sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

BÓLIDO SOBRE ASAS - AVIAÇÃO AGRÍCOLA

Dois últimos pilotos que morreram no Rio Grande do Sul eram naturais de Carazinho


Humberto Trezzi

Aviões agrícolas não são aeronaves comuns. São verdadeiros bólidos com asas, que não admitem erros. Sei disso porque me criei em contato com pilotos agrícolas, amigos de meu pai, que pilotava aviões de treinamento _ os chamados teco-teco. Casualmente, em Carazinho, terra natal dos dois últimos pilotos que morreram no Rio Grande do Sul.

Os teco-teco, apesar do motor fraco, são uma delícia para o piloto, porque têm asa acima da fuselagem e, por isso, planam por grandes distâncias. Uma falha de motor quase sempre é contornável, nesse tipo de aeronave. Já aviões agrícolas são praticamente montados em torno do motor, seu componente decisivo. Alguns muito populares no Brasil possuem inacreditáveis 1.295 HP de potência, superior à de uma Ferrari de corrida. É o caso do americano Air Tractor, cuja força começa pelo nome...). Ou de outro um pouco menos potente, o polonês PZL Dromader, com seus 1.000 HP. São como um Fórmula 1 voando rente ao solo. A força cavalar se deve à necessidade de voar em baixíssima altitude, em média ou grande velocidade, para evitar que a nuvem de defensivo agrícola se espalhe além da área de plantio.

Pilotar, como se sabe, requer atenção total e habilidade. Manejar aviões agrícolas requer isso tudo em dobro, já que a potência e a proximidade em relação ao solo não admitem qualquer vacilo. Basta um cochilo involuntário, um pequeno mal-estar do piloto (às vezes, decorrente de um manobra brusca) e o acidente ocorre. E imprevistos em alta velocidade, sem altura para planeio, têm tudo para serem fatais. 
 
fonte/ZeroHora/HumbertoTrezzi

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