segunda-feira, 15 de setembro de 2014

GREVE NA AIR FRANCE - VEJA OS VOOS AFETADOS

Metade dos aviões da Air France permaneceu em terra nesta segunda-feira (15) devido a UMA GREVE DE PILOTOS, segundo a companhia. Contrário às condições de desenvolvimento da Transavia, uma filial de baixo custo do grupo Air France-KLM, o principal sindicato de pilotos francês, o SNPL, convocou uma greve de 15 a 22 de setembro. Outros dois sindicatos pediram greve até o dia 18.

A Air France divulgou uma nota informando sobre os voos cancelados entre Brasil e França:

Voos entre São Paulo e Paris:
- 15/09: AF 456 Paris-São Paulo que partiria hoje às 10h30 do Aeroporto Paris-Charles de Gaulle
- 15/09: AF 459 São Paulo- Paris que partiria hoje do Aeroporto de Guarulhos às 19h10
- 15/09: AF 454 Paris-São Paulo que partiria hoje às 23h30 do Aeroporto Paris-Charles de Gaulle
- 16/09: AF 457 São Paulo-Paris que partiria amanhã do Aeroporto de Guarulhos às 15h40
- 16/09: AF 456 Paris-São Paulo que partiria amanhã às 10h30 do Aeroporto Paris-Charles de Gaulle
- 16/09: AF 459 São Paulo- Paris que partiria amanhã do Aeroporto de Guarulhos às 19h10
- 16/09: AF 454 Paris-São Paulo que partiria amanhã às 23h30 do Aeroporto Paris-Charles de Gaulle
- 17/09: AF 457 São Paulo-Paris que partiria dia 17/9 do Aeroporto de Guarulhos às 15h40

Voos entre Rio de Janeiro e Paris:
- 16/09: AF 442 Paris-Rio de Janeiro que partiria amanhã às 23h25 do Aeroporto Paris-Charles de Gaulle
- 17/09: AF 443 Rio de Janeiro-Paris que partiria 17/09 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Galeão às 16h20

Voos de Brasília a Paris:
- 15/09: AF 520 Paris-Brasília que partiria hoje do Aeroporto Paris-Charles de Gaulle às 13h30
- 15/09: AF515 Brasília-Paris que partiria hoje do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck às 22h40

A Air France também informou que "lamenta a situação e informa que está fazendo todos os esforços para minimizar os inconvenientes para os seus clientes. A empresa reitera sua recomendação aos clientes que reservaram um voo entre 15 e 22 de setembro para adiar a viagem ou alterar os bilhetes gratuitamente."

fonte/G1

DADOS MOSTRAM A DIMENSÂO DE ACIDENTE AÉREO ENVOLVENDO EDUARDO CAMPOS


O acidente aéreo que matou sete pessoas, entre elas o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), em Santos, no litoral de São Paulo, completa um mês neste sábado (13). Alguns dados representam a dimensão da tragédia e o grande trabalho realizado no local da queda da aeronave Cessna Citation 560 XL.

Profissionais da Prefeitura de Santos, do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, polícias Civil e Militar, Aeronáutica e Exército Brasileiro, entre outras entidades, trabalharam durante quatro dias no local do acidente. Outros orgãos continuam prestando atendimento às vítimas.

Após um mês, é possível ter uma dimensão do trabalho que foi realizado na região da queda do avião. Confira abaixo alguns dados referentes ao acidente aéreo em Santos. As informações são da Prefeitura Municipal de Santos, da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Corpo de Bombeiros.

Acidente
- 7 pessoas morreram, sendo cinco passageiros e dois tripulantes
- 10 pessoas ficaram feridas
- 15 imóveis foram atingidos
- 2 imóveis permanecem interditados devido à falta de condições de habitabilidade e estruturas comprometidas (Rua Vahia de Abreu, 52 - Bloco B e Rua Alexandre Herculano, 115 – Academia Mahatma)

Trabalhos de busca
- Quatro dias de trabalho no local do acidente
- 20 órgãos municipais, estaduais, federais e empresas participaram dos trabalhos de busca no local da queda do avião
- 43,28 toneladas de entulho foram removidas da área
- 3 caminhões pipa com capacidade para 16 mil litros de água foram utilizados para a lavagem de diversos locais
- 2 mil litros de óleo diesel e 1,5 mil litros de gasolina foram utilizados para abastecer as viaturas dos bombeiros e máquinas que trabalharam no local, na madrugada após o acidente.

Assistência às vítimas
- 56 pessoas receberam atendimento psicológico da Coordenadoria de Saúde Mental
- 59 atendimentos em 7 dias (de 14 a 20 de agosto) da Coordenadoria de Assistência Judiciária Gratuita e Orientação Jurídica
- 18 pessoas receberam orientação jurídica do Procon
- 4 pessoas foram auxiliadas por advogados, fruto do convênio entre prefeitura e OAB
- 32 famílias cadastradas pela Ouvidoria Móvel
- Mais de 50 boletins de ocorrência feitos pela Polícia Civil
- Mais de 20 profissionais da FAB trabalham na investigação do acidente aéreo

O caso
A queda do avião ocorreu por volta das 10h do dia 13 de agosto, em um bairro residencial de Santos. O candidato tinha uma agenda de campanha na cidade. A Aeronáutica informou em nota que o avião decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá, também no litoral. "Quando se preparava para o pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave", informou.

Além de Campos, outras seis pessoas estavam na aeronave: Alexandre Severo Silva, fotógrafo; Carlos Augusto Leal Filho (Percol), assessor; Geraldo Magela Barbosa da Cunha, piloto; Marcos Martins, piloto; Pedro Valadares Neto e Marcelo de Oliveira Lyra. A Polícia Federal (PF) enviou seis peritos para Santos a fim de trabalhar na apuração da causa do acidente. Aeronáutica e Polícia Civil também investigam o caso.

fonte/G1

AMPLIAÇÃO DO AEROPORTO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS É INAUGURADA OFICIALMENTE

A ampliação do Aeroporto de São José dos Campos foi inaugurada oficialmente neste sábado (13). A última etapa da ampliação havia sido entregue no final de agosto. As obras custaram R$ 16 milhões e o aeroporto foi ampliado de 800 m² para cerca de 5,8 mil m².

Parte da nova área está em operação desde junho, mas neste sábado autoridades visitaram o terminal. Participaram do evento os ministros da Aviação Civil, Moreira Franco, e da Casa Civil, Aloízio Mercadante.

O terminal está cinco vezes maior e com capacidade para receber 500 mil passageiros por ano, mas o movimento tem sido menor. Até agosto deste ano, passaram pelo terminal 60.704 mil passageiros. O número representa metade do movimento do mesmo período do ano passado, quando 122 mil pessoas embarcaram ou desembarcaram no aeroporto. Atualmente, o terminal de São José dos Campos tem dois voos diários - de segunda a sábado - e um aos domingos. Os destinos são Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Sobre a queda no movimento do terminal, o ministro da Aviação Civil atribuiu a redução aos altos preços das passagens. Moreira Franco informou ainda que existe um projeto em andamento, que prevê subsídios para a aviação regional no brasil. A intenção é usar como referência o preço do transporte rodoviário.

fonte/G1

AVIÃO CAI EM CONDOMÍIO NA ARGENTINA E MATA DUAS PESSOAS

Um avião de pequeno porte caiu na tarde deste domingo (14) em um condomínio na cidade de Tigre, região norte da província de Buenos Aires, e matou Gustavo Andrés Deutsch, 78 anos, ex-dono da empresa de aviação civil argentina Lapa e sua esposa,  O acidente ocorreu por volta das 15h, horário local.

"Temos duas vítimas a lamentar, os tripulantes do avião, um casal", únicos ocupantes da aeronave, disse o prefeito de Tigre, Julio Zamora em entrevista coletiva no exclusivo bairro de Nordelta, construído sobre pequenas ilhas no delta do rio Paraná.

Segundo Zamora, o acidente causou "a destruição total de uma propriedade e o incêndio parcial de outras duas residências vizinhas, todas vazias".

De acordo com o jornal El Clarín, a aeronave teria como destino o aeroporto Jorge Newbery, na capital argentina.

Testemunhas afirmam que o avião voava a baixa altitude, supostamente com a intenção de realizar um pouso de emergência. Ainda segundo o jornal, a aeronave era do modelo Beech E 300, e tinha matrícula LV WLT.

fonte/G1

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

RESPONSÁVEIS POR AVIÃO QUE MATOU CAMPOS OFERECEM ACORDO A VÍTIMAS

Advogados representando os empresários João Carlos Lyra de Melo Filho e Apolo Santana Vieira, que arrendaram o avião que caiu matando  o candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB), em Santos (litoral de São Paulo), têm oferecido acordos financeiros a moradores da área atingida.

Em troca do acordo, os afetados pela tragédia deverão abrir mão do direito de processarem os arrendatários .A situação legal do avião está sendo investigada pela Polícia Federal.

Neste sábado (13), o acidente que matou ex-governador de Pernambuco completa um mês. Além de Campos, outras seis pessoas, entre assessores e tripulação, morreram.

O avião caiu no terreno de uma casa no bairro Boqueirão, área residencial de Santos. Destroços da aeronave atingiram uma academia, casas e apartamentos. Algumas construções ainda estão interditadas.

Oficialmente, o avião, um Citation XL560, pertence à fabricante Cessna. Lyra e Vieira estão envolvidos em uma série de denúncias relacionadas à posse, uso e empréstimo da aeronave ao PSB.
 
A Cessna repassou o avião mediante um acordo de leasing (aluguel ou arrendamento com opção de compra) à empresa AF Andrade.


Por meio de seus advogados, a AF Andrade informou que negociou a aeronave com os empresários Lyra e Vieira, mas a transação não chegou a ser homologada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) antes do acidente.

A Polícia Federal investiga o uso de empresas-fantasma na transação envolvendo a AF Andrade e a dupla de empresários. Foram eles que, segundo o PSB, autorizaram o uso do avião pela campanha de Campos.

Segundo o jornal "Folha de S.Paulo", policiais que investigam o acidente suspeita que a aeronave foi comprada com recursos de caixa dois de empresários ou do partido.

O advogado Carlos Gonçalves Júnior, do escritório Gonçalves e Bruno Sociedade de Advogados, procurou moradores afetados pelo acidente e ofereceu acordos extrajudiciais.Ele afirmou que, ainda que oficialmente Lyra e Vieira não constem como arrendatários do avião junto à Anac, a dupla já era responsável pelo avião.

"De fato, eram eles os responsáveis e por isso que eles querem ressarcir esses prejuízos", afirmou o advogado.

Sobre as denúncias envolvendo o uso de empresas-fantasma na negociação do avião, o advogado negou qualquer irregularidade. "O que existem são denúncias na mídia", disse.

"Conversei com algumas pessoas diretamente. Com outras, falei apenas por meio dos seus advogados, mas acredito que já contatamos a maioria dos atingidos", diz Júnior.

Júnior disse que pediu aos afetados que fizessem uma relação dos danos causados pelo acidente e que os empresários Lyra e Vieira estariam dispostos a pagar o valor "justo" pelos prejuízos.

O advogado afirmou ainda não foram feitas propostas financeiras aos afetados pelo acidente, mas indicou que a ideia é evitar que o caso chegue à Justiça.

"Não tem sentido fazer acordo e ir para à Justiça. O objetivo do acordo é resolver extrajudicialmente. Nossa intenção é resolver isso com a maior brevidade possível sem ter que submeter os atingidos ao calvário do judiciário", disse o advogado.

O estudante e sushiman Rafael Tomaiozi, 26, que morava em um dos apartamentos atingidos por destroços do avião, disse estar desconfiado da iniciativa dos advogados.

"Conversei com um amigo que me disse que se a gente topar esse acordo, a gente perde o direito de processar os responsáveis. Acho isso muito estranho. Em todo caso, agora temos um advogado e eles vão ter que resolver isso entre eles", afirmou.

FONTE/uol

VÍDEO - POUSOS OU QUASE ...EM PORTA-AVIÕES


MONOMOTOR CAI EM PORTUGAL

Um avião monomotor Cessna Reims F152 (registo português CS-AYH) despenhou-se, esta manhã, no mar do Algarve, Sul de Portugal, ao largo da Ponta de Sagres, numa ocasião de denso nevoeiro, com uma pessoa a bordo. O aparelho pertence ao Aero Clube de Portimão.

O canal televisivo SIC Notícias noticiou que foram encontrados os destroços do aparelho a sul do porto da Baleeira, nas proximidades do local onde se julga que o pequeno avião tenha caído no mar, faltando ainda encontrar o piloto, referido como único ocupante da aeronave.

A edição online do jornal ‘Sul Informação’ revela que o Cessna tinha descolado do Aeródromo Municipal de Portimão. “A bordo seguia apenas o piloto, um homem de 65 anos, português, natural da Mexilhoeira Grande, que foi emigrante no Canadá”, refere a notícia.

fonte/ NewsAvia

AZUL PODE ESTAR COMPRANDO AVIACA

Azul pode estar comprando Avianca

azul linhas aéreas
Corre o boato dentro da Azul – e também dentro da Avianca – que a empresa de David Neeleman estaria prestes a fazer uma proposta de compra à Avianca. Apesar de ter fechado o ano no azul (sem trocadilhos, por favor), o Grupo Synergy, dono da Avianca, sofreu um duro golpe depois que o Estaleiro Eisa levou calote da PDVSA, empresa petrolífera da Venezuela.

Para a Azul, comprar a Avianca não apenas permitiria alcançar 25% do mercado doméstico brasileiro, mas também aumentar sua estrutura e bases para além de Viracopos. Mais do que isso, os atuais A330 da Avianca se encaixam perfeitamente na atual estratégia de expansão da Azul Cargo.

Pela complexidade do negócio esta não deve ser uma decisão rápida. Para complicar, alguns acionistas do Grupo Synergy declararam ao Wall Street Journal que pretendem vender as operações de estaleiros e focar apenas em aviação.


 Em comunicado, a Avianca esclareceu que os boatos de venda são infundados.

fonte/PortalInvest

SUPER TUCANO "USAF" DEVERÁ VOAR ESTE MÊS

A Embraer fará este mês a entrega do primeiro Super Tucano para a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF, da sigla em inglês). O avião foi produzido na fábrica que a companhia construiu em Jacksonville, na Florida.
 
O contrato envolve a aquisição de 20 aviões e está avaliado em US$ 427,5 milhões, mas pode atingir US$ 1 bilhão, com a compra de um total de 50 unidades. A negociação de um segundo lote, segundo o Valor apurou, deverá ser iniciada após a entrega da primeira aeronave.

As 20 aeronaves serão usadas para fornecer apoio aéreo leve, reconhecimento e capacidade de treinamento aos militares do Afeganistão. A Embraer informou que a cerimônia de entrega será realizada na fábrica de Jacksonville, onde foram feitas as atividades de pré-equipagem, montagens mecânica e estrutural, instalação e teste de sistemas e testes em voo. A unidade, localizada no aeroporto de Jacksonville, conta com 50 funcionários.

A entrega da primeira aeronave para os Estados Unidos será um evento histórico para a Embraer, pois é a primeira vez que a empresa vende um produto militar para a área de defesa americana.

Também neste ano a Embraer começa a fazer o pagamento de royalties para a Força Aérea Brasileira (FAB), sobre a exportação do Super Tucano. A FAB é a proprietária intelectual do projeto. O percentual de royaltie para o Super Tucano é de 1% sobre a nota fiscal emitida pela empresa para terceiros. A aeronave custa entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões, dependendo da configuração e do tipo de armamento e de sensores que são incorporados.

A contratação da Embraer para o fornecimento dos aviões à Usaf foi duramente contestada pela concorrente americana Beechcraft, que perdeu a licitação para a brasileira. A Beechcraft alegava que a escolha da Embraer encarecia o custo de aquisição das aeronaves pelas Forças Armadas e comprometia empregos, mas o Departamento de Defesa dos EUA revogou a contestação e manteve o contrato.

A Embraer argumentou que cerca de 86% do valor em dólar do Super Tucano vem de componentes fornecidos por companhias ou países qualificados sob a lei "Buy American Act", que exige um conteúdo americano superior a 50% para os produtos comprados fora dos EUA.

O parque industrial envolvido com o projeto do Super Tucano nos EUA reúne mais de 100 fornecedores de serviços e de componentes em 21 Estados americanos, o que corresponde a uma cadeia de fornecedores de 1400 funcionários nos EUA. Os dados foram informados pela Embraer no site "BuiltForTheMission", com informações ao Super Tucano durante a concorrência LAS (Apoio Aéreo Leve), programa que selecionou a aeronave brasileira.

Com mais de 210 encomendas e um número superior a 170 aviões entregues, o Super Tucano está em operação em nove forças aéreas na América Latina, África e Sudeste Asiático. A aeronave executa missões de treinamento avançado, vigilância de fronteiras, ataque leve e contra-insurgência.

Com as instalações de Jacksonville, a Embraer reforça ainda mais a sua presença nos EUA e, especialmente na Flórida, onde emprega mais de 1200 pessoas. Nesta semana, inaugurou seu Centro de Engenharia e Tecnologia (Cete), em Melbourne, focado inicialmente em interiores de jatos executivos. A cidade também abriga uma unidade fabril de montagem final dos Phenom 100 e 300 e o Centro de Atendimento ao Cliente da Aviação Executiva.

fonte/ValorEConomico

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

SUSTO ...HELICÓPTERO COLIDE COM FIOS DE ALTA TENSÃO....


FAA DEVE SANCIONAR NOVAS MEDIDAD DE SEGURANÇA PARA OS MD-11

KLM MD-11

A agência governamental independente NTSB, responsável pelas investigações relacionadas com a segurança aérea dos Estados Unidos, lançou uma nova chamada de atenção para alguns perigos evidenciados por aviões MD-11 e pediu a adopção de medidas por parte da entidade reguladora.

O NTSB (National Transportation Safety Board) dos Estados Unidos recomendou à FAA (Federal Aviation Administration) que seja exigida a instalação de novas ajudas nos cockpits e experiência de pilotagem equivalente à que é solicitada aos pilotos que comandam os grandes jactos da Boeing e da Airbus.

Segundo o NTSB, o jacto widebody criado há 24 anos pela McDonnell Douglas (entretanto comprada pela Boeing) registou 13 aterragens difíceis entre 1994 e 2010 e tem a maior taxa de touchdowns perigosos, comparado com outros 27 modelos de aviões, com base no número de voos.

Um porta-voz da Boeing declarou à imprensa que a companhia estava a analisar as novas recomendações e que só depois estará em condições de comentar a situação, o que deverá acontecer nas próximas semanas.

Fonte da FAA disse que a agência está a analisar cuidadosamente todas as novas recomendações da NTSB e que está, desde 1993, a trabalhar com o conselho de segurança no de serem implementadas 44 das 47 recomendações anteriores relacionadas com os MD-11.

fonte/foto/NewsAvia

EMBALADA PELA EMBRAER, CIDADE TEM AMOR POR AVIÃO


Talento, obstinação e amor criaram asas e escreveram o nome de São José dos Campos nos céus do mundo. Aqui, em terra, a paixão por aviões movimenta o sonho de milhares de pessoas. Para elas, voar é como viver. É riscar com o giz da imaginação a imensidão azul do planeta.

"É nóis na pista", brinca o engenheiro e colecionador Célio Moura, 59 anos, apaixonado confesso por aviões por causa da Embraer. "Segui de perto os passos da empresa, embora nunca tenha trabalhado nela". Ele morou em São José por 45 anos, até 2010, quando se aposentou e seguiu para Minas Gerais.

Na casa onde mora precisou erguer um cômodo no quintal para guardar os milhares de livros, revistas e miniaturas de aviões que coleciona, muitos deles réplicas de aeronaves da Embraer.
Carreira. 

Desde pequeno, Danilo Romão dos Santos, 19 anos, encantava-se com aviões. Seu pai o levava para vê-los pousando e decolando nos aeroportos de Guarulhos e São José. Não deu outra. O rapaz escolheu voar como profissão. Faz atualmente faculdade de manutenção de aeronaves, na Fatec de São José, concluiu o curso de piloto de helicóptero e almeja graduar-se em pilotagem de aviões. O sonho dele é pilotar para empresas do ramo petrolífero.

"Fui a muitas feiras na sede da Embraer. Quem mora em São José e na região respira aviação. As pessoas acompanham aviação no Vale, de um jeito ou de outro, por causa da Embraer e dos militares. Está na raiz da nossa região".

Construtor.
Depois da Embraer, ninguém mais construiu os aviões da fabricante como David Leite, 62 anos. Também ex-funcionário da companhia, ele se tornou um especialista em fabricar maquetes.

Os primeiros modelos foram aviões da empresa, no final dos anos 1970, quando a Embraer era o principal cliente de Leite. Com o passar do tempo, os pedidos foram aumentando e, em 1980, a maior parte dos cômodos de sua casa estavam sendo utilizados na fabricação de maquetes.

Hoje, ele constrói uma média de 500 maquetes por mês, de todos os tipos, não só aviões, mas é das aeronaves que ele guarda um carinho especial. Já fez modelos de mais de um metro de altura e, desde o ano 2000, para surpresa de muitos, fabrica a maquete do KC-390, cargueiro militar que está sendo projetado pela Embraer.

"Cada país que a empresa mostrava a aeronave pedia alguns ajustes, e eu fazia as maquetes, que eram secretas", conta o artesão. Para ele, assim como a Embraer, o que o alimenta a continuar no negócio é o desafio. "Gosto de maquetes desafiadoras, que estimulem a minha criatividade".

Entre os clientes de Leite, estão aficionados por aviões de várias partes do Brasil, muitos deles colecionadores de maquetes. "Há pessoas em Curitiba e no Rio de Janeiro com mais de 2.000 maquetes que fiz. Eles vêm aqui e compram de montes. Perguntam o que ainda não tenho e levam as novidades", afirma Leite. 

fonte/OVale

PARA PERITOS, FLAPS PODEM ELUCIDAR MOTIVO DA QUEDA

As primeiras análises dos restos das peças do Cessna Citation que caiu na quarta-feira, matando o ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência pelo PSB Eduardo Campos e mais seis pessoas, apontaram que os flaps do avião estavam recolhidos.

O dado sobre o flap é considerado fundamental para a avaliação das causas do acidente. Quando um piloto vai aterrissar, é preciso “baixar os flaps”, que são como extensões das asas e ajudam na sustentação e frenagem do avião no solo.

Mas no manual de instrução do jato há uma restrição segundo a qual os flaps não podem ser recolhidos se o avião estiver em velocidade acima de 200 nós, ou seja, acima de 370 km/h.

Assim, se o piloto acelera com os flaps abertos, baixados, depois de uma eventual arremetida com a potência do motor no máximo e acima desse patamar, a recomendação é para que se reduza a velocidade, baixando a altitude, recolha os flaps e aí retome o voo normalmente. A constatação dos peritos não é ainda conclusiva e terá de ser mais detalhada na análise das peças pelos técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Baque.
Segundo a instrução do Cessna, se os flaps forem recolhidos com o avião a mais de 370 km/h, ocorre um “put down” (baque) violento, movimento que puxa o avião para baixo, tirando a estabilidade da aeronave a ponto de desorientar o piloto.

Portanto, para os investigadores, se os flaps estão recolhidos é porque há duas opções imediatas: o procedimento pode ter sido realizado no tempo certo, com velocidade certa ou o flap foi recolhido após a arremetida, em alta velocidade.

Como o Cessna se acidentou e explodiu ao se chocar ao solo, a análise dos peritos se volta agora para a possibilidade de um eventual “put down”, tendo sido motivado por suposto recolhimento do flap acima de 370 km/h, contribuindo, desta forma, para o acidente.

O problema é que, em momentos de decisão e tensão, as operações não são todas feitas seguindo as recomendações. E para dificultar as investigações, na definição das diferente velocidades adotadas pelo avião quando se aproximava da Base Aérea, o Cessna não tinha, como equipamento de série, um gravador de dados, com informações sobre altitude do avião no momento de suas operações cruciais, como pouso e decolagem e comandos efetuados pelo piloto. Também não foram gravadas as conversas mantidas pelos piloto e copiloto na cabine.

Os investigadores ainda consideram um problema o fato de não existir torre de controle em Santos, que centraliza e armazena vários dados do voo, mas apenas uma estação de rádio controlada por um operador.

Segundo o operador da Base Aérea de Santos, que já foi ouvido informalmente pela comissão de investigação, o piloto da aeronave estava absolutamente tranquilo quando lhe informou que estava arremetendo, assim como quando respondeu que ia esperar o tempo melhorar para tentar nova aterrissagem. Mas há especulações de que ele pudesse estar em uma altitude baixa, que não deu sustentação ao avião, na hora de arremeter. Tudo isso, agravado pelo mau tempo na região.

Segundo informações da Força Aérea, se o avião possuísse um gravador de dados do voo seria possível apontar exatamente a velocidade e altura do avião na hora da arremetida. Mas os militares envolvidos ressaltam que há técnicas na investigação do acidente que permitem que se chegue a uma precisão considerável de importantes dados no momento do impacto, mas não da arremetida.

Segundo os técnicos, até agora, o único choque registrado do avião foi contra o solo, deixando uma cratera de quatro metros.

fonte/Estado

FABRICANTE DO AVIÃO ALERTAVA PARA RISCOS



Um alerta que consta no manual do avião que caiu com Eduardo Campos aponta para o risco de o jato mergulhar abruptamente durante procedimento feito em subidas e arremetidas.
O procedimento apontado pela Cessna, fabricante do jato Citation 560 XL, é o recolhimento dos flaps –dispositivo que, acionado, aumenta a área das asas para dar mais sustentação ao avião em baixas altitudes, como em pousos ou decolagens.
Segundo o alerta, se os flaps forem recolhidos quando o avião estiver acima de 370 km/h, o nariz pode ser jogado para baixo, o que, na prática, pode tornar o avião difícil de controlar.
Isso acontece por um efeito aerodinâmico nos estabilizadores horizontais –pequenas asas na cauda. É uma particularidade dos Citation.

Os flaps são recolhidos assim que o avião ganha altitude; pode ser após uma decolagem ou de uma arremetida, mesmo procedimento que o Citation PR-AFA fez antes de cair, em Santos.
Não está claro se isso aconteceu. A Aeronáutica investiga as causas do acidente. 

Em entrevista à Folha no sábado (16), o brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, disse que "os flaps estavam recolhidos".
Para evitar o problema, a Cessna criou um inibidor que impede o avião de jogar o nariz para baixo em alta velocidade –informação que também está no manual. Não se sabe, tampouco, se o inibidor do jato de Campos falhou.
Segundo um piloto de Citation, o alerta sobre o mergulho está no manual como meio de prevenção se o sistema de proteção falhar.
PRECEDENTE
O alerta para o Citation foi incluído no manual em 2004, como um procedimento obrigatório, depois da investigações de um incidente na Suíça dois anos antes. No incidente, sem mortes, o avião estava acima de 2.740 metros ao dar um mergulho; e só se estabilizou em 914 m.
A Folha procurou a Cessna, que não falou sobre o manual. Disse que o alerta consta em arquivo produzido pela Flight Safety, organização baseada nos EUA autorizada pela Cessna a dar treinamento a empresas e pilotos que operam aviões feitos por ela.
A reportagem reforçou o pedido para que a empresa se posicionasse sobre a informação do manual, mas não obteve nova resposta.

fonte/UOL

NANOSATC-BR1 COMPLETA 59 DIAS EM ÓRBITA


Divulgação
O NanosatC-Br1 é um pequeno satélite científico (pouco mais de um quilo) e o primeiro cubesat desenvolvido no País
 
O primeiro CubeSat brasileiro, o NanosatC-Br1, completa 59 dias em órbita, nesta segunda-feira, 18. Segundo técnicos envolvidos no projeto, na semana passada o nanossatélite apresentou falhas em uma das duas formas de transmissão de dados, problema que foi identificado e restabelecido.
A partir desta semana, os dados coletados pelas estações de Santa Maria (RS) e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (ITA), em São José dos Campos (SP), serão exportados para um banco de dados no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aos quais os responsáveis pelos experimentos terão acesso via área restrita do site do projeto, por meio de senha, para fazer transferência dos arquivos de seus interesses.

A primeira falha apresentada foi detectada no último dia 2. Verificou-se que a memória flash de bordo aparentemente não realizava sua lógica de esvaziamento por software ficando saturada. De acordo com os técnicos, este comportamento já havia sido notado, mas como não afetava os dados das cargas úteis enviados não havia sido tratado na operação.
No dia 9, após alguns procedimentos, a falha foi sanada e a memória flash voltou a operação como programada, sendo que dois dias depois todo o problema estava resolvido. Até hoje, o NanosatC-Br1 já deu mais de 1.600 voltas ao redor do planeta, continuando a ser monitorado por vários rádio amadores em diversos países.
Sobre o equipamento
O NanosatC-Br1 é um pequeno satélite científico (pouco mais de um quilo) e o primeiro cubesat desenvolvido no País, produzido em parceria do CRS, do Inpe e da UFSM. Também esteve envolvida na sua preparação a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e as empresas Emsisti, Innovative Solution in Space (ISS), empresa holandesa fornecedora da plataforma do cubesat, e a brasileira Lunus Aeroespacial.
O NanosatC-Br1 comporta dois instrumentos científicos, sendo um magnetômetro e  um detector de partículas de precipitação, para o monitoramento em tempo real do geoespaço, visando com isso o estudo da precipitação de partículas e de distúrbios na magnetosfera sobre o território nacional para a determinação de seus efeitos em regiões como a da Anomalia Magnética no Atlântico Sul (Sama, sigla em inglês) e do setor brasileiro do eletrojato equatorial.

fonte/OPovo