quarta-feira, 22 de outubro de 2014

ROLLOUT EMBRAER KC-390




Gavião Peixoto-SP, 21 de outubro de 2014 – A Embraer apresentou hoje o primeiro protótipo do avião de transporte militar KC-390 produzido na fábrica de Gavião Peixoto (SP). O evento contou com a presença do Ministro da Defesa, Celso Amorim, o Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, comitivas e representantes de mais de 30 países. Após esta apresentação, a Companhia poderá realizar importantes testes em solo antes do primeiro voo da aeronave, previsto para ocorrer até o final deste ano.

fonte/DivulgaçãoEmbraer

terça-feira, 21 de outubro de 2014

LUFTHANSA PRATICAMENTE PARADA - PREJUÍZOS ECONÔMICOS GRAVES

B747-81 Lufthansa Jurgen Mai

A Lufthansa cancelou hoje a grande maioria dos seus voos de longo curso de e para o Aeroporto de Frankfurt, assim como um grande número de voos de curta distância e médio curso, incluindo 17 ligações com Portugal, devido à greve dos pilotos que, segundo a companhia aérea, está a causar “prejuízos econômicos graves”.

A greve, a oitava verificada este ano no Grupo Lufthansa, foi decretada pelo sindicado dos pilotos ‘Vereinigung Cockpit’ para o período entre as 13h de ontem, dia 20 de Outubro, e as 23h59 de hoje, dia 21, e começou por ser aos voos de curto e médio curso.

O sindicato dos pilotos estendeu no entanto a paralisação aos voos intercontinentais no dia de hoje, terça-feira, provocando o cancelamento de quase todos os voos de longo curso de e para Frankfurt, segundo uma informação da companhia aérea, que indica que em Dusseldorfe os voos de longo curso operam com normalidade.

A previsão inicial da Lufthansa era realizar 700 dos 2.150 voos previstos para o período da greve, mas após a extensão aos voos de longo curso “tornou necessário o cancelamento de outros voos”.

O ‘Vereinigung Cockpit’ contesta a decisão da Lufthansa de suprimir a regra que permite aos pilotos reformarem-se antecipadamente aos 55 anos mantendo 65% do salário até atingirem a idade da reforma, que a União Europeia recentemente elevou para 65 anos.

Canceladas 17 ligações entre Portugal e Alemanha
A Lufthansa indica que estão canceladas no dia de hoje 17 ligações entre Portugal e Alemanha, designadamente cinco partidas de Lisboa e cinco voos de Frankfurt e Munique com destino à capital portuguesa, duas partidas do Porto e três voos de Frankfurt para o Porto e um voo de Faro e outro de Frankfurt para Faro.

Seis voos cancelados entre a Alemanha e o Brasil
Por via da extensão da greve aos voos intercontinentais nesta terça-feira, dia 21, a Lufthansa já comunicou que foram cancelados os seguintes voos que tinham como destino e partida aeroportos brasileiros:

LH507 São Paulo – Frankfurt

LH506 Frankfurt – São Paulo

LH504 Munique – São Paulo

LH500 Frankfurt – Rio de Janeiro

LH501 Rio de Janeiro – Frankfurt

LH505 São Paulo – Munique (com partida amanhã, dia 22)

A companhia está a atender os clientes afetados pelos cancelamentos, na perspetiva de resolver os problemas suscitados pela greve e encaminhá-los para o seu destino através de outros voos de outras companhias ou adiando as suas viagens.

fonte/NewsAvia

ACIDENTE COM JATO EXECUTIVO FALCON DE "MARGERIE" EM MOSCOU

Christophe de Margerie, presidente e diretor geral da Total, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, morreu esta madrugada num acidente aéreo ocorrido no Aeroporto de Vnokovo, em Moscovo, capital da Rússia, confirmaram diversas agências noticiosas internacionais.

Segundo a imprensa francesa, o patrão da Total, grupo petrolífero multinacional de matriz francesa, que tem cerca de 100.000 empregados em 130 países do mundo, viajava a bordo de um avião executivo Falcon 50 de três reactores que explodiu no aeroporto após ter colidido com uma máquina limpa-neves, no momento em que ia descolar com destino a Paris.

No acidente morreram quatro pessoas: o presidente da Total, um piloto, dois assistentes de bordo. O motorista da máquina limpa-neves, encontra-se detido para interrogatórios .

Christophe de Margerie era o único passageiro e tinha se deslocado à capital russa para participar numa reunião do ‘Foreign Investment Advisory Council’ (FIAC), entidade internacional que agrupa dirigentes de empresas do mundo inteiro e representantes do governo russo, e que, se reúne anualmente a meados do mês de Outubro.

O Aeroporto de Vnokovo é um dos três aeroportos internacionais que servem a capital russa. Está situado a cerca de 30 quilometros do centro da cidade e está especialmente vocacionado para a aviação executiva.

Christophe de Margerie, tinha 63 anos de idade. Cresceu numa família de diplomatas e grandes empresários. Era neto de Pierre Taittinger, fundador do império de luxo e de produção de champanhe Taittinger. Fez carreira na Total, onde passou por diversos cargos superiores até alcançar o topo de uma das maiores empresas industriais francesas, em 2010.

French energy giant Total CEO Christophe

Nesta madrugada, em Paris, na sede da Total, estava concentrado todo o Conselho de Administração da Total em reunião de emergência. Um porta-voz da empresa disse que muitos ainda não acreditam na notícia e que a tragédia caiu como um tremor de terra na sede da companhia.

fonte/foto/NewsAvia

POUSO FORÇADO DE AVIÃO QUASE VIRA UMA TRAGÉDIA NO INTERIOR DO ACRE

Um avião bimotor, prefixo PT-EVN, saiu do município de Santa Rosa do Purus com destino a cidade de Manoel Urbano na tarde deste domingo, 16, e ao  tentar pousar no município de destino, os pneus da aeronave estouraram ao tocar o solo.

Com o problema no pneu, o piloto perdeu o controle da direção e para evitar uma tragédia foi obrigado a guiar o avião para uma matagal próximo a pista visando amortecer o impacto.

De acordo com testemunhas, havia quatro pessoas no avião que era conduzido pelo piloto identificado como Alvaro. Ninguém ficou ferido com a realização da manobra.

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No dia 5 deste mês, dia da eleição, um outro avião de pequeno porte, pilotado por Jona Guilherme, de 63 anos,  caiu na mesma região. Depois de intensas buscas, após três dias, o serviço de resgate localizou a Aeronave. Por sorte, o piloto estava vivo. A aeronave caiu numa região de mata fechada no lago Palmari, a 40 km da cidade de Sena Madureira.

Dia após o resgate, o ac24horas revelou em reportagem exclusiva que a aeronave faz uma voo pirata no interior do Acre. Segundo documentação obtida, a aeronave de matrícula PT-KMS, envolvida no acidente, estava com a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) vencida e com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) cancelado.

fonte/fotoAC24Horas

Dados da aeronave via RAB


MATRÍCULA: PTEVN
 
 
Proprietário:
ALVARO ANTONIO MARQUES
CPF/CGC:

Operador:
ALVARO ANTONIO MARQUES
CPF/CGC:

 
Fabricante:
EMBRAER
Modelo:
EMB-810C
Número de Série:
810248
Tipo ICAO :
PA34
Tipo de Habilitação para Pilotos:
MLTE
Classe da Aeronave:
POUSO CONVECIONAL 2 MOTORES CONVENCIONAIS
Peso Máximo de Decolagem:
2073 - Kg
Número Máximo de Passageiros:
005


Categoria de Registro:
PRIVADA SERVICO AEREO PRIVADOS
Número dos Certificados (CM - CA):
9948
Situação no RAB:

Data da Compra/Transferência:
211011


Data de Validade do CA:
05/12/18
Data de Validade da IAM:
061214
Situação de Aeronavegabilidade:
Normal
Motivo(s):

Consulta realizada em: 21/10/2014 07:43:20

VÍDEO DA COLISÃO DE JATO DE TREINAMENTO AIDC-AT3 DA FORÇA AÉREA DE TAIWAN


BRASILEIRO É O QUE MAIS VAI COMPRAR JATOS ATÉ 2014



A demanda por aviões executivos vai somar encomendas de 9,450 mil unidades entre 2014 e 2024, representando negócios da ordem de US$ 280 bilhões para a indústria da aviação mundial nos próximos dez anos. É o que revela a 23ª pesquisa anual realizada pela Honeywall, fornecedora de produtos e serviços de tecnologia aeronáutica, junto a 1,5 mil empresas do setor.

Este ano, o número de aviões que os executivos disseram querer comprar até 2024 é 8% maior que os planos informados em 2013.
O Brasil é o mercado em destaque na pesquisa. Apresenta a maior demanda projetada para os próximo dez anos. O mercado brasileiro vai comprar 482 jatos executivos entre 2014 e 2024, respondendo por 44% de toda a demanda da América Latina nesse período. "Apesar de uma economia relativamente estagnada, a demanda no Brasil permanece entre as mais elevadas do mundo", disse o presidente do setor de aviação gera da Honeywell, Brian Sill.
Segundo ele, o Brasil apresenta uma demanda equilibrada entre modelos maiores, mais caros e de maior alcance, e os aviões menores, mais acessíveis. "A base de aviões no Brasil é grande. Então a renovação da frota sempre tem peso na demanda mundial", disse.
Mas Sill chamou a atenção para o fato de haver uma queda de 11 pontos no percentual de renovação da frota brasileira. Se ano passado os empresários do setor projetavam uma renovação de 39% dos aviões em utilização, este ano o plano de troca representa 28%.
Segundo Sill, esse menor desejo de trocar jatos executivos no Brasil tem relação com uma base maior - o mesmo número de encomendas representa um percentual menor de renovação na medida em que a frota cresce -, mas também mostra cautela ante o cenário econômico doméstico.
Segundo o estudo da Honeywell, 19% das 9.450 encomendas de aeronaves a serem feitas até 2024 serão assinadas já em 2014. Outros 19% em 2015, depois 14% em 2016 e mais 22% desses pedidos serão efetivados em 2016.
Se o cenário projetado na pesquisa da Honeywell se confirmar, 23% da atual frota de aeronaves executivas será renovada até 2017. Esse percentual está em linha com o que fora traçado no levantamento da companhia em 2013.
"Para 2015, o mercado sinaliza que continuará crescendo puxado pelos lançamentos de novos modelos e pela melhora do ambiente econômico global", diz Sill.
Entre os tipos de aviões executivos que serão comprados nos próximos três anos, 46% serão de aeronaves de cabine grande. Os modelos médios serão 28% das unidades compradas. Já os jatos menores representarão 26% dos pedidos.
À frente da América Latina, que terá 17% das encomendas de jatos até 2024, estão a América do Norte, com 59%, e Europa, com 18%. As regiões da Ásia e do Oriente Médio, juntas, somam 6% da demanda.

fonte/Valor

AEROPORTO DE SOROCABA RECEBERÁ IMPLANTAÇÃO DE TORRE DE CONTROLE


Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) publica em outubro edital de licitação para implantação da torre de controle do aeroporto Bertram Luiz Leopolz, em Sorocaba(SP). O valor previsto para as obras é de R$ 14,6 milhões.

As obras tem previsão de início em dezembro de 2014 e conclusão em abril de 2016. O pacote de melhorias contempla a construção da torre de controle com 500 metros quadrados, subestação principal, anexos operacionais e vias de acessos operacionais. Além disso, serão implantados dois grupos geradores, dois conjuntos de transformadores, reguladores de corrente contínua e infraestrutura elétrica e de emergência.
De acordo com o Daesp, a implantação da torre de controle vai dar maior segurança de voo aos usuários do aeroporto de Sorocaba, que é o principal voltado à aviação geral no interior do estado.
As obras de implantação da torre serão executadas com recursos do governo do estado.

fonte/G1

DRONE ESPIANDO A VIZINHA DE TOP LESS


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PILOTOS DE MÉDIO CURSO DA LUFTHANSA EM GREVE DURANTE DOIS DIAS

O sindicato alemão ‘Vereinigung Cockpit’, no qual estão filiados os pilotos da Lufthansa, convocou mais uma greve para esta semana que tem dois aspectos particulares: decorrerão durante 35 horas (começa às 11h00 TMG/UT da segunda-feira, dia 20 de Outubro, e termina às 21h59 TMG/UT da terça-feira, dia 21 de Outubro) e abrange apenas os pilotos que trabalham com as frotas de médio curso: Airbus A320, Boeing B737 e Embraer.

Os pilotos contestam as condições de pré-reforma apresentadas pela companhia, notadamente, a intenção se suprimir a regra que permite aos pilotos reformarem-se antecipadamente aos 55 anos mantendo 65% do salário até atingirem a idade da reforma, que a União Europeia recentemente elevou para 65 anos de idade.

A greve marcada para amanhã, dia 20 de Outubro, será a oitava promovida pelo ‘Vereinigung Cockpit’ para pressionar a manutenção desse benefício, e a segunda este mês, depois de na quinta-feira, dia 16, ter convocado os pilotos da Germanwings, subsidiária low cost do grupo para outra paralisação.

Em 30 de Junho, a Lufthansa tinha 73 aviões A319, 68 A320, 62 A321, 23 Boeing B737 e 43 Embraer, não se sabendo ainda que percentagem da frota irá parar devido à greve.

fonte/ NewsAvia

O PROGRAMA ESPACIAL SECRETO DOS EUA


Imagem do X-37B na base de Vanderberg, na Califórnia, após sua segunda missão.
Imagem do X-37B na base de Vanderberg, na Califórnia, após sua segunda missão.

 Muita gente ficou agitada com o retorno de um miniônibus espacial não-tripulado americano, o X-37B, após quase dois anos numa misteriosa missão em órbita. O que ele estaria fazendo lá? Bem, as respostas exatas estão escondidas em alguma pasta marcada como “top secret” nos arquivos do governo, mas já sabemos algumas coisas. A mais clara delas é que os Estados Unidos têm um avançado programa espacial militar, de natureza confidencial. E eles estão se preparando para futuras guerras no espaço.

Sua gestão fica sob os auspícios do Comando Espacial da Força Aérea americana, que desde 1999 tem a obrigação de estar pronto, caso requerido, a aplicar força além da atmosfera terrestre — conceito definido como a habilidade de realizar operações de combate no espaço, a fim de influenciar o curso e o desfecho de um conflito.

Essa nova diretriz, formulada pelo Departamento de Defesa americano ainda no governo Clinton, ganhou força com seu sucessor, George W. Bush, sobretudo após o 11 de setembro de 2001, e desde então não vimos nenhum sinal de arrefecimento. Naquela época, o Comando Espacial julgava razoável o estabelecimento de novas tecnologias de armamento espacial para uso a partir de 2010 e além. Pois bem. Não sei se você reparou, mas nós já passamos dessa data.

Pode apostar que o X-37B se encaixa nesses planos. Originalmente desenvolvido em 1999 pela gigante aeroespacial Boeing para a Nasa (agência espacial que cuida do programa civil americano), ele foi transferido para a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa) em 2004 e ganhou o status de confidencial, além de ter sofrido modificações (o original, para uso civil, se chamava apenas X-37).


Esta foi a terceira e mais longa das missões realizada pelos dois veículos X-37B da Força Aérea americana. A primeira (OTV-1), conduzida em 2010, durou 224 dias. A segunda (OTV-2), iniciada em 2011, consumiu 469 dias. A atual (OTV-3) bateu todos os recordes. Já são 22 meses no espaço. No lançamento, em 11 de dezembro, a Força Aérea dizia que a duração do voo seria de nove meses. O que o X-37B ficou fazendo lá em cima afinal?

Embora não diga o que é, o Comando Espacial já disse o que não é: os militares afirmam que não houve nenhum teste de armamento espacial durante a missão. Ou seja, felizmente ainda não chegamos na era “Guerra nas Estrelas” (não custa lembrar, mas, mesmo no auge da rivalidade entre americanos e russos, ninguém até hoje ousou dispor plataformas armadas no espaço).

Contudo, os militares americanos acreditam que essa era não tardará a chegar. A atual doutrina de defesa ianque considera a militarização do espaço inevitável, por uma razão muito simples: compensação assimétrica. Com armas no espaço, até mesmo um país meio pé-rapado militarmente poderia afundar os poderosos porta-aviões que sustentam o poderio militar americano no planeta. Ou seja, em vez de precisar de porta-aviões similares (e caríssimos) para estabelecer o equilíbrio de forças, uma nação inimiga poderia optar por um caminho diferente (e potencialmente mais barato) para chegar a esse objetivo.

Em 2001, o então major Austin Jameson, da Força Aérea americana, escreveu um artigo falando sobre as capacidades do X-37 e, em um dos capítulos, ele se pergunta logo no título: “Será o espaço o próximo Pearl Harbor?”

É uma referência ao ataque japonês que impulsionou os Estados Unidos à Segunda Guerra Mundial, em 7 de dezembro de 1941. E não é uma ideia infundada. A dependência americana de satélites-espiões para inteligência e de infraestrutura espacial de telecomunicações para comando e controle os torna alvos preferenciais num conflito. Até porque, no momento, esses equipamentos estão indefesos.

QUEM ATACARIA?
Durante a Guerra Fria, talvez fizesse sentido se preocupar com ataques a satélites, caso soviéticos ou americanos decidissem que era hora de iniciar o apocalipse. Mas no mundo de hoje?
Bem, a China fez o favor de confirmar a tese americana de que a escalada da militarização espacial era inevitável em 2007, quando usou um míssil para detonar em órbita um velho satélite meteorológico pertencente a seu próprio país. Foi um recado. “Nós, se quisermos, podemos atacar seus preciosos satélites.”

Imagem mostra as órbitas individuais dos cacarecos que sobraram do satélite chinês um mês após a detonação. Um bocado de lixo espacial.
Imagem mostra as órbitas dos cacarecos que sobraram do satélite chinês um mês após a explosão. Um monte de lixo espacial.

Em 2008, os americanos deram o troco e destruíram um satélite-espião não funcional. Alegaram que ele podia acabar caindo sobre regiões povoadas com um tanque cheio de hidrazina — combustível tóxico. Mas é balela. O risco era mínimo. Foi para medir forças e mandar o seu recado também.
Ou seja, se em algum momento o pau comer com certeza teremos ataques a satélites.

É aí que o X-37B parece ter seu apelo. Não é nem pela habilidade fartamente demonstrada na atual missão de permanecer muito tempo no espaço. Mas é pela facilidade com que ele pode ser lançado e depois retornar à Terra com a mesma flexibilidade e rapidez.

Um dos pré-requisitos dos ônibus espaciais da Nasa, aposentados em 2011, mas criados na década de 1970, era a capacidade de dar apenas uma volta na Terra, em cerca de 90 minutos, e então regressar a uma pista de pouso convencional em solo americano. O requerimento foi estabelecido pela Força Aérea e tem uso tático óbvio, não só para o ataque a satélites, como para a defesa.
Não há razão para crer que o X-37B seja menos capaz. Na verdade, por ser mais simples e não-tripulado, ele deve ser ainda mais versátil.

Pela órbita em que estava em sua última missão, o veículo provavelmente realizou tarefas de observação da Terra. Ou seja, agiu basicamente como satélite-espião, além de testar a durabilidade de suas partes durante uma longa missão no espaço. Especula-se que ele também tenha produzido imagens de outros satélites no espaço, uma forma nova de vigilância que tem tudo a ver com o crescimento da militarização espacial.

O FUTURO
Ao analisar o X-37 em 2001, o major Jameson destacou que ele poderia ser útil nas quatro vertentes de uso ensejadas pela Força Aérea no espaço: incremento de força, apoio espacial, controle espacial e aplicação de força.

Concepção artística do X-37, na época em que o projeto ainda era civil e da Nasa.
Concepção artística do X-37, na época em que o projeto ainda era civil e da Nasa.

Como incremento de força, o veículo poderia oferecer inteligência e reconhecimento de terreno (função de satélite-espião), comunicações e meteorologia. Parece ter sido essa a principal vertente da atual missão, embora os dados sejam estritamente confidenciais e o Mensageiro Sideral não tenha acesso a nenhum cagueta no estilo “Garganta Profunda”.

No apoio espacial, o X-37 poderia ser usado para levar satélites ao espaço ou mesmo recuperar satélites danificados — um perfil de missão que já existia para os ônibus espaciais da Nasa, até o acidente com o Challenger, em 1986.

Como elemento de controle espacial, ele poderia ter papéis ofensivo (prejudicando o funcionamento de satélites inimigos e mesmo os destruindo) e defensivo (monitorar o ambiente espacial e detectar ataques a satélites, evitando-os).

Finalmente, como aplicação de força, ele poderia ser usado para atacar alvos terrestres. “O X-37 é bem conveniente para transportar uma carga útil de aplicação de força para o espaço em um prazo rápido. Equipado com armas de precisão como mísseis hipersônicos guiados por laser ou GPS, o X-37 pode ser instado a lançar essas armas para atacar alvos no meio do território inimigo sem risco para vida humana”, escreveu Jameson, que em seu artigo deu uma pista do que podemos esperar para o futuro do programa.

“Teoricamente, a Força Aérea poderia ter vários esquadrões de X-37 dispostos nas costas leste e oeste dos Estados Unidos, preparados e prontos para atender aos requerimentos do comandante”, apontou.

HOJE SÓ AMANHÃ
Ainda estamos longe disso. A Força Aérea só tem dois X-37B, e suas missões até agora — incluindo esta última — são testes tecnológicos mais que qualquer outra coisa. A ideia é testar, pouco a pouco, a versatilidade do veículo e confirmar as teses que eram levantadas no início do século quanto à sua potencial utilidade.

Enquanto isso, em 2011 a Boeing anunciou planos para desenvolver uma variante maior do X-37B, o X-37C. Maior, ele seria capaz de transportar até seis astronautas em sua área de carga. A atual versão tem o tamanho de uma caminhonete e não suporta tripulantes.

Na guerra ou na paz, uma coisa é certa: esta não será a última vez que você ouvirá falar da escalada militar americana no espaço.

Há de se admirar a proficiência técnica. Mas, se eu falar que isso tudo não me assusta, é mentira. Como já apontava no meu livro “Rumo ao Infinito”, em 2005, um conflito em órbita poderia efetivamente encerrar a era espacial, envolvendo a Terra numa intransponível camada de lixo. Dez anos depois, parece que estamos ainda mais perto de enfrentar esse drama. Tomara que não cheguemos lá.

fonte/OMensageiroSideral/blogFSP