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PANE NOS SISTEMAS DE VOO LEVA CAOS AO AEROPORTO DO PANAMÁ

Pernambucana relata caos após pane em voos em aeroporto do Panamá

Falha em sistema de companhia aérea deixou passageiros 'presos' no país.
Moradora do Recife dormiu no chão do terminal com filhas de 8 e 11 anos.

Do G1 PE

Passageiros dormem no chão do Aeroporto Internacional do Panamá enquanto aguardam retorno ao Brasil. (Foto: Paula Salazar/ Arquivo pessoal)Passageiros dormem no chão do Aeroporto Internacional do Panamá, enquanto aguardam retorno ao Brasil(Foto: Paula Salazar/ Acervo pessoal)
Uma falha no sistema de voos da Copa Airlines, ocorrida no último sábado (19), comprometeu viagens da companhia para diversos países com partida da Cidade do Panamá. Até a noite desta segunda-feira (21), ainda há passageiros tentando embarcar. A pernambucana Paula Salazar, 37 anos, contou ao G1 que passou duas noites dormindo no Aeroporto Internacional Tocumen, com as filhas Gabriela, 8, e  Letícia, 11 anos, além da irmã dela, Isabela Salazar, 40. A passageira disse que faltou comida nas lanchonetes e as filas para obter informação eram "imensas". A família, que voltava ao Recife após descanso nos EUA, chegou a dormir no chão do terminal.

Paula viajou para os Estados Unidos em 11 de outubro. Visitou Miami e Orlando e, na volta, dia 19, precisou fazer uma conexão na Cidade do Panamá. O voo para o Recife partiria às 21h57 do último sábado. "Foi quando começou o inferno. Nos disseram que houve uma queda no sistema e todos os voos iam atrasar. Parecia um cenário de guerra, com bebês e idosos dormindo no chão. Eles [a empresa aérea] perderam o controle. Faltou comida nas lanchonetes, eles precisaram descer [comida] dos aviões. Também levaram lençóis para a gente dormir no chão mesmo", afirmou.

A jornalista pernambucana só foi transferida para um hotel por volta de 1h30 desta segunda-feira (21), após mais de 24 horas no aeroporto. "E eles só mandaram [para um hotel] porque invadimos a sala VIP da Copa, com as crianças chorando. A gente não conseguia informação, as filas eram imensas. Deu para ver que a empresa não está preparada para emergências", criticou.

A pernambucana também reclamou que a aérea priorizou o embarque de passageiros norte-americanos. "A lei de migração dos Estados Unidos é bem mais rígida. Vi diplomatas dos Estados Unidos, da Rússia, mas não vi do Brasil. Depois, até falei com a embaixada brasileira no Panamá e eles disseram que não podiam fazer nada e que, inclusive, havia ministros brasileiros que foram para uma reunião e também estavam sem ter como voltar."

Na noite desta segunda, Paula foi acomodada com a família no voo 403 com destino ao Recife. Ela deve chegar a capital pernambucana às 7h15 desta terça (22). "Espero que não dê errado, pois era para eu estar trabalhando, as meninas na escola. Minha irmã trabalha na África. Se ela não viajar até amanhã [terça], não consegue voltar para lá", disse ao G1 enquanto esperava o embarque.

Em nota, a Copa Airlines informou que registrou uma interrupção no funcionamento da rede de tecnologia na central de operações de voos na Cidade do Panamá nas primeiras horas do último sábado. A situação se estendeu por várias horas do dia, tendo sido parcialmente resolvida. "A interrupção provocou um efeito em cadeia, com a sobreposição de voos, o vencimento do horário de tripulantes e congestionamento nas dependências dos aeroportos. Por esta razão, a companhia aérea registrou cancelamentos e atrasos dos voos também no domingo, dia 20, e segunda-feira, dia 21", explica.

A nota ainda diz que os "cancelamentos têm sido adotados em caráter de urgência e sempre levando em conta a segurança de nossos passageiros, funcionários e colaboradores, com a preocupação de restabelecer os itinerários de nossos passageiros da maneira mais rápida e eficiente possível". A Copa Airlines afirma que está prestando assistência aos passageiros e assumirá os gastos relacionados a mudanças ou realocações dos voos afetados.

fonte/foto/G1

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