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CONTROLADORES DE VOO TREINAM SISTEMA PIONEIRO PARA POUSO E DECOLAGENS SIMULTÂNEAS EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Militares treinam para operar as duas pistas do aeroporto de Brasília. Foto: Alan Collet Militares treinam para operar as duas pistas do aeroporto de Brasília. Foto: Alan Collet

Militares estão usando simuladores do Instituto de Controle do Espaço Aéreo; capacidade do aeroporto vai subir de 60 para 80 aviões por hora

Um grupo de 96 militares que trabalha no Aeroporto Internacional de Brasília passa por treinamento, em São José dos Campos, para operar pousos e decolagens simultaneamente e de forma independente nas duas pistas do Distrito Federal, operação pioneira na América Latina.

A mudança começa em 15 de novembro e aumentará em 34% a capacidade do aeroporto, que passará de 60 para 80 aeronaves por hora.


O objetivo é otimizar equipamentos, estruturas e a equipe para atender a demanda crescente no terminal.
No ano passado, 18.146 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto para embarque, desembarque e conexões, só perdendo para o Aeroporto de Guarulhos, o mais movimentado do país.

Simulador. Para dar conta da nova operação, controladores de tráfego aéreo, instrutores, coordenadores e pilotos de Brasília passarão, até 11 de setembro, por treinamento especializado nos simuladores do Icea (Instituto de Controle do Espaço Aéreo), dentro do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José.
Numa sala do Icea, diante de um telão formado por seis telas menores, mais 11 monitores com softwares de monitoramento do tráfego aéreo, o simulador controlado por 23 computadores oferece aos militares as mais diversas situações possíveis na operação com duas pistas simultâneas.
“Estamos nos preparando para dar conta do tráfego cada vez maior em Brasília”, disse o 3º sargento e controlador de voo Matheus Miguel.

Precisão. Segundo o capitão Neivaldo José Silva, comandante do Dtcea (Destacamento de Controle do Espaço Aéreo) de Brasília, o treinamento é fundamental para permitir a operação simultânea nas duas pistas do aeroporto do Distrito Federal apenas por instrumentos, a chamada “aproximação de precisão”.
Hoje, o aeródromo já é capaz de usar as duas pistas para pousos e decolagens, mas só se uma delas for com referência visual para o piloto. Ou seja, ele precisa enxergar a pista, com céu limpo e clima bom.
“Agora, com precisão, poderemos pousar e decolar com instrumentos, independente do tempo. É como se tivéssemos dois aeroportos em Brasília”, disse Silva. “A nossa operação dará suporte para a malha aérea. Estamos nos preparando para a demanda crescente”.

Pista. Inédita na América do Sul, a operação independente e simultânea em duas pistas paralelas só será possível em Brasília em razão da distância entre elas. Com 3.300 e 3.200 metros de comprimento e 45 m de largura, as pistas estão separadas por 1.800 metros.
O mínimo exigido é de 1.025 metros, estipulado pela Oaci (Organização da Aviação Civil Internacional). Em Guarulhos, por exemplo, as duas pistas têm 375 metros de distância uma da outra.


fonte/foto/OVale

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