terça-feira, 13 de março de 2012

CARREIRA NAS ALTURAS: SEJA UM PILOTO DE AERONAVES

O aumento da oferta (13,8% entre janeiro e setembro de 2011) e da demanda por voos domésticos (18,52%) explica porque a formação de pilotos de aeronaves no Brasil passa por um momento muito promissor no País. A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) registra cerca de 60 mil pilotos em diferentes habilitações, além de mais de 160 aeroclubes distribuídos por todo o País, centenas de escolas de aviação e dezenas de empresas aéreas.

Segundo a Organização Internacional de Aviação Civil (Icao) no Brasil, a demanda é tanta que companhias estão contratando pilotos recém-formados e ex-integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB). 

Em Maringá, além da Escola de Aviação Civil (Aeroclube), o Centro Universitário de Maringá (Cesumar) e uma outra instituição privada disponibilizam o curso para formação de pilotos.

O instrutor de pilotagem Kleber Ribeiro da Silva explica que para se tornar um profissional da aviação é preciso, além de frequentar o curso teórico, muitas horas de voo na bagagem. Não é um processo fácil, o candidato precisa ter muita dedicação, disciplina e, claro, sentir prazer.

"As pessoas tem a ideia errada do que é ser piloto e enxergam apenas os lados positivos e glamourosos da carreira, por isso muitos desistem na metade do caminho".

Ribeiro diz que o candidato a piloto de aeronave tem de ter no mínimo 17 anos e o primeiro grau completo. "A primeira etapa é a realização do curso para piloto privado. Nesta fase são três meses de aulas teóricas e 35 horas de voo. E se desejar, em seguida, ele pode fazer o curso de piloto comercial, em que são necessários mais três meses de aulas e 150 horas de voo. Depois de concluído, o piloto pode ingressar no mercado de trabalho".

De acordo com os dados da Anac, em 2010, foi registrado um crescimento de 100% no número de habilitações para pilotos privados e de 75% nas habilitações de piloto comercial, em comparação a 2009. Com relação aos valores, o instrutor diz que as aulas teóricas para piloto privado custam em média R$ 1.800 e para comercial, R$ 2 mil.

"As horas de voo podem variar entre R$ 275 e R$ 350, cada, dependendo do modelo do avião". As aulas teóricas podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 19 às 22h30, período em é ministradas as disciplinas de regulamentos de tráfego aéreo, meteorologia, navegação, teoria de voo e conhecimentos técnicos, além de motor e estrutura da aeronave.

O aluno Bruno Santana (de óculos) recebe instruções de Kleber da Silva sobre a mecânica do avião
A participação das companhias de menor porte no mercado doméstico também aumentou em janeiro de 2012, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. E, pela quantidade de licenças concedidas só no primeiro semestre de 2011, este ano deve superar o anterior.

Hoje, são mais de 3.097 pilotos comerciais aptos para comandar as 1.518 aeronaves registrados no País – média de dois pilotos por unidade. O número é pequeno se considerado que empresas aéreas empregam até 14 pilotos por aeronave.

Para o ex-aluno e futuro piloto Bruno Ricardo Lopes Santana, de 22 anos, além de boas oportunidades no mercado de trabalho, o gosto pela aviação corre nas veias. "Desde pequeno tenho o sonho de ser piloto de aeronaves e na minha família tenho dois tios que são minhas inspiração".

Conforme a Organização Internacional de Aviação Civil (Icao), até 2030 serão necessários mais de 517 mil novos pilotos no mundo.

Rapidez nos processos
Desde o ano passado, a Anac adotou ferramentas para facilitar os processos de emissão de licenças, expedição de habilitações, controle de horas voadas pelos pilotos, revalidação de licenças de aeronaves, dentre outros procedimentos.
A sistematização digital proporciona o aumento da segurança do usuário, da velocidade e da transparência dos processos.
Candidatos a piloto ou interessados em trabalhar na aviação civil devem obter o Código Anac pelo site www.anac.gov.br. A partir daí, o envio de todos os documentos pode ser feito eletronicamente, por meio da internet, meio pelo qual também é possível acompanhar o andamento do processo.
Todo piloto, comissário, mecânico de voo e de manutenção aeronáutica necessita obter Licenças e Certificados de Habilitação Técnica específicos, para poder atuar na respectiva atividade, no âmbito da aviação civil. Para isso, são elaboradas provas que avaliam o conhecimento dos profissionais, com o objetivo de certificá-los para o mercado.

ÁREAS EM EXPANSÃO
Comissário de bordo - é o profissional que atua a bordo da aeronave, zelando pela segurança e conforto dos passageiros. A categoria está incluída no grupo designado como "pessoa da cabine" ou até mesmo "tripulação".
Despachante operacional de voo - é o responsável pelo planejamento e acompanhamento dos voos (controle operacional) em empresas aéreas.
Mecânico de manutenção - é o profissional capacitado para a manutenção de aviões, helicópteros, planadores ou outras aeronaves, podendo executar ou supervisionar tarefas como reparos, modificações, recondicionamento e manutenção preventiva.
Mecânico de voo - auxilia o comandante a bordo da aeronave na cabine de pilotagem, encarregado da operação e controle de diversos sistemas conforme descritos nos manuais técnicos.

FONTE/ODiario.Com

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