GREVE É AMPLIADA NA EMBRAER E JÁ ATINGE 10 MIL TRABALHADORES


Funcionários da Embraer entraram em greve. Foto: Claudio Vieira Funcionários da Embraer entraram em greve. Foto: Claudio Vieira

A produção de aviões na Embraer, em São José dos Campos, parou ontem praticamente por completo depois que trabalhadores do primeiro turno aderiram à greve, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos desde anteontem.
Segundo a entidade, cerca de 10 mil funcionários da unidade Faria Lima, a principal da empresa em São José, cidade na qual emprega 13 mil pessoas, estão parados por tempo indeterminado.
Eles reivindicam uma proposta de reajuste salarial por parte da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que negocia em nome da Embraer.
Até agora, a Fiesp ofereceu 7,4% de reajuste para o setor aeronáutico. A última rodada de negociação foi realizada em 29 de outubro. Não há outra data para nova conversa entre as partes.
“Se a empresa e a federação não apresentarem uma proposta melhor, a greve vai continuar. O que eles querem dar está muito abaixo do que os metalúrgicos de outras fábricas da região já conseguiram”, disse Herbert Claros da Silva, vice-presidente do sindicato.

Prejuízo. Os trabalhadores querem 10% de aumento e o congelado do desconto sobre o convênio médico.
Na campanha salarial deste ano, foram fechados mais de 80 acordos, com aumentos entre 9% e 11%.
A paralisação começou um dia antes de a Embraer anunciar que teve prejuízo de R$ 24,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, em razão de ter entregue menos aeronaves e de aumento nas despesas com imposto de renda (leia texto nesta página).
A fabricante de aviões não comentou se a greve pode afetar o resultado do quarto trimestre, cuja expectativa é de melhorar os números financeiros da companhia.

Outro lado. Em conferência realizada ontem, pela internet, o vice-presidente executivo, financeiro e de relações com investidores da companhia, José Antonio Filippo, disse que não há como estimar se haverá algum impacto no resultado.
“É prematuro, se vai afetar nas entregas. A empresa tem grandes desafios e entende que a proposta é razoável.”
A Embraer fechou acordo em Botucatu, com reajuste de 7,4%, e fez a mesma proposta para unidades de Taubaté, Sorocaba e Gavião Peixoto. São José não aceitou.


3º trimestre de 2014
Prejuízo de R$ 24,3 milhões. Em 2013, em igual período, teve lucro de R$ 118,7 milhões

Motivo
Despesa de imposto de renda mais elevada, de R$ 178,6 milhões no trimestre ante R$ 58,7 milhões, em 2013, por efeito da variação cambial

Receita líquida
R$ 2,827 bilhões no trimestre. O resultado representa redução de 4% comparado à receita do terceiro trimestre de 2013, que foi de R$ 2,943 bilhões

Aeronaves
Entrega de 34 aeronaves no trimestre, ante 44 em 2013

Comercial
Aviação comercial caiu 4% e chegou a R$ 1,5 bilhão. Aviação executiva caiu 32% e chegou a R$ 489,6 milhões

Defesa
Cresceu 29%, chegando agora a R$ 788,2 milhões


Embraer tem prejuízo de R$ 24 milhões no 3º trimestre
São José dos Campos

A Embraer registrou prejuízo de R$ 24,3 milhões no terceiro trimestre deste ano ante um resultado positivo de R$ 118,7 milhões, em igual período do ano passado.
A queda se deu, segundo a empresa, que tem sede em São José, por despesa de imposto de renda mais elevada, de R$ 178,6 milhões neste trimestre e R$ 58,7 milhões, em 2013, por efeito da variação cambial.
Apesar deste resultado, a companhia acumula lucro de R$ 554,2 milhões entre janeiro e setembro de 2014, mais do que o triplo do número registrado no mesmo período do ano passado, R$ 170,5 milhões.
Os dados fora apresentados ontem em conferência conduzida por José Antonio Filippo, vice-presidente executivo, financeiro e de relações com investidores da Embraer.
Segundo ele, o que também prejudicou o lucro da empresa no trimestre foi o menor volume de entrega de aeronaves. Foram 34 aviões no terceiro trimestre deste ano comparado a 44 em 2013.
“Prejuízo reflete nível de entregas menor e o aumento do imposto de renda, por causa da variação cambial, como o dólar se valoriza em relação ao real”, afirmou o executivo.

Recuperação. Para o quarto trimestre do ano, Filippo espera recuperação das vendas.
“Teremos maior número de entregas no quarto trimestre e o resultado tende a ser melhor”, disse.

fonte/foto/OVale

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