terça-feira, 12 de janeiro de 2016

PASSAGEIRA DESCREVE MOMENTO DE PÂNICO APÓS DESCIDA ABRUPTA DE AERONAVE DA AZUL

Um carro descendo em alta velocidade uma lomba esburacada. Assim é descrito pela porto-alegrense Lênia Moraes o momento de pânico vivido a bordo de um voo da Azul Linhas Aéreas na última segunda-feira. A servidora da Justiça Federal decolou do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 20h30min, mas, segundo ela, a tranquilidade da viagem a Porto Alegre não durou nem 15 minutos. 

Ao lado da filha de quatro anos, ela olhava, coincidentemente, o mapa de voo e, por isso, diz ter a noção exata da queda abrupta pela qual passou a aeronave. Lênia conta que o avião estava a 7 mil metros de altura e a uma velocidade aproximada de 700 km/h, quando houve uma perda de sustentação que fez alguns passageiros entrarem em desespero. O avião teria descido em poucos minutos 4 mil metros.
— Foi uma queda muito rápida. Só não posso dizer que parecia uma montanha-russa por causa dos solavancos. O avião parecia corcovear. Foi terrível. Todas as luzes começaram a piscar e uma sirene intermitente igual a um alarme de carro tocava enquanto o avião descia — relata.

Enquanto a filha perguntava o que estava acontecendo, ela tentava manter a calma para não assustar a menina. Aos 46 anos e com algumas viagens entre São Paulo e Porto Alegre na bagagem, diz nunca ter passado por algo parecido.
— As comissárias estavam servindo as bebidas. Isso mostra que era algo que eles não esperavam. Quando começou o problema, elas correram para suas cadeiras. Depois que terminou, algumas delas estavam com os olhos cheios de lágrimas. E eu só queria descer.

Lênia não sabe explicar quanto tempo durou o problema, mas lembra que, passado o susto inicial, o piloto informou que houve um "problema técnico" e que estava avaliando pousar em Curitiba, no Paraná. Pouco tempo depois, voltou a se comunicar com os passageiros informando que o voo seguiria até Porto Alegre.
— Turbulência a gente entende, é da natureza. Mas problema técnico, não. Não sei até agora o que aconteceu naquele voo. Ninguém explicou nada depois que pousamos.

Após a estabilização, a temperatura no avião estava muito alta, diz Lênia. Tanto que a filha dela, conforme seu relato, chegou a Porto Alegre encharcada de suor. A porto-alegrense diz ainda que o piloto falou sobre o ar-condicionado, ao pedir desculpas pela temperatura elevada e explicar que não teria como manter a aeronave em uma temperatura agradável. 
— Fiquei acompanhando o mapa de voo. O avião, que normalmente se mantém a 800 km/h, não passou de 500 km/h após o incidente. Em vez de voar a 7 mil metros de altura, se manteve em 3,1 mil metros até o Salgado Filho. Foram mais de duas horas de pavor — diz.

A reportagem entrou em contato com a Azul para que a empresa explicasse o ocorrido, mas até as 20h30min desta terça-feira não obteve resposta.  

fonte/ZeroHora

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