RESPONSÁVEL PELO AEROVALE, GRUPO PENIDO ENTRA COM PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Máquinas e operários trabalham nas obras de implantação do Aerovale, em Caçapava_Foto: Arquivo/OVALE Máquinas e operários trabalham nas obras de implantação do Aerovale, em Caçapava_Foto: Arquivo/OVALE


O Grupo Penido entrou na Justiça de São José dos Campos com um pedido de recuperação judicial em razão de dívidas na ordem de R$ 35 milhões, a maior parte delas com fornecedores e bancos, mas também trabalhistas e tributárias.
Responsável pela construção do Aerovale, em Caçapava, um dos maiores empreendimentos privados da região, o grupo sucumbiu aos problemas do mercado da construção civil, em retração desde o ano passado.
Fazem parte do grupo as empresas Penido Construtora e Pavimentadora, Penido Desenvolvimento Urbano e Participações e CEA (Centro Empresarial Aerospacial Incorporadora).

Trâmite. O pedido de recuperação judicial foi protocolado no início de março e aprovado no último dia 27, pela 5ª Vara Cível de São José dos Campos.
A Justiça designou a empresa Deloitte Touche Tohmatsu, uma das maiores consultorias empresarias do mundo, como administradora judicial da fase de recuperação do grupo.
Neste período, as empresas poderão renegociar as dívidas e aumentar o prazo para ressarcir os credores. Os pagamentos trabalhistas terão prioridade.
O grupo terá 60 dias, a partir do deferimento da Justiça, para apresentar e aprovar um plano de recuperação junto aos credores, em assembleia.
Com isso, a meta do grupo é recuperar as empresas em até um ano, pedindo a extinção do processo de recuperação judicial.
“O grupo não tem problema de insolvência, mas de liquidez”, disse o advogado Alex Costa Pereira.
“O patrimônio do grupo está avaliado em R$ 300 milhões, mas é quase todo de ativos em bens imóveis, em não dinheiro em caixa.”

Atividades. Segundo o advogado, as atividades da empresa continuarão normalmente, especialmente no Aerovale.
“A Penido poderá participar de licitações e a construção do Aerovale irá continuar. A empresa mantém suas atividades normalmente”, afirmou.

Obra. A construção do Aerovale começou em setembro de 2012, após 10 anos de projetos e licenciamento ambiental.
Trata-se de uma pista para pousos e decolagens de 1.550 metros e um loteamento empresarial, comercial e de serviços ao redor, com lotes para a instalação de empresas.
O investimento no negócio foi de cerca de R$ 200 milhões.

Ação. Em novembro do ano passado, o Ministério Público pediu à Justiça a suspensão das obras no Aerovale, que estaria em áreas de preservação permanentes e úmidas. A Justiça suspendeu parcialmente os trabalhos. O MP recorreu e pede a interrupção total.

Memória
Inauguração foi adiada para 2015
A inauguração do Aerovale está prevista para ocorrer em junho deste ano, após atrasos nas obras. A primeira estimativa era de levantar os primeiros voos na pista antes da Copa do Mundo de 2014. Depois, a inauguração ficou para dezembro do ano passado. Agora, com a ação do MP e a recuperação judicial, o prazo pode sofrer novo adiamento.

fonte/foto/OVale

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