EMBRAER OFERECE INDENIZAÇÃO E BENEFÍCIO POR ADESÃO AO PDV


Produção de avião na Embraer. Foto: Cláudio Vieira/O VALE.
Produção de avião na Embraer. Foto: Cláudio Vieira/O VALE.


A Embraer vai pagar indenização de 40% do salário nominal (registrado em carteira) por ano trabalhado na empresa para cada empregado que aderir ao PDV (Plano de Demissões Voluntárias), além das verbas rescisórias.
Também será garantido o pagamento mínimo de dois salários nominais. O funcionário demitido terá um salário inteiro de indenização para cada dois anos e meio de trabalho. O valor vai ser isento de impostos. Essas regras foram divulgadas ontem.
A medida pretende economizar US$ 200 milhões (cerca de R$ 650 milhões) por ano e a inclui ainda seis meses de assistência médica e odontológi-ca e orientação para recoloca-ção ou aposentadoria.
Levando-se em conta o salário médio de R$ 4.000 no setor de produção em São José, segundo o Sindicato dos Meta-lúrgicos, a fabricante teria que demitir cerca de 4.700 trabalhadores para atingir a meta apenas com o PDV.
A Embraer não divulgou a expectativa de adesão ao programa. Informou que o número variará dependendo dos cargos dos demitidos. Disse ainda que aplicará outras ações para cortar gastos, como a redução de estoque e a reprogramação com fornecedores.

No Brasil. Poderão aderir trabalhadores de qualquer nível hierárquico das cinco fábricas da Embraer no país, que empregam 17 mil dos 19 mil funcionários. As unidades do exterior estão fora do PDV. Com 12,3 mil empregados só em São José, a cidade deve ser a mais atingida. Há unidades também em Taubaté, Sorocaba, Botucatu e Gavião Peixoto.
O período de adesão ao PDV começa na próxima terça-feira e segue até 14 de setembro. Os demitidos terão seu desligamento efetivado na primeira semana de outubro.
Contrário ao desligamento, o sindicato vai propor alternativas à Embraer em substituição ao programa. "Não existe PDV bom. É demissão e não podemos aceitar. Não aceitaremos mais esse grave ataque contra os trabalhadores", disse o vice-presidente Herbert Claros.
"Vamos discutir com os trabalhadores e propor alternativas à empresa". 

fonte/foto/OVale

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