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TRABALHADORES DO SETOR AÉREO OPTAM POR SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DA GREVE


Aeronautas e aeroviários faziam manifestação no Santos Dumont na manhã desta quinta (Foto: Reprodução / TV Globo)Aeronautas e aeroviários faziam manifestação no Santos Dumont na manhã desta quinta (Foto: Reprodução / TV Globo)
 
Os trabalhadores do setor aéreo optaram pela suspensão "temporária" das paralisações nos aeroportos, que
 provocam atrasos e cancelamentos em voos em todo país nesta quinta-feira (22). A decisão foi  aprovada em assembleia realizada nesta tarde.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/Cut), a campanha de negociação salarial dos aeronautas e aeroviários será retomara nesta sexta-feira (23), às 14h, durante audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

Até as 18h, dos 1781 voos domésticos programados, 303 (17% do total) estavam atrasados e 144 (8,1%) haviam sido cancelados, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

As negociações da campanha salarial iniciaram em outubro de 2014 e até agora foram feitas sete rodadas, que terminaram sem avanço. Os trabalhadorem pedem reajuste de 8,5%.

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), que representa a TAM, Gol, Avianca e Azul, ofereceu na última rodada de negociação, ocorrida no dia 19 de janeiro, 6,5% de aumento nos salários e 8% nos benefícios.

As manifestações ocorreram nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Guarulhos, na Grande São Paulo, além dos aeroportos de Santos Dumont e Antonio Carlos Jobim, ambos no Rio de Janeiro.

A paralisação também atingiu o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná, o Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, Santa Catarina, o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, e o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.


Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) informaram que a paralisação teve um impacto mínimo aos passageiros.
"No entanto, ainda assim o movimento impactou mais de 20% da operação prevista, não garantindo um efetivo mínimo de 80% dos colaboradores, estabelecido pelo judiciário", diz o comunicado.


 Veja a situação de cada região abaixo:
São Paulo
Às 18h, segundo a Infraero, dos 199 voos programados, 41 ( 20.6 %) estavam atrasados e 39 ( 19,6 %) foram cancelados. Os grevistas convenceram funcionários de companhias aéreas a não entrarem no trabalho entre 6h e as 7h.

Uma manifestação de funcionários de companhias aéreas cancelou cinco das dez partidas entre 6h e 7h no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, São Paulo. A assessoria de imprensa do terminal informou que os passageiros que tiveram problemas devem procurar as companhias aéreas para conseguir um novo voo.

Rio de Janeiro
Por volta das 18h, 23 dos 133 voos programados no aeroporto Santos Dumont estavam atrasados e outros 20 foram cancelados. No Galeão, 21 partidas estavam atrasadas e outros três voos haviam sido cancelados.
Paraná
Apesar de uma determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), divulgada na noite de quarta-feira (21), para que a categoria mantivesse 80% dos funcionários trabalhando durante a greve, havia registros de voos atrasados no Afonso Pena por volta das 6h30. Em Curitiba, 7,5% dos voos foram cancelados.

Distrito Federal
Cerca de 30 aeronautas e aeroviários se reuniram em frente à entrada de embarque doméstico no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, às 6h desta quinta-feira (22). Às 18h, dos 155 voos previstos, 22,5 % estavam atrasados e 8,6% haviam sido cancelados.

Rio Grande do Sul
A manifestação no Aeroporto Internacional Salgado Filho durou cerca de uma hora, provocou atraso de voos e gerou filas de passageiros nos guichês das companhias aéreas.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que fosse assegurada a cota mínima de 80% dos aeronautas em atividade.

Santa Catarina
Em Florianópolis, por volta de 18h, dos 39 voos programados, estavam em atraso 23,1 %, com dois cancelamentos.

Goiás
Aeronautas e aeroviários paralisaram as atividades das 6h às 7h no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. Às 18h, 21% dos voos estavam atrasados e não haviam registro de cancelamentos.

Minas Gerais
De acordo com a Infraero, no aeroporto Tancredo Neves, dos 110 voos previstos, 16 (14,5%) estavam atrasados e 11,8% foram cancelados.

Recife
A paralisação não afetou a decolagem e pouso dos voos no Recife. Às 18h, apenas dois voos haviam sido cancelados. Pela manhã, a movimentação no Aeroporto Internacional da capital era tranquila e o horário dos voos estava normal.

Maranhão
A paralisação nacional de trabalhadores do setor aéreo não prejudicou as atividades no Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís. No fim da tarde, não havia cancelamentos.

Reivindicações
O ato que teve início nesta quinta-feira é organizado pelo Sindicato Nacional dos Aeroviários (trabalhadores de companhias aéreas, não incluindo aeronautas), que anunciou ter entrado em greve às 6h, e pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (pilotos e equipes que embarcam), que marcou a suspensão entre as 6h e 7h. Ambos pedem reajustes salarias, entre outros itens.

Entre as reivindicações dos aeroviários estão reajuste de 8,5% nos salários e criação de um piso para profissionais de check-in. Os aeronautas reivindicam "escalas que gerenciem o risco de fadiga, folgas que proporcionem vida social normal e ganho salarial real".

A Gol Linhas Aéreas informou que, para minimizar os danos a seus clientes readequou sua malha e os reacomodou em outros voos. "A Gol informa ainda que os clientes podem optar pela remarcação de suas viagens, sem taxas, ou solicitar reembolso integral de suas passagens pelo telefone (0300-1152121) ou internet (www.voegol.com.br)".

fonte/G1

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