sábado, 13 de abril de 2013

TRABALHADORES DA TAP SÃO OS MAIS BARATOS DAS LOW COST DA EUROPA

Um estudo sobre a produtividade de 18 das principais companhias aéreas da Europa mostra que a portuguesa TAP tem dos trabalhadores mais baratos do sector no Velho Mundo, uma vantagem financeira que contudo é anulada pelas baixas receitas da transportadora: são pouco mais de 225,7 mil euros por empregado, o pior registo entre as 18 companhias analisadas e que compara com a média de 315,6 mil euros.

O levantamento foi realizado pela CAPA - Centre for Aviation, empresa especializada em estudos sobre o sector, e agora divulgado. “Depois da Wizz Air, a TAP Portugal e a Flybe apresentam o mais baixo custo por empregado, a rondar os 48 mil euros”, salienta a CAPA. Os custos com pessoal incluem o salário e os impostos e contribuições sobre o mesmo. A húngara Wizzair e a inglesa Flybe, que surgem imediatamente antes e depois da TAP, são duas transportadoras low cost. Na análise a estas contas, a CAPA conclui mesmo que a “TAP Portugal mostra assim que nem todas as companhias de bandeira pagam altos ordenados”.

Já na Ryanair os custos por trabalhador chegam aos 49 mil euros e na easyJet aos 70,4 mil euros, para destacar as duas low cost mais conhecidas da Europa e com forte presença em Portugal. A SAS é a transportadora com os mais altos custos por empregado: 104 mil euros. Em média, nas 18 companhias analisadas pela CAPA, o trabalhador médio de uma transportadora aérea na Europa custa mais de 65 mil euros.

As contas da CAPA partem da divisão dos custos com pessoal de cada empresa pelo seu total de colaboradores, sendo no caso da companhia portuguesa utilizados valores de 2011, já que é uma das empresas que mais tempo leva a disponibilizar os resultados.

Pior receita por empregado As contas da CAPA mostram também que a TAP, apesar de apresentar dos custos por trabalhador mais baixos das 18 companhias analisadas, é das empresas em que os custos com pessoal saem mais caros medidos face às receitas. A companhia portuguesa gasta o equivalente a 21,5% das receitas com o pessoal, segundo a CAPA, o sétimo valor mais alto entre as transportadoras analisadas. A Wizzair, única com custos por empregados mais baixos que a TAP, gasta apenas 6,5% das suas receitas com o quadro de pessoal.

Num terceiro ângulo de estudo da produtividade das companhias, a CAPA mostra que a TAP é a companhia que menos receitas consegue gerar por empregado, com 225 mil euros, contra a média europeia, superior a 315 mil euros. “No fundo da tabela está a TAP Portugal, que gera apenas 225 mil euros em receitas por empregado, o que sugere que há espaço para melhorias, seja pela actual administração seja pelo futuro dono, caso o processo de privatização volte a avançar”, aponta a CAPA.

fonte/ioonline

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