quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

INSTRUTOR E ALUNO MORREM EM QUEDA DE AVIÃO EM CAMPO MOURÃO



A queda de um avião de instrução, prefixo PP-HBK do Aeroclube de Campo Mourão causou a morte de duas pessoas na tarde desta quarta-feira (25). Morreram o instrutor Alex Cavalcante Martins, 28 anos, e o aluno Fernando Moreira Bertoldi (idade não divulgada).

De acordo com informações do proprietário da Fazenda Indaiá, localizada às margens da rodovia BR-487, próximo à empresa JBS (antiga Tyson), onde ocorreu o acidente, a tragédia foi registrada por volta das 15h30. “O maquinista que fazia a colheita da soja me avisou que tinha caído um avião no meio da plantação e eu avisei a Polícia militar”, relatou o agricultor, que não quis ser identificado.

A equipe de socorristas do 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Campo Mourão e Polícia Militar iniciaram os trabalhos de liberação dos corpos que ficaram presos às ferragens da aeronave. Foi preciso o uso de um desencarcerador para retirar os dois cadáveres dos destroços da armação do avião de instrução 1946.

A PM isolou a área, e protegeu o local até a chegada do delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial, Amir Roberto Salmen, com sua equipe da Polícia Civil que iniciou as investigações. Ainda não se sabe se o avião caiu de bico ou bateu primeiro uma das asas no solo. O corpo de Alex ficou prensado sobre o de Fernando.

Conforme o aspirante Ulisses Gomes, do 11º Batalhão da Polícia Militar, de imediato foi realizado um contato com o Centro de investigação e prevenção de acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que vai fazer a perícia completa e apurar as causas do acidente. Os dois corpos das vitimas foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Campo Mourão.

fonte/foto/ITribuna

Dados da aeronave via RAB

MATRÍCULA: PPHBK
 
 
Proprietário:
AEROCLUBE DE CAMPO MOURAO
CPF/CGC:

Operador:
AEROCLUBE DE CAMPO MOURAO
CPF/CGC:

 
Fabricante:
CIA AERONAUTICA PAULISTA
Modelo:
CAP-4
Número de Série:
462
Tipo ICAO :
PAUL
Tipo de Habilitação para Pilotos:
MNTE
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 1 MOTOR CONVENCIONAL
Peso Máximo de Decolagem:
587 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
001


Categoria de Registro:
PRIVADA INSTRUCAO
Número dos Certificados (CM - CA):
1623
Situação no RAB:
CLAUSULA DE INALIENABILIDADE
Data da Compra/Transferência:
230799


Data de Validade do CA:
03/06/19
Data de Validade da IAM:
250715
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 26/02/2015 00:00:24

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

AVIÃO DA TAM RETORNA PARA GUARULHOS APÓS GRANIZO EM ROTA




Um Airbus A319 da TAM, realizando o voo JJ3793 no dia 24 de fevereiro retornou ao Aeroporto de Guarulhos após sofrer avarias no cone do nariz e no windshield.

A aeronave decolou às 16:07 de Guarulhos para Joinville e ao cruzar uma área de mal tempo foi atingida por forte chuva de granizo, com danos no Airbus a tripulação resolveu voltar para o aeroporto de Guarulhos onde pousou com segurança às 17:07.

fonte/foto/ASN/Facebook/VoandoBaixoBrasil 

AVIÃO ATOLA COM PASSAGEIROS EM JORDÃO, ACRE

Avião atolou em pista de pouso de Jordão (AC) (Foto: Rosenir Arcenio/Arquivo Pessoal)Avião atolou em pista de pouso de Jordão (AC) (Foto: Rosenir Arcenio/Arquivo Pessoal)
 
Uma aeronave de pequeno porte, que fazia o transporte de passageiros para o município acreano de JORDÃO, distante cerca de 600 km da capital Rio Branco, atolou no momento em que pousava na pista de pouso do aeródromo da cidade e precisou ser empurrado . O caso ocorreu nesta terça-feira (24) e ninguém ficou ferido.
 
De acordo com o professor Rosenir Arcenio, de 35 anos, que estava no local no momento do incidente, o avião havia partido de Rio Branco para o Jordão.  "No momento do pouso ocorreu esse problema. A situação foi resolvida com a ajuda de populares e de funcionários da Prefeitura de Jordão que estavam presentes", explica.

Arcenio diz ainda que levou cerca de 1h30 para que conseguissem desatolar a aeronave, que depois voou para Tarauacá, voltou para Jordão e depois seguiu para Rio Branco.

Avião atolou em pista de pouso de Jordão (AC) (Foto: Rosenir Arcenio/Arquivo Pessoal)Avião atolou em pista de pouso de Jordão (AC) (Foto: Rosenir Arcenio/Arquivo Pessoal)

Ao G1, o Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) informou que já está em execução um trabalho de recuperação das pistas dos aeródromos dos municípios acreanos isolados, uma lista que além do Jordão inclui Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Santa Rosa do Purus.

Segundo o Deracre a pista de Jordão está sendo realizada em parceria com a Prefeitura que disponibiliza a mão de obra, enquanto o governo envia os insumos. No entanto, por causa do período de chuvas na região, o trabalho estaria sofrendo atrasos.

Essa não é a primeira vez que uma aeronave atola na pista de Jordão. Em 2013, um outro avião precisou ser empurrado depois de atolar no local.

fonte/foto/G1/RosenirArcenio

AERONAVE DE TREINAMENTO FAZ POUSO FORÇADO NA PISTA DO JOCKEY CLUB


Aeronave de treinamento faz pouso forçado na pista do Jockey Club Carol Strussmann/Jockey Club
Foto: Carol Strussmann / Jockey Club
 
Um avião do Aeroclube de Eldorado do Sul fez um pouso forçado na tarde desta quarta-feira no Jockey Clube de Porto Alegre. De acordo com responsáveis do Aeroclube, a aeronave iria de Torres a Eldorado quando houve uma pane mecânica. Instrutor e aluno estavam próximos da pista do hipódromo e decidiram pousar. Ninguém se feriu.

Ainda segundo o Aeroclube, todos os procedimentos padrões para pouso foram seguidos, e a manobra foi "realizada com tranquilidade". O caso é tratado como incidente. A perícia está analisando a aeronave, que deve ser retirada da pista ainda nesta tarde. 

fonte/foto/ZeroHora

Dados da aeronave via RAB


MATRÍCULA: PTJJM
 
 
Proprietário:
AEROCLUBE DE ELDORADO DO SUL
CPF/CGC:

Operador:
AEROCLUBE DE ELDORADO DO SUL
CPF/CGC:

 
Fabricante:
PIPER AIRCRAFT
Modelo:
PA-28-140
Número de Série:
28-7325655
Tipo ICAO :
P28A
Tipo de Habilitação para Pilotos:
MNTE
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 1 MOTOR CONVENCIONAL
Peso Máximo de Decolagem:
975 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
001


Categoria de Registro:
PRIVADA INSTRUCAO
Número dos Certificados (CM - CA):
7107
Situação no RAB:

Data da Compra/Transferência:
151092


Data de Validade do CA:
09/04/16
Data de Validade da IAM:
150415
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 25/02/2015 17:56:14

CARLINHOS BUSCA APOIO PARA DINAMIZAR AEROPORTO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Saguão do Aeroporto de São José após obra de ampliação. Foto: Claudio Vieira Saguão do Aeroporto de São José após obra de ampliação. Foto: Claudio Vieira


Discutir a situação do aeroporto de São José, ocioso desde a saída da Azul do terminal em dezembro último, esteve na lista de prioridades do prefeito Carlinhos Almeida (PT) em Brasília.
Ele reassume o comando da cidade hoje, após se reunir com ministros e participar da cerimônia de posse da presidente da Caixa, Miriam Belchior.

O encontro anteontem com o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, foi uma nova tentativa de atrair companhias aéreas para o aeroporto, que hoje só recebe voos particulares.
Embora tenha sido modernizado e ampliado, com investimentos na ordem de R$ 16,6 milhões, o aeroporto perdeu a única companhia que operava no local.

A Azul encerrou seus voos na cidade em 20 de dezembro último.

Hoje, o ministro Padilha se reúne com prefeitos de Santa Catarina para discutir a situação de seis aeroportos do estado.

Iniciativa. Empresários da região elogiaram a iniciativa do governo Carlinhos, mas destacaram que este deve ser apenas o início de uma batalha para atrair novas companhias aéreas para o terminal de São José.

“Que seja um start para um elenco de ações necessárias. Outras medidas são importantes. Mas esses encontros são interessantes, porque o governo federal comanda a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] e pode fazer algo para ajudar”, afirmou Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José dos Campos.

O diretor da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em São José, Almir Fernandes, aponta para a necessidade de incentivo às empresas.
“As companhias precisam ter incentivos para operarem em aeroportos menores. No início, os voos irão operar com menos passageiros”, disse Almir.

“Mas, a partir do momento em que são oferecidas vantagens aos usuários, com melhores ofertas de horários e preços, ele deixará de ir a Guarulhos ou a Campinas. Demanda, nossa região tem”, completou.

Números. Comparando os dados de 2013 e 2014, o número de pousos e decolagens em São José caiu de 16.133 para 14.990. Já a queda de passageiros foi ainda maior: enquanto passaram 160.229 pessoas no terminal em 2013, a frequência despencou para 85.648 no ano passado. Inclusive, foi esse um dos argumentos para a saída da Azul do local.
“Não dá para ter oferta de voo para o Rio de Janeiro só às 6h. O empresário precisa se deslocar para Brasília, por exemplo”, disse Felipe Cury.

Investimento
O terminal foi modernizado após obra que teve investimentos de R$ 16,6 milhões

Potencial
Mesmo fazendo parte do programa de incentivo à aviação regional do governo federal, o terminal ainda não mostrou seu potencial: 2015 começou sem operação de companhias aéreas no local

Pousos e decolagens
Comparando 2013 e 2014, o número de pousos e decolagens caiu de 16.133 para 14.990

Passageiros
Já a queda de passageiros foi ainda maior: enquanto passaram 160.229 pessoas no terminal em 2013, a frequência despencou para 85.648 no ano passado. Esse foi um dos argumentos para a saída da Azul



Terminal registra aumento nas exportações

São José dos Campos

O aeroporto de São José dos Campos registrou a movimentação de 106 toneladas de carga em janeiro deste ano, segundo Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).
No mesmo período do ano passado, foram 103 toneladas.
A diferença está no volume de importação e exportação.
Enquanto foram importadas 86 toneladas em janeiro de 2014, o primeiro mês deste ano registrou a importação de um total de 55 toneladas.
Em contrapartida, houve aumento no volume de exportação. De 17 toneladas em janeiro de 2014, subiu para 50,3 em janeiro deste ano.

Obras. O investimento de R$ 16,6 milhões contemplou a modernização e ampliação do terminal de 800 metros quadrados para cerca de 5.800 metros quadrados.
Com a saída da Azul, o que restou foi um terminal com potencialidade estratégica por sua localização privilegiada, entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

fonte/foto/Ovale

domingo, 22 de fevereiro de 2015

VÍDEO - MOSCOU - TREINAMENTO DE AUTO ROTAÇÃO EM ROBINSON R44


MONOMOTOR CAI APÓS DECOLAR DA COMUNIDADE INDÍGENA DO CAJU EM RORAÍMA


Avião caiu na comunidade do caju neste domingo (Foto: Arquivo pessoal/ Marilia Caju)Avião caiu na Comunidade do Caju neste domingo (Foto: Arquivo pessoal/ Marília Pereira)

Um avião monomotor que presta serviço para a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) caiu na tarde deste domingo (22) na Comunidade Indígena do Caju, no município de Uiramutã, região Norte de Roraima, a 460 km de Boa Vista. Quatro pessoas estavam na aeronave, sendo duas indígenas grávidas, uma acompanhante e o piloto. Conforme informações, uma das grávidas ficou ferida.

De acordo com uma testemunha que presenciou o acidente, a professora Marília Pereira, moradora da comunidade, o monomotor decolou, mas não teve 'força' para permanecer no ar. Ainda não se sabe as causas do acidente. "Assim que levantou voo, o avião caiu na pista de decolagem. O marido de uma das grávidas quebrou a porta da aeronave e resgastou todo mundo", contou.

A professora informou que passageiros e o piloto estão em um Posto de Saúde da região aguardando outro avião ir buscá-los e trazê-los para Boa Vista.

"Uma outra aeronave vem prestar ajuda. Mas estão todos bem aparentemente. Foi um susto. Uma das grávidas ficou machucada, porém nada grave. Elas são da etnia Macuxi e Ingarikó. As duas estavam indo para a capital para fazer o exame de pré-natal", citou Marília, acrescentando que 60 indígenas vivem na Comunidade do Caju.

O G1 entrou em contato com a Sesai para se pronunciar sobre o acidente aéreo, mas não obteve êxito.

fonte/foto/G1

PILOTOS BRASILEIROS INICIAM NOVA FASE DE TREINAMENTO NO GRIPEN

O piloto Ramon Santos Fórneas durante teste em simulador de voo. Foto: DIvulgação O piloto Ramon Santos Fórneas durante teste em simulador de voo. Foto: DIvulgação
Brasileiros ficam na base sueca até final de abril; na volta, vão transmitir o que aprenderam sobre o caça que vai voar no Brasil

Os capitães Gustavo Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas, da Força Aérea Brasileira, os primeiros pilotos brasileiros que estão em treinamento na Suécia para pilotar o caça supersônico Gripen, entraram na fase de voos solos, sem instrutores.

As missões da nova fase começaram no final de janeiro. Os voos partiram da Base Aérea de Satenäs, escola de pilotos conhecida como F-7, na região central da Suécia, onde estão desde novembro.

No primeiro voo solo da dupla, as duas aeronaves realizaram manobras em uma área sobre o Mar do Norte e a costa oeste da Suécia. Após o pouso, eles foram recepcionados por todos os pilotos da Sétima Ala da Força Aérea da Suécia.

Os pilotos da FAB já voavam os jatos Gripen desde o dia 10 de novembro de 2014, mas, até o primeiro voo solo só haviam cumprido missões na companhia de instrutores.

Para o capitão Ramon Fórneas, a performance do Gripen é excelente. “É um avião com acelerações e retomadas muito rápidas”, disse.

Pioneiros. O treinamento na Suécia termina no final de abril, quando eles estarão aptos para cumprir missões de combate com os caças Gripen da Força Aérea da Suécia. Pascotto e Fórneas são os primeiros a desvendar o caça sueco que vai originar a versão NG comprada pelo Brasil.
“O Gripen é uma plataforma que vai integrar toda a nossa doutrina de emprego. A palavra chave é integração. Tudo tem fusão de dados. É como se nós juntássemos a performance do Mirage, os sistemas de combate do F-5 e o sistema de reconhecimento do A-1 em uma só aeronave. Mas muito melhor”, disse Pascotto.
Para ele, o que mais chama a atenção no Gripen é a capacidade de integração de dados. “Dados do datalink são compartilhados com o radar. Dados do radar são compartilhados nos mapas táticos de navegação, sem sobreposição”.
Entre 2019 e 2024, o Brasil deve receber 36 unidades de jatos Gripen NG. Em contrato assinado em outubro do ano passado, o Brasil encomendou 36 caças fabricados pela empresa sueca Saab, para renovar a frota de combate da FAB.
A Força Aérea da Suécia treina uma média de 30 pilotos por ano, em treinamento considerado puxado. “O treinamento é intenso, mas o Gripen é um avião fácil de usar, disse a O VALE o coronel Michael Cherinet, comandante da Base de Satenäs, a maior da Suécia.

Seleção. Pascotto e Fórneas foram selecionados entre mais de 240 pilotos de esquadrões de caça. Fórneas é piloto do F-5 da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio, e Pascotto também pilota F-5 e é da Base Aérea de Anápolis (GO). 

fonte/foto/Ovale

BRASIL CRIA MÍSSIL PARA GRIPEN

Concepção artística do lançamento do míssil a um alvo localizado a 90°. Foto: Divulgação Concepção artística do lançamento do míssil a um alvo localizado a 90°. Foto: Divulgação

Empresas de São José participam do desenvolvimento do armamento de 5ª geração que vai equipar os novos caças da Aeronáutica; lançamento de protótipo foi realizado com sucesso este mês na África do Sul

Brasil e África do Sul transformaram em realidade o objeto de uma parceria iniciada em 2006 ao concluírem com sucesso este mês o lançamento de um míssil de última geração denominado A-Darter.
O armamento será usado nos caças Gripen NG da Força Aérea Brasileira e deve começar a ser produzido no primeiro semestre de 2016. Com o sucesso no lançamento, começa agora a fase de certificação do míssil.

O míssil é fruto de uma parceria entre os dois países e envolve empresas baseadas em São José dos Campos, como a Mectron e a Avibras. Também integra o projeto a Opto Eletrônica, de São Carlos.
Ao todo, já foram investidos R$ 300 milhões no projeto.

Teste. O lançamento do protótipo foi feito de um caça Gripen da Força Aérea da África do Sul. O alvo, uma aeronave não tripulada, estava em uma rota a 90° da aeronave lançadora e se distanciava. Apesar disso, o sistema de mira do míssil conseguiu "travar" no alvo, que também estava em uma altitude 600 metros mais elevada.
Considerado um modelo de 5ª geração, o A-Darter mede 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso. O míssil não tem asas e consegue fazer manobras ao direcionar o empuxo do seu motor-foguete.
Com isto, o armamento consegue ser até 10 vezes mais rápido do que um caça moderno. Além disto, o A-Darter é guiado pelo calor e também consegue "enxergar" em mais de uma frequência de infravermelho, o que permite evitar iscas incandescentes lançadas para confundir os mísseis. O alcance máximo é de 12 quilômetros.
A previsão é que a montagem final dos protótipos do novo míssil seja feita na Avibras. Por meio de nota, a Avibras informou que “o projeto A-Darter é importante para o desenvolvimento de tecnologias e de produtos novos”.
Quanto ao impacto comercial do programa no faturamento da empresa, a Avibras informou que “é pequeno neste momento, mas poderá ser mais significativo nas fases de produção seriada para o Brasil e para exportação”.
A Mectron e a Opto Eletrônica não comentaram.

Gripen. Autoridades militares da Suécia estiveram em São José entre os dias 10 e 12 para articular um acordo bilateral que envolva a certificação dos caças Gripen e a garantia da qualidade de produtos aeronáuticos.

As tratativas são conduzidas pelo IFI (Instituto de Fomento Industrial), sediado no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e pela Flugi, a autoridade militar de aeronavegabilidade da Suécia.

Início da parceria
2006

Prospecção
Ao final de 2012, a FAB contratou a Denel do Brasil por R$ 1,4 milhão para fazer um levantamento das empresas nacionais com potencial ou interesse em participar do programa

Empresas envolvidas
Brasil - Mectron, Avibras e Optoeletrônic
África do Sul - Denel Dynamics/ Denel do Brasil

Valor do projeto
R$ 300 milhões

Início de fabricação
Primeiro semestre de 2016

Estágio atual
Após o lançamento com sucesso, começa a certificação

Características
2,98 m de comprimento e 90 kg de peso, ausência de asas, resiste a forças de 100G, guiado por calor e capaz de "enxergar" em mais de uma frequência de infravermelho, alcance de 12 quilômetros

Crise econômica ameaça projeto


Para Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), a crise econômica que ronda o Brasil e os problemas vivenciados pela Avibras ameaçam o sucesso do projeto do míssil.

Os funcionários estão há dois meses sem salário e em licença remunerada.
“Acho complicado saber se vai ter recurso para isso. A situação do país é preocupante e a da Defesa, pior ainda”, afirmou Bastos.
 

O especialista também questiona as vantagens para as empresas brasileiras com a transferência de tecnologia prevista pela parceria.
“Tem que saber se a parceria com a Denel (empresa da África do Sul) vai ser dessa forma e se vai ter desdobramentos. Temos outros projetos de mísseis que não deram em nada.”


fonte/foto/OVale

REGIÃO METROPOLITANA DO VALE DO PARAÍBA VAI SEDIAR UNIDADE DA FÁBRICA DE HELICÓPTEROS SIKORSKY

Com dois trunfos de peso, São José e Taubaté disputam as atenções da empresa norte-americana Sikorsky Aircraft Corporation, fabricante dos helicópteros mais conceituados do mundo, que vai instalar unidade no Brasil e já escolheu fincar o pé no Vale do Paraíba.

A empresa quer instalar, já em 2016, um centro de manutenção de helicópteros para ampliar seus negócios no país e, no futuro, planeja ter uma fábrica de helicópteros na região. Há oferta das duas prefeituras e interesses nas duas cidades.
“A América Latina é muito importante em nossa estratégia de desenvolvimento, e queremos que o Brasil seja a nossa âncora. Existe aqui um potencial de mercado considerável. Não queremos apenas trazer helicópteros para o Brasil, mas contribuir com o desenvolvimento da indústria aeronáutica do país”, disse Antonio Pugas, vice-presidente da Sikorsky para a América Latina.

A frota da Sikorsky no Brasil é de 160 helicópteros (veja quadro). Além do uso militar, a Petrobras também é uma das grandes clientes no país.
Há possibilidade de novas vendas para as Forças Armadas dos modelos BlackHawk e SeaHawk, mais indicados para modernizar a frota brasileira. Mas segundo a Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate), não há nenhuma informação nesse sentido por enquanto.

São José. No início de fevereiro, a Sikorsky assinou parceria com o ITA, em São José, para a criação de uma disciplina de desenho de asas rotativas (helicóptero) no curso de engenharia aeronáutica do instituto.
O objetivo é criar uma nova geração de engenheiros de helicópteros no Brasil.

“Engenheiros da Sikorsky virão ao ITA para auxiliar no projeto conceitual de helicópteros que os alunos farão nos cursos de graduação”, disse Bento Silva de Mattos, coordenador técnico do projeto no ITA. A parceria inclui a criação de um laboratório que contará com simulador de helicópteros, inteiramente especificado pelo ITA, que deverá ser baseado no Sikorsky S76C.

De olho no filão --o centro de manutenção prevê investimento de US$ 20 milhões e a futura fábrica, US$ 150 milhões-- a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de São José ofereceu área à Sikorsky no Parque Tecnológico, de 130 mil metros quadrados.
“São José oferece um ambiente competitivo referência na América Latina e com uma política de suporte forte”, disse o secretário Sebastião Cavali, que levou executivos da

Taubaté. Taubaté saiu na frente e informa que aguarda documentos da Sikorsky para as negociações. Por ter uma unidade do Cavex (Comando de Aviação do Exército), o município leva vantagem.
A área disponibilizada para a empresa norte-americana será o prédio de uma fábrica desativada, no Distrito Industrial do Una 1.

Segundo o gerente do Grupo Executivo Industrial de Taubaté, Gutemberg Ramos, o prédio pode servir para o centro de manutenção e também futuramente para a fábrica de helicópteros. “A Sikorsky está em fase de tratativas com Taubaté e estamos aguardando a sua documentação. A instalação da empresa será importante para a inovação da atividade econômica, gerando emprego, tecnologia e desenvolvimento econômico para Taubaté”.

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Empresa prevê crescimento do mercado no Brasil
Da Redação

O primeiro passo para a Sikorsky se fixar no Brasil acontece até agosto, com a abertura de um escritório na região de Campinas, onde o grupo United Technologies, holding da qual a Sikorsky faz parte, já tem unidades.

No Vale, o local para o centro de manutenção e futura fábrica ainda não foi definido. “Estamos em negociações, mais avançadas em Taubaté, mas ainda não fechamos nada”, disse Antonio Pugas, vice-presidente da Sikorsky para a América Latina.


Em razão da frota no Brasil e da possibilidade de novos contratos, a Sikorsky precisa de uma unidade para pós-venda, reparo e manutenção.


A manutenção dos helicópteros da Sikorsky atualmente é feita em parte pelos operadores e peças são enviadas aos Estados Unidos.
“Considerando o tamanho do Brasil, costeira, fronteiras, mata amazônica e necessidades que o BlackHawk é melhor posicionado para a missão, estimamos a necessidade entre 70 a 90 novos helicópteros para modernização das três Forças Armadas, os quais poderíamos produzir no Brasil, gerando empregos, trazendo tecnologia e concorrência para produtores locais”, disse Pugas a O VALE.


Os números são estimativa da empresa. As Forças Armadas não comentam. Mas caso as encomendas se confirmem, a Sikorsky vai ter mão de obra capacitada e estrutura de produção no Brasil.


fonte/foto/OVale