AVIÃO CAI E MATA AVÔ E NETO NA ZONA RURAL DE TERESINA

O PILOTO Chiquinho da Rocha, do Clube do Ultraleve, afirmou sobrevoou a região para as buscas e Carlos Alves Brandão chegou a fazer contato com ele para saber se o rádio estava funcionando. “Falei com ele e disse que o rádio estava funcionando. Temos a orientação de não voar à noite e antes do pôr do sol a gente tem que pousar. Como ele é bastante rigoroso com as normas estranhei que não tivesse pousado e já imaginei que poderia ter acontecido alguma coisa. Ainda peguei o avião e sobrevoei para tentar localizar, mas não encontrei”, declarou Chiquinho Brandão.
 
Os policiais do Gtap informaram que o avião não explodiu, mas com o impacto da queda ficou partido ao meio. Eles também relataram que viram o avô e neto ainda abraçados. Também foram enviadas para o local do acidente equipes do Corpo de Bombeiros. Segundo o tenente Adolfo Veloso, do Gtap, o ultraleve teria caído de ponta e não houve explosão.
 
O Instituto de Criminalística também esteve no local para apurar as circunstâncias do acidente. A Infraero (Empresa de Infraestrutura Aeroportuária) informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) será o responsável pela investigação do caso. Piloto de ultraleve tinha 30 anos de experiências com voos O empresário Carlos Alves Brandão, vítima de queda de um ultraleve em Teresina, tinha 30 anos de experiência como piloto e foi instrutor no Clube de Ultraleves do Piauí.
 
Conforme o amigo do empresário e presidente do Clube do Ultraleve Jacinto Lay, disse que Carlos Brandão era bastante cuidadoso e rigoroso com questões envolvendo a segurança e manutenção da aeronave. O piloto estava acompanhado do neto Lucas, de apenas 5 anos, que também morreu na queda do ultraleve.
 
Os corpos foram localizados na manhã deste domingo , a cerca de 200 metros da pista do Aeroporto Nossa Senhora de Fátima, Zona Leste da capital. “Todo sábado ele voava com o neto. O tempo ontem estava bom e acredito que pode ter acontecido uma falha mecânica”, falou Jacinto Lay.

Atualizado às 11:26
O empresário Carlos Brandão de 60 anos e seu neto Lucas Brandão de 5 anos morreram em acidente com um ultraleve de modelo Storm na manhã deste domingo (09), a 200 metros da cabeceira do aeroporto de Nossa Senhora de Fátima, na Cacimba Velha, zona rural de Teresina.

Carlos Brandão, o 'brandãozinho' como era conhecido, era dono da empresa de peças de motos, Center Motos e instrutor e fundador do Clube de Ultra Leve do Piauí. Ele tinha o costume de usar seu ultraleve para fazer passeios e saiu às 17h do aeroporto do clube de ultraleve também no povoado Cacimba Velha. Os corpos foram encontrados às 07h deste domingo pelos policiais do Gtap (Grupamento Tático Aéreo de Polícia Militar) que fez sobrevoo na área.

O corpo de Bombeiros chegou às 07h para retirar os corpos do avião, o comandante do corpo de bombeiros Major Glésio Mendes da Rocha afirmou que foi aberto uma vereda na mata por uma distância de 200m na pista e os corpos foram retirados para fazer o trabalho de perícia pelos peritos do Instituto de Criminalística.

O empresário Carlos Brandão é chamado comandante porque era instrutor de aviação de ultraleves.

Segundo ele, Carlos Brandão e seu neto Lucas, estavam com o cinto de segurança e sofreram fraturas em todo o corpo, a criança sofreu um traumatismo no pescoço e na cabeça. O major Glésio Mendes informou que o piloto ao perceber que o avião tinha perdido o controle e ia cair, segurou o corpo do neto como uma forma de protegê-lo e evitar sua morte.

“Ao perceber que ia morrer e o avião ia cair, Carlos Brandão ficou mais na frente e segurou o corpo do neto como se quisesse evitar sua morte”, declarou o major.

O ultraleve ficou completamente destruído com as asas destroçadas e a cabine totalmente levantada, ficando os bancos expostos. O piloto do Gtap, Tenente Adolfo Veloso Melo Júnior disse que o ultraleve caiu de bico em uma mata fechada, de difícil acesso. Em sua opinião, houve perda do controle do avião que pode ter sido a causa do acidente.

“Quando o piloto perde o controle da aeronave nada pode fazer”, declarou. O comandante Egidio Fagundes, do Gtap, declarou que ultraleve caiu de bico por falta de comando, e ele perdeu o comando porque pode ter quebrado um cabo da aeronave.

“Só a perícia vai determinar a causa correta do que houve. O empresário Carlos Brandão saiu do clube de ultraleve e acredito que logo após ter dado a pane tentou pousar de emergência no aeroporto de Nossa Senhora de Fátima. O acidente ocorreu próximo da cabeceira do aeroporto, distante de 1km do local onde ele saiu, às 17h”, declarou Egidio Fagundes.







fonte/foto/MeioNorte.Com

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