sábado, 21 de janeiro de 2017

INCIDENTES VIOLENTOS AUMENTAM NA AVIAÇÃO COMERCIAL

Abusos verbais e agressões físicas entre passageiros e tripulação atingem, todos os anos, números preocupantes. As companhias aéreas tentam implementar mais medidas de segurança para todos.

Ao longo dos últimos anos tem vindo a disparar o número de incidentes violentos com passageiros durante os voos. Quem o diz é a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que agrupa mais de 200 companhias de todos os cantos do mundo, citada pelo jornal espanhol El País.
No último relatório apresentado dá-se conta que, em 2015, foram registados 10.854 casos de passageiros indisciplinados, mais 16,5% do que no ano anterior. Segundo dados divulgados pelas companhias aéreas, considera-se que há um incidente – na sua maioria abusos verbais, mas também agressões físicas – por cada 1.205 voos. São números elevados mas, ainda assim, inferiores à média do período entre 2007 e 2015, quando os registo eram de 1.612 incidentes por voo.

A maior parte dos incidentes que dá conta a IATA referem-se a abusos verbais, como resposta às instruções da tripulação. No entanto, uma parte significativa (11%) são incidentes que terminam com agressão física sobre a tripulação ou passageiros, por vezes também causando estragos à aeronave. Em 23% dos casos, o consumo de álcool ou drogas está associado a estes comportamentos. Do relatório consta também que 60% dos comportamentos incorretos dos passageiros não podem ser denunciados, por falta de leis específicas na jurisdição nacional a que estão sujeitas as companhias aéreas. Uma luta em que têm batalhado.

Outro combate tem sido o de tentar implementar novas medidas a bordo, como diz Alexandre de Juniac, diretor-geral da IATA: “O aumento de incidentes registados diz-nos que são necessárias medidas de detenção mais eficazes”. Entre as propostas que vão sendo discutidas, algumas passam por começar a identificar-se passageiros embriagados antes de embarcarem; há companhias aéreas que querem apostar em medidas mais fortes, como possibilitar à tripulação o uso de armas de choque (tasers) para neutralizar passageiros indisciplinados; outras companhias sugerem também a criação de uma lista negra, na qual se possa registar um histórico de passageiros com comportamentos incorretos.

“Não há uma resposta simples para dar conta do aumento de comportamentos irresponsáveis durante os voos. Precisamos de uma solução equilibrada, em que todos os envolvidos possam colaborar”, afirma Alexandre de Junia.

fonte/JN/VoltaaoMundo
 

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