sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

EMBRAER VENDE 94 JATOS NO MAIOR CONTRATO DESDE A CRISE


Jato Embraer 175 pintado nas novas cores da American Eagle Foto: Divulgação/Embraer Jato Embraer 175 pintado nas novas cores da American Eagle Foto: Divulgação/Embraer
Acordo comercial sinaliza recuperação da empresa brasileira no mercado norte-americano; entregas começam este ano
Chico Pereira
São José dos Campos


A Embraer, de São José dos Campos, anunciou ontem a venda de um pacote de jatos Embraer 175 para a empresa norte-americana Republic Airways, em um contrato que pode atingir US$ 4 bilhões.

O contrato firmado com a aérea é para a venda firme de 47 aeronaves 175, com a opção para o fornecimento de mais 47 jatos adicionais.

A preço de lista, cada jato 175 custa, em média, aproximadamente US$ 42 milhões.

O contrato divulgado ontem é um dos maiores já firmados pela fabricante brasileira e o maior depois da crise econômica mundial de 2008, que atingiu duramente a aviação comercial em todo o mundo e levou a empresa a reduzir a cadência produtiva e a demitir mais de 4.000 empregados.

De acordo com o comunicado da Embraer, os novos aviões serão operados pela Republic Airlines, subsidiária da Republic, nas cores da American Eagle em rotas regionais da American Airlines.

A fabricante informou, no entanto, que o acordo está sujeito à aprovação do Tribunal de Recuperação Judicial da American, o que está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2013.

Ações. Os papéis da fabricante na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registram alta ontem após o anúncio da venda de jatos. As ações chegaram a subir mais de 10% durante o dia e fecharam cotadas a R$ 15,87 (alta de 8,48%).
Os E175 serão configurados em duas classes de serviço, com capacidade para 76 passageiros, segundo a empresa.
A primeira entrega está programada para este ano.

Melhoria. A Embraer começou a implementar uma série de melhorias para a atual geração de E-Jets, incluindo novas pontas de asa (wingtips), otimização de sistemas e refinamentos aerodinâmicos que reduzirão o consumo de combustível em até 5%.
A Republic será o primeiro cliente a receber o jato E175 com estes aprimoramentos.

Demanda. A venda dos jatos foi viabilizada por causa de um acordo firmado pelas companhias aéreas norte-americanas com a associação dos pilotos para permitir que a aviação regional possa operar jatos com capacidade superior a 50 passageiros.
A Embraer estima entre 300 e 400 unidades a demanda de jatos para a aviação regional nos Estados Unidos.
“É muito significativo que a Republic Airways, nosso cliente de longa data, um verdadeiro inovador no ramo de transporte aéreo regional, seja o primeiro cliente do E175 com os novos aprimoramentos que estamos implementando na frota”, disse em nota Paulo Cesar Silva, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.
“Este é um marco significativo na história da nossa companhia”, afirmou em nota Chuck Schubert, vice-presidente de Planejamento da Rede de Voos da American.

Recuperação. Para o especialista Expedito Bastos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), a venda sinaliza processo de recuperação do mercado da aviação.
“Depois da crise de 2008, as aéreas dos Estados Unidos se retraíram. É bom sinal para a Embraer, que tem excelentes produtos”, disse. 

Mercado começa a se recuperar
São José dos Campos


Nos últimos quatro anos, a Embraer enfrentou turbulências severas por causa da crise mundial da economia de 2008/2009.

 
A maior fabricante mundial de jatos para a aviação regional teve que reduzir a cadência produtiva nos anos seguintes à crise em cerca de 30%.


No entanto, a situação mais grave foi a demissão de 4.273 funcionários em 2009.


A crise financeira atingiu duramente a aviação comercial em todo o mundo, principalmente os Estados Unidos e a Europa, principais mercados da fabricante brasileira.


A Embraer viu sua carteira de pedidos firmes ser reduzida com a postergação e cancelamento de encomendas.


A aviação executiva, um dos nichos que a empresa investiu maciçamente nos últimos anos, foi a mais afetada.


A recuperação do mercado da aviação começou, timidamente, no ano passado.


No entanto, os resultados da Embraer em 2012 mostram que a empresa ainda está longe de atingir o mesmo patamar pré-crise.


A empresa entregou 205 aeronaves no ano passado, o mesmo volume do ano anterior e redução de 18,3% na sua carteira de pedidos.


fonte/OVale/foto/Divulgação

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