quinta-feira, 25 de setembro de 2014

CAPITAL DO AVIÃO SEM AVIÃO - AZUL CANCELA SEUS VOOS NO AEROPORTO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


O movimento de passageiros teve queda de 50% de janeiro a agosto. Foto: Marcelo Caltabiano O movimento de passageiros teve queda de 50% de janeiro a agosto. Foto: Marcelo Caltabiano
Única empresa a ter voos comerciais no terminal, companhia suspende operação local em novembro; medida ocorre 11 dias após governo ter inaugurado expansão da unidade 

Onze dias após a inauguração da reforma e expansão do Aeroporto de São José dos Campos, a companhia aérea Azul anunciou nesta quarta-feira que encerrará os seus voos no terminal a partir do dia 13 de novembro.
A companhia, a única que mantém voos comerciais na cidade, alega baixa demanda de passageiros em São José dos Campos.
“A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informa que encerrará suas operações em São José dos Campos a partir de 13 de novembro. A companhia, que está presente no aeroporto desde outubro de 2010, optou por fechar a base devido ao baixo movimento”, informou a companhia em nota. A empresa informou que os seus clientes da região poderão ser atendidos pela empresa em Guarulhos.
De acordo com a companhia, os seus clientes que compraram bilhetes para depois de 14 de novembro poderão ter o reembolso integral ou serem reacomodados em Guarulhos.
Baixa. Dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), gestora do aeroporto, mostram que o movimento de passageiros domésticos no terminal teve uma queda de 50% de janeiro a agosto deste ano ante o mesmo período de 2013.
O movimento de passageiros domésticos este ano foi de 60.704 ante 121.657 registrado no ano passado.
A Azul opera três voos diários de São José para o Rio de Janeiro e vice-versa.
Na semana passada, o terminal foi apontado como o de maior potencial de investimento entre os aeroportos regionais do país pela consultoria Urban Systems.
Investimento. A Infraero investiu R$ 16,6 milhões na expansão do terminal, que teve a sua capacidade triplicada. Antes era de 190 mil passageiros por ano.
A inauguração da expansão, no dia 13 de setembro, teve a participação dos ministros da Aviação Civil, Moreira Franco, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Surpresa. O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, e o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em São José, Almir Fernandes, ficaram surpresos com a decisão da Azul.
“Estou estarrecido. Se a Azul não tem capacidade para atender a demanda da região, é melhor sair mesmo”, disse Felipe Cury.
“É estranho falar que não tem demanda. Os voos da Azul estão sempre lotados. Não sei o que ela está querendo”, afirmou Almir Fernandes.
Para Cláudio Jorge Pinto, professor do ITA, com a ampliação, a cidade entrará na rota das empresas regionais.
“Se o Brasil voltar a crescer, a demanda potencial se concretiza e as companhias aéreas voltarão a ter interesse”.

Saiba mais
Operação
A companhia aérea Azul anunciou que irá encerrar as suas atividades no Aeroporto de São José dos Campos no próximo dia 13 de novembro

Demanda
A empresa alega baixa demanda de passageiros

Período
A Azul começou a operar no terminal em 2010

Ampliação
A Infraero, gestora do aeroporto, investiu R$ 16,6 milhões na ampliação do terminal, que teve sua capacidade triplicada

Surpresa
Decisão surpreendeu a cidade




Prefeitura avalia medidas para reverter a situação

São José dos Campos

A Infraero informou, em nota, que não havia sido comunicada oficialmente da decisão da Azul.
“Entendemos que a suspensão das atividades da Azul deva ser temporária e ocorre justamente com o objetivo de deslocar as aeronaves para as rotas mais demandadas na alta temporada. É evidente que essa situação não agrada a Infraero. Entretanto, ela se deve à baixa demanda no Aeroporto de São José nesse momento”, disse na nota.
Segundo a Infraero, a região tem potenciais atrativos, mas que não se consolidaram. “Essa consolidação deve ocorrer no próximo ano, ainda mais que a ampliação do terminal pode motivar o aquecimento do mercado da aviação civil”.

Avaliação. A prefeitura informou que não foi comunicada.
“A Secretaria de Desenvolvimento Econômico não foi comunicada oficialmente do cancelamento das operações da Azul no Aeroporto de São José. A prefeitura está entrando em contato com representantes da empresa, da Infraero e da Secretaria de Aviação Civil para avaliar as medidas que podem ser tomadas”.


fonte/Ovale

MINISTÉRIO PÚBLICO BRASILEIRO ACUSA DE SUBORNO OITO FUNCIONÁRIOS DA EMBRAER

As autoridades brasileiras entraram com uma ação criminal contra oito funcionários brasileiros da Embraer SA acusados de subornar autoridades da República Dominicana em troca de um contrato de US$ 92 milhões para fornecer aviões de guerra ao exército daquele país.

A queixa criminal, que corre sob sigilo e a que o The Wall Street Journal teve acesso, é um dos primeiros esforços conhecidos do Brasil em processar seus cidadãos por supostamente pagarem propinas no exterior, um marco conseguido com a ajuda do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a comissão de valores mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês).

As agências americanas também estão investigando alegações de suborno envolvendo a empresa na República Dominicana e em outros lugares e forneceram evidências para as autoridades brasileiras, segundo um pedido de ajuda por assistência legal feita no ano passado pelo Ministério Público federal brasileiro.

A Embraer, uma das empresas mais conhecidas do Brasil, é a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo e emprega mais de 18.000 funcionários em suas fábricas no Brasil, China, Portugal, França e Estados Unidos. Suas ações são negociadas na bolsa de Nova York.

"Em função do assunto ser objeto de uma investigação em andamento no Brasil e nos EUA, a empresa não pode fazer mais comentários sobre qualquer aspecto do caso, incluindo os processo no Brasil, onde a companhia não é parte da investigação", informou a Embraer em uma declaração por e-mail.

A Embraer revelou, em 2011, que estava sendo investigada nos EUA por possível violação da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior, uma lei anticorrupção que é aplicada com rigor. A investigação está em andamento e, como as ações da Embraer são negociadas em Nova York e alguns dos supostos pagamentos passaram pelos EUA, segundo um pedido de assistência legal, os EUA têm jurisdição para investigar a Embraer.

Os porta-vozes do Departamento de Justiça dos EUA e da SEC não quiseram comentar.

O Ministério Público brasileiro apresentou uma queixa de 31 páginas em um tribunal penal no Rio de Janeiro em agosto, o primeiro passo de um processo criminal. Um porta-voz do Ministério Público não comentou.

A queixa alega que os executivos de vendas da Embraer concordaram em pagar um suborno de US$ 3,5 milhões para um coronel aposentado da força aérea dominicana, que então influenciou legisladores para aprovar o negócio e um acordo de financiamento entre a República Dominicana e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. A venda foi realizada e as aeronaves foram entregues.

O coronel aposentado, Carlos Piccini Nunez, estava servindo como diretor de projetos especiais do exército dominicano em 2008, mesmo período das negociações do contrato que proveria a República Dominicana com oito aviões Embraer Super Tucano. Esse avião turboélice, usados em apoio a ataques, é o preferido dos exércitos de países em desenvolvimento, em função de sua baixa manutenção e preços acessíveis.

A Força Aérea da República Dominicana e o Ministério de Defesa do país não responderam aos pedidos para falar com Piccini.

A queixa criminal alega que o vice-presidente de vendas da Embraer, Eduardo Munhos de Campos, prometeu pagar o suborno, e que ele foi ajudado na obtenção do pagamento por Orlando José Ferreira Neto, outro vice-presidente; pelos diretores Acir Luiz de Almeida Padilha Júnior, Luiz Eduardo Zorzegon Fumagalli e Ricardo Marcelo Bester; e os gerentes Albert Phillip Close, Luiz Alberto Lage da Fonseca e Eduardo Augusto Fernandes Fagundes.

A Embraer não informou se eles ainda estão empregados na empresa. Vários deles parecem ter se mudado com base em seus perfis no LinkedIn. Eles não retornaram pedidos para comentários ou não puderam ser contatados. Seus advogados no Brasil não foram identificados.
Advogados americanos de Munhos e Fumagalli não comentaram. O advogado americano de Close, Danny Onorato, disse: "Nós estamos cientes da queixa criminal no Brasil e a estamos estudando." Não ficou claro se os outros acusados também possuem advogados americanos.

Os funcionários da Embraer são acusados na queixa brasileira de corrupção em transações internacionais, o que pode levar até oito anos de prisão se condenados, e lavagem de dinheiro.
A queixa alega que "todas as evidências indicam" que parte do suborno de US$ 3,5 milhões era destinada a um senador dominicano, que não é nomeado no documento.

Os e-mails coletados na queixa criminal parecem mostrar os executivos da Embraer tentando fazer pagamentos diretamente para três empresas de fachada designadas por Piccini. Mas o departamento de supervisão da Embraer impediu a transferência total em 2009, forçando a equipe de vendas a elaborar um novo plano, diz a queixa.

O grupo supostamente ocultou os recursos dos pagamentos ao alocá-los como honorários de consultoria para um acordo de venda de aviões para a Jordânia, o que nunca aconteceu, segundo a queixa criminal.

fonte/WSJ/FAB/Notimp

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