Corpo de Bombeiros indicam que duas pessoas teriam morrido. 

Piloto e aluno, que colocavam veneno numa propriedade, estão presos nas ferragens. O local está isolado e, segundo os bombeiros, há risco de explosão.

A aeronave teria tido uma pane e caiu de bico no chão. O acidente aconteceu em uma lavoura localizada a cerca de dois quilômetros da BR-153, que liga Cachoeira do Sul a Candelária.

A empresa Aviação Agrícola Santos Dumont, que tem sede no município e é proprietária do avião, não passou informações sobre o caso.

 fonte/foto/ZeroHora/MarcusTatsch

Dados da aeronave/Via RAB



MATRÍCULA: PPDFW
Proprietário:
AERO AGRICOLA SANTOS DUMONT LTDA
CPF/CGC:
88418116000196
Operador:
AERO AGRICOLA SANTOS DUMONT LTDA
CPF/CGC:
88418116000196
Fabricante:
CESSNA AIRCRAFT
Modelo:
140
Número de Série:
10191
Tipo ICAO :
C140
Tipo de Habilitação para Pilotos:
MNTE
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 1 MOTOR CONVENCIONAL
Peso Máximo de Decolagem:
658 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
001


Categoria de Registro:
PRIVADA INSTRUCAO
Número dos Certificados (CM - CA):
1813
Situação no RAB:

Data da Compra/Transferência:
130712


Data de Validade do CA:
23/08/17
Data de Validade da IAM:
180914
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 29/01/2014 13:02:32

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

JOVEM DE 19 ANOS ASSUME AVIÃO APÓS PILOTO DESMAIAR NA AUSTRÁLIA


Um jovem de 19 anos assumiu o controle de um avião de pequeno porte por mais de meia hora depois que o piloto desmaiou durante um voo na Austrália neste fim de semana, segundo o site “Standard Digital”.

Troy Jenkins disse que o avião Cessna 150 havia decolado há apenas 10 minutos de uma fazenda em New South Wales na tarde de sábado (25) quando o piloto Derek Neville, de 61 anos, perdeu a consciência.

Jenkins contou que teve que assumir o controle. Ele ficou fazendo círculos sobre o aeroporto da cidade de Forbes a uma altitude estável de 610 metros por 45 minutos, até que o piloto acordou.
“Mantê-lo no ar não foi um problema, era a parte de pousar que eu não tinha muita certeza”, disse o jovem. “Eu estava bastante assustado.”

“Pensei que tinha que me salvar e salvar o piloto. Foi uma grande experiência”, contou. O jovem disse que já havia pousado um avião anteriormente e que estava sob a supervisão de Neville. Jenkins ficou aliviado quando o piloto retomou a consciência momentos antes do pouso.

“Ele me indicou a direção correta e nós dois pousamos o avião”, contou o jovem. O pouso ocorreu de maneira segura.

O piloto foi levado para um hospital, onde permaneceu até domingo. A mulher de Neville disse que ele passou por exames no cérebro e no coração, mas os médicos não conseguiram diagnosticar o problema.

fonte/foto/G1
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

LOCALIZADO AVIÃO DESAPARECIDO

Uma aeronave desapareceu entre as cidades de Botucatu e São Manuel, nesta quinta-feira (23), e mobilizou equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e Polícia Militar (PM). No avião estavam três ocupantes, um piloto e dois passageiros. Os destroços foram encontrados na manhã desta sexta-feira (24)

Conforme a reportagem apurou,  moradores do bairro Monte Alegre, próximo do local, onde o avião caiu, escutaram o barulho de um motor falhando e, em seguida, um estrondo. Bastante assustados com o barulho, imediatamente os moradores acionaram a Polícia Militar (PM) e contaram que teriam visto um clarão no meio da mata fechada, que é de difícil acesso.



Segundo o tenente-coronel Da Silva, do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), a aeronave era experimental modelo Explorer Monomotor.

De acordo com a assessoria de imprensa da Força Aérea Brasileira (FAB), o avião, com matrícula PR-ZAL, decolou do Aeroporto Estadual Campos dos Amarais, em Campinas, com destino a Londrina, Paraná.  

O último contato com o controle de tráfego aéreo de Pirassununga (SP) foi por volta de 10h de ontem. Houve demora na comunicação sobre o acidente, mas ainda não se sabe a explicação disso.

Na manhã desta sexta-feira (24), uma aeronave C-105 Amazonas e um helicóptero H-1H da FAB, além do helicóptero Águia da Polícia Militar (PM), estiveram na região para realizar buscas pelo avião desaparecido e encontraram partes da aeronave. Ainda não há informações sobre as vítimas.

Em nota divulgada, a FAB informou que as aeronaves empenhadas pela busca são do Esquadrão de Campo Grande (MS), unidade aérea especializada em busca e salvamento.

Investigação

A Seripa informou à reportagem do JCNet que, devido à aeronave ser experimental e ter operações limitadas, as investigações serão feitas pela Polícia Civil.
 
fonte/foto/JCNet

Atualizado..21:45

'Parecia um rojão', diz morador que escutou barulho de queda de avião

Três corpos foram retirados de monomotor em fazenda de Pratânia.
Entre as vítimas está um vereador e vice-presidente da Câmara de Suzano.


Três pessoas estavam no avião, entre elas, um vereador de Suzano (Foto: André Bordim / TV TEM) 
Três pessoas estavam no avião, entre elas, um vereador de Suzano (Foto: André Bordim / TV TEM)
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Morador da fazenda escutou barulho da queda (Foto: Reprodução/TV TEM) 
Morador da fazenda escutou barulho da queda
(Foto: Reprodução/TV TEM)

O trabalhador rural Claudinei Paschoal de Souza informou que escutou um estrondo na quinta-feira (23), na fazenda onde mora em PRATÂNIA (SP), em referência à queda de um avião monomotor. “Escutei um estouro como se fosse um rojão. Nem imaginei o que era um avião. Depois que vi os aviões passando que achei que era alguma coisa diferente”, lembrou o morador da fazenda. Ele contou ainda que no momento do barulho chovia pouco, mas que o vento era forte. “No dia estava ventando muito e o tempo estava feio. Assustei porque não estamos acostumados com isso”, disse.


Depois de quinze horas de buscas, policiais militares e oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) localizaram os destroços de um avião monomotor experimental. Três corpos foram retirados do local e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de BOTUCATU.

No avião estavam o vereador e vice-presidente da Câmara de SUZANO, Jessé Almeida e, Rubens Geraldino e Edson Geraldino. Eles moravam em MOGI DAS CRUZES e eram primos do vereador.

A Polícia Militar disse que a busca foi difícil por conta do acesso ao canavial. “Estamos desde ontem nas buscas e iniciamos as buscas pela manhã na região. O local é de difícil acesso. Procuramos obter informações com moradores da fazenda. Eles informaram que o avião tinha caído nessa região. Primeiramente achamos um pedaço da asa. Passamos a informação para a FAB que começou a sobrevoar em outro local até que encontramos”, avisou o sargento Leomar Malnique.

Pratânia, SP

A aeronave estava desaparecida desde a manhã de quinta-feira (23). De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o avião com prefixo PR-ZAL decolou do aeroporto dos Amarais, em CAMPINAS (SP) com destino a LONDRINA (PR).

O último contato com o controle de tráfego aéreo de Pirassununga (SP) foi feito por volta das 10h. A Polícia Civil iniciou as investigações sobre o que provocou o acidente.

Avião ficou completamente destruído com a queda (Foto: Reprodução/TV TEM)Avião ficou completamente destruído com a queda (Foto: Reprodução/TV TEM)
 

fonte/foto/G1

PASSAGEIROS REVOLTADOS COM ATRASO QUEBRAM AVIÃO DA GOL


Revoltados com atraso, passageiros quebram portas de emergência e "protestam" em asa de aviãoPassageiros quebram portas de emergência de avião da Gol e sobem em uma das asas após atraso



  • Passageiros quebram portas de emergência de avião da Gol e sobem em uma das asas após atraso
Dizendo-se revoltados com o atraso de mais de duas horas no desembarque de um avião da companhia aérea Gol, passageiros quebraram as portas de emergência da aeronave, jogaram os objetos na pista e subiram em uma das asas do aparelho, como forma de "protestar". 

O caso aconteceu por volta das 20h desta sexta-feira (24), no aeroporto internacional do Galeão, no Rio.

Segundo relatou ao UOL o empresário Marcelo Minikoviski, que está no avião, o voo 1371, que ia de Cuiabá (MT) para São Paulo, foi impedido de pousar no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, que ficou fechado por meia hora por causa do temporal que atingiu a cidade nesta tarde.

Após sobrevoar São Paulo por 15 minutos, o voo foi autorizado a pousar no Rio de Janeiro.

No entanto, de acordo com o passageiro, desde que o avião estacionou na pista do aeroporto internacional do Galeão, há duas horas, os passageiros foram impedidos de desembarcar na capital fluminense e estão retidos dentro da aeronave, porque a companhia não teria disponibilizado escada e ônibus de transporte para os clientes.

Segundo o empresário, outra passageira ameaça chamar a Polícia Federal e denunciar a companhia por cárcere privado.

Ao UOL, por telefone, a assessoria de imprensa da Gol confirmou o episódio. A representante da companhia informou que o voo aguarda autorização dos órgãos competentes para efetuar o desembarque de passageiros. Ainda de acordo com a representante da empresa, por causa da chuva em São Paulo, outros voos foram desviados para o Rio, o que causou transtornos na operação de embarque e desembarque do Galeão.

fonte/foto/UOL

FAB BUSCA AERONAVE DESAPARECIDA NO INTERIOR DE SÃO PAULO

Uma aeronave C-105 Amazonas e um helicóptero H-1H da Força Aérea Brasileira (FAB) completaram na manhã desta sexta-feira (24/01) cerca de 8 horas de voo nas buscas de um avião desaparecido ontem  (23), na região entre Botucatu e São Manoel, no interior de São Paulo. As aeronaves SAR são do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) de Campo Grande (MS), unidade aérea da FAB especializada em busca e salvamento. 
 
O avião com matrícula PR-ZAL decolou do Aeroporto dos Amarais, em Campinas (SP), com destino a Londrina (PR). O último contato com o controle de tráfego aéreo de Pirassununga (SP) foi por volta de 10 horas da manhã de ontem. Três pessoas estariam a bordo. 

Os 16 militares da FAB estão trabalhando em conjunto com a Polícia Militar, que também tem um helicóptero engajado nas buscas. O SALVAERO de Curitiba, unidade da FAB responsável por gerenciar operações de busca e salvamento, coordena a operação.

fonte/FAB 

dados da aeronave/via RAB


MATRÍCULA: PRZAL
 
 
Proprietário:
MARCELO ADRIANO FERNANDES GUERRA
CPF/CGC:
15925133870
Operador:
MARCELO ADRIANO FERNANDES GUERRA
CPF/CGC:
15925133870
 
Fabricante:

Modelo:
EXPLORER
Número de Série:
EXP-015
Tipo ICAO :
ZZZZ
Tipo de Habilitação para Pilotos:
MNTE
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 1 MOTOR CONVENCIONAL
Peso Máximo de Decolagem:
1200 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
003


Categoria de Registro:
PRIVADA EXPERIMENTAL
Número dos Certificados (CM - CA):
130521
Situação no RAB:

Data da Compra/Transferência:
080513


Data de Validade do CA:

Data de Validade da IAM:
ABORDO
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 24/01/2014 13:01:39

AVIÃO DE INSTRUÇÃO TENTA ARREMETER, SE ACIDENTA E FICA DE CABEÇA PARA BAIXO


Aluno e instrutor não se feriram em queda que deixou aeronave de ponta cabeça  (Foto: Divulgação)Aluno e instrutor não se feriram em queda que deixou aeronave de ponta cabeça (Foto: Divulgação)
Avião aguarda perícia, após acidente no Aeroporto Teruel (Foto: Kleber Clajus)Avião aguarda perícia, após acidente no Aeroporto Teruel (Foto: Kleber Clajus)
Um avião de prática de voo aguarda perícia, nesta quarta-feira (22), após tentativa frustrada de arremeter, na tarde de ontem (21), no aeroporto Teruel, em Campo Grande. Ninguém ficou ferido.
A aeronave, um Cessna 150, era operada por um aluno e seu instrutor. O equipamento era destinado a aulas de prática de voo da Dumont Escola de Aviação.

“A escola ainda está averiguando as circunstâncias do incidente. Já acionamos o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) que deve investigar o caso”, explica o diretor administrativo da escola, José Oscar da Silva.

Testemunhas informaram que o acidente ocorreu no fim da tarde, momento em que chovia no aeroporto. A aeronave teria arremetido, ou seja, o piloto decidiu voltar a subir, mas o procedimento falhou. O avião então desceu e virou de ponta cabeça, tendo o trem de pouso e sua estrutura danificados.

No local, o avião está coberto por uma lona aguardando perícia.

HOBBY DE ARQUITETO ITALIANO




 Raras vezes se pode ver aviões feitos de papel tão engenhosos e bonitos. Esse é o hobby de um arquiteto italiano de 83 anos chamado Luigi Prina. É um exemplo de imaginaçao que voa a qualquer idade.

fonte/CatracaLivre

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

TAM VAI CONTRATAR 1.00 FUNCIONÁRIOS TEMPORÁRIOS PARA A COPA


Avião da Tam. Foto: Divulgação Avião da Tam. Foto: Divulgação


A TAM confirmou que vai contratar 1.000 funcionários temporários durante a Copa do Mundo, principalmente para as áreas de call center e aeroportos.

As vagas também serão distribuídas no gerenciamento de escala especial, aeronaves reserva, tripulação, manutenção, além de orientação e informações aos passageiros.

O presidente da Abear (associação das empresas aéreas), Eduardo Sanovicz, disse nesta terça-feira (21) que não sabe se outras companhias vão adotar a medida.
 
Malha Aérea
Na semana passada, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) anunciou a inclusão de 1.973 voos na malha aérea brasileira durante a Copa do Mundo para atender a demanda de torcedores entre 6 de junho e 20 de julho.

Com o mesmo objetivo, segundo a Abear, as empresas adiantaram a manutenção das aeronaves e podem diminuir a frequência de voos em trajetos menos procurados. 

fonte/Ovale

VÍDEO - AVIAÇAO NAVAL FRANCESA RAFALE


MUDAR OU LAPIDAR - ARTIGO DO COMANDANTE DA AERONÁUTICA

Artigo do Comandante da Aeronáutica; "MUDAR OU LAPIDAR?"


"Brilhante não é uma pedra. É um estilo de lapidação criado há mais de trezentos anos e usado em várias gemas.

Como o estilo é utilizado, principalmente, na lapidação do diamante, o termo é usado impropriamente, mas com frequência, como sinônimo de diamante.

Assim, como toda pedra que requer um bom artífice para deixá-la cada vez mais reluzente, a Força Aérea Brasileira vai percorrendo a sua vida, agregando as experiências do passado, adequando-se aos cenários vivenciados, de maneira a estar cada vez mais radiante no futuro.

Hoje, 20 de janeiro de 2014, a Força Aérea Brasileira completa 73 anos de criação.

Em apenas dois anos vamos comemorar a marca de 75 anos de existência: “Bodas de Brilhante”.

Talvez, para seres humanos, 73 ou 75 anos sejam muito tempo. Todavia, para uma Instituição do Estado, ainda é pouco.

É um período de tempo suficiente para podermos falar de heroísmo, tradições, legado e história. Mas, antes de lembrarmos tudo o que foi feito até hoje, devemos sempre nos recordar de como foi o nascimento da Força Aérea Brasileira: durante a Guerra.

Esta Instituição tem no seu nascedouro a marca de “cumprir a missão”. Personalidades como Eduardo Gomes e Nero Moura precisaram quebrar paradigmas, romper tradições e superar desconfianças para atingirem o único propósito que perseguiam: “cumprir a missão”. Em nome desse simples ideal

- transformar um conflito em vitória - esses homens ajudaram não apenas a estruturar a Força Aérea Brasileira, mas a criá-la.

Naquele tempo, nosso desafio era triplo. Precisávamos defender nosso litoral da ameaça dos submarinos hostis, estruturar o então Ministério da Aeronáutica e, numa prova de que a Força existia para valer, organizar um contingente para treinar, se aperfeiçoar e lutar como um esquadrão de combate na Itália.

É incrível, passados quase 75 anos, pensar em como uma instituição ainda no seu nascedouro conseguiu ser tão bem sucedida com tantos desafios em tão pouco tempo!

No pós-guerra, a Força Aérea Brasileira já era outra.

Nossas diversas aviações haviam atingido sua plena operacionalidade e era o momento de avaliar quais seriam as missões a cumprir em tempo de paz.

Uma mudança de caráter tão somente nominativo, contudo, merece ser lembrada: foi em 1947 que o então Ministro Armando Figueira Trompowsky de Almeida aprovou uma política de reorganização das nomenclaturas das
unidades da FAB.

Podemos imaginar, hoje, quão forte era o espírito de mudança daquela época!

Praça de 1906, O Ministro Trompowsky, cujo nome batiza o campo de aviação onde está a Base Aérea do Galeão, foi formado na gloriosa Marinha do Brasil, tornando-se um homem do azul da Aeronáutica. A mudança foi desde a sua farda até a maneira como deveria encarar o papel da Força que

comandava. Sorte da FAB, ao nascer, receber não só aeronaves e bases, mas também homens como o Marechal Trompowsky.

Como Ministro da Aeronáutica, ele percebeu que era o momento de repensar como a FAB ocuparia o território brasileiro. Uma das principais mudanças seria a designação das unidades. O Brasil foi dividido em grupos de aviação de acordo com o critério geográfico.

Foi assim que, em março de 1947, o 1° Grupo de Aviação de Caça foi designado 1°/9° Grupo de Aviação, uma decisão que parecia lógica, mas que gerou tantas inquietações que foi revertida em 1949 após tamanha insatisfação.

Se tal desistência de reorganização trouxe um legado, certamente foi a "salada de frutas" do que é a designação das unidades da FAB. Curioso o caso da aviação de asas rotativas, que tem o seu 7°/8° GAv sem a existência do 4° ou do 6° Esquadrão do 8° Grupo de Aviação. Já o 10º Grupo, com seu 1º e 3º Esquadrões componentes da nossa aviação de caça, tem o seu 2º Esquadrão especializado em busca e salvamento.

É, em nome da tradição, que nossas unidades são designadas com uma lógica que só se faz ser vista com uma boa consulta na história. Como se a afetividade fosse maior que a vida real, vamos, assim, nos emaranhando em uma série de pensamentos voltados para o passado.

Como seria se homens como Trompowsky, Eduardo Gomes e Nero Moura tivessem se prendido às tradições e costumes ao invés de terem foco nos desafios que enfrentavam?

Dando um salto na história para a década de 70, temos outro caso notório de inovação que devemos seguir. A chegada dos então Mirage III, à época os caças mais modernos da FAB, não atendeu aos anseios de reequipamento de unidades de caça tradicionais. Alinhou-se, sim, ao pensamento bem desenvolvido de quem imaginou que essas aeronaves deveriam defender o Brasil a partir de outra Base e com uma nova doutrina de emprego.

Assim como a velocidade proporcionada pelas hélices e pelas turbinas a jato, a FAB também encara uma realidade em rápida mutação. Aquilo que era imprescindível há poucos anos pode, muito em breve, ser dispensável. Aquilo inimaginável pode ser prioritário em pouquíssimo tempo.

Mas esse dinamismo, essa aceitação de mudança que marcou o início da gloriosa história da Força Aérea Brasileira, parece ter arrefecido com o decorrer dos anos. Não temos dúvidas que somos, com muito orgulho, filhos da Marinha e do Exército brasileiros. Mas, com serenidade e respeito aos nossos pais, temos que buscar as nossas próprias características, evitando nos tornarmos aquele jovem que às vezes insiste em evitar encarar os desafios da vida, continuando "na casa dos pais".

Ao analisar a localização de nossas unidades, constatamos que nos vemos presos a uma estratégia elaborada na época da Segunda Guerra Mundial. Das dezoito Bases Aéreas hoje ativas, apenas cinco não remontam ao período da criação da Força Aérea Brasileira ou mesmo anteriormente. Brasília, Anápolis, Manaus, Boa Vista e Porto Velho foram frutos de uma política que vê o Brasil como algo bem maior do que o seu litoral, que enxerga a Amazônia como uma riqueza a ser explorada, um torrão estratégico a ser defendido.

Abrir novas frentes, obviamente, significa redimensionar a Força de acordo com as suas necessidades. Há o exemplar caso do 1°/5° Grupo de Aviação, que acaba de sair da Base Aérea de Fortaleza, “regressando” para a Base Aérea de Natal.

É fato que deixar a bela capital alencarina é uma pena para todos os envolvidos, mas quando analisamos claramente o sentido da mudança percebemos como ela foi importante!

Fortaleza já não é mais a pequena vila onde a Base foi instalada nem a cidade tranquila onde gerações de pilotos de caça foram forjadas. Com um aeroporto internacional movimentado, Fortaleza passou a não ser uma localidade indicada para determinadas fases do curso de formação de pilotos da aviação de transporte: em determinado período era necessário deslocar para outras cidades, como Parnaíba (PI), para garantir a segurança necessária às operações.

O custo envolvido em uma simples operação dessa não é pequeno - sobretudo quando pensamos que estamos falando de uma unidade aérea com dezenas de estagiários por ano!

Além disso, eles também precisam realizar o curso de Tática Aérea em Natal, durante longos três meses, o que agrega ainda mais custos na formação desses aspirantes e jovens tenentes.

Foi nesse cenário que Natal, distante menos de 600 km e com as mesmas vantagens climáticas, apresentou-se como a localidade ideal para voltar a sediar aquela unidade. Com uma infraestrutura ampla, a Base Aérea de Natal brevemente ficará com o total uso das três pistas de pouso daquele campo de aviação, quando o novo aeroporto internacional da capital potiguar for inaugurado.

Retirar o Esquadrão Rumba da Base Aérea de Fortaleza (BAFZ) para Natal foi interpretado por vezes como uma grande lástima, pelos mais diversos motivos, muitos desprovidos de informações precisas. Contudo, quando analisamos claramente os fatores envolvidos, vemos que esta foi uma decisão não apenas lógica, mas tão necessária que até lamentamos não ter sido tomada anteriormente.

O Rumba já ocupa o prédio onde até 2010 estava sediado o Esquadrão Pacau, anteriormente baseado em Fortaleza e agora responsável pela defesa do espaço aéreo na região Norte a partir da Base Aérea de Manaus. Ao lado da ida do Esquadrão Poti para Porto Velho, saído do Recife, esse é um caso que merece nossa atenção.

É fato que o Pacau possuía suas tradições, sua história e sua simpatia pelas cidades de Fortaleza e de Natal. Por mais que haja inevitáveis comentários sobre as condições de operação no Norte - uma natural adaptação à mudança - é difícil encontrar alguém que não concorde que se tratou de uma alteração benéfica para a FAB. Foram necessários quase 70 anos de história para termos um único esquadrão de jatos na Amazônia! Já era hora!

Surpreende, contudo, a reação. A mudança do Rumba para Natal movimentou pouco mais de cem militares de um efetivo de mais de mil que ainda atuam na BAFZ, onde permanece a manutenção dos Bandeirantes. Mas a simples menção à mudança gerou denúncias à imprensa, aos políticos,
à entidades de classe. O discurso pessimista, que esconde os fatos e mostra apenas um cenário falsamente terrível, mancha a imagem da instituição sem se basear em nada concreto.

Agora vemos, com surpresa, artigos que anunciam o fechamento de bases aéreas para supostamente fazer economia em nome do projeto F-X2.

Um pequeno conhecimento de administração pública revela como existem rubricas específicas e que a FAB não tem como "guardar" dinheiro de 2014 para gastar em outro ano.

Créditos destinados à vida vegetativa de organizações não  “conversam” com o pagamento de nossos maiores projetos, em fase de aquisição. É a pura e simples manipulação das informações baseadas em fontes que se apresentam como pessoas qualificadas, mas só buscam ampliar a desinformação.

Não devemos aceitar algo que “ainda não foi” e que já está atrapalhando o que “ainda pode ser”.

Se em 1947 as mudanças de designação trouxeram resistências, as trocas de unidades, de sedes e de visão trazem muito mais. É também o caso da transferência das aeronaves do 1° GTT dos Afonsos para o Galeão. A despeito das reconhecidas vantagens em se concentrar a frota, em todos os seus aspectos logísticos, operacionais e financeiros, há um entendimento de que a tradição deve estar acima da eficiência da Força. Chega a ser estranho, em nome da tradição, sugerir que nossas maiores aeronaves de transporte operem abaixo da sua capacidade máxima, unicamente, para permanecerem em nosso respeitado sítio histórico.

Ao falarmos da aviação de transporte, não podemos deixar de tratar da quase presente aeronave KC-390. O grande diferencial está na sua capacidade. Uma aeronave a jato que haverá de transportar a mesma tonelagem de nossos atuais C-130, com quase o dobro da velocidade.

Isso é transformador, além de ser um rótulo de economia.

Não bastasse a troca de quatro motores por dois, com um xpressivo ganho de velocidade e de alcance, a aeronave precisará de menor apoio de solo. Preparando a chegada das aeronaves, em futuro bastante próximo, não poderíamos manter, logicamente, dois esquadrões na mesma cidade, separados por não mais do que 10 milhas.

O lendário Campo dos Afonsos, certamente terá para sempre o seu papel na história da Força Aérea Brasileira. É por isso que sua pista acaba de ser recuperada. É por isso que inúmeras unidades estão ali sediadas, como a nossa UNIFA. É por isso que a maior vitrine histórica da FAB – o MUSAL – está ali.

A história nunca ficará esquecida. Mais que simplesmente vivê-la, cabe à Força Aérea Brasileira ter o mesmo sentimento dos seus pioneiros e não ter medo em mudar para cumprir a sua destinada missão da melhor forma possível.

Mais mudanças devem – e precisam – ocorrer.

Meus prezados comandados:

Em virtude do trabalho que foi e que está sendo executado, temos muito que comemorar. Em dezembro, o anúncio do Gripen NG como nova aeronave de caça da FAB representou um marco para a instituição. Muito em breve, poderemos ter o orgulho de nossa defesa aérea estar a cargo de uma das aeronaves mais modernas do mundo. O seu desenvolvimento, baseado nas versões de sucesso que a antecedem, é uma virtude que se transforma em solução para  um país que, mais do que adquirir, quer capacitar-se. Mas não é só: nossas Bases Aéreas já possuem inúmeras aeronaves novas ou modernizadas, como P-3M, A-1M, C-105, H-36 e AH-2, entre outras.

Mais que uma renovação operacional, temos um imenso orgulho de ver que cada um desses projetos foi pensado de forma a proporcionar uma participação ativa no seu desenvolvimento e produção. Contamos nos dedos a quantidade de países onde seu povo pode bater a mão no peito e se orgulhar de ali mesmo conseguir ter domínio tecnológico sobre as aeronaves que garantem a sua defesa.

Todas as nossas aviações estão em pleno processo de renovação. O futuro já está presente nas nossas Bases Aéreas e se tornará ainda mais marcante quando concretizarmos outros projetos, como o KC-390, o míssil A-Darter, o datalink nacional e, claro, o Gripen NG.

Podemos ter a certeza de que chegaremos bem à marca dos 75 anos de Força Aérea Brasileira. É um momento de avaliar o que conseguimos, o que passou e o que pode ser  diferente. Antes de mudar qualquer aspecto na Força Aérea, ou seguir em uma nova direção, estamos ratificando o conhecimento sobre os nossos pontos fortes, para aproveitá-los ao máximo. Mas também precisamos ter plena consciência de nossos pontos limitantes e ajustá-los.

Para termos esta nova Força Aérea, nossa preocupação não é mais a de ocupar espaços físicos, ter grande quantidade de organizações espalhadas pelo território nacional e efetivo numeroso com os seus decorrentes custos. Tudo isso é corroborado pela atual ampliação das características de mobilidade e de flexibilidade da Força Aérea.

Fazemos, desde alguns comandos e há vários anos, a supressão daquelas ações que podem ser executadas por outros segmentos da sociedade, e que deixam de figurar em nosso extenso rol de responsabilidades.

Parte considerável da multiplicidade dos trabalhos de manutenção, por exemplo, já é suprida pelo parque industrial brasileiro, reduzindo custos com pessoal e infraestrutura, como ocorre em várias nações do mundo. É assim que se melhora a gestão dos processos, a produtividade das equipes administrativas e logísticas.

Para essa renovação contínua é necessário que confiemos na capacidade dos atuais responsáveis pelos destinos da Força.

Em respeito a nossa história e honrando os seus pioneiros, devemos não manter a FAB exatamente como eles deixaram. Um verdadeiro legado não se faz com paredes ou pedras e, sim, com pensamentos e ideais. Devemos buscar uma Força Aérea moderna, uma Força Aérea que corresponda àquilo que os brasileiros almejam; uma Força Aérea que faça parte do seleto grupo das forças aéreas mais operacionais e profissionais do mundo.

Rumamos para as “Bodas de Brilhante” da Força Aérea Brasileira.

O nosso “diamante” deve continuar sendo lapidado".

Brasília, 20 de janeiro de 2014, 73º ano de criação da Aeronáutica Brasileira

Ten. Brig do Ar Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica"

fonte/
"fab.mil.br"

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