quarta-feira, 1 de novembro de 2017

ACIDENTE COM JATO PHENOM EM JUIZ DE FORA, SEM VÍTIMAS


Um avião Embraer Phenom, prefixo PR-IVI, pertencente ao Hospital Dr João Felicio 
Ltda, derrapou no início da noite desta terça-feira (31) no Aeroporto Francisco 
Álvares de Assis, mais conhecido como Aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora. 
O piloto não conseguiu parar a tempo e parou perto de um barranco. 
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o mau tempo pode ter ocasionando 
o acidente. Piloto e passageiro estavam no avião, mas ninguém se feriu e eles 
foram liberados. 
"No momento chovia e a neblina estava baixa, por este motivo aviões não saíram mais cedo do local. Este avião em específico fez o pouso e o piloto conseguiu fazer retorno. Ele virou cerca de 120 graus pra esquerda e conseguiu fazer com que não ocorresse vítimas e nem danos mais graves", explicou ao G1 a tenente Priscila Adonay.

À produção do MGTV, o presidente da Associação Pró-Serrinha, Alexandre Maestrini, disse que como o aeroporto não tem sala de operação, os aviões têm que se comunicar entre eles mesmos e também decidir por eles mesmos o que fazer. 
"Quando o tempo está ruim, por questões de segurança, os pilotos não pousam 
no início da pista e aproveitam mais o meio dela. E acredito que ele tomou essa 
decisão sozinho, com a pista molhada e baixa visibilidade. Como não tem operador 
no aeroporto, as luzes não foram ligadas", comentou. 
Maestrini também informou ao MGTV que outros equipamentos, como a biruta, que 
indica a direção dos ventos, está rasgado por falta de manutenção. "São vários defeitos por 
falta de operação. Sem o operador, o piloto não consegue ter informações da pista, 
nem condições de pouso, nem do tempo. Sem o operador e equipamentos básicos 
para a decolagem, o pouso não fica à disposição do piloto, que tem que pousar apenas no 
visual", acrescentou. 
Apesar do incidente, o presidente da associação disse que a Prefeitura deve o quanto antes 
colocar um operador para que acidentes mais graves sejam evitados. "A grande 
preocupação 
é com o início da operação da Passaredo em Juiz de Fora. A empresa espera começar a 
atuar no próximo dia 11 na cidade. Contudo, ainda não há empresa licitada para a 
operação no aeroporto", concluiu.

Serrinha

O Aeroporto da Serrinha foi inaugurado em 1958. De 1996 a 2007 foi administrado
 pela Infraero, em seguida ficou por conta da Sociedade Nacional de Apoio 
Rodoviário e Turístico Ltda (Sinart). 
O terminal conta com estacionamento aberto, sala de espera e de embarque, 
banheiros e uma lanchonete. A pista tem 1.535 metros de comprimento 
por 30 de largura e suporta aeronaves com capacidade para até 50 passageiros. 
Atualmente, o Aeroporto da Serrinha não recebe vôos comerciais e trabalha 
com táxis aéreo e voos executivos. O local também serve para formação de pilotos 
e como aeroclube. 
O local é administrado pela Prefeitura e está em processo a contratação de uma e
mpresa especializada para a gestão. Mas enquanto não ocorre, funciona com 
pessoal próprio do Executivo até a conclusão do processo licitatório. 
Em agosto, a Prefeitura informou que o objetivo é transformar o aeroporto em um 
ponto de interesse para as empresas que tenham como atividade principal ou 
secundária atender a aviação executiva, além de manter o atendimento de táxi aéreo.

fonte/foto/G1/RedesSociais


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