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ACESSOS AO AEROPORTO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE SERÃO POR VIAS SIMPLES E SEM ILUMINAÇÃO

Desde que a primeira licitação para a construção dos acessos ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante foi deflagrada, 14 meses se passaram e nenhum vestígio de poeira ou máquinas na pista sinaliza o início das obras. O Governo pede mais 20 dias de prazo – para acionar as máquinas – mas, além do atraso, um detalhe chama a atenção: os projetos executivos já aprovados pelo DER não contemplam a duplicação da RN-160, única via direta de acesso ao município a partir de Natal. 

Excluídos os trechos da BR-406, BR-304 e BR-101 – cerca de 10 km das rodoviais estão incluídos nos projetos - as demais vias para chegar e sair do novo aeroporto serão pistas simples e, inicialmente, sem iluminação ao longo de quase 24 km. E é provável que o terminal de cargas e passageiros, anunciado como o sétimo maior do mundo e cujo início da operacionalização a Concessionária Inframérica marcou  para abril de 2014, seja inaugurado sem que as obras adjacentes estejam prontas. 

Segundo o diretor/presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), Demétrio Torres, as intervenções relacionadas aos acesso ficarão prontas no final de maio do ano que vem. Um mês, portanto, após o início das atividades do novo aeroporto e às vésperas da Copa do Mundo da Fifa em Natal.  Entretanto, no entendimento do DER/RN, as obras já começaram.

“As instalações foram iniciadas e a chegada de alguns equipamentos está marcada. O levantamento topográfico está em vias de conclusão. O início das obras não se caracteriza pela poeira e máquinas operando. Isto vai começar nos próximos 20 dias”, ressalta Demétrio Torres. Sobre os 14 meses de atraso, ele justifica que a “burocracia interminável” emperrou processos, o que postergou o início das intervenções. Afora a organização da papelada referente às obras, segundo o titular do DER, foi necessário ampliar o conjunto de projetos para expandir as rotas de acesso ao novo aeroporto.

O custo foi alterado e as obras ficaram 4,8 vezes mais caras, comparado-se com o primeiro valor divulgado pelo Governo do Estado. O projeto original foi acrescido de novos empreendimentos e, em termos percentuais, sofreu um ágio de 381,32%, saltando de R$ 15 milhões para aproximadamente R$ 72,1 milhões. “Brigamos pelos projetos porque era uma oportunidade boa. A mobilidade não é só para a Copa do Mundo. O nosso projeto contempla 20 anos para a frente e é importante que se tenha um anel viário na Região Metropolitana”, defende Demétrio Torres.

Rápida execução

Demétrio Torres minimiza o tempo perdido com o procedimento burocrático e assegura que as obras em voga são de “rápida execução”. “Todos os projetos estão prontos, licitados, com os recursos garantidos. O Governo do Estado pegou dinheiro emprestado com a União para executar as obras e todas serão entregues em maio de 2014. Teremos treze meses para executá-las”, enfatiza.

Conforme esclarecido pelo titular do DER/RN, as intervenções ocorrerão, basicamente, em áreas rurais, onde não há necessidade de desapropriação de imóveis. “As desapropriações serão mínimas e em alguns casos, os donos dos terrenos pelos quais as pistas irão passar, ofereceram as terras ao Governo sem nenhum custo. Eles são conscientes do benefício da obra”, relata.

Os recursos referentes à execução das intervenções serão desembolsados pela Caixa Econômica Federal, a partir de um convênio assinado entre o Governo do Estado e o Banco no início deste mês. A execução das obras está sob a responsabilidade da Construtora Queiroz Galvão, vencedora da licitação.
  

fonte/TribunaDoNorte

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