quinta-feira, 5 de novembro de 2009

AVIÃO DA TAM APRESENTA PROBLEMAS EM POUSO NO AEROPORTO DE MANAUS

Um avião da TAM que partiu de Brasília apresentou problemas no motor pouco antes de iniciar a aterrissagem no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, nesta quinta-feira (5).

Segundo a assessoria de imprensa da TAM, 163 pessoas estavam a bordo. Eram 155 passageiros e oito tripulantes. Ninguém ficou ferido.

De acordo com nota divulgada pela TAM, a aeronave apresentou indicação de pressão de óleo inadequada em um dos motores ao se aproximar de Manaus. A torre de controle foi informada e os bombeiros foram ao local com cinco viaturas.

O comandante realizou procedimentos de segurança e conseguiu pousar a aeronave.

fonte/ G1

FORÇA AÉREA SUL-AFRICANA CANCELA ENCOMENDA DE 8 AIRBUS A-400M


A Força Aérea sul-africana precisa urgentemente de comprar aparelhos para substituir os seus Hércules C-130, na sequência do cancelamento de uma encomenda de oito aviões militares de transporte A400M ao consórcio europeu Airbus, admitiu o Governo.

A admissão foi hoje feita no Parlamento pela ministra da Defesa, Lindiwe Sisulu, quando respondia a perguntas da oposição sobre o abortado negócio com a Airbus assinado há cinco anos e cancelado esta semana oficialmente, depois do custo dos oito aparelhos A400M ter disparado dos 17 mil milhões de randes (1,5 mil milhões de euros) para os 47 mil milhões de randes (4,27 mil milhões de euros).

O A400M é um novo modelo da Airbus destinado ao transporte de tropas que se encontra ainda em estado de desenvolvimento, tendo o seu primeiro voo experimental agendado para finais do ano em curso.

Segundo a ministra da Defesa, o acordo para compra dos oito aparelhos à Airbus foi oficialmente cancelado quarta-feira em virtude da incapacidade do fornecedor em entregar os aviões nos prazos acordados e da escalada dos custos.

Sisulu revelou que o seu Ministério irá pedir ao executivo que ponha ao seu dispor os 2,9 mil milhões de randes (263 milhões de euros) que a Airbus terá de reembolsar o Estado sul-africano, para que sejam usados como depósito para uma aquisição alternativa de aparelhos de transporte militar.

Sisulu afirma que a frota de C-130 está a atingir o fim da sua vida útil e recorda que a África do Sul presta ajuda humanitária frequente a países vizinhos e mais a norte do continente em situações de catástrofes naturais ou conflito, necessitando por isso de novos aparelhos.


fonte/foto/DN/OGlobo/divulgação

ESQUADRÃO DA FAB PREPARA-SE PARA RECEBER AERONAVES P-3AM


p-3am_airbus

A chegada de três aeronaves P-3AM em 2010 tem sido sinônimo de preparação no 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação da Força Aérea Brasileira (Esquadrão de Patrulha Orungan), sediado em Salvador (BA). A unidade é a única que receberá as novas aeronaves. Para isso, já iniciou mudanças na estrutura física e a realização de cursos de capacitação do efetivo para lidar com a nova realidade que será introduzida com a aquisição do novo modelo. A previsão é que as duas primeiras aeronaves cheguem no primeiro semestre do ano que vem e uma terceira no segundo semestre.

Segundo o Major Aviador Otávio Luiz Timóteo Alves, que coordenada um dos grupos de transição, o 1º/7º receberá nove aeronaves P-3 até 2012. Serão oito operacionais e uma de treinamento. Em 2010, chegarão as três primeiras; em 2011, o Esquadrão receberá outras quatro; e em 2012, duas. As aeronaves irão substituir os P-95 Bandeirulha que atualmente são operadas na unidade desde os anos 80.

A mudança trará grandes benefícios nas operações. O P-3, que é quadrimotor, tem grande autonomia de voo. Pode voar em torno de 13h ininterruptas, levando a bordo um número maior de observadores e de equipamentos de última geração.

A parte tecnológica também passará por um grande salto. No caso do P-3, a aeronave é equipada com sensores especiais, que em muito auxiliarão nas missões, por exemplo, de busca e resgate, como ocorreu neste ano com o emprego de aeronaves R-99 na localização de destroços do voo 447 no meio Oceano Atlântico.

De acordo com o comandante do esquadrão, Tenente Coronel Aviador Maurício Carvalho Sampaio, para lidar com o salto tecnológico e operacional introduzido com a nova aeronave, foram criados grupos de trabalho na unidade. Um deles ficou responsável pela seção de obras que visa proporcionar a estrutura necessária para que o P-3 possa operar em Salvador. Outro grupo ficou focado na missão de implantar a nova aeronave, com a capacitação dos militares. Dentro desse processo de formação foram incluídas instruções para pilotos, operadores e mantenedores. Entre as atividades também está incluída capacitação de militares na Espanha.

Em meados de 2008 e, praticamente, durante todo o ano de 2009, o efetivo foi envolvido nesse processo. O grupo de pilotos e operadores retorna para a Espanha em janeiro de 2010 justamente para fazer o processo final da capacitação. Como se trata de uma aeronave complexa, precisamos fazer uma integração de toda a tripulação que foi formada.

Outra vertente da capacitação é preparar os militares para casos de pouso no mar e abandono de aeronave, além de situações de salvamento, resgate e sobrevivência. Essas instruções são realizadas nas cidades de Salvador (BA), São Pedro da Aldeia (RJ) e Rio de Janeiro (RJ).

“Eles passam por um curso teórico de duas semanas de busca no mar. Têm instruções técnicas sobre a aeronave, teoria e prática de sobrevivência no mar, treinamento de abandono de aeronave submersa, treinamento fisiológico e instrução de voo de 15 horas” ressalta o chefe da seção de operações do 1º/7º, Major Aviador Adolfo Aleixo da Silva Júnior.

Uma parte do treinamento foi realizada no Clube dos Sargentos da FAB, em Salvador. Em uma piscina, militares receberam instruções complemetares de sobrevivência na água para, depois, enfrentarem 30 horas em um bote no mar, no Parque Naval de Aratu, também na capital Baiana. O instrutor foi o Capitão Intendente Alessandro Machado, que passou pelo Curso de Paraquedista do Exército, é mestre de saltos e por cinco anos ministrou instruções ao Corpo de Cadetes da Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP).

Ele lembra que um dos objetivos é que os militares sintam os efeitos de uma situação de resgate e, caso venham a passar por ela, saibam como agir. “A fase prática tem por objetivo dar o auto-conhecimento. O tripulante vai se conhecer, vai saber os efeitos psicológicos inerentes à falta de água, à falta de alimentação e isso vai dar mais condições de sobrevida”, explica Capitão Machado.

Uma das técnicas ensinadas foi agrupar os militares formando um círculo, com todos batendo os pés simultaneamente. Assim, eles conseguiriam ser visualizados com maior facilidade por aeronaves. Outra vantagem é que conseguiram manter a temperatura corporal. “Acredito que esta seja uma das instruções mais importantes dentro do curso de formação do aeronavegante, tendo em vista que 90% da nossa atividade é sobre o mar”, relata o Tenente Aviador Marcello Sardinha dos Santos, que estava entre os participantes da instrução.

A parte física do Esquadrão também já está sendo submetida a mudanças para receber os P-3. Um hangar da unidade será reestruturado para receber as aeronaves. O prédio que abrigará a estrutura administrativa e operacional está em fase recebimento, na qual são efetuados os ajustes finais na estrutura. “Dentro deste prédio, temos um simulador de missão, treinador tático, laboratório de língua, todos focado especificamente para missão operacional no P-3. O local ainda vai englobar toda a parte administrativa, o comando, operações e pessoal. A única exceção é a área logística que vai ter um hangar próprio, específico para os serviços de manutenção e administração”, afirma o Comandante do Esquadrão, Tenente Coronel Sampaio, lembrando que os projetos incluem, ainda, o tratamento de afluentes no hangar de lavagem das aeronaves.

fonte/foto/FAB/divulgação

FONTE: CECOMSAER

MOTOR DE AVIÃO DA FAB QUE CAIU NA AMAZÔNIA É REMOVIDO


Nove pessoas sobreviveram ao acidente com a aeronave da FAB.

Investigação vai determinar as causas do acidente.




O Comando da Aeronáutica informou, nesta quinta-feira (5), que o motor da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que caiu na Amazônia foi removido e será encaminhado para Cruzeiro do Sul (AC), de onde seguirá para análise.

Parte do avião da FAB é retirada de rio no Amazonas

A aeronave caiu no dia 29 de outubro, quando seguia de Cruzeiro do Sul (AC) para Tabatinga (AM), com 11 pessoas a bordo. Nove pessoas sobreviveram e foram resgatadas. Duas pessoas morreram.

Helicóptero da FAB sobrevoa igarapé no Amazonas onde avião afundou

O avião foi retirado do rio e levado para a margem na quarta-feira (4). Várias partes da estrutura da aeronave foram retiradas e também serão analisadas durante a investigação que vai determinar as causas do acidente. Não há prazo para o término dos trabalhos. A investigação será conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

Equipe de mergulhadores trabalha no resgate do avião em igarapé no Amazonas

fonte/G1 - foto/Divulgação/FAB

AVIÃO CAI AO DECOLAR NO PARÁ - FAZENDA INVADIDA PELO MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) causou destruição em duas fazendas no sul do Pará. Cem homens armados e encapuzados queimaram casas, expulsaram empregados e atearam fogo em tratores, além de roubar gado.

Na fuga, um avião com três mulheres e três crianças, expulsas pelos sem-terra, caiu após decolar de uma das propriedades.

O acidente deixou o comandante e o piloto feridos. Eles estão internados em um hospital da região.

A Delegacia de Conflitos Agrários abriu inquérito para apurar os atos de vandalismo. Os policiais e a imprensa tiveram dificuldades para chegar às propriedades. O MST bloqueou uma rodovia estadual em três pontos, afirmando que a ação foi um protesto contra a morosidade da reforma agrária no Estado.

O gerente da fazenda Maria Bonita, Oscar Boller, contou que os invasores chegaram ao local durante a madrugada. Entraram nas casas dos funcionários, que dormiam, gritando que todos deveriam sair imediatamente. Em seguida, passaram a destruir as casas e os currais, usando tratores da própria fazenda, que em seguida foram incendiados.

A coordenadora estadual do MST, Maria Raimunda Cézar, negou a destruição nas fazendas. Afirmou que a invasão foi apenas para “protestar contra a presença de escolta armada” na área.

fonte/ZeroHora

AVIAÇÃO AGRÍCOLA EM ALTA NO BRASIL E EUA

Aviões voando a poucos metros de altura do solo, constantemente. O que parece estranho àqueles mais acostumados à rotina operacional de outros setores da aviação é o padrão quando o assunto é pulverização de plantações.

Com o desenvolvimento das aeronaves e o crescimento do setor agrícola, os investimentos são cada vez maiores no controle da qualidade das safras. Aliado a isso, novos produtos que ajudam a combater as infestações quando o cultivo já está avançado tornam as pulverizações mais frequentes em diferentes estágios do plantio, o que tende a fazer a frota de aviões e o número de horas voadas crescerem.

Nos EUA, apenas entre os anos de 2003 e 2007, as horas voadas na aviação agrícola cresceram em média 29%, e algumas regiões como o estado de Illinois viu a quantidade de pilotos dobrar nos últimos três anos. Naquele país, além das características já mencionadas, outro fator que tem aumentado a utilização de aviões nas plantações é a redução ao mínimo possível do uso de arados na terra, atitude que tem o objetivo de prevenir a erosão e manter a qualidade do solo, aumentando a necessidade de pulverização.

Por sua vez o Brasil, que conta com a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo, atrás apenas dos EUA, apesar da crise espera terminar 2009 com um volume de vendas semelhante ao do ano passado.

Com um total estimado em torno de 1.300 aviões, dos quais cerca de 80% fabricados pela Neiva (empresa de propriedade da EMBRAER), o Brasil pretende acompanhar o ritmo norte-americano e ter cada vez mais aeronaves voando sobre suas plantações. Enquanto isso os pilotos já se preparam para aumentar suas horas de voo com a chegada do verão, especialmente com os índices de chuva acima do normal esperados para a estação no país, aumentando o potencial das safras mas também favorecendo as infestações que se beneficiam da umidade.

fonte/ABAG/EMBRAER/

ROLLOUT DO PRIMEIRO SUPER TUCANO DO CHILE



Na ultima terça-feira, 3 de novembro a EMBRAER realizou o rollout do primeiro Super Tucano da Força Aérea do Chile – FACH. A aeronave será usada para treinamento de pilotos da força aérea que se formam na Escola de Aviação e realizam a conversão para aeronave de combate. O Super Tucano representa a transição do Pilán (treinador basico) para uma aeronave mais avançada.


A cerimônia contou com a presença do Comandante-em-chefe da Força Aérea do Chile, general Ricardo Ortega Perrier Air e seu colega brasileiro, tenente-brigadeiro Juniti Saito (ambos na foto acima), além do presidente da Embraer, Frederico Fleury Diretor, executivos e funcionários civis.


"Hoje é um dia muito importante para nós, porque estamos recebendo o primeiro de 12 aviões A-29 Super Tucano comprados pelo nosso governo à empresa Embraer. Esta aquisição representa um passo em frente na modernização da instituição”, disse o General Ortega. Durante o discurso ele também destacou a colaboração permanente que existiu durante os anos entre a Empresa Nacional de Aeronáutica do Chile ENAER e a EMBRAER.

fonte/foto/FACH?Embraer

POLÍCIA DO RIO VAI MUDAR OPERAÇÕES COM HELICÓPTEROS EM CONFRONTOS


A Polícia Militar está revendo o uso de helicópteros em operações policiais no Rio. Segundo a assessoria da PM, a questão foi discutida na última sexta-feira (23) e ficou decidido que haverá a operacionalização das aeronaves será remodelada.

Entre os itens revisto, de acordo com a PM, estão as rotas de voo, os equipamentos dos tripulantes dos helicópteros e a finalidade da aeronave nas operações em favelas cariocas.

Especialistas condenam aeronave em confrontos

Para especialistas, os helicópteros não deveriam ser utilizados em confrontos diretos entre policiais e traficantes. A aeronave deveria servir apenas para apoio tático de operações em terra.

“O helicóptero é feito pra dar apoio. Em média, ele sozinho substitui 37 viaturas em terra, mas é feito para orientar por onde a equipe de terra pode ir. Não tem que entrar em combate pra não cair, não é aconselhado. É uma sinuca de bico”, afirma o especialista em segurança de voo, Douglas Machado, que aponta algumas vulnerabilidades deste tipo de aeronave em conflitos armados.

"O que determina o risco é a utilização da aeronave dessa forma, em voo baixo, com potencia máxima, numa área habitada. Aeronave policial está sendo usada como plataforma de combate, com perigo para policiais e moradores. Esses helicópteros estão sendo utilizados como aeronaves de guerra, de ataque, sem ter essa característica. Temos um histórico suficiente pra determinar o fim do uso dos helicópteros", reiterou o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Rodrigo Pimentel.

Perigos

No ar, o perigo é mais do que a aeronave pegar fogo, como no último fim de semana. “Se você der um tiro no vidro e pegar no piloto, ele não poderia continuar a pilotar; se atingir bem no eixo do tubo de cauda, o helicóptero fica sem controle e cai; se atingir qualquer tubo que leva controle pro motores, fica vulnerável”, enumera Douglas.

Em um blog na internet, policiais desabafam sobre os perigos da profissão e analisam o episódio do helicóptero. "Em guerra de facções nas favelas e morros cariocas temos que ter homens e viaturas cercando todos os acessos nos locais onde estão acontecendo os confrontos. As aeronaves, se utilizadas, devem voar ao redor, mas não devem entrar na área de conflito. A utilização de aeronave militar é para garantir a vida e a integridade da tropa de chão, não para proteger vagabundos", diz um dos textos publicados.

Policial morto teria tentado cortar cinto

Entre os equipamentos alvos de reclamação pelos tripulantes estão o cinto de segurança adaptado com material de rapel, também chamados de 'rabo de macaco', e macacões antichama.

“O cinto que usamos não é o mais indicado, porque este não há no mercado nacional. Usamos uma adaptação nacional feita na corporação. O Marcos Standler (um dos policiais mortos), inclusive, faleceu com um canivete na mão, tentando cortar o cinto para se soltar”, contou um policial militar, que preferiu não se identificar.

Segundo ele, o relato de que Standler tentou cortar o cinto foi passado por um dos tripulantes. Em entrevista nesta sexta-feira (23), o piloto Marcelo Vaz de Souza não deu detalhes, mas afirmou que os soldados Marcos Standler e Ediney Canazaro não conseguiram sair do helicóptero.

fonte/foto G1

PISTA DE POSUO MAIS ALTA DO BRASIL FICA A 1.555 METROS DE ALTITUDE

A pista de pouso mais alta do país fica a 1.555 metros de altitude, na vila de Monte Verde, em Camanducaia (MG). Ela foi construída pelo letão Verner Grinberg, que tinha a aviação como hobby e se mudou para a região na década de 1950. Apesar de ser particular, o local serve de atração turística para moradores e também para pilotos profissionais e amadores.

Outra característica peculiar é a inclinação, que faz a altitude da pista variar entre as duas cabeceiras. O pouso é feito em subida e a decolagem em descida. Segundo o Manual Auxiliar de Rotas Aéreas (Rotaer), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo do Comando da Aeronáutica (Decea), a extensão da pista é de 1,1 mil metros e a largura de 30 metros.

Vista da cabeceira da pista de Monte Verde - Foto: Glauco Araújo/G1

De acordo com o Rotaer, a altitude registrada da pista é de 1.555 metros. Apesar da informação oficial, uma pequena placa ao lado dos hangares indica que a altitude é de 1.560 metros. Os moradores afirmam que a variação pode ser explicada pela inclinação da pista.

O comandante e piloto executivo Hamilton Munhoz se considera veterano em pousos e decolagens na pista. "A minha operação inicial aqui começou em 1996. Naquela época, a pista tinha cerca de um terço da extensão. A operação de pouso e decolagem no local era considerada de risco. Depois de alguns incidentes, algumas árvores tiveram de ser cortadas para facilitar a vida dos pilotos."

Vista da aeronave durante a decolagem da pista mais alta do país - Foto: Glauco Araújo/G1

Munhoz afirmou que a pista de Monte Verde exige bastante perícia dos pilotos. "Por estar em uma altitude mais elevada, o ar é mais rarefeito e, por isso, há menos atrito do ar com a aeronave. Isso faz com que o avião ande mais pela pista. Um piloto novato pode ter alguma dificuldade. É por esta razão que o pouso é feito em subida, para ajudar a segurar a aeronave."

Pedro Velloso pousou pela primeira no local com um Cessna 206, que tem motor turbinado. "Um avião com motor aspirado, por exemplo, pode exigir um pouco mais da perícia do piloto, pois se usa mais o motor em operações com altitude mais elevada. A experiência do piloto conta ponto, pois dificilmente se treina em pistas com essa característica."

Paulo Spiller mora em Monte Verde com a família por causa da pista - Foto: Reprodução/G1

Em busca da pista mais alta do país

O empresário Paulo Spiller, 65 anos, começou a fazer os primeiros voos em 1983, no Rio de Janeiro. A paixão pela aviação cresceu e, em 2002, se mudou com a mulher e os filhos para a vila mineira. "Pela minha origem europeia e por gostar de frio, comecei a pesquisar onde estaria a pista de pouso mais alta do país e encontrei essa de Monte Verde. Durante esse período, somei cerca de 100 pousos e decolagens aqui."

Há algum tempo sem voar, o empresário disse que os dois filhos herdaram o gosto por aviões. "Um deles está trazendo do Canadá a primeira aeronave de treino da Diamond para o Brasil. O outro está fazendo curso de aviação em Bragança Paulista. O mais interessante é que essa pista se transformou no quintal de nossa casa. Eu saí do Rio de Janeiro para Minas Gerais e, hoje, me considero um 'minerioca'", disse Spiller.

Dono de uma pousada em Monte Verde, ele considera que a pista, se receber algumas melhorias, pode fomentar ainda mais o turismo na região. "Temos um clima excelente e uma diversidade de belezas naturais muito grandes. Essa pista pode vir a receber eventos temáticos de aviação e aumentar o fluxo de turistas em Monte Verde", disse Spiller.

Carla Alves quer voltar para Monte Verde para pousar e decolar na pista mais alta - Foto: Reprodução/G1

Turismo de fim de semana

Segundo a Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde, cerca de 95% dos turistas que frequentam a vila são de São Paulo. "Muitos deles vêm de Bragança Paulista (SP), Atibaia (SP) e Jundiaí (SP), que são cidades com aeroportos e pistas de pouso. Muita gente vem para a região para almoçar ou para passar o fim de semana, principalmente quem tem a aviação como hobby", disse Marcos Paulo Souza, gestor da associação.

A comissária de bordo Carla Alves, 36 anos, disse que sabia da existência da pista, mas fez questão de aproveitar uma visita aos familiares em Camanducaia para conhecer o ponto turístico de perto. "Tinha 5 anos de idade quando estive aqui pela última vez. Me lembro que era bem menor. Agora que vi com novamente, quero voltar com mais tempo para poder fazer um voo turístico. Assim vou poder contar que já pousei e decolei da pista mais mais alta do país."

Pouso em subida ajuda a frear a aeronave em altitude elevada - Foto: Glauco Araújo/G1

Homologação da pista

A Secretaria Municipal de Turismo de Camanducaia tem um projeto para pavimentar a pista e torná-la mais segura e ainda ampliar o horário de funcionamento. Por ser de terra batida, não ter sinalização e nem área de escape, a pista não recebe a homologação.

O secretário Gustavo Arrais informou que não tem previsão de quando a obra seria possível, já que se trata de uma propriedade particular e administrada pelos descendentes do imigrante letão Verner Grinberg.

fonte/G1

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