quarta-feira, 20 de agosto de 2014

EMBALADA PELA EMBRAER, CIDADE TEM AMOR POR AVIÃO


Talento, obstinação e amor criaram asas e escreveram o nome de São José dos Campos nos céus do mundo. Aqui, em terra, a paixão por aviões movimenta o sonho de milhares de pessoas. Para elas, voar é como viver. É riscar com o giz da imaginação a imensidão azul do planeta.

"É nóis na pista", brinca o engenheiro e colecionador Célio Moura, 59 anos, apaixonado confesso por aviões por causa da Embraer. "Segui de perto os passos da empresa, embora nunca tenha trabalhado nela". Ele morou em São José por 45 anos, até 2010, quando se aposentou e seguiu para Minas Gerais.

Na casa onde mora precisou erguer um cômodo no quintal para guardar os milhares de livros, revistas e miniaturas de aviões que coleciona, muitos deles réplicas de aeronaves da Embraer.
Carreira. 

Desde pequeno, Danilo Romão dos Santos, 19 anos, encantava-se com aviões. Seu pai o levava para vê-los pousando e decolando nos aeroportos de Guarulhos e São José. Não deu outra. O rapaz escolheu voar como profissão. Faz atualmente faculdade de manutenção de aeronaves, na Fatec de São José, concluiu o curso de piloto de helicóptero e almeja graduar-se em pilotagem de aviões. O sonho dele é pilotar para empresas do ramo petrolífero.

"Fui a muitas feiras na sede da Embraer. Quem mora em São José e na região respira aviação. As pessoas acompanham aviação no Vale, de um jeito ou de outro, por causa da Embraer e dos militares. Está na raiz da nossa região".

Construtor.
Depois da Embraer, ninguém mais construiu os aviões da fabricante como David Leite, 62 anos. Também ex-funcionário da companhia, ele se tornou um especialista em fabricar maquetes.

Os primeiros modelos foram aviões da empresa, no final dos anos 1970, quando a Embraer era o principal cliente de Leite. Com o passar do tempo, os pedidos foram aumentando e, em 1980, a maior parte dos cômodos de sua casa estavam sendo utilizados na fabricação de maquetes.

Hoje, ele constrói uma média de 500 maquetes por mês, de todos os tipos, não só aviões, mas é das aeronaves que ele guarda um carinho especial. Já fez modelos de mais de um metro de altura e, desde o ano 2000, para surpresa de muitos, fabrica a maquete do KC-390, cargueiro militar que está sendo projetado pela Embraer.

"Cada país que a empresa mostrava a aeronave pedia alguns ajustes, e eu fazia as maquetes, que eram secretas", conta o artesão. Para ele, assim como a Embraer, o que o alimenta a continuar no negócio é o desafio. "Gosto de maquetes desafiadoras, que estimulem a minha criatividade".

Entre os clientes de Leite, estão aficionados por aviões de várias partes do Brasil, muitos deles colecionadores de maquetes. "Há pessoas em Curitiba e no Rio de Janeiro com mais de 2.000 maquetes que fiz. Eles vêm aqui e compram de montes. Perguntam o que ainda não tenho e levam as novidades", afirma Leite. 

fonte/OVale

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