quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CRISE NA AVIAÇÃO EXECUTIVA AMEAÇA ENTREGA DA EMBRAER


Linha de produção da Embraer - Foto: Claudio Capucho Linha de produção da Embraer - Foto: Claudio Capucho

Nova crise volta a rondar a Embraer, após tímida recuperação do ‘baque’ sofrido em 2009 por conta da recessão mundial. A fabricante, com sede em São José, está de olho no mercado executivo e prevê novos cancelamentos de pedidos de jatos do segmento, que responde por 20% de sua receita.
 
A informação foi divulgada ontem pelo diretor-presidente da companhia, Frederico Curado, que participa de conferência da OMC (Organização Mundial do Comércio), em Genebra, Suíça. “Em jatos executivos, temos visto um movimento de vendas relativamente bom, mas ainda estamos vendo alguns cancelamentos”, afirmou Curado à agência de notícias Reuters, no intervalo da conferência da OMC.
 
Curado disse acreditar que a aviação executiva precisará de alguns anos para voltar ao nível de 2007 e 2008.
 
No ano passado, a fabricante entregou 99 jatos executivos, 20 unidades a menos que a meta original, já que a crise de dívida soberana na Europa e seus efeitos na economia global provocaram uma onda de cancelamentos. No primeiro semestre deste ano, foram entregues 33 aviões do segmento. A meta é entregar de 90 a 105 jatos executivos este ano.

Análise
As dificuldades na aviação executiva foram relatadas pela Embraer no seu balanço financeiro de 2011.
 
Ao comentar o desempenho do setor, a empresa relata que o ano de 2011 “foi marcado por sinais da continuidade da recessão, principalmente na região europeia. A recuperação das vendas de jatos novos esteve ameaçada principalmente pela grande oferta de aeronaves usadas seminovas a preços muito competitivos. Além disso, por conta do cenário recessivo nas economias desenvolvidas, a disponibilidade de financiamento para categoria de jatos menores mantem-se restrita e seletiva”.
 
O especialista em mercado aeronáutico, Marcos Barbieri, professor de economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), afirmou que a aviação executiva é um segmento sensível e sente primeiro o impacto em período de crise. “As encomendas são individuais, feitas por pessoas físicas ou empresas. Em situação de crise, a compra de jatos executivas é reduzida para cortar custos”, disse.

Comercial
Na aviação comercial, a meta é manter o ‘backlog’ (pedidos firmes) estável. “Ainda temos como meta manter nosso backlog estável no fim do ano, mas é claro que existe uma fraqueza no mercado e temos que reconhecer isso”, disse Curado.
 
A empresa fechou o primeiro semestre com backlog de US$ 12,9 bilhões, o menor patamar em seis anos.

fonte/OVale/foto/ClaudioCapucho

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