quarta-feira, 4 de novembro de 2015

CHINA PREPARA NOVO AVIÃO PARA COMPETIR COM BOEING E AIRBUS


Com pressa para decolar, China prepara voo de teste de novo avião -/AFP
Em classe única, C919 tem capacidade para 168 passageiros, concorrendo com o americano B737 e o europeu A320 Foto: - / AFP
 
Depois de apresentar, na segunda-feira, o seu primeiro jato para concorrer com os modelos iniciais da americana Boeing e da europeia Airbus, a China corre agora para programar o voo de testes do C919. A fabricante, a estatal Commercial Aircraft Corp. of China (Comac), tem pressa para o projeto decolar, pois está de olho em uma parte do mercado de aviões que deve movimentar algo como US$ 4 trilhões nos próximos 20 anos.

O avião com dois motores a jato tem capacidade para 168 passageiros em classe econômica. O corredor, com três poltronas de cada lado, apresenta 50cm de largura, um dos fatores de conforto, conforme a fabricante. A Comac garante que o consumo de combustível será 15% menor. Com o C919, que terá autonomia de voo de até 5,5 mil quilômetros, o governo chinês pretende competir com as duas estrelas internacionais de média distância, o Boeing 737 e o Airbus A320.

Embora tenha sido concebido na China, o C919 beneficiou-se de tecnologias estrangeiras e é equipado com motores Leap desenvolvidos pelo consórcio CFM, formado pela americana GE e pela francesa Safran. Para o país asiático, o avião resulta de muitos anos de esforço para reduzir a dependência das duas maiores fabricantes da aeronáutica mundial. Na semana passada, por exemplo, a China comprou cem Airbus A320, um contrato de US$ 9,7 bilhões.
A apresentação do novo avião coincide com o crescimento do mercado aeronáutico chinês, impulsionado pela emergente classe média do país. O país precisará de 6,3 mil aviões para linhas aéreas nos próximos 20 anos, apontam projeções da Boeing.

— O setor do transporte aéreo não pode depender exclusivamente das importações. Uma grande nação deve ter sua própria aeronave comercial — afirmou Li Jiaxiang, presidente da aviação civil chinesa.
Analistas de aviação ficaram um pouco céticos com os planos do governo do país asiático. Afinal, a Rússia também desenvolve aviões e não consegue emplacar vendas pelo mundo. E a Comac não teve sucesso com o seu jato regional (até cem lugares), o ARJ21. Com dificuldades para comprovar a segurança do avião desde o primeiro voo de teste em 2008, o modelo ainda não obteve certificado para operação comercial nos Estados Unidos.

O projeto do C919 enfrenta atraso no cronograma. Depois do voo de teste previsto para ao longo do próximo ano, o primeiro voo comercial deve ocorrer somente em 2017. As companhias aéreas passariam a contar com o modelo em suas frotas a partir de 2018. A Comac informou já ter recebido 517 pedidos, quase que exclusivamente de companhias chinesas.

A China também é cliente da brasileira Embraer. Em maio, a fabricante acertou a venda de 22 aeronaves para a Tianjin Airlines _ 20 modelos E195 e dois E190-E2 (ainda em desenvolvimento). O valor do contrato é de US$ 1,1 bilhão. Segundo a empresa brasileira, outros 18 jatos E190-E2 ainda poderão ser vendidos nesse contrato. 

Dados técnicos do C919
Fabricante: Commercial Aircraft Corp. of China (Comac)
Capacidade em classe econômica: 168 lugares
Autonomia de voo: até 5.555 quilômetros
Velocidade máxima: 900 km/h
Comprimento: 38,9 metros
Envergadura: 35,8 metros
Previsão de voo de teste: 2016

fonte/foto/AFP/ZeroHora

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