TRISTE FIM.....NAVIO CALYPSO DO OCEANÓGRAFO JACQUES-YVES COUSTEU, SERÁ LEILOADO

Navio Calypso, do oceanógrafo Jacques-Yves Cousteau, será leiloado Olivier Bernard/Divulgação
Barco foi utilizado pelo oceanógrafo para navegar pelos mares do mundo para registrar o fundo marinhoFoto: Olivier Bernard / Divulgação
O famoso navio "Calypso", do oceanógrafo francês Jacques-Yves Cousteau (1910-1997), irá a leilão judicial após um conflito entre seus familiares e o estaleiro onde o barco está desmontado.
É triste a imagem atual do navio que navegou os oceanos sob o comando de Cousteau e que desde 2007 está em péssimo estado no hangar número 8 do estaleiro Piriou de Concarneau, pequeno porto bretão do oeste da França.

Apenas se reconhece a estrutura oxidada da ponte de observação da proa do Calypso, um caça-minas britânico da Segunda Guerra Mundial que foi convertido por Cousteau em navio oceanográfico. A embarcação afundou em um cais de Cingapura, em 1996, um ano antes da morte do famoso explorador.

Leia todas as notícias do Planeta Ciência
Leia todas as notícias de Zero Hora
Nesta sexta-feira, expirou o prazo determinado pela justiça para que a Equipe Cousteau, dirigida por Francine Cousteau, viúva do explorador, retirasse os destroços do navio. O estaleiro Piriou anunciou ter cumprido todos os trâmites legais para que a embarcação naufragada seja oferecida pelo maior lance, em um leilão a ser realizado em data ainda não especificada.
A ideia inicial era construir um museu nas docas do porto, o que custaria um milhão de euros (cerca de R$ 3,4 milhões). Mas as obras foram interrompidas depois de uma disputa entre a Equipe Cousteau e o estaleiro.
 
À espera de um investidor 
— Acredito que podemos encontrar pessoas ricas que possam estar interessadas no assunto e que estão dispostas a investir dinheiro para restaurar o navio — indicou no mês passado o proprietário do estaleiro, Piriou Pascal. — Há muito trabalho pela frente, mas é possível.
Enquanto isso, a Equipe Cousteau disse que espera chegar a uma solução para a disputa. Fontes do estaleiro Guiop, do porto bretão de Brest, especializado em recuperação e construção de barcos de madeira, foram recentemente contatados pela equipe de Cousteau para pensar o que fazer com o navio.
— Aparentemente, resta apenas um esqueleto, mas a estrutura ainda se mantém rígida o que permitiria transportá-lo — declarou um especialista do Guiop.
Ele ainda acrescentou que, em todo mundo, "talvez este seja o único navio francês conhecido" e que "custa imaginar que o deixem morrer completamente".
Uma declaração do estaleiro de Piriou, que exige 273.000 dólares à Equipe Cousteau pelo depósito e obras já concluídas, anunciou na sexta-feira que através do leilão propõe "fazer o necessário para ter as mãos livres do ponto de vista legal e encontrar a melhor solução para obter a soma devida a nós, esvaziar nossas instalações e dar ao Calypso um futuro digno de sua história".
Jacques-Yves Cousteau, que denunciou durante quatro décadas, a partir de 1950, "o saque e vergonhoso abuso dos oceanos por causa de uma visão equivocada de progresso", navegou pelos mares do mundo para registrar o fundo marinho, que se tornaram filmes assistidos por milhões de pessoas.
fonte/foto/AFP/ZeroHora

Comentários

Total de visualizações de página

Postagens mais visitadas